Elefantes no Zoológico de Brasília (Foto: Nilson Carvalho/Agência Brasília)

Após morte de elefante Babu, ação na Justiça pede suspensão de visitas ao Zoo de Brasília, DF

Uma ação popular ajuizada na Vara de Meio Ambiente do Distrito Federal pede à Justiça que proíba, temporariamente, a visitação ao Zoológico de Brasília. O documento de autoria de uma ativista pelos direitos dos animais foi entregue na quarta-feira (21), um dia após a confirmação da causa da morte do elefante Babu. O zoo admitiu a possibilidade de ele ter sido envenenado.

A biópsia emitida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou a presença de substâncias tóxicas como chumbo, arsênio, mercúrio e elementos cumarínicos – composto químico altamente danoso aos animais.

No texto em que pede a suspensão das visitas ao zoológico, Carolina Albuquerque afirma que o contato próximo entre animais e visitantes “ameaça a segurança e a integridade dos bichos”. Além disso, a ação propõe a instalação de câmeras de vigilância e mudanças nos protocolos de limpeza e alimentação nas jaulas.

“As medidas podem ajudar a constranger quem tentar envenenar algum animal.”

Nesta quinta (22), o juiz Carlos de Medeiros pediu “prioridade” à audiência para a prestação de esclarecimentos sobre os “graves fatos” indicados na ação. O magistrado disse também que vai analisar o pedido de liminar.

Por meio de nota enviada ao G1, o Jardim Zoológico de Brasília diz que não foi notificado da ação. Na terça (20), a fundação afirmou que exames feitos para averiguar a morte do elefante, em 7 de janeiro, apontaram “fortes indícios de intoxicação provocada por agentes exógenos”.

Vídeo: A chegada do elefante Babu ao Zoológico de Brasília em 1995

Morte repentina

O elefante Babu, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e morreu na noite de 7 de janeiro passado. A conclusão do exame de necropsia, divulgado mais de 20 dias depois da morte, apontou como causa do óbito uma pancreatite.

Apesar da constatação por meio de exames, a equipe técnica do zoo investigou nos últimos meses como a doença se desenvolveu. Durante as buscas, veterinários fizeram contato com especialistas do Park Nacional Kruger, na África do Sul, na tentativa de descobrir se outros animais da família também desenvolveram a inflamação. Foi de lá que vieram Babu e Belinha – companheira do elefante.

Tratadores disseram que a morte de Babu foi repentina. Os profissionais afirmaram, entretanto, que ele deu sinais de comportamento diferente na manhã da morte, quando passou a ser observado. O elefante vinha recebendo soro e medicação contra a dor e para a proteção do fígado.

O animal chegou ao zoo da capital federal em 1995, com três anos de idade, e nunca havia ficado doente antes de morrer. Ele nasceu na África do Sul e tinha 25 anos. A expectativa de vida para um elefante é de, pelo menos, 60 anos.

Fonte: G1

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