Capivara que mora há seis meses em córrego poluído preocupa moradora de RO

Corpo de Bombeiros tentou fazer o resgate, mas o animal mergulhou. Moradora do local se preocupa com a saúde do animal.

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Capivara que mora há seis meses em córrego poluído preocupa moradora de RO
Capivara mora em córrego de Porto Velho (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Uma moradora da região central de Porto Velho está preocupada com uma capivara que está morando em um córrego poluído há seis meses na Avenida Sete de Setembro, em Porto Velho. Segundo a dona de casa que mora ao lado do córrego, Rose Lima, a capivara é constantemente machucada, pois algumas pessoas jogam pedras contra ela.
Nesta quarta-feira (12), os bombeiros tentaram retirar o animal do córrego, mas ele mergulhou e se escondeu.

Ao G1, Rose Lima diz que nesses últimos meses ligou diversas vezes para a Polícia Militar Ambiental (PMA), para o Corpo de Bombeiros e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para falar sobre a capivara.

“Liguei em todo o canto, mas até hoje ninguém tinha vindo. Sei o quanto essa água faz mal para a capivara, sem contar que ela vive sendo machucada, pois os meninos jogam pedras nela e isso a deixa assustada. Todos nós que moramos aqui nos preocupamos com a saúde dela”, disse a dona de casa.

Capivara possui carraptos que transmitem doenças para seres humanos, segundo biólogo (Foto: Reprodução/Whatsapp)

O biólogo Flávio Terassini afirmou ao G1 que a capivara que está morando no córrego poluído é da espécie Hydrochoerus hydrochaeris.

“Ela provavelmente foi pelo bueiro através de uma ligação da floresta que deságua da área urbana. Como ela é herbívora ela também pode ter vindo atrás de alimento. Ela é o maior roedor do mundo e o que me deixa preocupado é que ela tem carrapatos que transmitem doenças, como a febre maculosa, que pode ser transmitida para seres humanos”, explicou Terassini.

Segundo o biólogo, o local onde o animal vive não é prejudicial para a saúde dele.
“Esses bichos são bem adaptados, lembrando que ela é um roedor, então o sistema imunológico dela é muito bem adaptado. Ela não vive isolada, pois vive em bandos, então é curioso ela estar ali, mas no local pode ter animais que a gente não está vendo. Esse animal provavelmente é um juvenil”, disse Terassini.

Equipe do Corpo de Bombeiros não conseguiu fazer o resgate do animal que mergulhou no córrego (Foto: Hosana Morais/G1)

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o córrego deve ter em média um metro de profundidade e como o animal está assustado é comum que ele mergulhe, por isso ninguém conseguiu retirar a capivara de dentro da água.

O G1 entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental para verificar sobre a retirada da capivara da região central de Porto Velho, que a moradora alega já ter pedido, mas os policiais disseram não saber informar se a corporação foi comunicada sobre a situação.
Já o Ibama diz que tentou retirar a capivara na terça-feira (11), mas o animal mergulhou na água e ninguém conseguiu fazer o resgate.

Por Hosana Morais

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: A moradora preocupada com a saúde e com as agressões à capivara. O biólogo preocupado com as doenças que ela transmite, minimizando danos à saúde do próprio animal e ignorando as agressões. É lamentável a dessensibilização por que passam os estudantes de biologia.

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