‘Achei ela bonitinha’: casal flagra suspeito estuprando cachorra em Rio Negro, PR

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Foto: Jean Carlo Mayer
Foto: Jean Carlo Mayer

Um caso de violência sexual contra uma cadela, registrado em Rio Negro, ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Ao acordar na madrugada do sábado (10) para ir ao banheiro, um casal escutou os gemidos do animal de estimação e, após encontrá-la com um homem em um terreno abandonado atrás de casa, descobriu o abuso.

Belinha, sempre muito dócil e brincalhona, vivia nas ruas até ser adotada por Jean Carlo Mayer e Ellen Colaço, ambos de 23 anos. Há seis meses a cadela é tratada como filha pelo casal, que mora bairro Alto, ao lado de uma casa abandonada. “Algumas pessoas falam que está na Justiça, outras que tem dono. Mas é um reduto de drogas e bandidos. Este ano assaltaram minha casa, e entraram por ali, pois fica nos fundos”, relatou Mayer à reportagem do Massa News.

Na madrugada do sábado, o rapaz contou que a esposa acordou para ir ao banheiro por volta de uma hora da manhã, quando escutou Belinha gemer. “Os gemidos vinham da casa, quando foi lá, encontrou o cara com ela. A princípio ele se apresentou como morador de rua, mas ao revistar eu encontrei a chave de uma das quitinetes onde moramos”, explicou. O rapaz notou, então, que as partes íntimas da cachorra estavam inchadas e com um líquido branco.

“Nisso minha esposa perguntou o que ele estava fazendo com a cadela, daí ele disse que ‘tinha achado ela bonitinha’. Ele saiu correndo depois disso, mas não fomos atrás pois na hora da raiva iríamos perder a razão”, contou Mayer, revoltado. A polícia foi acionada e o casal registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia, porém o suspeito não localizado.

“Ele [suspeito] veio morar aqui há três dias para trabalhar em uma prestadora de serviços, mas foi mandado embora por justa causa no dia seguinte. A empresa gentilmente ofereceu o suporte que precisávamos, mas parece que ele voltou para Pitanga, onde morava”, revelou o rapaz. Mayer disse, ainda, que uma vizinha afirmou ter sido perseguida pelo suspeito horas antes do crime contra a cadela. “Ela contou que conseguiu correr e se esconder em casa. Daí acho que na fissura, ele [suspeito] veio aqui e pegou nossa cachorrinha”.

Agora, a única coisa que o casal quer é justiça. “Desde o dia do abuso, a Belinha fica só deitada no canto dela, hoje que está um pouco mais alegrinha. Queremos justiça. Se ele foi capaz de fazer isso com um animal, imagine com uma criança ou uma mulher”, desabafou.

Fonte: Massa News (colaboração de Louise Fiala)

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