A fotógrafa de natureza realizou o sonho de observar uma onça-pintada livre na natureza. (Fotos: Catarina Tokatjian/VC no TG)

Arquiteta e observadora de aves faz trabalho voluntário com onças órfãs

Fotografar a natureza exige determinação, foco e admiração pelas espécies. Elementos que não faltam à arquiteta e fotógrafa de natureza, Catarina Tokatjian. Mata adentro ela se envolve no mistério de cada expedição e os encontros com aves, répteis e mamíferos são surpresas frequentes.

Aos 41 anos de idade, Catarina fotografa semanalmente espécies da região de Brasília (DF), prática que começou em 2014. “Sempre fui muito ligada aos animais. Com o amadurecimento e entendimento de que fazemos parte de um mesmo ecossistema, comecei a fotografar todo e qualquer ser para mostrar o quão lindo é o nosso Planeta”, conta a fotógrafa de natureza, que intensificou o contato com as espécies durante pedaladas em trilhas pela cidade. “Eu pedalava todo final de semana em lugares espetaculares de matas preservadas, cachoeiras e diversos animais. Os pássaros sempre me chamaram a atenção, mas nada escapava da minha lente e eu acabava registrando borboletas, flores, lagartas e outros bichos também”, afirma.

Envolvida com os cliques, investiu em equipamentos de fotografia e aprimorou a prática em 2016, quando se tornou passarinheira. “Naquele ano eu conheci o maravilhoso mundo dos birdwatching, com um grupo de observadores de Brasília. Logo fiz amigos-irmãos e daí não parei mais”, lembra a arquiteta, que aposta nos registros como ferramenta de preservação dos biomas. “O fato de poder registrar a natureza e mostrá-la ao mundo me deixa muito satisfeita! Fico feliz quando dizem que estão aprendendo sobre os animais com meus cliques e, com isso, tenho a certeza de que as fotografias estão levando informação e conhecimento, as únicas maneiras possíveis de preservarmos o Planeta”.

O bugio apresenta hábito diurno e crepuscular.

Além de passarinheira, Catarina também é voluntária do Instituto NEX, responsável por abrigar e reabilitar onças órfãs. “O meu amor e o respeito pela biodiversidade brasileira, em especial às onças, só vem aumentando a cada dia”, diz a observadora, que não esconde o apreço pelos mamíferos. “Os pássaros são magníficos. Os insetos são de uma delicadeza infinita. Os répteis e anfíbios são fortes e enigmáticos, mas com os mamíferos meu coração bate mais forte. É uma emoção inexplicável poder observá-los”, revela.Entre os registros, flagrantes de um lobo-guará, de um bugio e de uma onça-pintada ganham destaque. “A fotografia do lobo foi muito marcante, pois é difícil registrar o animal. Mas o ápice foi ver uma onça-pintada livre na natureza. Pude contemplá-la por três dias e avistar, inclusive, a fêmea com três filhotes. Foi a realização de um sonho, um momento cheio de emoção”, relata a fotógrafa.

A maioria dos cliques de Catarina são feitos em áreas verdes de Brasília.
Admiradora das aves, a arquiteta se tornou passarinheira em 2016.
O Lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul.
Catarina é voluntária do Instituto NEX, que abriga e reabilita onças órfãs.
Beija-flor chifre-de-ouro se destaca por plumagem colorida na cabeça.
A proximidade com a natureza se deu em 2014, durante pedaladas por trilhas de Brasília.
A onça-pintada é o maior felino do continente americano.

Fonte: G1

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