Após ter pernas amputadas, seriema ganha próteses e reaprende a andar em Uberaba, MG

Ave ficou ferida depois de ser atropelada. Próteses foram desenvolvidas pelo médico veterinário Cláudio Yudi, referência no tratamento de animais silvestres.

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Para se adpatar às novas pernas, a seriema passa por fisioterapia (Foto: Reprodução/TV Integração)
Para se adpatar às novas pernas, a seriema passa por fisioterapia (Foto: Reprodução/TV Integração)

Em Uberaba, uma seriema que perdeu as patas depois de ser atropelada está aprendendo a andar de novo, graças a duas pernas mecânicas que foram desenvolvidas pelo médico veterinário Cláudio Yudi, referência no tratamento de animais silvestres do Hospital Veterinário da cidade.

A seriema, apelidada de “Maia”, chegou ao hospital há cerca de um mês, com as duas patas quebradas, devido a um atropelamento em uma estrada na região. “Ela chegou com duas fraturas em ambas as patas, bem próximas aos pés. Em uma pata tivemos que tirar e fazer a amputação; a outra patinha tentamos recuperá-la. Só que, infelizmente, esta patinha não conseguiu cicatrização perfeita depois da cirurgia. Então, tivemos que fazer uma segunda amputação”, explicou Yudi.

Devido às condições do animal, o médico veterinário resolveu replicar na Maia uma ideia que já tinha feito com outra seriema, em 2013: desenvolver duas pernas mecânicas feitas de PVC, que permitem ao animal voltar a se locomover.

“As próteses são adaptadas de acordo com cada pata, ou seja, não são iguais. Cada uma foi feita para se adaptar a pata esquerda e a pata direita. Toda a prótese é feita de PVC e coberta com esparadrapo. Na primeira vez, tínhamos colocado apenas uma prótese; agora são duas”, explicou Yudi.

“Sabemos que existem erros, mas também acertos que temos que tentar. É assim que andam a ciência e a pesquisa: errando, acertando e aperfeiçoando para melhorar o bem estar desses animais silvestres”

Ainda vai levar um tempo para a seriema Maia se recuperar totalmente. Depois da fase de adaptação com as próteses, ela vai precisar recuperar a confiança para voltar a caminhar. Para isso, a ave continua contando com o apoio dos veterinários na fisioterapia.
“A gente faz a fisioterapia com ela, com massagens e medicação. E ela vai vencendo um obstáculo a cada dia. Ela vai se adaptar e vamos ver a evolução dessas próteses ainda”, comentou a médica veterinária Francynny Helena.

Batizada como "Maia", seriema foi atropelada em uma estrada da região (Foto: Reprodução/TV Integração)
Batizada como “Maia”, seriema foi atropelada em uma estrada da região (Foto: Reprodução/TV Integração)

Fonte: G1

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