Evelise completou 7 anos em novembro de 2017. - Foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press

Após morte de elefante, girafa do Zoológico de Brasília apresenta problema de saúde

Exames de sangue da girafa Evelise, do Zoológico de Brasília, identificaram um quadro de problema renal. Com 7 anos, ela começou a passar mal na manhã de quinta-feira (22). Com indisposição e sem vontade de alimentar, o mamífero amanheceu deitado com a cabeça no chão. A apatia do animal preocupou equipes de veterinários que a estimularam a levantar e começaram a acompanhá-la. No entanto, até às 11h30, o Zoológico de Brasília não tinha informado qual será o tratamento dela.

Evelise completou 7 anos em novembro de 2017 e é filha da girafa Leo, que morreu em 2011 com 17 anos, e da girafa Yaza que nasceu no Zoológico de Belo Horizonte em julho de 2003 e chegou ao Distrito Federal em agosto de 2004. Em média, em vida livre, a espécie vive de 10 a 15 anos.

Mesmo diante do diagnóstico, a superintendente de Conservação e Pesquisa do Zoológico, Ana Raquel Gomes Faria, ressaltou que os sintomas de Evelise são diferentes dos apresentados pelo elefante Babu, que morreu em 7 de janeiro, após uma parada cardiorrespiratória. Pouco mais de um mês depois, em 20 de fevereiro, o Zoológico anunciou que ele poderia ter sido vítima de envenenamento. “O Babu acordou no chão e de lá não levantou mais. A Evelise estava sentada e, quando as girafas se deitam, é normal encostarem a cabeça no chão. Mas ela foi estimulada e se levantou. Está andando e se movimentando”, garantiu. No entanto, a reportagem do Correio não foi autorizada a vê-la com a justificativa de que o animal poderia apresentar ansiedade.

Fechamento

Estava marcada para esta sexta-feira o julgamento da ação popular que pede o fechamento temporário das visitações pelas condições do zoo após a morte do elefante Babu. A audiência de conciliação foi adiada para 9 de abril, a pedido da Procuradoria-Geral do DF. A ação popular protocolada na Vara de Meio Ambiente é movida pela Confederação Brasileira de Proteção Animal. A entidade alega falta vigilância, o que seria um facilitador para o suposto ato criminoso de envenenamento de Babu.

O documento cita outros casos. Entre eles, o registros de estado de estresse e alimentação deficiente dos animais; a falta de monitoramento e câmeras desligadas no local; as feridas ocasionadas pelo sol em elefantes; e um casal de felinos vivendo em situação precária, sem acesso ao gramado e à luz solar.

O zoo informou que só se manifestará sobre as denúncias após ser notificado oficialmente e alegou que a instituição tem um sistema de vigilância que está sendo ampliado, com 160 câmeras novas, posicionadas em pontos estratégicos.

Fonte: Correio Braziliense via Diário de Pernambuco

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