Após ter pata amputada, gaivota utiliza 'bota' para curar ferimentos em SP

Após ter pata amputada, gaivota utiliza ‘bota’ para curar ferimentos em SP

Uma gaivota foi resgatada por moradores de Peruíbe, no litoral de São Paulo, após ser encontrada com ferimentos graves por conta de uma rede de pesca com anzol e chumbinho que estavam enrolados na pata esquerda. O animal foi encaminhado ao Instituto Biopesca e precisou amputar a pata, conforme apurado pelo G1 nesta quinta-feira (13).

A gaivota, da espécie Larus dominicanus, foi encontrada por trabalhadores de um quiosque da praia de Peruíbe e é comum na região, de acordo com o coordenador geral do Instituto Biopesca, Rodrigo del Rio Valle.

Ainda segundo Valle, o animal foi levado à Unidade de Estabilização do Instituto, em Praia Grande, onde passou por um atendimento veterinário. Devido a gravidade da lesão, a pata esquerda da gaivota foi amputada no local e, para evitar o contato direto com o solo, uma bota de neoprene foi colocada.

O animal precisou amputar a pata esquerda por conta de um grave ferimento causado por uma rede de pesca com anzol e chumbinho em Peruíbe, SP. — Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

“Além de isolar o ferimento, a bota também ajuda na locomoção nesse período pós operatório e ajuda na cicatrização. Posteriormente, esse curativo será retirado e o animal solto, já que eles se adaptam bem sem uma das patas”, explica.

O atendimento do Instituto Biopesca faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) que tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

Valle ainda lembra que, caso os moradores da Baixada Santista precisem acionar o serviço de resgate de animais desse tipo, que entrem em contato pelos telefones 0800 642 3341 ou (13) 99601-2570.

Ao ter uma das patas amputadas, o animal precisou utilizar uma bota de neoprene para evitar o contato com o solo, em Praia Grande, SP. — Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

Por Gustavo Garcez

Fonte: G1

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