Carro acelera e passa por cima de um outro cachorro abandonado pelos ocupantes em Bebedouro, SP (Foto: Reprodução/Câmeras de segurança)

Acusados de abandonar e matar cão atropelado são processados

O delegado do 1º Distrito Policial de Bebedouro, Maurício Vieira da Silva, processou três pessoas, incluindo pai e filha, por maus-tratos a animais. Elas são acusadas de abandonar dois cães em frente a um condomínio de classe média, no Centro da cidade. Na fuga, os homens chegaram a atropelar e matar um dos animais.

Se forem condenados pelo Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Bebedouro, SP, podem pegar de três meses a um ano de prisão, com possibilidade de agravantes de um sexto a um terço na pena pela morte do cão ocorrida na última terça-feira (24). O crime foi registrado por câmeras de segurança.

Nas imagens, é possível ver o momento em que um VW/ Gol chega às 23h54 e estaciona no cruzamento das vias. Dois homens estão sentado nos bancos da frente. A mulher não participou da ação.

Um idoso, identificado apenas como J.B.O.N., de 64 anos, desce do carro e rapidamente coloca os cachorros na rua, com movimentos que parecem ter sido ensaiados.

Menos de 10 segundos depois, o motorista A.F., 55, que confessou ser amigo da família e alegou que não sabia das intenções do aposentado, acelera e passa por cima de um filhote. Eles param, pegam o corpo e conseguem fugir do local sem serem vistos pelos vizinhos. O outro cão é deixado na rua.

“O trabalho de investigação obteve as imagens e conseguiu identificar os autores a partir da placa do carro”, afirma o policial. Os três acusados já prestaram depoimento no município mediante termo circunstanciado.

Motivo do abandono

Na versão do patriarca, o caso teve início depois que o cachorro mais velho mordeu a filha dele, D.A.O., de 39 anos. O idoso disse que ela reclamava de dois dos quatro cães de estimação da família.

A mulher, no entanto, negou as acusações à Polícia Civil. O trio afirmou, quando foi ouvido pela autoridade, que o atropelamento aconteceu acidentalmente e que eles não tinham a intenção de matar o animal.

Com a identificação e depoimentos dos suspeitos, Maurício remeteu o procedimento por maus-tratos ao Juizado Especial Criminal, na própria comarca de Bebedouro. Com a morte do cachorro, a pena dos réus pode ser elevada. “A Justiça deve resolver isso o quanto antes”, finaliza o delegado.

Os infratores, cuja identidade não foi revelada pela polícia, seguem em liberdade.

Por Júlia Fernandes

Fonte: A Cidade ON

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