Arara-canindé é resgatada de cativeiro no DF

Animal mantido em gaiola foi encontrado após denúncia anônima. Homem foi detido em flagrante por crime contra fauna; pena é de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

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Arara-canindé é resgatada de cativeiro no DF
Arara-canindé resgatada de casa no Itapoã (DF).

Uma arara-canindé de cor azul foi resgata por policiais militares na noite desta sexta-feira (14), em uma casa no Itapoã, próximo ao Paranoá. A ave silvestre estava sendo criada sem licença ambiental e mantida em uma gaiola, segundo a PM, “com espaço muito pequeno para o porte do animal”.

O homem encontrado na casa diz que adquiriu a ave após a troca por uma bicicleta. A Polícia Militar Ambiental informa que o autor foi conduzido até a 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá e vai responder por crime contra a fauna brasileira. A pena prevista para criação de animais silvestres em cativeiro, sem a autorização do Ibama, varia de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

A arara-canindé encontrada já é um animal adulto e estava saudável. A ave foi encaminhada neste sábado (15) para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, onde será avaliada e, se estiver em condições, será devolvida à natureza.

Cores do país

A arara-canindé, também conhecida como arara-de-barriga-amarela ou arara-amarela, é famosa por carregar as cores da bandeira brasileira no corpo. Típica da América do Sul, ela pode ser encontrada em quase todo o Brasil, da Amazônia ao Paraná.

A arara-canindé costuma fazer seus ninhos em buracos no tronco, onde põe seus ovos. Os filhotes permanecem no ninho até a décima terceira semana, período no qual são alimentados pelos pais que regurgitam o alimento em seus bicos.

O bico forte dessas aves costuma ser usado também para ingerir pedrinhas, que auxiliam na trituração de sementes de algumas das palmeiras que fazem parte da dieta dessas araras. É o caso do buriti, tucum, bocaiúva, carandá e acurí.

Geralmente elas voam em pares ou grupos de três indivíduos. A mesma combinação é mantida quando estão em bando (de até 30 indivíduos). Muito encontrada em cativeiro, onde chega a durar 60 anos.

Fonte: G1

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