Cadela idosa faz constantes transfusões e batalha por tratamento com células-tronco em Recife, PE

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Cadela idosa faz constantes transfusões e batalha por tratamento com células-tronco em Recife, PE

Uma idosinha muito amorosa, que adora passear, tem energia de filhote e quer muito viver. Assim é Bianca —ou Bibi—, uma cadelinha de 14 anos, que sofre de aplasia medular e, mesmo já tendo passando por 21 transfusões de sangue, não perde o bom humor.

Ela só fica mais debilitada quando faz as transfusões, diz sua família humana, que mora no Recife (PE).

Para que a cadelinha leve uma vida totalmente normal, a tutora, aconselhada pela veterinária, busca um tratamento de células-tronco para Bibi. Mas, além de caro, não está disponível na cidade onde vivem.

A família diz acreditar que a chance de cura seja de 90%. Por isso, não desanimou e abriu uma vaquinha virtual com objetivo de arrecadar R$ 7.000 até abril para levar o tratamento até Bibi, já que seria arriscado a cadela viajar.

A ideia é que a cultura das células saia de São Paulo, e o aplicador veterinário, de Fortaleza. Cada aplicação custa 2.500 —são no mínimo duas, mais os custos do trabalho do veterinário e hospedagem.

A aplasia medular é um tipo de anemia, que pode causar a morte do animal, se não houver tratamento.

Veterinários ouvidos pelo Bom Pra Cachorro dizem que o tratamento com células-tronco é indicado e pode trazer bons resultados, apesar da idade de Bibi.

ANJO DA GUARDA

Bibi é muito doce e convive bem com seus irmãos —humanos, gatinhos e outos cães.

A tutora, Maristela Ishikawa, chama Bianca de “anjo da guarda”. Isso porque Bibi, então com seis meses, foi adotada na mesma semana em que o noivo de Maristela morreu, vítima de um infarto.

“A Bibi foi a minha cura, por isso sou tão grata a ela”, afirma.

Mesmo com os cuidados, Bianca contraiu a doença do carrapato quatro vezes. “Acabamos descobrindo que ela possuía uma imunidade muito baixa e que já não respondia tão bem aos tratamentos.”

Os problemas de saúde começaram a se agravar em meados de 2016. Em julho daquele ano, ela contraiu uma alergia tão forte que foi preciso amputar o rabinho. A alergia voltou meses depois, e ela acabou internada com falha nos rins em dezembro. Foi, então, que veio o diagnóstico de aplasia medular.

“A partir deste dia, a luta pela vida da Bibi começou”, diz Maristela. “Sim, ela quer viver, apesar da estrada longa e cansativa, apesar de tudo, ela tem os olhinhos brilhantes”.

Por Lívia Marra

Fonte: Bom Pra Cachorro

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