Sogra de um dos tutores do cão cuidava do animal enquanto a família estava fora, mas teria viajado havia dois dias (Foto: Arquivo pessoal )

Cão deixado em casa no DF por família que viajou ficará sob cuidados de tutor temporário

O cachorro que estava sem cuidados dos tutores há cerca de uma semana foi deixado com um vizinho da família na manhã deste sábado (20/10). Após publicação de matéria do Correio, uma equipe do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPMA) da Polícia Militar esteve na Quadra 12 do Cruzeiro Velho e conseguiu contato com um dos responsáveis pelo animal.

O cão, que atende pelo nome de Bob, ficará sob cuidados de um amigo da família que mora nos fundos do imóvel até que os tutores voltem de viagem, na quarta-feira (24/10). De acordo com a PM, apesar de a situação não configurar abandono ou um caso de maus-tratos, o responsável foi notificado com uma advertência.

O porta-voz da corporação, major Michello Bueno, esteve na casa da família acompanhado de policiais do BPMA. Segundo ele, a sogra do tutor de Bob dormia no local enquanto os moradores viajavam. Entretanto, ela não aparecia na residência havia dois dias, pois teria viajado para Goiânia para ir a um velório. A previsão era de que ela voltasse neste fim de semana.

Pelo fato de a casa ser alugada, o responsável pelo imóvel foi contatado na manhã deste sábado (20/10) e forneceu a chave para que os policiais entrassem. A polícia encontrou água e comida em boas condições, mas muita sujeira. “Os vizinhos não conseguiam ver que tinha comida porque o portão é bem fechado”, relatou uma das moradoras que entrou em contato com a reportagem na sexta-feira (19/10). “Agora, Bob está bem e todos aqui, bem orientados. Espero que o dono tenha entendido que pode contar mais conosco, pois todos aqui se conhecem e querem ajudar e fazer o bem uns para os outros”, completou.

Atuação policial

Diante de casos de suspeita de maus-tratos a animais, o BPMA ressalta a importância de se verificarem as condições que podem configurar esse tipo de crime. O comandante do batalhão, major José Gabriel de Sousa Júnior, enumera os cinco cenários: “Falta de alimento, água, espaço físico, más condições sanitárias ou danos ao psicológico do animal. Havendo um desses fatores ou mais, conseguimos caracterizar uma situação de maus-tratos.”

Ele ressalta que a polícia sempre tenta contato com os responsáveis pelos pets e pode autuar quem tentar violar algum patrimônio. “Tem de haver uma situação muito grave para a polícia abrir à força uma residência. Ainda assim, tentamos sempre pegar testemunhas, chamar chaveiros e fazer contato com a família, para que nenhum tipo de arrombamento seja necessário. Procuramos sempre salvar o animal, de preferência, com o dono por perto. Em alguns casos, inclusive, ele pode até ser conduzido à delegacia”, finaliza.

Fonte: Correio Braziliense

Tutores viajam e deixam cachorro sem comida e sem água por uma semana no Cruzeiro Velho, DF

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