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Cachorro é salvo da morte e está pronto para adoção em Guarujá

O cãozinho foi resgatado muito doente pelo Canil Municipal e, após receber tratamento, será colocado para adoção.

Por Simone Queirós

Ao ser resgatado em 23 de maio no bairro Vila Zilda, em Guarujá, um cãozinho estava tão debilitado que, se continuasse nas ruas, não teria durado mais do que um mês. Com praticamente metade do peso ideal, anemia severa e repleto de pulgas e vermes, mal conseguia andar e não respondia a estímulos.

Mas bastou um mês de estadia no Canil Municipal de Guarujá para que o cachorro de raça indefinida, mas que lembra um poodle um pouco maior, se tornasse outro.

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O pelo ainda está um pouquinho ralo, mas já cobre todo o corpo. A anemia, ainda presente, está longe de comprometer sua saúde. Já ganhou três quilos – agora já tem praticamente o dobro do que pesava antes – e o corpo está livre de parasitas.

A maior diferença, entretanto, está no temperamento. O cãozinho apático que chegou ao Canil hoje não pode ver seus cuidadores se aproximarem para ficar em polvorosa. “Ele gruda na minha perna e não quer mais largar”, conta o estagiário de Medicina Veterinária Júlio César da Silva, de 19 anos, que documentou a evolução do animal em imagens, fazendo um diário da recuperação.

Sua colega, Duan Caroline da Silva, de 25 anos, conta que o cachorro precisou de tratamento intensivo, o que fez com que os estagiários do Canil se dedicassem à recuperação dele inclusive em seus períodos de folga. “Ele tem uma natureza muito dócil e alegre”.

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E, embora o cãozinho não tenha uma raça definida, o veterinário João Paulo Perchiavalli Braga brinca que hoje ele tem até pedigree. Isso porque ganhou não apenas nome, mas também sobrenome: Mário Chacon.

“Quando ele chegou, olhei para ele e falei: tem cara de Mário. Ele era tão magro que me lembrou uma pessoa que conheço”, conta Júlio.

Coube a João Paulo dar o sobrenome, uma homenagem ao diretor de Vigilância em Saúde de Guarujá, Marco Antônio Chagas Conceição, conhecido como Marco Chacon.

Conceição, que não esperava ganhar a homenagem, foi o primeiro a se sensibilizar com a história do cãozinho e está acompanhando de perto a evolução de seu quadro de saúde. “Recebi a foto dele e não resisti: ele devia estar sentindo muita dor. Não costumamos resgatar animais assim, mas pedi para irem buscá-lo”, diz.

Fonte: A Tribuna

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