Bilhões de quilos de carnes e laticínios indesejados são armazenados nos EUA. Por que ainda estamos subsidiando a indústria do confinamento?

Bilhões de quilos de carnes e laticínios indesejados são armazenados nos EUA. Por que ainda estamos subsidiando a indústria do confinamento?

A maioria de nós está consciente do quanto a pecuária industrializada, também conhecida como fazendas industriais, têm se expandido nos EUA, invadem as terras públicas e levam próximos da extinção os cavalos e burros selvagens e promovem a caça de animais selvagens amados como os lobos. Sem contar que, essas fazendas são uma ameaça ao meio ambiente, responsáveis pelas grandes emissões de gases nocivos de efeito estufa (metano), poluição do ar e fossas de lixo que lixiviam para nossos preciosos lençóis freáticos e deixam as pessoas perigosamente doentes.

Com todos os subsídios do governo e corrupção envolvidos nas indústrias da carne e dos laticínios, pode ser difícil compreender o quão grande é o problema, e agora há fatos ainda mais chocantes sobre as carnes e os produtos lácteos que vão lhe deixar de queixo caído…

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), há um excedente de 630 milhões de quilos de queijo no EUA, com o recorde da maior reserva doméstica de variedades de queijo. E quando se trata de carne (carne bovina, suína e aves), há 1,13 bilhões de quilos em excedente, o que também é um recorde, e isso só nos EUA! Embora parte desse excesso seja creditado às tarifas mexicanas e chinesas sobre a carne suína americana, suspeitamos que o aumento do movimento vegetariano possa ter algo a ver com a grande queda da demanda.

Com números tão altos, é difícil visualizar como é toda essa carne e queijo armazenados, então o pessoal da Vox nos deu uma ajuda.

A quantidade de queijo excedente nos EUA hoje pode encher todo o edifício do Capitólio!

E quando se trata do excesso de carne estocada no país, esta imagem fala por si:

Fotos: Pixabay

Este excedente impressionante de carne e queijo é um ótimo exemplo de quão quebrado está o nosso sistema alimentar atual. Mesmo que a dieta americana média seja mais pesada em carnes e laticínios do que a maioria das dietas de outras nações, a Big Meat and Dairy, subsidiada pelo governo, ainda produz muito além da demanda. Isso não é horrível só para as hordas de animais que perdem suas vidas sem razão, e para o meio ambiente que vem sendo poluído pela criação de gado, mas também para as questões relacionadas à fome mundial e ao uso ineficiente de recursos, incluindo o uso de culturas para alimentar animais que poderiam ser direcionadas ao consumo humano. Além disso, esse excedente é algo ruim para a economia (os preços da carne estão previstos para cair devido ao excesso) e o pequeno agricultor americano que não pode competir com o monopólio das fazendas industriais.

Só de eliminar a carne e os laticínios do seu prato, você pode ser parte da solução para diminuir a demanda por produtos de origem animal, o que se espera que leve as indústrias a se iluminarem a perceberem a realidade de que as pessoas simplesmente não querem mais carne e laticínios como antes. Não há falta de alternativas para carne e produtos lácteos à base de vegetais disponíveis hoje, e a abundância de opções e a maior conscientização dos consumidores sobre a realidade da pecuária levou ao aumento de 140 por cento na demanda por alimentos vegetais em todo o mundo. Com esse grau alarmante de carne e laticínios armazenados que ninguém quer, é mais do que hora de a indústria da pecuária acordar e fazer mudanças imediatas para acabar com esse nível inaceitável de desperdício de recursos e de vidas inocentes.

Quer saber como suas escolhas alimentares têm um impacto direto em nosso meio ambiente e no mundo como um todo? Então não deixe de conferir o livro Eat for the Planet, cheio de fatos e rico em imagens!

Por Natasha Brooks / Tradução de Jéssica Oliveira Freitas

Fonte: One Green Planet


Nota do Olhar Animal: O principal problema é a violação dos direitos mais básicos dos animais explorados para consumo (bois, vacas, porcos e porcas, aves, entre outros), que são as vítimas primárias. Depois, os danos causados ao meio ambiente na produção de carne, leite, etc. acabam vitimando também os animais silvestres.

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