Abrigo São Lázaro tem água cortada e agora pede ajuda para pagar as contas

A instituição deve R$ 42 mil a duas clínicas veterinárias. “O abrigo está perto de fechar as portas”, diz a sua fundadora.

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Quase 800 animais são atendidos pela instituição, um número que aumenta todos os dias (FOTO: Divulgação/Abrigo São Lázaro)
Quase 800 animais são atendidos pela instituição, um número que aumenta todos os dias (FOTO: Divulgação/Abrigo São Lázaro)

Esta semana registrou mais um capítulo das dificuldades financeiras do abrigo São Lázaro, que recebe animais abandonados em Fortaleza, CE. A água do abrigo foi cortada após as faturas não serem pagas por três meses, na última terça-feira (6). Em publicação em sua página no Facebook, o São Lázaro afirma que o desabastecimento pode, até mesmo, deixar os animais na sede.

Por isso, foi intensificado o pedido de doações. “Por favor, nos ajude, estamos desesperados, pois sem água o abrigo não anda“, consta no texto, que vinha acompanhado de um vídeo que registra o momento em que o serviço era suspenso por um funcionário da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

A seguidores da página, o abrigo informou que o poço existente no prédio seca muito rápido, sendo insuficiente para abastecer adequadamente a instituição.

Além da água, o abrigo afirma estar devendo também a Enel, a funcionários e a clínicas veterinárias — isso sem contar outras despesas de conservação, como materiais de limpeza. Só às clínicas, o São Lázaro contraiu duas dívidas que somam R$ 30 mil e R$ 12 mil, conforme Rosane Dantas, fundadora da instituição. Ela também diz que os funcionários, há dois meses sem receber, ameaçam deixar o abrigo. “O abrigo está perto de fechar as portas“, desabafa.

Em setembro último, a Prefeitura de Fortaleza anunciou repasse anual de R$ 100 mil para o abrigo. O convênio só deve ser pago a partir do próximo ano, conforme Rosane. No entanto, ela percebe um efeito deletério, em que muitos doadores acham que a instituição passou a estar bem sortida.

Os R$ 8 mil mensais decorrentes do convênio são suficientes apenas para sete dias de ração, ela exemplifica. Como as doações são as fontes principais de renda do abrigo, a tendência agrava a situação financeira do São Lázaro, lamenta Rosane.

“Estou fazendo algo que é obrigação do poder público. Eu quem devia receber para fazer o que faço, não o contrário”, ela diz, criticando a falta de repasses do Governo do Estado.

Iniciada em 20 de outubro último, campanha virtual para levantar fundos para uma das dívidas com clínicas arrecadou apenas 10% do valor almejado: R$ 1.245.

Atualmente, quase 800 animais são atendidos no abrigo, conforme Rosane. E, todos os dias, mais animais chegam ao abrigo, boa parte feridos, seja por maus-tratos ou acidentes.

Para ajudar

O Abrigo criou uma campanha no site Vakinha para pagar uma das dívidas contraídas com clínicas veterinárias.

Doações também são recebidas através de contas bancárias:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
CNPJ:13043465/0001-71
Agência: 0619
C/C: 3054-6
OP: 003

BANCO DO BRASIL
CNPJ:13043465/0001-71
Agência: 2925-4
C/C: 32784-0

Por Lucas Barbosa

Fonte: Tribuna do Ceará

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