Cão de rua que evitou assalto precisa de doação de sangue após doença, em Manaus, AM

Cão de rua que evitou assalto precisa de doação de sangue após doença, em Manaus, AM

O cão Sem Raça Definida “Brancão”, que é o xodó dos moradores da rua Calcutá, no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, está precisando de doadores de sangue para sobreviver a um quadro grave de erliquiose. Segundo populares, o animal já salvou pessoas de assaltos na área e também necessita de um lar quando receber alta médica.

O animal está internado na clínica Império Animal, no bairro Cidade Nova. Médicos veterinários avaliam que o cão tem erliquiose, onde há uma infestação de carrapatos pelo corpo do animal.

A universitária Jéssica Batista, de 26 anos, conta que o animal mora na rua, porém era alimentado por moradores. “Os vizinhos gostam dele. Aonde eu vou ele me acompanha. Quando vou pra aula ele vai comigo até a parada. Só não fico com ele porque minha casa não tem mais espaço”, disse.

Além do carinho dos moradores, Brancão é conhecido por ter ajudado a evitar um assalto contra a estudante há cerca de um mês. “Eu estava indo para a padaria. Desci a rua e ele veio atrás de mim. De repente, chegou um cara vestido de mototáxi. Ele já mandou eu levantar a blusa e eu disse ‘moço, só estou com o dinheiro do pão’. Daí o Brancão começou a latir. Latiu muito e acho que o homem ficou com medo e fugiu”, disse.

Segundo os especialistas da clínica, o episódio pode ter causado um alto grau de estresse no cão, que já vinha sendo atingido pela erliquiose. Desde ontem (18) o animal está internado na clínica e precisou passar por uma transfusão de sangue. “Conseguimos um doador pra ele depois que começamos a divulga. Também precisamos de um lar pra ele e seria importante ele ter uma família que cuidasse dele”, disse ela.

Um dos médicos da clínica, o veterinário Paulo Facco, explicou que uma bolsa de sangue chega a custar R$ 350. “Como a família não tem recursos, estamos reduzindo os custos, os valores das diárias. Na parte da transfusão não tem como, porque pelo peso dele, precisaríamos de outra bolsa de sangue vinda de um doador. Depois disso faremos um hemograma para saber se o organismo aceitou o sangue e produziu as hemáceas”, explicou o veterinário.

A universitária disponibiliza o número (092) 99198-1110 para mais informações sobre a doação.

Por Oswaldo Neto

Fonte: A Critica

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