Formulário de Adoção

Formulário de Adoção

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Adote cães e gatos

O Olhar Animal disponibiliza vários caminhos para você adotar um cão ou um gato. Milhares esperam por tutores amorosos e responsáveis, que respeitem os interesses e as necessidades de cada um deles. Deixe-se apaixonar!

 

Galeria de Adoção

Fotos e outras informações sobre cães e gatos cadastrados no site. Clique na imagem.

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Cães   Gatos

 

Formulário de Adoção

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Envie informações sobre o animal que você procura. Sua mensagem será encaminhada para a rede de protetores de animais de sua região. Aquele que tiver o cão ou gato entrará em contato diretamente com você. Preencha já o Formulário de Adoção

 

Calendário de Eventos de Adoção

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No Calendário de Eventos de Adoção você pode pesquisar o mais perto de você. A maioria deles acontece aos finais de semana. Pesquise entre os eventos de seu estado. E agende-se! 

 

Atenção! Está preparado para adotar um animal? Antes, saiba sobre as necessidades de seu novo companheiro e dos cuidados que você deverá ter para uma Adoção Responsável .

Castração, um ato de respeito

Há séculos os humanos domesticaram cães e gatos. Os danos causados por esta domesticação são evidentes: o abandono e os maus-tratos decorrentes do descontrole da população, entre outros prejuízos para os animais. Independentemente de quem os causou, é um dever humano buscar eliminar o sofrimento de seres vulneráveis, como os animais.

Saúde e comportamento

 

Antes de mais nada, perguntamos: o animal sob sua responsabilidade é castrado? Uma grande parte das questões comportamentais, que dificultam a sua relação com o animal e mesmo entre dois animais, está relacionada à castração. Saiba mais sobre castração clicando aqui.

Acesse a página Sou voluntário especializado, onde há uma lista de profissionais que dão orientações gratuitas sobre comportamento animal. Veja as indicações sob títulos como adestramento, veterinária e terapia floral, etc. Entre em contato com eles e tire suas dúvidas.

Em breve teremos, dentro da sessão Perguntas Frequentes, tópicos sobre saúde e comportamento de cães e gatos.

ATENÇÃO: Não são feitas consultas veterinárias por e-mail, portanto não são prescritos medicamentos ou exames para qualquer animal específico. A eventual citação de algum destes itens terá caráter meramente informativo e genérico, cabendo ao tutor do animal submeter toda informação de caráter clínico/terapêutico obtida aqui à avaliação do veterinário responsável, em consulta médica presencial.

Jamais fique aguardando orientação veterinária pela internet em casos de emergência médica. Procure imediatamente uma clínica veterinária.

 

Pontos Fixos

Aqui você encontra a indicação de locais que mantém estrutura permanente para os animais e promovem a adoção de cães e gatos, como abrigos municipais em Centros de Controles de Zoonoses (CCZs) e abrigos de ONGs. Nestes locais você pode visitar os que aguardam um lar. São cães e gatos resgatados do abandono e de outras situações de maus-tratos, devidamente cuidados e castrados.  

 

AMAZONAS

Manaus

CCZ – (92) 3625-2655 – Av. Brasil, s/nº, Compensa I – http://ccz-manaus.blogspot.com.br/  

BAHIA

Ilhéus

CCZ – 0800-2846992 / (73) 3634–4434 – Rod. Jorge Amado, próx. à entrada do bairro Teotônio Vilela (segunda à sexta-feira, das 14h às 17h)

Salvador

CCZ – (71) 3186-1086 / 3186-1086 / 3186-1092 / 3186-1100 

DISTRITO FEDERAL

Brasília

CCZ – (61) 3341-2456 / 3343-1268 / 3341-1900 

ESPÍRITO SANTO 

Vila Velha

CCZ – (27) 3226-9499 / 3226-9477 – Av. Carlos Lindenberg, s/nº – Alecrim  (7 às 17h)

MATO GROSSO DO SUL

Campo Grande

CCZ –  (67) 3314-5000 / 3314-5001 

MINAS GERAIS

Contagem

Cão Viver – R. 1º de Maio, 165 – Braúnas (3ª e 5ª-feiras, das 14h às 16h, sábados, das 10h às 16h)

Ipatinga

CCZ – Av. Simon Bolivar, 713 – Cidade Nobre 

PARANÁ

Araucária

CCZ – Estrada Rural do Roça Nova DT, 606, nº 303 (de 2ª a 6ª-feiras, das 8h30 às 16h30) (41) 3901-5286 / ccz@araucaria.pr.gov.br

São José dos Pinhais 

CCZ – http://www.sjp.pr.gov.br/ccz/  

RIO DE JANEIRO

Cabo Frio 

Canil Municipal – (22) 2625-6191 – Fazenda Campos Novos, às margens da RJ-106 (Rod. Amaral Peixoto), distrito de Tamoios 

Rio de Janeiro  

ASSOCIAÇÃO FOCINHOS DE LUZ – visitas agendadas por email: divulgacao@focinhosdeluz.comwww.focinhosdeluz.com – Facebook: Focinhos de Luz – Instagram: Focinhosdeluz 

CCZ – http://www.rio.rj.gov.br/web/sepda/exibeconteudo?article-id=152608

Volta Redonda 

CCZ- Av. Paulo Erlei Abrantes, 1323 – Três Poços (ao lado do Centro Universitário do UniFOA) 

RIO GRANDE DO NORTE

Natal 

CCZ – (84) 3232-8235 / ccz@natal.rn.gov.br  

RIO GRANDE DO SUL

Canoas

CCZ- (51) 3429-2924

Porto Alegre

CCZ – Estrada Bérico José Bernardes, 3.489, Lomba do Pinheiro

Santiago

CCZ – (55) 3251- 4576 

Tramandaí

CCZ – (51) 36849085

RORAIMA

Boa Vista

CCZ – (95) 3623-1585 

SANTA CATARINA

Criciúma

CCZ – (48) 3445.8729

Florianópolis

DIBEA – http://www.pmf.sc.gov.br/bemestaranimal/

Lages 

CCZ – (49) 3225-1412 e 3223-0815 

SÃO PAULO

Araçatuba

CCZ – R. Doutor Luiz de Almeida, 145, Paraíso (8h às 16h30)

Barueri

CCZ- (11) 4199-1343 / 4706-1011

Bauru

CCZ – (14) 3281-2646

Campinas

CCZ – http://ccz.campinas.sp.gov.br/

Caraguatatuba

CCZ – (12) 3887-6888

Cotia

CCZ – (11) 4616-1889

Embu das Artes

CCZ – (11) 4241-5067 / www.amicaodoembu.blogspot.com

Guarujá

CCZ – R. Profª Maria Lídia Rego Lima, 301 – Jd. Conceiçãozinha

Itapeva

CCZ – em parceria com a ONG AIPA (15) 9712-9300

Itapevi

CCZ – (11) 4619-9434

Itu

CCZ – (11) 4013-1401 e 4023-1505

Jacareí

CCZ – (12) 3955-9623 / 3955-9628

Limeira

CCZ – Caminho da Servidão, 251 – Jd. Campos Elíseos

Mogi Guaçu

CCZ – Estr. Municipal Luciano Gonçalves Firmino, 711, Jd. Alvorada

Osasco

CCZ – (11) 3683-0135 / 3696-9390 – Av. Lourenço Belloli, 1480 – Pq. Industrial Mazzei (Visitas agendadas de segunda à sexta, das 09h às 15h) – http://www.osasco.sp.gov.br/ccz

Paulínia

CCZ – (19) 3833 2299

Peruíbe

CCZ – (13) 3456-1872

Praia Grande

CCZ – (13) 3596-1882

Santo André

CCZ – (11) 4990-5256

Santos

CCZ – (13) 3203-5593

São Bernardo do Campo

CCZ – http://www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/ss/caes/ – (11) 4365-3349 – ccz@saobernardo.sp.gov.br

São Paulo

CCZ – (11) 3397-8900 – R. Santa Eulália, 86 – Santana (de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, aos sábados, das 9h às 15h, exceto feriados)

UIPA – (11) 3228-1462 – Av. Presidente Castelo Branco (Marginal Tietê), 3200 – Canindé (das 9h às 15:45h)

São Sebastião

CCZ – (12) 3861-2555

São Vicente

CCZ – (13) 3561-1604 – R. Catalão, 530 – Vila Voturuá, próximo ao Horto Municipal (de segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e das 13 às 17h)

Sorocaba

CCZ – (15) 3222-2484 – segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 13h às 16h

Taboão da Serra

CCZ – (11) 4701-8147/4786-3287 – R. Victor Campisi, nº 250 – Pq. Industrial das Oliveiras

Taubaté

CCZ – (12) 3625-5047 – Estrada Amacio Mazzaropi s/nº (próximo ao Hotel Mazzaropi) – diariamente, das 14 às 17h

Votuporanga

CCZ – (17) 3422-6273 – Rodovia Péricles Belini, km 461  

SERGIPE

Aracaju

CCZ – Av. Carlos Rodrigues da Cruz, 60 – Capucho 

TOCANTINS

Araguaína 

CCZ – (63) 3415-5307 – Rua Verdes Mares, Q 21, s/nº, lt. 1 -Parque Sonhos Dourados

 

Adoção responsável

Adoção responsável

Dicas de alimentação, saúde e esterilização

ANTES DE ADOTAR UM ANIMAL, TENHA CERTEZA DE QUE:

  • Sua casa ou apartamento tem espaço suficiente para a espécie escolhida;
  • Você está realmente disposto a cuidar dele por toda a vida. Cães e gatos chegam a viver de 10 a 20 anos;
  • Nas suas férias e períodos de ausência haverá pessoas para cuidar dele;
  • Toda a família está de acordo em receber o novo integrante;
  • Você está disposto a arcar com as despesas de um animal. Além de amor, alimentação e abrigo, ele vai precisar eventualmente de cuidados veterinários e remédios;
  • Ele é um ser sensível e com importante grau de consciência, não um produto que pode ser trocado ou jogado fora ao apresentar “problemas” ou tornar-se “obsoleto”;
  • Se você mora em apartamento ou numa casa com um pátio pequeno, analise se você terá tempo e disponibilidade para passear com ele. Animais necessitam de exercício físico com regularidade;
  • Ele não ficará sozinho em casa por longos períodos. Cães deixados presos latem, choram, ficam estressados e, com isso, acabam “aprontando” para se distrair.

CUIDADOS FUNDAMENTAIS PARA A SAÚDE DO SEU ANIMAL

Uma única vez: castre o animal. É um ato de compaixão que fará com que ele tenha uma vida mais saudável e fique com você muito mais tempo.

Diariamente: ração de boa qualidade, na medida indicada na embalagem. Recomendamos a ração FRI-DOG Vegetariana, inclusive para filhotes (apesar do grão ser um pouco grande), além de comida preparada especialmente para ele e água à vontade. Lembramos que cães são onívoros, ou seja, vivem muito bem alimentando-se exclusivamente de produtos de origem vegetal. Uma opção é a ração vegana Animal Vega, ainda um pouco difícil de ser encontrada. Outra é a já mais tradicional e acessível FRI-DOG, a ração não vegana que menos impacto para os outros animais, pois de ingrediente de origem animal tem apenas a vitamina D3, sintetizada a partir da lã de carneiros. Há tempos o fabricante informou aos clientes que substituiria esta vitamina. Não temos conhecimento se isto já ocorreu.

Muito importante: o seu animal não pode comer qualquer tipo de comida. O ideal seria que 50% de sua alimentação fosse composta de ração de qualidade e os outros 50% de uma combinação, cereais (arroz, por exemplo), legumes e frutas (tudo preparado sem sal ou gordura). Nunca dê chocolate, açúcar, tomate, feijão, batata. Estes alimentos causam danos sérios aos dentes e à saúde do animal.

Semanalmente: limpeza dos ouvidos e escovação (animais de pelos longos exigem escovação diária ou a cada dois dias). Peça ao veterinário de sua confiança orientações para manter os ouvidos de seu animal sempre limpos e saudáveis.

Mensalmente:

  • O ideal seria que o seu animal tomasse banho e fosse tosado apenas mensalmente. Banhos muito frequentes removem a defesa natural da pele do animal e podem acentuar problemas de ouvido;
  • Se onde você mora existe uma grande infestação de carrapatos, você deve fazer um controle mensal dos mesmos, passando produtos apropriados em seu quintal e em seu cão/gato. O carrapato transmite doenças (também para humanos), que podem inclusive ser fatais ao animal, bastando a picada de um carrapato infectado.

A cada 3 meses: aplicação de remédios de pulgas. Pulgas transmitem um tipo de verme também para humanos e hoje já existem remédios para serem aplicados na nuca dos animais, que tem ação por 30 dias, em média.

Não esqueça: somente 5% das pulgas e carrapatos estão nos animais, os outros 95% estão no ambiente! É muito impor tante tratar também o ambiente onde estes vivem. A higiene é fundamental para a saúde de seu bichinho e de sua família.

ATENÇÃO! PULGAS TRANSMITEM VERMES. POR ISSO, É PRECISO ACABAR COM ELAS ANTES E DAR VERMÍFUGO DEPOIS.

Anualmente:

  • Tomar vermífugo a cada 4 ou 6 meses (escolher sempre os vermífugos ‘plus’ e dar a segunda dose 15 dias após a primeira);
  • Vacinas: POLIVALENTE (combate diversas doenças, inclusive algumas que são transmitidas por via aérea) e ANTIRRÁBICA. Exija sempre que a aplicação seja feita por um veterinário e que o mesmo cole o selo da vacina, carimbe e assine a carteira do animal.

LEVE SEU CÃO/GATO AO VETERINÁRIO SEMPRE QUE NOTAR:

  • apatia;
  • perda ou ganho excessivo de peso;
  • falta de apetite e de sede;
  • coceiras nas orelhas e balançar excessivo das mesmas;
  • alterações na pele e no pelo e caroços;
  • vômito;
  • diarreia, principalmente com sangue;
  • demonstração de dor.

IMPORTANTE: A QUALQUER UM DESTES SINTOMAS, NÃO MEDIQUE SEU ANIMAL EM CASA. BUSQUE SEMPRE A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DE UM VETERINÁRIO.

Esterilização (castração)

SAIBA PORQUE A ESTERILIZAÇÃO EVITA O SOFRIMENTO DE TANTOS ANIMAIS

As ruas estão repletas de cães e gatos (fêmeas e machos) que, na sua grande maioria, foram abandonados à própria sorte por seus donos por serem fruto de ninhadas indesejadas. Muitos deles acabam atropelados, envenenados, maltratados ou tendo uma vida miserável até o final dos seus dias. Sem contar aqueles que fogem para cruzar e nunca mais conseguem voltar para casa.

POR QUE A ESTERILIZAÇÃO DOS ANIMAIS É IMPORTANTE?

A esterilização (ou castração) é uma solução emergencial para diminuir a procriação descontrolada e, consequentemente, a superpopulação de cães e gatos. Milhares de animais hoje vivem abandonados nas ruas, passando todo tipo de privação e sofrimento por causa deste descontrole reprodutivo. Esterilizar um animal é um grande exemplo de compaixão e consciência que você pode dar.

NÃO FIQUE NA DÚVIDA. SAIBA TUDO SOBRE A ESTERILIZAÇÃO

O que é a esterilização?

A esterilização é uma cirurgia de rotina que consiste na remoção completa e indolor dos órgãos com funções exclusivamente reprodutoras.Nas fêmeas, acontece a retirada do útero e dos ovários, não ocorrendo mais o cio. Nos machos, é feita a retirada dos testículos, deixando-se a bolsa escrotal vazia.

A cirurgia de esterilização é dolorosa?

A cirurgia é realizada sob anestesia geral por um veterinário. O animal não sente nada durante o procedimento. A maioria regressa à sua atividade normal entre 24 e 72 horas. Solicite ao veterinário a prescrição de um analgésico para o período pós-operatório.

A cirurgia de esterilização é perigosa?

A esterilização é realizada sob anestesia geral, que é um procedimento que sempre envolve algum risco para qualquer animal. No entanto, a esterilização já é uma cirurgia de rotina, portanto é segura sempre que realizada por um bom veterinário.

Esterilizar não sai caro?

Os preços podem variar, dependendo do veterinário ou do porte do animal. A cirurgia na fêmea é um pouco mais cara, por ser um procedimento mais delicado. Veja se em sua cidade a cirurgia não é oferecida pela prefeitura ou por organizações protetoras dos animais.Lembre-se: se comparado aos gastos de repetidas idas ao veterinário para tratar de ferimentos por brigas ou atropelamento por vagar pelas ruas, ou despesas com doenças adquiridas na baixa de imunidade ocasionada no cio, ou ainda com os custos de uma ninhada indesejada que vai precisar de cuidados e alimentação, o investimento em esterilização é MÍNIMO. Mesmo a repetição da medicação anticoncepcional, a longo prazo, se torna mais caro do que a esterilização, além do que este outro método causa tumores nos animais.

Será que o meu animal não é muito velho para ser esterilizado?

A menos que o seu animal tenha problemas de saúde, a esterilização é segura e um procedimento de rotina. No entanto, o veterinário deverá examiná-lo antes da cirurgia para determinar se existe algum problema de saúde. Os animais com mais idade também tiram proveito dos benefícios da esterilização.

Direitos animais e não-humanos domesticados

 

© 2007 Gary L. Francione
 gfrancione@kinoy.rutgers.edu

Tradução autorizada: Regina Rheda
 regina.rheda@yahoo.com.br

© Ediciones Ánima – Publicado em  http://www.anima.org.ar/libertacao/abordagens/francione.html

Texto do Blog de Gary L. Francione
10 de janeiro de 2007

Um aspecto da minha teoria dos direitos animais, conforme articulada no livro Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog? e outros lugares, que intriga alguns ativistas, é que, se aceitarmos a posição dos direitos animais, não devemos trazer à existência mais nenhum animal domesticado. Aplico isso não apenas aos animais que usamos para comida, experimentação, vestuário, etc., mas também aos nossos companheiros não-humanos.

Eu certamente entendo que se você adotar a abordagem bem-estarista, que diz que o uso dos não-humanos é moralmente aceitável contanto que você os trate “humanitariamente”, e cuja meta é regulamentar melhor o uso de animais, você vai rejeitar meu ponto de vista. Mas se você, como eu, enxergar que o principal problema da exploração dos animais é o fato de os usarmos, independentemente de esse uso ser “humanitário” ou não, e achar que a meta é a abolição da exploração dos animais, então não está claro, para mim, o porquê da sua dificuldade quanto a essa posição. 

A lógica é simples. Tratamos os animais como nossa propriedade, como recursos que podemos usar para nossos propósitos. Trazemos bilhões deles à existência com o único fim de usá-los e matá-los. Criamos esses animais para dependerem de nós para sua sobrevivência. 

A posição central da minha teoria de direitos é que não temos nenhuma justificativa para tratar os animais como nossa propriedade, assim como não tivemos nenhuma justificativa para tratar outros humanos como escravos. Abolimos a escravidão humana na maior parte do mundo; similarmente, devemos abolir a escravidão animal. 

Mas o que isso significa no contexto dos não-humanos? Será que deveríamos “libertar” os animais e deixá-los perambular livremente pelas ruas? Não, claro que não. Isso seria tão irresponsável quanto deixar crianças pequenas perambular por aí. Devemos, certamente, cuidar dos não-humanos que já trouxemos à existência, mas também devemos parar de fazer com que outros venham a existir. Não temos nenhuma justificativa para usar não-humanos-não importa quão “humanitariamente” os tratemos. 

Há duas objeções que escutei em relação a este ponto de vista.

Primeiro, há a preocupação de que vamos perder “diversidade” se não tivermos mais esses não-humanos domesticados.

Mesmo se a continuidade da domesticação fosse necessária para a diversidade biológica, isso não significaria que ela seja moralmente aceitável. Nós não temos, entretanto, de tratar deste problema. Não há nada de “natural” a respeito dos animais domesticados. Eles são seres que criamos por meio do cruzamento seletivo e do confinamento. No caso de eles terem parentes não-domesticados vivendo na natureza, devemos por certo procurar proteger aqueles não-humanos, principalmente pelo interesse deles próprios e, em segundo lugar, para fins de diversidade biológica. Mas a nossa proteção dos animais domesticados que existem no presente não é necessária para qualquer tipo de diversidade biológica.

Segundo, e com mais freqüência, os defensores dos animais expressam uma dificuldade quanto ao meu ponto de vista sobre domesticação porque eles apontam para o fato de que muitos de nós vivemos com não-humanos e os tratamos como membros da nossa família. Esse arranjo, argumentam eles, deve por certo ser moralmente aceitável.

No que diz respeito a animais de companhia, alguns de nós os tratam como membros da família e outros de nós, não. Mas, seja como for que tratemos nossos cães, gatos, etc., no que diz respeito à lei eles são propriedade.

Se você encarar seu cachorro como um membro da sua família e o tratar bem, a lei protegerá sua decisão da mesma forma que protegerá sua decisão de trocar o óleo de seu carro a cada 1.600 km – o cachorro e o carro são sua propriedade e, se você quiser conferir um valor maior à sua propriedade, a lei protegerá sua decisão. Mas se você quiser conferir um valor menor à sua propriedade e, por exemplo, quiser ter um cão de guarda sempre acorrentado no quintal, a quem você forneça um mínimo de comida, água e teto – e nenhuma companhia ou afeto – a lei protegerá essa decisão também. 

A realidade é que, nos Estados Unidos, a maioria dos cães e gatos não acaba morrendo de velhice em lares repletos de amor. A maioria tem lares por um período relativamente curto, antes de ser transferida para outro dono, levada a um abrigo, descartada, ou levada a um veterinário para ser morta. 

Não importa se caracterizarmos um dono como um “guardião”, conforme pedem alguns defensores. Essa caracterização não faz sentido. Aqueles de nós que vivem com animais de companhia são donos, no tocante à lei, e têm o direito legal de tratar seus animais como bem entenderem, com poucas limitações. As leis contra crueldade e maus-tratos não se aplicam sequer à vasta maioria das instâncias em que humanos infligem tratamento cruel a não-humanos.

Mas, respondem esses defensores, nós poderíamos, ao menos em teoria, ter uma relação diferente e moralmente aceitável com os não-humanos. E se abolíssemos a condição de propriedade dos animais e exigíssemos que cães e gatos fossem tratados de forma similar ao modo como tratamos crianças humanas? E se os humanos que vivem com cães não pudessem mais tratá-los instrumentalmente (por exemplo, como cães de guarda, cães ou gatos de exposição, etc.), mas tivessem de tratá-los como membros da família? E se os humanos não pudessem matar companheiros não-humanos, exceto em instâncias em que pelo menos alguns de nós encaramos como aceitável permitir o suicídio assistido no contexto humano? (Por exemplo, quando o humano tiver uma doença incurável e estiver com imensa dor, etc.). Então, seria aceitável continuar a criar não-humanos para serem nossos companheiros? 

A resposta é não. 

Sem levar em conta que seria impossível, na prática, desenvolver padrões gerais para o que constituiria tratar não-humanos como “membros da família” e resolver todos os problemas relacionados a isso, essa posição não reconhece que a domesticação em si suscita sérios problemas morais, independentemente de como os não-humanos envolvidos são tratados.

Animais domésticos são dependentes de nós quanto a terem comida ou não, e quando; terem água para beber ou não; onde e quando fazer as necessidades; quando dormir; fazer algum exercício ou não; etc. Diferentemente de crianças humanas, que, exceto em casos incomuns, se tornarão membros independentes e funcionais da sociedade humana, os animais domésticos não são nem parte do mundo não-humano nem totalmente parte do nosso mundo. Eles permanecem para sempre num submundo infernal de vulnerabilidade, dependentes de nós para tudo que lhes for relevante. Nós os criamos para serem complacentes e servis, ou para terem características que são, na realidade, prejudiciais a eles mas agradáveis para nós. Talvez os façamos felizes em um sentido, mas nossa relação com eles nunca pode ser “natural” ou “normal”. Eles estão presos em nosso mundo; não pertencem a ele, independentemente de quão bem os tratemos.

Isso é mais ou menos verdadeiro em relação a todos os não-humanos domesticados. Eles estão perpetuamente dependentes de nós. Controlamos a vida deles para sempre. Eles são, de fato, “escravos animais”. Podemos até ser “senhores” benevolentes, mas não somos, na verdade, nada mais do que isso. E isso não pode estar certo. 

Minha parceira e eu vivemos com cinco cachorros salvos do abandono. Todos os cinco estariam mortos se não os tivéssemos adotado. Nós os amamos muito e nos esforçamos bastante para lhes proporcionar o melhor cuidado e o melhor tratamento. (E antes que alguém pergunte, todo os sete somos veganos!). Você provavelmente não acharia duas pessoas no planeta que gostem mais de viver com cachorros do que nós.

Mas, se só sobrassem uma cadela e um cão no universo e coubesse a nós dois decidir se lhes seria permitido se reproduzir para que pudéssemos continuar a conviver com cachorros, e mesmo se conseguíssemos garantir que todos os cachorros tivessem lares tão amorosos quanto aquele que lhes proporcionamos, não hesitaríamos um só segundo em dar um fim em toda a instituição da posse de “animais de estimação”. Encaramos os cachorros que vivem conosco como refugiados e, embora gostemos de cuidar deles, está claro que os humanos não têm nada que continuar trazendo essas criaturas a um mundo onde elas simplesmente não se encaixam.

Alguns defensores pensam que “direitos animais” significa que os não-humanos têm um tipo de direito à reprodução e que, portanto, é errado esterilizar não-humanos. Se esse ponto de vista estiver correto, então nós estaremos moralmente comprometidos a permitir que todas as espécies domesticadas continuem a se reproduzir indefinidamente. Não podemos limitar esse “direito à reprodução” somente a cães e gatos. Além do mais, não faz sentido dizer que, no passado, agimos de forma imoral domesticando animais não-humanos mas, agora, estamos comprometidos a deixá-los continuar a se reproduzir. Cometemos um erro moral domesticando não-humanos, para começo de conversa; qual o sentido de perpetuar esse erro?

Em suma, posso entender que bem-estaristas, para quem o tratamento – e não o uso – é a principal questão moral, pensem que a domesticação e a continuidade do uso animal são aceitáveis contanto que tratemos os animais “humanitariamente”. Mas não consigo entender por que qualquer pessoa que se considere abolicionista possa pensar que a continuidade da domesticação de quaisquer não-humanos possa ser justificada, independentemente de quão bem tratemos esses não-humanos – da mesma forma que não consigo entender como qualquer pessoa que se considere abolicionista possa ser qualquer coisa que não vegana.

O subtítulo de meu livro – Your Child or the Dog? [Seu filho ou o cachorro?] – a noção da criança e o cachorro na casa em chamas (ou no bote salva-vidas ou outro lugar desse tipo) visa dirigir nossa atenção para o fato de tentarmos resolver conflitos morais entre humanos e animais. Mas nós criamos esses conflitos, por exemplo, arrastando o animal para dentro da casa em chamas quando o trouxemos à existência como um recurso para nosso uso. Daí ficamos quebrando a cabeça para tentar resolver o conflito que nós mesmos criamos! Não faz o menor sentido.

Se levássemos os animais a sério, pararíamos de tratá-los como nossos recursos, como nossa propriedade. Mas isso significaria parar de trazer não-humanos à existência para os usarmos para comida, roupa, vivissecção, ou qualquer outro propósito, inclusive companhia.


Gary L. Francione –  gfrancione@kinoy.rutgers.edu

Professor de Direito e Filosofia na Rutgers University, EUA. Conhecido internacionalmente por sua teoria de direitos animais abolicionista, é um crítico implacável das leis do bem-estar animal e da condição de propriedade dos não-humanos.

Conheça a teoria abolicionista de Gary Francione assistindo a 4 apresentações em tradução autorizada para o português: 1. Teoria dos direitos animais / 2. Animais como propriedade / 3. Direitos animais vs. bem-estar animal / 4. Direito Animal. Clique aqui.

Aviso: O professor Gary L. Francione não apóia, necessariamente, pontos de vista expressos nesta publicação, fora aqueles que ele defende em textos de sua própria autoria.

Tradutora autorizada

Regina Rheda –  regina.rheda@yahoo.com.br

Escritora premiada, vegana desde o ano 2000 e mora nos EUA. Traduziu o livro Jaulas Vazias, de Tom Regan (Editora Lugano) e é autora do livro Humana festa (Editora Record), o primeiro romance brasileiro a abordar, como tema principal, os direitos animais e o veganismo. Seu website é  http://home.att.net/~rheda/RRHPPortg.html.

Ensinando xixi e cocô no lugar certo

Antes de mais nada é preciso entender que, para ter sucesso no treinamento de cães, é essencial saber como funciona a mente deles. O aprendizado dos cães é baseado em associações, feitas por meio de tentativas, erros e acertos. Uma associação que gera um resultado positivo e prazeroso para o cachorro fica fixada de forma intensa na memória, e tende a ser repetida até se tornar um hábito. Por exemplo, se ele ganhar um petisco todas as vezes que fizer xixi no lugar certo, vai tentar acertar cada vez mais. De forma contrária, uma associação que gera um resultado negativo para o cachorro tende a ser abandonada e esquecida. É por isso que o treinamento com recompensa (petisco, “muito bem”, brinquedo ou carinho) é muito mais produtivo do que o treinamento com punição.

É importante frisar que a associação só acontece como desejado se a causa e o efeito distarem entre si de no máximo poucos segundos. Ou seja, só adianta recompensar ou reclamar com o cão durante ou logo imediatamente após o ato. Se passar mais tempo, o cachorro fará a associação (positiva ou negativa) com o próximo evento qualquer que vier a seguir. Em outras palavras, não adianta nada, absolutamente nada o dono brigar com o cachorro quando chega em casa e encontra um xixi no lugar errado. O cachorro vai associar a bronca com a chegada do dono e não com o xixi no tapete.

Nesse ponto do texto algumas pessoas podem estar pensando: “O meu cachorro sabe quando agiu errado, pois ele faz cara de culpa”. Ou então: “O meu cachorro faz isso de propósito, para se vingar de mim”. Nenhuma dessas afirmações é verdade. Em primeiro lugar porque os cães não têm noção de certo e errado, eles fazem o que fazem baseados em seus instintos. E em segundo lugar porque as emoções dos cães são muito mais básicas do que as nossas. Sendo assim, é correto afirmar que os cães sentem medo, dor (física ou emocional), lealdade e respeito, por exemplo. Mas não é certo dizer que eles demonstram sentimentos complexos (e na maioria das vezes negativos), como ciúme, culpa e vingança, tão típicos dos humanos.

O que é interpretado como culpa, na verdade é submissão, o cão simplesmente reage àquela postura do dono. O cachorro percebe quando o dono está com raiva e sabe que isso significa uma baita bronca, então tenta (inutilmente, tadinho) aplacar a ira do dono com uma postura submissa. Os cães são incrivelmente inteligentes, da maneira deles (é complicado comparar inteligências entre espécies diferentes). Eles aprendem a “ler” os humanos muito melhor do que nós mesmos sabemos, porque eles são bastante observadores. Diversos pequenos sinais que fazemos automaticamente, como franzir a testa e cerrar os punhos quando estamos com raiva, são um letreiro em neon para os cães. Eles aprendem em pouco tempo a associar os nossos gestos, posturas corporais e expressões faciais com as atitudes que tomamos em seguida, e simplesmente reagem de acordo.

De forma similar, a tão erroneamente famosa vingança é na realidade estresse ou dominância. As pessoas tendem a interpretar as reações dos bichos com base nos comportamentos dos humanos, e isso ocasiona uma abordagem completamente equivocada para o problema, causando frustração e desgastando o relacionamento entre o dono e o animal. Aquele xixi fora do lugar pode indicar que o peludo tem Ansiedade de Separação ou até que ele se acha o dono do pedaço. Sendo assim, vamos subdividir o assunto “xixi e cocô” em etapas e trabalhar cada uma delas individualmente, logo a seguir.

XIXI DE FILHOTE

Um filhote de cachorro, assim como um bebê humano, não consegue segurar o xixi na bexiga e nem o cocô no intestino. Quando necessário, o organismo simplesmente libera o que tem de ser liberado, na hora que for. Para alívio dos donos, um filhote aprende muito mais rápido do que um bebê. Quando o filhote tem em média 6 meses de idade, ele normalmente já tem controle sobre as funções da bexiga e do intestino, ou seja, ele já percebe quando está “apertado” e precisando ir ao banheiro. Antes disso, alternadamente acertar e errar o local do xixi e do cocô é comum e faz parte do processo natural de aprendizagem para um filhote.

A maneira mais rápida de fazer com que um filhote guarde direitinho na memória onde é o local correto para fazer as necessidades é estar com ele o tempo todo. Essa é a regra mais importante quando se tem um filhote em casa: vigilância constante. Assim é possível evitar objetos roídos e xixis nos locais errados. Ninguém deixa uma criança pequena sozinha sem supervisão, deixa? Da mesma forma, um filhote nunca deveria ficar sozinho em locais onde ele possa se machucar e/ou estragar alguma coisa.

Quando o pequeno não puder ser vigiado por qualquer intervalo de tempo que seja, ele deverá ser colocado numa área segura (à prova de filhotes), ventilada, cercada e com boa parte do piso forrada com o mesmo material que o filhote deverá aprender a usar como banheiro (jornal, tapete higiênico, areia sanitária, etc.). Nessa área, o peludo deve ter sombra, proteção contra o vento, água limpa, uma caminha, muitos brinquedos e algumas coisas para roer. À medida em que ele for crescendo, o espaço reservado para o banheiro deverá ser reduzido aos poucos até um limite adequado ao porte do cão (é melhor sobrar do que faltar). O peludo nunca deve levar bronca nem ficar de castigo nessa área.

Se o dono (ou alguém da casa) se mantiver sempre atento a tudo o que o filhote estiver fazendo, ele vai poder levar o pequeno ao lugar adequado logo quando começar a “dança” típica do xixi e cocô. A não ser quando estão realmente muito “apertados”, os cães sempre são umas voltinhas e umas cheiradinhas no chão antes de fazer as necessidades. Prestando atenção a esses sinais, o dono poderá levar o filhote a tempo para o local correto, lembrando de recompensá-lo pelo acerto com um petisco e um cafuné.

Além da “dança”, outra dica é que os cães possuem um relógio biológico muito preciso e, sendo animais de rotina, preferem fazer tudo sempre nos mesmos horários. Os filhotes têm a bexiga pequenininha e, portanto, a quantidade de xixi que cabe lá dentro é mínima, por isso eles precisam se aliviar mais vezes do que os adultos. Mas, como regra geral, os cães fazem as necessidades num prazo de até 90 minutos depois de acordar, depois de comer e depois de se exercitar/brincar. Esses são os horários mais críticos, nos quais a vigilância deve ser rigorosa.

Vale lembrar mais uma vez que o importante é focar nos acertos e não nos erros. Se (e somente se) o dono pegar o filhote no flagra fazendo no lugar errado, ele pode falar “não, aí não”, pegar o pequeno no colo e levá-lo para o local correto. Nesse local, o peludo deve então ser estimulado a continuar de onde parou, por meio de um tom de voz suave. Caso saia nem que seja um tiquinho de xixi ou de cocô, o filhote deve ser recompensado com muita festa.

XIXI DE ESTRESSE

O mesmo problema do xixi de filhote pode acontecer também em cães mais velhos que já tinham até aprendido a fazer as necessidades no local correto, mas que de uma hora para outra estão passando por um estresse muito grande em suas vidas. Exemplos típicos são: mudança de casa, chegada de um outro animal, chegada de um bebê, ausência prolongada de um dos donos, etc.

Dependendo do cão, até a mais suave mudança na rotina pode ser suficiente para desencadear um retrocesso no aprendizado. A forma de se lidar com isso é retomando o treinamento básico e voltando a supervisionar o cachorro como se ele fosse um filhote. Eliminar ou pelo menos reduzir ao máximo a causa do estresse também ajuda. Se o dono investir no treinamento, normalmente o peludo não demora muito para retornar aos seus hábitos normais.

XIXI DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO

Esse é um outro tipo de xixi também causado por estresse. A diferença fundamental é que, nesse caso, o estresse não é uma situação isolada, e sim um fato constante na vida do pobre cachorro. Um peludo que acompanha o dono por todos os cantos da casa, como uma sombra, e que vive querendo colo o tempo todo, sofre muito quando precisa ficar sozinho. Ao contrário do que muita gente pensa, viver grudado nos donos não é nada saudável para o bicho, que pode terminar desenvolvendo Ansiedade de Separação.

Os cachorros que apresentam esse problema sofrem horrores sempre que os donos precisam se ausentar, seja por um dia inteiro ou por apenas alguns minutos (por não terem noção de tempo, eles não percebem a diferença). Os sintomas variam desde pequenos choramingos a verdadeiros escândalos sonoros, por vezes acompanhados de destruição da casa ou de si mesmos (lamber-se sem parar até causar feridas) e de muitos xixis nos lugares errados.

Um peludo com Ansiedade de Separação tem certeza absoluta de que o apocalipse está próximo e que se ele não fizer alguma coisa, e logo, o dono nunca mais vai conseguir resgatá-lo naquele labirinto de cômodos sem fim. Com esse intuito em mente, o coitado procura os lugares que sabe que o dono costuma freqüentar bastante, como o quarto ou a sala, torcendo para encontrar lá um xixi-recado do dono dizendo “volto já”. Como não encontra nada, o peludo resolve deixar o seu próprio xixi-recado dizendo “não esqueça de mim”. Então ele segue fazendo xixi no maior número de lugares possível, na esperança de que o dono consiga encontrá-lo assim que voltar.

A maneira de abordar esse problema é ensinando ao cachorro que às vezes ele vai precisar ficar sozinho, e que o mundo não vai se acabar por causa disso. O dono deve começar deixando o peludo sozinho por alguns poucos minutos e ir aumentando gradativamente até chegar em horas, mas sempre disponibilizando muitos brinquedos e ossos para entreter o cachorro. Jogos do tipo “esconder o petisco” são excelentes e o dono pode também guardar alguns brinquedos especiais para entregar somente nessas ocasiões. O treinamento deve ter início com o dono ainda em casa, mas em hipótese alguma o cachorro deve receber atenção se começar a fazer escândalo.

XIXI DE SUBMISSÃO

Esse tipo de problema é comum em cães jovens e/ou inseguros, e se apresenta como aquele xixi que o cachorro faz quando vê alguém de quem gosta e respeita muito. Às vezes a demonstração é de forma eufórica, com excesso de entusiasmo. Às vezes é bastante comedida, com excesso de formalidade. De um jeito ou de outro, esse tipo de xixi é um gesto de submissão muito cordial no mundo dos cães, uma comprovação dos bons modos ensinados na escola de etiqueta canina. Em outras palavras, é um sinal de que o cachorro aceita a liderança da pessoa em questão.

Normalmente esse tipo de comportamento vai diminuindo aos poucos até acabar por completo, à medida que o peludo vai crescendo e sentindo mais confiança em si mesmo e no novo ambiente. A melhor maneira de lidar com isso é simplesmente ignorando o fato, sem brigar e também sem tentar confortar o cachorro dizendo coisas do tipo “está tudo bem”.

Os cães muito inseguros às vezes sentem medo quando alguém se aproxima deles, e o medo é uma das causas do xixi de submissão. Para evitar isso, o ideal é deixar o peludo no cantinho dele sossegado e esperar que ele próprio tome a iniciativa de se aproximar. Quando isso acontecer, a pessoa não deve fazer movimentos bruscos, deve se abaixar para ficar menos intimidadora, não deve olhar a cachorro diretamente nos olhos e deve procurar falar com ele num tom de voz calmo.

Assim que o peludo tiver tomado as vacinas e estiver liberado pelo veterinário para sair na rua, é fundamental começar a passear com ele, inicialmente em locais bem calmos, para que ele possa conhecer novos lugares, pessoas de todos os tipos, outros animais, sons, cheiros e superfícies os mais variados possíveis. Isso é um excelente exercício para aumentar a autoconfiança, além de ser extremamente necessário para a saúde física e mental de todo e qualquer cachorro.

XIXI DE MARCAÇÃO DE TERRITÓRIO

Quando um cachorro entra na adolescência, por volta dos 8 meses de idade, ele pode começar a desafiar os donos e a infringir as regras, exatamente como fazem alguns adolescentes humanos. E não há forma melhor de se rebelar do que desrespeitar a hierarquia vigente, correto? Para um cão isso significa, dentre outras coisas, marcar território dentro de casa, ou seja, fazer xixi e cocô em cantos estratégicos e bem visíveis. Funciona como aquela pichação do tipo “eu estive aqui”.

A adolescência é marcada pelo afloramento dos hormônios e também coincide com a época em que o peludo começa a fazer xixi com a pata levantada. Os cães que marcam território têm a habilidade de guardar uma parcela do xixi no “tanque” reserva. O xixi de necessidade fisiológica é diferente do xixi de marcação de território. O de necessidade fisiológica é liberado de uma vez só, com intervalos grandes entre um e outro. O de marcação de território é liberado muitas vezes, com intervalos curtos entre um e outro, objetivando abranger o maior número de lugares possível. A marcação de território é mais comum nos machos, mas as fêmeas também podem apresentar esse comportamento, algumas até de pata levantada, igualzinho aos machos.

Para resolver esse problema, é preciso antes de tudo que o dono mostre quem é que manda na casa (claro que não é o cachorro!). O peludo precisa entender que só quem tem direito de marcar território dentro de casa é o dono, pois é o território dele. Isso é obtido através de um conjunto de fatores, dentre eles treinar comandos de obediência (senta, deita, fica, junto, etc.), para que o cão possa obedecer sempre antes de ganhar qualquer coisa (comida, carinho, passeio, etc.).

Outro ponto importante é que tudo, absolutamente tudo o que diz respeito aos humanos precisa obedecer às três regrinhas básicas da hierarquia: “Eu ganho primeiro”, “Eu vou na frente” e “Eu fico mais alto”. Em outras palavras, significa que sempre os humanos comem primeiro, andam na frente, sentam e deitam em posições mais altas. Dividir esses privilégios com o cachorro significa dividir o poder da liderança também, incluindo todas as conseqüências decorrentes disso.

Uma alternativa que pode ajudar bastante no problema da marcação de território é a castração. Ao contrário do que muitos pensam, essa cirurgia traz inúmeros benefícios para a saúde e para o comportamento do cachorro, tanto para o macho quanto para a fêmea. Os animais castrados têm menos chances de desenvolver certos tipos de câncer, costumam ser menos agressivos, brigam menos com outros cães e vivem mais.

XIXI DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Da mesma forma que acontece com nós humanos, alguns cães quando chegam na terceira idade passam a sofrer de incontinência urinária. Nesse caso não há muito o que fazer, pois não é culpa do cachorro nem é um problema para o qual ele possa ser treinado. É preciso ter muita paciência com o peludo e é necessário aceitar que a incontinência pode fazer parte do processo natural de envelhecimento do companheiro canino. O recomendável é tornar a vida do cão a mais agradável possível, sempre disponibilizando uma superfície absorvente para ele dormir em cima.

Outra causa para a incontinência, apesar de rara, pode acontecer em certas fêmeas castradas, caso haja alguma aderência na parede da bexiga. À critério do veterinário, essas fêmeas podem ser medicadas com hormônios para amenizar o problema, mas em geral a maneira de lidar com o assunto é a mesma que no caso da incontinência por idade.

XIXI POR OUTROS MOTIVOS

Quando o cachorro começa a fazer xixi ou cocô no lugar errado de uma hora para outra (o fator “de uma hora para outra” é muito importante para avaliar corretamente a situação), e o problema não se enquadra em nenhuma das opções acima, pode ser então um sinal de que alguma coisa está errada. Um cachorro que pára de fazer as necessidades também merece atenção. Um dos primeiros sintomas de problemas de saúde é uma mudança brusca no comportamento rotineiro. Nesses casos é importante levar o peludo o quanto antes ao veterinário, para que sejam feitos os exames necessários.

Alguns outros motivos podem vir a dificultar muito o treinamento de xixi e cocô. Quando o filhote é retirado muito cedo da companhia da mãe e dos irmãos, por exemplo. Para aprender as regras caninas, incluindo as noções básicas de higiene, um filhote precisa permanecer na ninhada até completar pelo menos 7 ou 8 semanas de vida, ou seja, 50 a 60 dias. Outro exemplo é quando a própria cadela não aprendeu as regras e, portanto, não sabe passá-las para os filhotes. Por isso é tão importante ver as condições de higiene nas quais os filhotes nasceram e foram criados. Além desses aspectos, vale mencionar também que certas raças simplesmente demoram mais do que outras para aprender onde fica o banheiro.

Independe do que estiver causando o xixi ou cocô no lugar errado, é importante limpar esses locais muito bem, para minimizar as chances de reincidência causada por cheirinhos antigos. Os produtos normalmente encontrados em pet shops são suficientes até o limite do nosso olfato, mas estão longe de eliminar os odores para o apuradíssimo olfato dos cachorros. Uma analogia interessante é se uma pessoa suada resolvesse colocar perfume por cima, sem antes tomar um bom banho. Seria possível sentir o cheiro do suor misturado ao cheiro do perfume, não é mesmo? Raciocínio idêntico pode ser aplicado quando desinfetantes, água sanitária, vinagre ou similares são usados para limpar os locais errados onde o peludo fez as necessidades. Todos esses produtos apenas encobrem os odores, sem no entanto removê-los. Por causa disso, o cachorro volta a fazer xixi e cocô nesses mesmos lugares, guiado pelos cheiros dos xixis e cocôs antigos que continuam lá.

Para eliminar completamente os cheirinhos de urina e fezes dos lugares impróprios, a solução é usar removedores de odores à base de bactérias inofensivas (exemplo: Enzilimp) ou de enzimas (exemplo: Premium da Mundo Animal). Esses produtos funcionam porque destroem as moléculas que causam os odores, eliminando-os por completo. Os locais se tornam novamente neutros, ou seja, sem cheiros que atraiam o peludo a voltar lá. Para aumentar ainda mais a eficácia do processo, o ideal é aplicar em seguida um repelente do tipo líquido (exemplo: Repell Pet) ou do tipo granulado se for numa área externa com plantas (exemplo: No Dog & No Cat da Minato). O repelente fará os locais neutros serem desagradáveis para o cachorro. Todas as marcas citadas podem ser encontradas à venda no site da BitCão ( http://www.bitcao.com.br/), a loja virtual da Lord Cão – Treinamento de Cães ( http://www.lordcao.com.br/).

Fonte: Lord Cão News – Edição n° 35 – Novembro/08


Sandra Régia é treinadora especialista em Comportamento Canino. E-mail:  sandra@lordcao.com.br

Animais X fogos de artifício

PODEM OCORRER

– FUGAS – correm sem destino certo e ficam perdidos; passam fome,sede, frio,sentem medo e podem ser atropelados e provocar acidentes graves; 
– ACIDENTES – enforcam-se na própria coleira quando não conseguem rompê-la para fugir; atiram-se de janelas; batem a cabeça contra paredes ou grades.
– GRAVES FERIMENTOS – quando tentam saltar muros e portões.
– TRAUMAS – mudanças de comportamento – tornam-se agressivos ou passam a se assustar à toa.
–  CONVULSÕES: alguns cães têm ou passam a ter ataques epileptiformes. 
* Nos animais da fauna silvestre pode ocorrer alteração do ciclo reprodutor e morte.

CUIDADOS COM CÃES

1- Coloque algodão nos ouvidos – para diminuir a sensibilidade auditiva.
2- Acomode-os  dentro de casa em lugar onde possam se sentir em segurança.

Caso não possa colocar os cães dentro de casa, procure um veterinário para sedá-los.
3- Feche portas e janelas para evitar fugas e acidentes.
4- Ligue o rádio e a TV e aumente o volume próximo ao momento dos fogos.
5- Dê alimentos leves – distúrbios digestivos provocados pelo pânico podem matar.
6- Não deixe o cachorro acorrentado pois ele pode se enforcar em função do pânico.
7- Não deixe muitos cães juntos porque podem brigar. 
Se brigarem, não grite!  Faça um barulho forte batendo tampas de panela para mudar o foco da atenção dos cães.

IMPORTANTE!
COLOQUE UMA PLAQUETA DE IDENTIFICAÇÃO NA COLEIRA DO CACHORRO COM OS SEUS TELEFONES GRAVADOS NELA. 

 

CUIDADOS COM GATOS

Mantenha-os dentro de casa e sem acesso à rua.

Deixe-os num quarto fechado. Crie tocas (espaços escondidos) onde se sintam bem protegidos (dentro de algum armário, por exemplo).

Fonte – Campanha “Bicharada, passa pra dentro!” –  http://ogritodobicho.blogspot.com/2009/12/campanha-bicharada-passa-pra-dentro.html


 

RECOMENDAÇÕES para MEDO DE FOGOS

 


  1. Recomendação Terapêutica de acordo com a NTSV-TH002


1- RESCUE
2- CHERRY PLUM
3- ROCK ROSE
4- LARCH
5- VERVAIN
6- SWEET CHESTNUT

As 6 essências virão num só frasco que durará de 10 a 15 dias e custa cerca de 15 reais.

COMECE A DAR OS FLORAIS UMA SEMANA ANTES DOS FOGOS DE REVEILLON

RECOMENDAÇÕES PARA USO (em Cães e Gatos)

1 – Peça esta fórmula SEM CONSERVANTES numa Farmácia Homeopática ou de Manipulação.
Para conservar, mantenha o frasco na geladeira. 
2 – Coloque de 10 gotas no pote de água (independente do tamanho do pote).
3 – Repita o procedimento a cada troca de água (no mínimo 2 vezes ao dia) até o término do frasco.
4 – Caso o animal não possa tomar água no pote, dê 4 gotas diretamente na boca, 4 vezes ao dia.

OBSERVAÇÕES

– Florais não possuem componentes químicos e não têm contra-indicações. 
– Florais tratam as emoções e não substituem o tratamento médico veterinário. 

 

ONDE ENCONTRAR FLORAIS

Relação de Farmácias Homeopáticas – www.guiamais.com.br/busca/farmacias+homeopaticas-brasil 
Relação de Farmácias de Manipulação – www.guiamais.com.br/busca/farmacias+de+manipulacao-brasil

SP – Farmácia Ilúmina entrega em domicílio na grande São Paulo – (11) 5584.9372 –  www.ilumina.com.br

 

*A castração evita doenças, previne tumores e facilita do convívio com pessoas e com outros animais.

Animais castrados vivem mais e melhor. Saiba mais em www.gatoVerde.com.br

Deolinda Eleutério
Terapeuta Holística *CRT-SP 26715*

FLORAIS DE BACH PARA ANIMAIS

Para atendimento, preencha a Ficha de Dados que está em

www.gatoVerde.com.br

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OUTRAS TERAPIAS

PARA AMENIZAR O MEDO DOS ANIMAIS COM O BARULHO DE FOGOS

RECOMENDAÇÕES DA TERAPEUTA MARTHA FOLLAIN*

 

AROMATERAPIA

Para CÃES E GATOS – Pingue 1 gota de óleo essencial de LAVANDA e coloque no alto da cabeça do animal, antes do foguetório.

Para AVES – passe um pano no fundo da gaiola com 1 gota do óleo essencial de LAVANDA dissolvida em ½ copo americano de água destilada.

IMPORTANTE: compre óleos essenciais naturais. Óleos sintéticos são mais baratos mas além de não surtirem o efeito desejado podem causar alergias respiratórias.

Para comprar pela internet óleos puros e naturais com preços justos: www.phytoterapica.com.br – (11) 3168.6111 – SP

 

FITOTERAPIA

MACELA (tranquilizante)

Infusão – 2 colheres de sopa das flores secas para 1 litro de água.

Dar 2 copinhos “de café”  durante o dia.

 

CROMOTERAPIA

Acenda uma LÂMPADA AZUL de 40 watts, no local onde o animal vai ficar.

 

*Martha Follain é Terapeuta Holística para animais humanos e animais não humanos, CRTH 0243 e ministra Cursos Via Internet.

Mais informações em www.floraisecia.com.br


 

NATAL: comemore a vida com receitas vegetarianas:  http://migre.me/6hRxw

 

Feliz 2012!

 

Deolinda Eleutério

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