Ajude a apoiar os incríveis ativistas que dão uma segunda chance às galinhas salvas do Festival do Kaparot

Ajude a apoiar os incríveis ativistas que dão uma segunda chance às galinhas salvas do Festival do Kaparot

Todos os anos, nos dias que antecedem o feriado judaico Yom Kippur, muitos membros da comunidade hassídica se reúnem para participar de uma prática altamente controversa, conhecida como ritual kaparot. Esta cerimônia, que se acredita servir para a expiação dos pecados, envolve recitar uma oração enquanto se balança um frango vivo sobre a cabeça três vezes e, em seguida, dá-lo a um açougueiro para ser morto com brutalidade. A crença é que, ao fazer isso, os pecados da pessoa são transferidos para o frango e, em seguida, expiados com a morte do animal.

De acordo com a organização Alliance to End Chickens as Kaporos, cerca de 50 mil pintinhos são abatidos a cada ano durante essa tradição apenas na cidade de Nova York. Indignado com o que alguns veem como um ritual chocante e desumano, um número crescente de ativistas dos direitos dos animais começou a protestar contra o evento todos os anos. Como o ritual ocorreu na semana passada, vigílias e comícios que condenam o abate desnecessário de frangos surgiram em Nova York. Alguns acreditam que permitir o abate de ocorrer nas ruas de Nova York viola os códigos de saúde pública. Vários ativistas se reuniram para, pelo menos, educar os participantes sobre como lidar com um frango de forma adequada para evitar sofrimento excessivo, e ajudaram a alimentar e hidratar galinhas empilhadas em gaiolas, o que, segundo os relatos do site Gothamist, foi bem recebido pelos participantes.

Infelizmente, o movimento de resistência contra o kaparot ainda não conseguiu terminar com essa prática. Mas, há o fato encorajador de que muitos santuários de animais estão fazendo de tudo para resgatar o máximo de frangos possível desse destino sombrio. Uma dessas organizações que poupam animais é a Penelope’s Place, um santuário que aceita frangos que escapam ou são poupados de serem abatidos durante o festival anual em Nova York.

Esta organização incrível foi fundada em 2014, depois que Vanessa e Steve Dawson resgataram do kaparot uma galinha chamada Penelope. Logo depois, Penelope estrelou um documentário premiado chamado “Penelope: A Rescue Story”, e se tornou o rosto do movimento para acabar com essa tradição brutal.

Quando Penelope infelizmente faleceu em 2017 devido a uma doença respiratória intratável, Vanessa e Steven decidiram abrir um santuário para animais carentes, e assim dedicar suas vidas a dar às galinhas resgatadas e outras criaturas um lar amoroso onde nunca mais sofrerão ou serão tratados como objetos inanimados.

Agora, graças aos bons samaritanos altruístas neste santuário, algumas poucas galinhas afortunadas têm um final feliz, ao invés de serem submetidas a uma morte violenta durante o ritual kaparot. Basta olhar para o quão feliz esta galinha está a rolar na terra no santuário!

Fotos: Penelopes’s Place The Sanctuary/Facebook

E aqui há um vídeo adorável de uma galinha resgatada chamada Rosebud aconchegada a uma voluntária da Penelope’s Place. O quão fofo é isso?!

Rosebud, our newly rescued blind baby is quite the snuggle bug!

Publicado por Penelope's Place The Sanctuary em Terça-feira, 31 de julho de 2018

Como vocês podem ver, as galinhas são criaturas inteligentes e amorosas que, definitivamente, não merecem ser mortas em massa. Se você gostaria de apoiar as pessoas bondosas do Penelope’s Place em sua missão de salvar o máximo de galinhas possível do kaparot e mudar a maneira como o mundo vê esses lindos animais, considere fazer uma doação para essa organização.

Juntos, podemos defender os direitos dos animais e ajudar a espalhar a palavra de que os frangos devem ser nossos amigos, e não vítimas desnecessárias!

Por Estelle Rayburn / Tradução de Adriana de Paiva Correa

Fonte: One Green Planet


Nota do Olhar Animal: Não importa qual o sistema religioso. O ritual que não leva em consideração a vida e bem estar dos animais deve ser banido. E que fique bem claro que nos referimos a uma prática específica, não às religiões como um todo.

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