Ações de proteção reduzem em 75% atropelamentos de animais da Estação Ecológica do Taim, no RS

Cercamento da reserva, que fica entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, reduz morte dos animais por atropelamento na BR-471. Neste ano, 63 animais foram mortos. No mesmo período do ano passado, foram 258.

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Índice de atropelamento diminuí na Estação Ecológica de Taim (Foto: Reprodução RBSTV)
Índice de atropelamento diminuí na Estação Ecológica de Taim (Foto: Reprodução RBSTV)

As ações de proteção no entorno da Estação Ecológica do Taim, que fica entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, no Sul do estado, conseguiram diminuir em 75% o índice de atropelamentos dos animais que vivem na reserva, uma das mais importantes do mundo. O cercamento de 10 quilômetros com telas evita a ida dos bichos para a BR-471.

É a primeira vez, em sete anos, que a redução é percebida pelas equipes da reserva. Logo na estrada da estação, uma placa é motivo de comemoração para os ambientalistas. Ela avisa que, neste ano, 63 animais foram mortos na rodovia. Em 2016, no mesmo período, eram 258.

A negociação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) para a colocação das telas durou seis anos. O cercamento foi concluído no fim de 2016.

O chefe da estação diz que a contagem do número de atropelamentos começou em 2010 e é a primeira vez que, nessa época do ano, o número fica abaixo de 200.

“A nossa equipe passou todo o ano remendando os furos. Nós percebemos que os animais costumavam passar pelo mesmo furo sempre, então nós passamos a remendar todos esses furos dos acidentes ou de pesca ilegal, e também a roçada tem sido constante feita pelo Dnit”, conta Henrique Ilha.

A tela, que hoje é usada para manutenção, foi doada em 2004 pela metalúrgica Gerdau. Foram mais de 10 quilômetos de material. A parte central do Taim, no entanto, ainda está desprotegida: são três quilômetros e meio sem tela.

“Nós propusemos ao Dnit criar um novo sistema, isso já foi enviado para análise técnica, utilizando barreiras de concreto, barreiras jersey, para evitar todo esse custo de manutenção”, acrescenta o chefe da reserva.

Além da redução dos acidentes com animais, o ano de 2017 também tem sido de outras comemorações para a estação. Em junho, depois de três décadas de espera, o governo federal assinou a ampliação da área, que passou de 10,7 mil hectares para 32,7 mil hectares. A mudança garante mais ações de conservação da biodiversidade local.

Agora, a expectativa é chegar a níveis de mortalidade muito baixos. Para isso, os motoristas precisam obedecer a velocidade do trecho na BR-471, que varia de 30 a 60 km/h.

Fonte: G1

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