​​Mais de 500 pessoas se inscreveram para castrar animais em Sabará (MG) mas Prefeitura cancelou ação

​​Mais de 500 pessoas se inscreveram para castrar animais em Sabará (MG) mas Prefeitura cancelou ação

Mais de 500 pessoas se inscreveram na Prefeitura de Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte, para castrar seus cães ou gatos no último sábado, 21 de julho, durante uma ação social na cidade. Mas somente 24 animais foram castrados porque houve um problema de comunicação entre as instituições, o que levou a Prefeitura a divulgar um comunicado (ver anexos) na sexta-feira, 20 de julho, cancelando as castrações e agendando data para agosto.

O fato citado acima mostra claramente a demanda enorme que a população de Sabará tem pela castração de cães e gatos. A esterilização cirúrgica de animais é obrigação das prefeituras, de acordo com a Lei MG 21.970/2016.

“Ficamos chateados porque precisamos muito castrar nossos cães. Não temos dinheiro pra pagar castração em clínica. Eu e vários vizinhos vamos cobrar da Prefeitura”, desabafou Rosa Maria dos Santos, moradora da  rua Alto Fidalgo , 321 – Campo Santo Antônio. Ela é muito pobre e tem muitos animais em casa.

Vários dos 24 animais castrados no último sábado não são de pessoas carentes.

O Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA) já mandou três ofícios para o prefeito de Sabará solicitando reunião para ajudar no cumprimento da lei 21970 na cidade, que basicamente prevê ações de castração em massa de cães e gatos e programas de conscientização para a guarda responsável. Mas a Prefeitura não respondeu nenhum dos ofícios e prossegue sem fazer castrações em massa, deixando a população sem este serviço previsto em lei.

A Coordenadora Especial de Defesa da Fauna do Ministério Público de Minas Gerais (Cedef) reuniu este ano com o prefeito pedindo o cumprimento da lei 21970. A Prefeitura ficou de apresentar projeto com medidas de castração em massa.

Sabará tem uma das mais antigas ongs de proteção animal, a Associação Sabarense de proteção dos Animais e da Natureza (ASPAN), com mais de 15 anos de atividade voluntária, com pouco apoio do poder público e com muito sacrifício para resgatar e atender os animais.

Por Patrícia Dutra

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