Cães e gatos também podem desenvolver Alzheimer; veja quais são os sintomas

Cães e gatos também podem desenvolver Alzheimer; veja quais são os sintomas

Cães e gatos podem ter Alzheimer e precisam de cuidados especiais. A cachorra Pepita faz parte de uma família há 12 anos e recentemente foi diagnosticada com Alzheimer canino. Ela sempre foi uma cadela tranquila, mas, há um ano, começou a mudar.

VÍDEO: Cães e gatos com alzheimer precisam de cuidados especiais

De acordo com a veterinária Raquel Ferreira, Pepita começou a ter alterações de comportamento. “A gente estava achando que era mais relacionada a idade mesmo. Uma coisa assim mais de rabugenta, muitas vezes a gente ia chamar e ela não queria vir, chegar perto e ela rosnava. Só que isso foi se acentuando muito, né”, disse.

E rapidamente, em apenas três meses, a Pepita, que era alegre, passou a chorar durante a noite, parecia perdida e dormia o dia todo. Preocupada, a Raquel procurou uma colega veterinária. A cachorrinha fez vários exames e o diagnóstico foi disfunção cognitiva canina, popularmente conhecida como Alzheimer canino.

“Tenho notado um aumento dessa doença, né, por avanço da medicina veterinária, pelo aumento da expectativa de vida dos animais e pelo cuidado dos donos com os animais também”, acrescentou a veterinária Paula Mayer.

Segundo a especialista, antes os tutores não notavam que o animal estava com o comportamento alterado e só o considerava senil. “Não é uma doença progressiva e é grave. Então ela antigamente era detectada mais tardiamente e agora não. O proprietário observa mais o seu animal”, analisou.

A doença acomete cães e gatos com idades mais avançadas. Nos cachorros pode aparecer a partir dos 7 anos de idade. Já nos gatos, após os 12 anos. Os principais sintomas da doença são: agressividade, falta de interação com o tutor, trocar o dia pela noite, andar em círculos, pressionar a cabeça na parede, déficit de memória e ansiedade.

O tratamento é feito com antioxidantes, anti-inflamatórios e neurotransmissores. Os medicamentos vão acompanhar o animal para o resto da vida e melhoram a qualidade de vida dele.

“Ele não volta totalmente ao normal com o tratamento não. Mas ele melhora muito os sintomas. Alguns nem respondem ao tratamento, mas a maioria que eu tenho visto na clínica que responde ao tratamento de forma considerável”, destacou a veterinária.

Segundo ela, com pouco mais de um Mês de tratamento a Pepita já apresentou melhoras. “Depois que ela começou a tomar o remédio começou a ficar mais alegre, quando a gente chega ela vem cumprimentar a gente melhor, tá ficando mais animada, parou de chorar tanto pela casa, ela ainda corre um pouco atrás do rabo mas não é tanto. Então essas coisas foram melhorando. Da gente chamar e ela atender mais prontamente que ela não estava fazendo isso muito bem. E aí a gente já tá percebendo que ela tá ficando mais parecida com o que ela era”, comentou.

Fonte: G1

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