Abrigo de animais acusado de vender cães vivos para faculdade de veterinária deixou de fazê-lo, diz membro do conselho

Abrigo de animais acusado de vender cães vivos para faculdade de veterinária deixou de fazê-lo, diz membro do conselho

Um abrigo de animais em Baton Rouge, Luisiana, EUA, citado em uma queixa contra a Faculdade de Medicina Veterinária da LSU, que alega que a universidade violou a lei federal ao comprar cães para uso em experimentos de fornecedores não licenciados, disse ter cessado a prática de fornecer animais vivos para a escola.

Christel Slaughter, presidente do Conselho de Diretores da Companion Animal Alliance (CAA), disse na quinta-feira (7) que a diretoria aprovou no ano passado uma resolução para parar de fornecer animais para a LSU ou outras instituições para uso em pesquisas. Na quarta-feira, a organização PETA entrou com uma queixa junto ao Departamento de Agricultura dos EUA alegando que a escola pode ter violado a lei federal de bem-estar dos animais ao comprar cães do abrigo.

A escola, em um comunicado no início desta semana, rejeitou as alegações da PETA e disse que segue as regulamentações federais.

A queixa da PETA diz que o abrigo da CAA não possuía a licença federal necessária para fornecer animais para pesquisas. Ele também diz que a escola não manteve adequadamente registros de alguns animais usados ​​em cursos de anatomia letal e, possivelmente, outros propósitos experimentais.

Slaughter disse que a diretoria do abrigo não estava ciente de que cães vivos eram enviados à LSU para pesquisa até que a prática fosse levada à atenção dos membros por Desiree Bender, ex-diretora executiva do abrigo que foi demitida em outubro. O conselho logo aprovou a resolução que proíbe que os cães dos abrigos vivos sejam entregues à faculdade de veterinária, disse Slaughter.

O abrigo continua a fornecer cadáveres para a LSU para pesquisa, quando estão disponíveis, disse Slaughter.

A queixa da PETA alega que pelo menos 70 cães foram adquiridos ilicitamente do abrigo pela LSU de janeiro a outubro de 2018, e afirma que a escola compra cadáveres do abrigo por US$ 20 cada, e cães vivos por US$ 40. Aquelas aquisições “dariam origem a pelo menos 140 violações separadas” da lei animal federal, disse a queixa.

O grupo nacional de defesa dos direitos dos animais disse que a aquisição foi contra a Lei de Bem-Estar Animal, promulgada em 1966, para impedir que animais de companhia fossem roubados por revendedores e revendidos para instituições de pesquisa para experimentação científica. A lei torna ilegal para qualquer instalação de pesquisa comprar cães ou gatos de “qualquer pessoa, exceto uma operadora de uma venda em leilão…. ou uma pessoa que tenha uma licença válida como comerciante ou expositor”. A CAA não possuía uma licença, de acordo com a queixa.

Em sua declaração, a LSU reconheceu que a escola de medicina veterinária obtém animais eutanasiados de abrigos de animais, mas disse que não viola a lei federal ao fazê-lo. Ela alega que a obtenção de animais de abrigos para uso no ensino não viola a Lei Federal de Bem-Estar Animal, e o processo usado pela escola de veterinária para obter animais é revisado anualmente pelo Comitê Institucional de Uso e Cuidados de Animais da universidade, conforme exigido pela lei.

Por Kim Chatelain / Tradução de Maria Leticia Guerra Machado Coelho

Fonte: Nola

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