Abrigo de animais nunca precisou tanto da ajuda da comunidade

Fogão industrial e materiais de construção estão entre as principais necessidades.

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Abalada pelo vento forte, estrutura que abriga parte dos animais na entidade está prestes a desabar (Foto: Rodrigo Assmann)
Abalada pelo vento forte, estrutura que abriga parte dos animais na entidade está prestes a desabar (Foto: Rodrigo Assmann)

Com 380 animais – 100 deles idosos – o Abrigo São Francisco de Assis (Asfa), em Santa Cruz do Sul, RS, nunca necessitou tanto de auxílio da comunidade como agora. Em seus 20 anos de atuação é a primeira vez que enfrenta dificuldades mais severas para dar conta de alimentar todos os bichinhos. Também precisa lidar com uma conta que não fecha. São sete abandonos por semana frente a apenas duas adoções. A consequência deste cenário é a superlotação no canil e constantes dificuldades para manter o espaço em ordem.

Conforme a responsável pela entidade, Fátima Garcia, outra deficiência que afeta a rotina no abrigo é a falta de um fogão industrial. “Cozinho cerca de quatro panelões com 15 quilos de arroz e massa por dia. Fica muito difícil fazer tudo isso sem uma estrutura adequada”, lamenta.

Os fortes ventos registrados em Santa Cruz do Sul e região nos últimos meses também danificaram um dos pavilhões que abriga 20 animais. Angustiada, a voluntária afirma que precisa de ajuda para reformar a estrutura, pois teme que em breve ela despenque e atinja os cachorros. “Pode ser só material de construção ou auxílio de mão de obra. Acho melhor do que dinheiro”, explica.

A baixa nas doações de ração e alimentos tem preocupado Fátima. Apesar de contar com colaborações certas no mês, afirma que o aumento no número de animais a obriga a racionar a comida. “Não quero me preocupar em como alimentar eles no outro dia. É muito difícil. Não tenho mais estoque”, desabafa. Hoje o abrigo conta com seis voluntários que ajudam Fátima na rotina de resgate dos animais, limpeza do abrigo e promoção das feiras de adoção. Mesmo com as dificuldades, Fátima resiste. “Nunca neguei abrigo para nenhum animal. É a minha missão. Mas preciso de mais apoio.”

Telefone para ajuda

(51) 99512 1544 com Fátima

Principais necessidades

Fogão industrial, materiais de construção, ração e alimentos como arroz, massa e carne moída

Em julho, a Gazeta publicou um vídeo em que mostra os cachorrinhos que estão para adoção no abrigo. Nós resgatamos o material e mostramos para você:

Feiras de adoção

Todos os sábados, das 9 horas às 16 horas, Fátima Garcia, com a ajuda dos voluntários do abrigo, realiza feira de adoção no Miller Supermercado da Avenida Independência. Nestes encontros, também pede a colaboração da população, que pode auxiliar na doação de ração, arroz, massa e carne moída, além de materiais de limpeza como xampu, sabonete e até toalha.

Fátima, que conhece a história de cada bichinho e, inclusive, tem sensibilidade para separá-los em alas conforme suas necessidades, faz questão de afirmar que suas feiras de adoção não são despachos de animais. “Não queremos um segundo sofrimento para os cachorros. Por isso busco me informar sobre as condições que o futuro dono tem de cuidar do bichinho.” A próxima feira acontecerá no dia 18.

Por Natany Borges

Fonte: GAZ

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