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Caso de maus-tratos contra cinco cães mobiliza ONG de Arraial d’Ajuda em Porto Seguro, BA

Além de desnutridos e muito magros, eles são mantidos em ambiente infestado de pulgas.

Um caso de maus-tratos contra cinco cães vem mobilizando, desde o dia 5 de setembro, a ONG Anjos d’Ajuda, do distrito de Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro. Os animais pertencem a uma família e vivem em condições precárias. Além de desnutridos e muito magros, eles são mantidos em um ambiente infestado de pulgas e carrapatos.

O Ministério Público já determinou que pelo menos dois deles, em piores condições, fossem retirados do local pela fiscalização do Meio Ambiente. A ONG ofereceu um lar temporário para colocá-los até se recuperarem. No entanto, os fiscais ambientais foram até a residência sem o equipamento necessário para a retirada dos cães, retornando a Porto Seguro sem solucionar o problema. Os outros três costumam andar soltos pelas ruas de Arraial e são alimentados pelos moradores do bairro. Os vizinhos estão revoltados com a situação e preocupados com os cachorros, que há meses uivam a noite toda, possivelmente devido à fome. Exames de sangue constataram que os animais estão com anemia profunda.

De acordo com a presidente da ONG Anjos d’Ajuda, Jeannette Eggengoor, após a denúncia de maus-tratos a CIPPA (Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental) foi até a residência e encontrou o quintal cheio de pulgas e carrapatos. No local havia 10 cachorros – cinco adultos muito magros e cinco filhotes – e alguns gatos. Durante essa visita da CIPPA, a família autorizou que a ONG levasse os cinco filhotes para lares temporários.

A pedido da família, um veterinário aposentado examinou os cachorros e solicitou à Vigilância Sanitária que não retirasse os animais, sugerindo apenas que fosse trocada a ração por uma de melhor qualidade e que fossem dados suplementos alimentares. A veterinária da prefeitura deu então um prazo de 5 dias à tutora dos cães, mas passados 18 dias a Vigilância Sanitária não informou à ONG se as condições melhoraram.

Caso os animais não sejam retirados, a ONG pede que a Vigilância Sanitária providencie a dedetização do quintal, monitore o tratamento dos cachorros e obrigue a tutora a castrar tanto os cães como os gatos que são mantidos na residência.

PROBLEMA ANTIGO

Segundo Jeannette, maus-tratos envolvendo cães dessa família são de conhecimento da ONG desde outubro de 2014, quando a entidade de proteção animal encontrou na rua um Rottweiler com sarna, pulgas, carrapatos, bichos de pé e bicheira. A tutora do cachorro concordou em fazer uma parceria com a ONG para cuidar melhor de seus animais e castrá-los. A Anjos d’Ajuda castrou o Rottweiler, mas depois a família passou a recusar ajuda. Com isso, os outros dois cães continuaram andando soltos na rua e procriando.

Além do estado profundo de desnutrição em que vivem os cachorros, estando praticamente “pele e osso”, os vizinhos reclamam principalmente dos carrapatos e pulgas que acabam infestando os quintais próximos e a própria via pública. “Desde 2014 temos avisado a Vigilância e a Defesa Civil sobre os insetos. Em 2015, a Vigilância Sanitária Seguro passou uma vez na residência e afirmou que não havia infestação”, disse Jeannette.

Fonte: Radar 64

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