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​Dona de abrigo pede ajuda para tratar poodle queimado vivo e cadela em estado grave em MT

Cinthia Amorim, do Abrigo Anjos Peludos Cuiabá, se deparou com uma situação chocante nas últimas semanas. Dois cães vítimas de maus tratos foram resgatados por ela em estado grave. O primeiro foi o poodle Vitório, que foi queimado vivo e o outro foi a vira-lata Pretinha, que ainda segue internada em estado grave com a doença do carrapato. Por causa dos tratamentos ela precisa de ajuda para custear as dívidas.

Vitório foi encontrado por Cinthia em uma região de mata no bairro Pedra 90 em Cuiabá no dia 27 de fevereiro. O animal foi queimado vivo e estava com a pele descolando do corpo. A voluntária disse que ficou impressionada com o estado em que estava o cão.

“Ele na verdade quem me viu. Eu estava andando e ele estava na esquina desesperado, chorando muito, aí quando ele veio se aproximando eu achei que ele tinha apanhado, mas quando eu cheguei perto e vi realmente o que era eu entrei em desespero. Peguei ele no colo e foi quando começou a sair o couro dele nos meus braços, foi uma cena chocante e eu não desejo para ninguém”, contou.

Ela levou o poodle para um veterinário, onde ele recebeu atendimento, mas agora segue sendo tratado em casa, para evitar a chance de contrair alguma infecção de outros animais.

Já Pretinha foi resgatada no último dia 5 de março. Foi a tia de Cinthia que a encontrou em uma casa abandonada no bairro Nova Esperança. A cadela estava com ferimentos no pescoço e gritava quando mexia a cabeça.

“Minha tia chegou e falou que precisava da minha ajuda porque tinha achado uma cadelinha em um banheiro de uma casa abandonada chorando. Ela levou comida e quando a Pretinha levantou a cabeça para comer ela gritava muito. Aí eu cheguei lá, me desesperei, chamei um veterinário e ele recomendou que ela fosse internada porque o caso era sério”.

Pretinha foi diagnosticada com a doença do carrapato e anemia profunda e segue internada na Clínica Clube dos Bichos. O estado de saúde dela é grave e Cinthia conta que os gastos, apesar de conseguir bons descontos por parte dos profissionais, ainda são altos.

Cinthia contou que não acionou a polícia ou a Delegacia Especializada do Meio Ambiente porque não há nenhum suspeito pelos maus-tratos e não houve nenhuma testemunha.

Ela disse que já foi procurada por pessoas interessadas em adotar Vitório no estado em que está. No entanto, ela diz que tem uma regra de não doar animais em tratamento. “Porque eu já estou pagando por tudo, e o que acontecer com ele na casa destas pessoas vai ser responsabilidade minha, então quero esperar ele se recuperar”.

O contato com Cinthia pode ser feito pelo telefone (65) 99908-3357.

Maus-tratos

A unidade da Polícia Civil responsável por atuar nestes casos é a Dema. De acordo com a Polícia Civil, no ano de 2017 foram instaurados na unidade 78 procedimentos envolvendo maus-tratos a animais domésticos, a maioria deles relacionada a animais em situação de abandono.

Segundo a PJC, nos primeiros dois meses de 2018 já são 19 procedimentos instaurados, incluindo o caso dos gatos no campus da UFMT. As investigações estão em andamento para chegar à autoria dos crimes e responsabilização legal dos criminosos.

O crime de maus tratos está previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). Pena é detenção, de três meses a um ano, e multa. No caso da morte do animal a pena é aumentada de um sexto a um terço.

A população pode denunciar casos de maus tratos a animais e também auxiliar as investigações por meio do telefone 197. O sigilo é garantido.

Por Vinicius Mendes

Fonte: Olhar Direto

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