Ciência e ambiente – Página: 224 – Olhar Animal
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Bombeiros resgatam ouriço de árvore na região central de São Carlos, SP

Ele estava na Rua Quinze de Novembro e foi capturado desta quinta-feira. Animal silvestre não ficou ferido e já foi solto em uma mata próxima ao local.

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Um ouriço ficou preso em uma árvore e foi resgatado na manhã desta quinta-feira (4) na região central de São Carlos (SP). Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal não ficou ferido e foi solto em uma mata próxima.

Ainda segundo os bombeiros, o animal silvestre é conhecido com ouriço do mato ou ouriço cacheiro. Ele estava em uma árvore na Rua Quinze de Novembro.

Como o ouriço solta espinhos para se defender dos predadores. Foram usados equipamentos apropriados para recolher o animal.

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Fonte: G1

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Animal marinho da Austrália pode revolucionar zoologia

Organismos podem pertencer à forma mais primitiva de vida animal.

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Animais marinhos em formato de cogumelo descobertos na Austrália, na década de 1980, podem revolucionar a zoologia, informou a National Geographic. Os organismos são tão únicos que devem provocar modificações nas primeiras ramificações da cadeia evolutiva.

Descritos pela primeira vez na última quarta-feira pela revista cientifica PLOS ONE, eles não podem ser encaixados, de acordo com os pesquisadores, em nenhum grupo animal existente, ainda que apresentem algumas poucas semelhanças com espécies extintas.

Segundo a neurobiologista do Laboratório Whitney da Universidade da Flórida para Biociência Marinha, Leonid Moroz, se for comprovada que a nova espécie é descendente dos animais primitivos, a descoberta poderá também reformular nosso entendimento sobre como os animais evoluíram, assim como os neurosistemas e os mais diferentes tecidos. “Ela poderá reescrever todos os livros de zoologia”, afirma.

Se estes animais estão diretamente relacionados com organismos antigos, eles seriam uma reminiscênia da descoberta do peixe celacanto, que por muito tempo se pensava estar extinto.

Os pequenos animais, que não chegam a medir nem 2 centímetros, quando vivos são translúcidos e superficilamente semelhantes aos cogumelos chanterelle. Eles têm um boca conectada a um canal digestivo que se ramifica diversas vezes após atingir um disco.

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O estilo de vida desses animais é tão misterioso quanto sua aparência. Eles não parecem ter sido originados de nenhum outro animal, levando os cientistas considerarem a possibilidade de eles serem espécies independentes.

Por outro lado, os organismos não parecem ser capazes de nadar, já que seu disco é inflexível e eles não parecem ter outros meios de propulsão. Como a boca é pequena e simples, os pesquisadores especulam que a espécie podia se alimentar de micróbios encontrados pelo lóbulos que cercam a sua boca.

O biólogo Jean Just, um especialista em crustáceos, achou as criaturas em 1986 em uma amostra do fundo do mar australiano. Desde então, animais semelhantes não foram mais encontrados.

Após serem coletados das profundezas do oceano, os Dendrogramma, como foram nomeados, foram preservados em formol e então em etanol, o que tornou seu material genético muito difícil de ser analisado. Sem informação genética, é difícil saber como as novas espécies estão relacionadas a outros animais. Mas com base em sua forma física, se presume que ele pertença a um ramo muito precoce da vida animal.

Os Dendrogramma apresentam semelhanças a animais como águas-vivas, corais e anêmonas do mar. Como estes animais, a nova espécie também parece ter apenas uma única abertura digestiva, por onde os alimentos são ingeridos e os resíduos expelidos.

Eles também se assemelham a fósseis de pelo menos três organismos que também possuem um disco atado com bifurcações. Acredita-se que essas formas de vida tenham desaparecido mais de 540 milhões de anos atrás no final do período Ediacarano, pouco antes de um momento de rápida evolução animal chamado explosão cambriana.

É possível que os Dendrogramma tenham desenvolvido de forma independente uma estrutura semelhante como resposta as mesmas condições que as três espécies extintas eram expostas, um fenômeno comum chamado de evolução convergente.

Fonte: Terra

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Saiba o que fazer quando uma baleia encalhar na praia

Primeiro passo é isolar a área e avisar as instituições competentes com o maior número de informações, se possível com fotos.

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Você sabe o que fazer ao encontrar uma baleia encalhada na praia? A Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca (SC), Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), trabalha com o Protocolo de Encalhes, que prevê uma série de ações para situações de encalhes de mamíferos marinhos.

Se você se deparar com uma situação assim, o primeiro passo é avisar as instituições responsáveis sobre o ocorrido com o maior número de informações, se possível com fotos, porque serão enviados profissionais para atuar no caso. “Também é importante sensibilizar a população de manter as distâncias necessárias”, disse Luciana Moreira, chefe substituta da APA da Baleia Franca.

Animais domésticos, como cães e gatos, também precisam ficar longe do local. Além disso, não é bom ficar muito perto porque devido ao tamanho e peso da baleia pode ser perigoso. “Animais encalhados, vivos ou mortos, também podem transmitir doenças aos seres humanos”, explicou a veterinária Cristiane Kolesnikovas, da Associação R3 Animal.

Baleia encalhada

Na última sexta-feira (29) um filhote de baleia franca, com aproximadamente dois meses de idade, encalhou e morreu na praia do Pantano do Sul, Município de Florianopolis (SC). O Protocolo de Encalhes foi acionado, fez a necropsia e colheu amostras de tecidos e ossos. A baleia tinha cinco metros de comprimento.

Este foi o primeiro encalhe de baleia franca registrado na Temporada 2014, mas o número está dentro da média dos últimos 12 anos, que é de dois casos por ano. “Através da análise das fotos, realizamos a comparação das calosidades em relação ao filhote que encalhou vivo em Laguna no início de agosto. A comparação indica que o filhote encalhado no Pantano do Sul não é o mesmo filhote que encalhou em Laguna”, Karina Groch, Diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca.

Participaram da ação a APA da Baleia Franca/ICMBio, Projeto Baleia Franca, Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Associação R3 Animal, instituições integrantes da Redes de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB), criada pelo ICMBio em 2011 para melhorar o monitoramento e atendimento a encalhes e capturas de mamíferos aquáticos. A Secretaria Municipal de Pesca e Maricultura e a COMCAP, ambas da Prefeitura de Florianópolis, apoiaram na cessão de maquinário para destinação final adequada do mamífero.

Hábitos e ocorrências de baleias franca

Todos os anos, as baleias franca migram entre áreas de alimentação e reprodução. De julho a novembro, a espécie aparece em Santa Catarina para acasalar e procriar. O pico de ocorrência é em setembro e os últimos indivíduos são avistados em novembro.

As baleias costumam escolher os locais devido à temperatura mais amena, águas mais calmas e rasas, ambiente mais adequado para o nascimento e cuidado com os filhotes nos primeiros meses de vida. Além disso, pares de mãe e filhote têm preferência por águas rasas para evitar interações com outros grupos de baleia franca.

A permanência da espécie em locais com pouca profundidade, próximo à zona de arrebentação, quando as ondas quebram, é um hábito natural da espécie, que é adaptada naturalmente para tal comportamento.

A principal área de ocorrência da espécie é na APA da Baleia Franca/ICMBio, no litoral centro-sul de Santa Catarina. Porém, a presença do mamífero em outras regiões do Estado pode ocorrer e tem sido cada vez mais frequente devido ao crescimento e recuperação populacional da espécie no Brasil.

Protocolo de Encalhes

O Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca é um programa desenvolvido pela equipe da UC para prestar assistência aos mamíferos marinhos encalhados na unidade, estabelecendo assim diretrizes entre as instituições executoras deste plano para o desenvolvimento de ações coordenadas para diminuir os casos.

Em situações de emergência que envolvam risco de vida para os animais marinhos e pessoas próximas a eles, como o encalhe, é necessário um grande número de pessoas habilitadas para agir, de forma coordenada. Por isso, a notificação ágil aos órgãos responsáveis sobre uma situação assim é fundamental para a sobrevivência do animal, assim como para obtenção de informações necessárias para adoção de medidas de manejo e conservação destas espécies marinhas.

A coordenação do Protocolo de Encalhes na Unidade é formada pela APA da Baleia Franca/ICMBio, Projeto Baleia Franca, Associação R3 Animal, Universidade do Estado de Santa Catarina/Udesc/Ceres, Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da Unesc, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Policia Militar Ambiental.

Outras informações sobre como ajudar

Em caso de animais vivos

Não tente devolver o animal para a água, pois pode ser perigoso;
Obtenha fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso.

Proteja a sua saúde

Evite respirar o ar expirado pelos animais;
Não se aproxime da cauda. São animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e causar ferimentos.

Fonte: Portal Brasil / ICMBioICMBio

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Projeto de preservação de tartarugas comemora 35 anos com recordes de salvamentos

Por Lúcia Müzell

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Uma das primeiras organizações de preservação ambiental do Brasil, o Projeto Tamar completa 35 anos de luta pela proteção das tartarugas marinhas com mais um recorde de salvamentos para comemorar. Em 2014, mais de 2 milhões de tartarugas foram entregues ao mar, depois de terem chegado muito perto da extinção nos anos 1980.

O projeto começou com um grupo de estudantes de Oceanografia no final da década de 70. Na época, não existia qualquer trabalho de conscientização sobre os animais que corriam risco de desaparecer da costa brasileira. Em plena época da reprodução nas areias do sudeste e nordeste do Brasil, as tartarugas eram capturadas pelos pescadores, que usavam os cascos dos animais como peças decorativas e consumiam os ovos do animal.

“Se nós não conseguíssemos estancar o problema ali, hoje com certeza nós não teríamos mais a tartaruga marinha se reproduzindo no nosso país”, garante Neca Marcovaldi, uma das fundadoras do Tamar e atual coordenadora de preservação da entidade.

Ao longo dos anos, a organização passou a recrutar pescadores, que fiscalizavam uma área determinada das praias para evitar a destruição dos ovos e a captura das tartarugas. Agora, o Projeto Tamar conta com 1.300 colaboradores, além de avanços tecnológicos que permitem rastrear 35 mil animais – embora apenas 50% voltem a serem vistos um dia.

“Nós começamos literalmente a pé, de jegue, sem nenhuma estrutura. Na época também não havia muita tecnologia de pesquisa sobre as tartarugas marinhas, não apenas no Brasil, como no mundo”, lembra. “Essa parte evoluiu muito, principalmente duas técnicas bastante avançadas: a telemetria por satélite, em que marcamos o animal com um transmissor e o acompanhamos dentro da água, através da emissão de sinais por satélite, e os estudos genéticos.”

Vitória é chegar à reprodução

Hoje, o maior desafio hoje é garantir que os animais cheguem à idade adulta, o que só acontece por volta dos 30 anos de vida. É apenas a partir dos 26 anos, no mínimo, que as cinco espécies que se reproduzem na costa brasileira começam a depositar ovos.

“O que mais nos preocupa é a mortalidade de animais adultos. É uma perda enorme quando morre um animal que demorou quase 30 anos para chegar à reprodução e refazer o ciclo”, lamenta Marcovaldi.

O desenvolvimento costeiro e a pesca industrial são os fatores que mais ameaçam os répteis. O Tamar reivindica a mudança do modelo de anzol utilizado para a pesca, trocando por um menos nocivo para as tartarugas. O uso de redes é ainda mais fatal para a fauna marinha.

“As redes de pesca são um problema seríssimo ao longo da costa. 100% das tartarugas capturadas nas redes são mortas, porque elas precisam respirar na superfície e acabam morrendo afogadas”, explica.

O Projeto Tamar hoje está presente em 23 localidades do país, de Santa Catarina até Alagoas, além da ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco.

Fonte: RFI

As prioridades de Mato Grosso do Sul

Por Jaqueline de Andrade Torres

O mês de agosto mal havia iniciado e notícias a respeito da presença de pelo menos sete onças nas cidades de Corumbá e Ladário, Mato Grosso do Sul (MS), surgiram na imprensa local e nacional. Esses animais acabaram surgindo em zona urbana na tentativa de fugir da cheia do Rio Paraguai.

Vale ressaltar que esses conflitos entre humanos e (não apenas) onças são constantes e crescentes em MS, devido ao avanço das cidades que implica em diminuição do habitat de animais silvestres; aumentando, portanto, a frequência da convivência do ser humano com outras espécies animais em centros urbanos.

Sendo assim, sentindo que há necessidade de esclarecimentos sobre as atitudes que estão sendo tomadas a respeito das onças em Corumbá e sobre o comportamento que a população (não) deve ter em relação a esses grandes felinos, o pesquisador da Embrapa Pantanal, Walfrido Tomás, escreveu o texto “Corumbá, a cidade que precisa se tornar amiga da onça” (http://www.oeco.org.br/rastro-de-onca/28591-corumba-a-cidade-que-precisa-se-tornar-amiga-da-onca). Nesse breve relato, Walfrido descreve a situação das onças, revisitando a história e chegando aos dias atuais, finalizando com: “O caminho é esclarecer a população e transformar áreas da orla mais utilizadas pelas onças em refúgios de fauna, com alambrados na interface com a cidade, além do constante amadurecimento do Comitê. Essas são as peças fundamentais na minimização dos riscos de incidentes onças-pessoas, e na maximização da proteção destes animais. Afinal, Corumbá merece o título de Capital das Onças.”.

Educação, refúgios de fauna, alambrados, políticas públicas. Nada de abater onças e nada de colocar outras espécies em situações claramente aterrorizantes para qualquer ser senciente (http://holocaustoanimalbrazil.blogspot.com.br/2006/07/crueldade-animal-em-dose-dupla-absurdo.html e http://www.abrigodosbichos.com.br/forum/Topico151.htm e http://www.arcabrasil.org.br/blog/2006/08/atracao-fatal/).

Em junho deste ano, houve outra situação envolvendo felinos e, nesse caso, ocorreu a morte da onça adulta, deixando órfãos dois filhotes e o resultado do ocorrido na conta da “fatalidade”. Devido a isso e, principalmente, levando em consideração o desabafo da analista ambiental do Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros), Rose Gasparini, no qual ela diz que “O meio ambiente não é prioridade no Brasil. Nós fazemos de tudo, mas faltam recursos” (http://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/comite-lamenta-morte-de-onca-e-diz-que-acoes-de-resgate-envolvem-risco-sempre), levantam-se dúvidas sobre a destinação de suficientes recursos disponíveis às equipes envolvidas nessas ações – recursos materiais (equipamentos, anestésicos, etc), disponibilização de treinamentos e afins.

Ademais, ao ler a matéria de capa do Jornal Correio do Estado, do dia 02 de setembro de 2014, a respeito da construção do Aquário do Pantanal e de outras obras, intitulada como “André garante Aquário [http://www.aquariodopantanalms.com.br/aquario-do-pantanal/], mas deixa [outras] obras para 2015”, é impossível não questionar as prioridades de Mato Grosso do Sul.

Enquanto o mundo se mobiliza contra zoológicos e afins (alguns argumentos: http://www.abolicionismoanimal.org.br/artigos/REV_NIPEDA_ZOO.pdf), o MS prioriza a construção dessa enorme jaula com paredes de vidro, avaliada em cerca de R$235 milhões, para encerrar seres sencientes, ao mesmo tempo em que pesquisadores, população, onças e demais animais silvestres precisam de recursos para não terem suas vidas expostas a riscos perfeitamente evitáveis. Um desserviço, um crime moral.

Igualmente, vale lembrar que, há alguns anos, o excelentíssimo atual governador, André Puccinelli, mostrou toda sua truculência ao expressar sua vontade de “estuprar” (sic) o então Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, contrariado pela decisão do governo federal de restringir o cultivo de cana de açúcar em regiões como a Amazônia Legal e o Pantanal.

É de apavorar! E nem saímos da área da Ecologia para entrar na de Direitos Humanos e outras questões sociais, envolvendo principalmente minorias.

Então, quem concordar com a ideia de que o MS deve optar pelo respeito aos seres sencientes e pela conservação de suas riquezas naturais em detrimento do desperdício absurdo de recursos materiais e humanos em obras imorais e desnecessárias, como o Aquário do Pantanal, entre em contato com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e manifeste a sua opinião: http://www.ms.gov.br/index.php?templat=falecon&comp=1033 ou (67) 3318-1000.

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Ibama autoriza remoção das capivaras da Pampulha, em BH

O processo para a retirada dos animais será feita pela empresa Equalis Ambiental, contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Os trabalhos começam nos próximos dias.

Por João Henrique do Vale

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O processo para a retirada das capivaras que habitam a orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, vai começar nos próximos dias. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu, nesta quarta-feira, a licença para que a empresa Equalis Ambiental, contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), comece o manejo dos animais, que podem estar servindo de reservatório para o carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa. À princípio, os roedores serão levados para o parque ecológico onde passarão por exames.

A captura dos animais está acondicionada pela construção de piquetes onde esses animais ficarão para a realização de exames que vão investigar a saúde deles. Porém, o processo de ceva já pode começar. Nesta quarta-feira está prevista a chegada de toneladas de canas de açúcar no parque ecológico. O alimento será usado para atrair os roedores. “Vamos colocar o alimento em alguns lugares específicos. Neste primeiro momento, o foco será o parque e no Museu de Arte da Pampulha”, explica Pablo Pezoa, coordenador do projeto da Equalis Ambiental e veterinário responsável pela captura.

O projeto foi enviado para a avaliação do Ibama em julho deste ano, mas técnicos apontaram alguns ajustes que deveriam ser feitos nos procedimentos de manejo das capivaras. O órgão queria um detalhamento sobre algumas operações, que não foram expostas no plano de manejo dos animais. As alterações foram atendidas e a licença foi concedida. “A autorização é válida até 2015”, comenta Pezoa.

A licença autorizou a captura dos animais de forma ativa e passiva. Na forma passiva, primeiro é feito a ceva do local e em seguida é construído bretes, que são um tipo de cercado. Já na forma ativa, são usados dardos com anestésicos. “Serão feitos em forma bem específicas, determinadas pelo veterinário com experiência em captura de capivara”, diz o coordenador.

O Secretário Municipal de Meio Ambiente, Délio Malheiros, afirma que a captura dos animais é importante para garantir a segurança no trânsito e ao patrimônio histórico cultural. “Agora, com a autorização por parte do IBAMA, iniciaremos os trabalhos de captura e recolhimento das capivaras e dos carrapatos para exames. Seguiremos o protocolo definido, por técnicos e especialistas, para a avaliação das capivaras que por ventura estejam doentes, e para destinação a um local mais apropriado ao seu habitat natural”, garante.

A necessidade de controle dos animais ganhou força principalmente por causa do alerta da febre maculosa, já que alguns roedores podem estar servindo de reservatórios da bactéria causadora da doença, que é transmitida ao homem pelo carrapato-estrela. O estudo da Equalis Ambiental começou a ser feito em maio deste ano. Com base em observações dos biólogos, a empresa chegou à conclusão de que a população dos roedores é de cerca de 100 animais, sendo que à época foram observados nove grupos distintos – quatro no Parque Ecológico Promotor Francisco José Lins do Rego e o restante espalhado pela lagoa.

Fonte: Estado de Minas

Nota do Olhar Animal: Importante que protetores de animais acompanhem de perto este trabalho e o que será feito com as capivaras resgatadas.

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EUA: Tartarugas atravessam pista de pouso construída em seu habitat

Aeroporto foi construído em baía que é habitat dos animais. Este ano, 80 tartarugas foram resgatadas da pista.

Por Elaine Bast

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No aeroporto mais movimentado de Nova York, os aviões são ágeis nas decolagens, mas a velocidade é ameaçada por uma barreira nem tão rápida assim: as tartarugas, que atravessam devagarinho a pista de pousos de decolagens.

Assim que são avistadas, vem o alerta da torre: a lentidão se estende para os voos, que são atrasados até que elas sejam retiradas. O aeroporto Kennedy foi construído no meio de uma baía, habitat preferido das tartarugas-de-dorso-de-diamante.

Na metade do ano, elas deixam a água para colocar ovos em terreno seguro. Lauren é bióloga e ajuda o aeroporto a lidar com as tartarugas. “Qualquer coisa pode ser uma ameaça para uma aeronave então nós monitoramos toda a população de animais neste entorno”, diz ela.

Em 2002, 800 tartarugas foram resgatadas da pista. Ano passado, 400 e este ano, até agora, 80. O número vem caindo depois que o aeroporto instalou um tubo plástico de um quilometro e meio de extensão para manter as tartarugas longe da pista de do caminho dos aviões.

A colisão de aeronaves com animais ainda traz vários desafios para a aviação nos Estados Unidos. Hoje, mais de 800 aeroportos civis e militares possuem equipes de biólogos que ajudam a monitorar a vida selvagem no entorno da pista de pouso e decolagem. As tartarugas que frequentam o JFK são apenas um exemplo. Assim como no Brasil, o maior problema no céu americano são as aves.

Em 25 anos, foram registrados mais de 142 mil incidentes envolvendo aviões e animais – 97% deles, com aves. O restante dos animais terrestres como raposas, (2,2%) morcegos (2,2%) e répteis como a tartaruga (0,7%).

Os estragos na fuselagem dos aviões e os atrasos por causa disso causaram um prejuízo no ano passado de US$ 103 milhões.

O caso mais conhecido aconteceu em 2009. Logo após a decolagem, gansos entraram nas duas turbinas de um airbus, o que fez a aeronave perder a força. O piloto decidiu fazer um pouso de emergência no Rio Hudson. O avião deslizou 600 metros e parou. Todos os 155 passageiros sobreviveram. Chesley Sullemberg virou um herói. Atualmente, o piloto é aposentado e dá consultoria em segurança aérea.

Fonte: Jornal Hoje

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As baleias francas estão em Santa Catarina. Mas onde estão as autoridades?

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A campeã das baleias é a baleia azul, com até 33 metros de cumprimento e 180 toneladas de peso. A azul está à beira da extinção, como já esteve a franca. As baleias francas, que estão entre os dez maiores cetáceos do mundo com seus 17 metros e 60 toneladas, são as visitantes cada vez mais assíduas das costas catarinenses.

O espetáculo das baleias francas próximas da arrebentação é realmente fantástico. A primeira vez que as vi, na minha longa vida de ambientalista, foi na Ilha de Santa Catarina, comodamente sentada e bebendo uma caipirinha. Vimos uma fêmea e um filhote, que estavam a uns 100 metros da praia. Fiquei matutando: que maravilha a recuperação deste enorme mamífero! Há pouco mais de 30 anos, esta espécie do hemisfério sul, a baleia franca (Eubalaenaaustralis) era considerada quase extinta, principalmente devido à intensa perseguição que sofrera pela caça no século XIX. No litoral brasileiro, elas foram capturadas até o início da década de 1970. Florianópolis até tem uma praia que se chama Matadero onde elas eram esquartejadas, deixando o mar vermelho. Felizmente, uma população residual de 30 indivíduos foi localizada nas costas da Patagônia e a recuperação da espécie foi rápida quando começou a sua proteção. Conservacionistas do quilate do Almirante Ibsen de Gusmão Câmara e de José Truda Palazzo Jr., apaixonados por baleias e por outros mamíferos marinhos, realizaram o milagre de fazer as baleias voltar ao Brasil.

Foi Ibsen de Gusmão Câmara, um ilustrado oposicionista à caça de baleias, quem começou a investigar, junto a pescadores e frequentadores das praias da costa de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a possível presença das baleias francas. Ele organizou uma pequena equipe de voluntários para ajudá-lo nessa pesquisa. Então, já com a certeza de que elas estavam frequentando nossas praias para a reprodução e amamentação, ele e Truda criaram o Projeto Baleia Franca, cuja sede está em Imbituba.

Assim, os dois conseguiram em 1999 junto ao Ministério do Meio Ambiente a criação de uma Área de Proteção Ambiental (APA) para garantir a proteção da população de baleias com 156.100 hectares, na costa centro sul do Estado de Santa Catarina. Graças ao projeto mencionado e às medidas internacionais promovidas por esse e outros atores, as baleias francas estão demonstrando um espetacular aumento populacional de cerca de 7% ao ano. E, claro, estão se tornando comuns nos meses de inverno, nas costas do continente africano, na América do Sul, na Austrália e na Nova Zelândia. Nos últimos anos se veem mais de 100 indivíduos por ano na costa catarinense.

As baleias francas muitas vezes nadam ou ficam “paradas” flutuando muito próximas às praias, ocasiões em que pessoas não familiarizadas com seus hábitos julgam-nas encalhadas. Na realidade, os animais dessa espécie não costumam encalhar. Durante a amamentação, ficar na arrebentação é um comportamento para proteger mãe e filhote, pois o último ainda não acumulou gordura para resistir ao frio. Podem ficar até 20 minutos em apneia. Nas costas brasileiras, aparecem em maior número em Santa Catarina, mas estão gradativamente migrando para o norte e já têm sido observadas até em Abrolhos, no Estado da Bahia. A migração nos meses de inverno é relacionada com a reprodução, a amamentação e o acasalamento. Se estiverem na Ilha de Santa Catarina, é porque é época de amamentação. Os filhotes não mamam, mas lambem o leite que jorra das mamães, que por ser muito gorduroso não se mistura com a água. Essa característica permite que eles se alimentem, tranquilamente, várias vezes ao dia. São até 200 litros por dia durante quase três meses. As pobres mamães não comem durante esse período, perdendo entre 15% a 20 % de seu peso. No final do ano, voltam aos mares frios do sul, sendo que a população brasileira aparentemente migra para as proximidades da Geórgia do Sul.

A presença de baleias no Estado de Santa Catarina, ou melhor, no centro-sul do Estado tem atraído curiosos, turistas, cientistas e ambientalistas. Assim, muitos municípios já propalam a presença das baleias e muitas empresas já oferecem passeios de barcos, aviões e helicópteros para quem queira vê-las. Cresce rápido o número de turistas interessados no avistamento da baleia franca, os whalewatchers. Vê-las está se tornando comum. Assim ganha o ecoturismo, o qual também fortalece a proteção da APA da baleia franca.

Autoridades da Ilha de Santa Catarina não demostram interesse pelas baleias

Pena que isso não ocorra exatamente na própria Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Poucos, em praias onde elas estão, se interessam em vê-las. Muitos sequer percebem que elas estão perto deles. Parece que a presença das baleias em Florianópolis passa quase despercebida. É uma pena. As autoridades beneficiariam muito o turismo e em especial o ecoturismo e os comerciantes se informassem diariamente, mediante um boletim via rádio, por exemplo, ou outros meios de comunicação, qual é a localização exata desses animais e incentivassem a população e os visitantes a apreciar esse fato impressionante. Seria bom, além disso, haver um pouco mais de informação e educação ambiental para que todos os cuidados fossem observados, com a finalidade de não prejudicar as baleias e seus filhotes. Já existem normas claras de como proceder, principalmente no que concerne às embarcações que, de nenhuma maneira, podem se aproximar das baleias a uma distância inferior a 100 metros.

Muitos frequentam o Estado de Santa Catarina para ver neve, em geral pela primeira vez na vida. A propaganda da possibilidade de nevadas é bem conspícua. Outros eventos são largamente difundidos em todo o Brasil. Este Estado é muito privilegiado para o turismo e a recreação, como é do conhecimento geral. Surpreende, portanto, que em Florianópolis todos parecem se esquecer de quão raro e maravilhoso é apreciar esses enormes e gentis mamíferos dando shows de balés e sons. Também deveria ser mais difundido que este resultado surpreendente e gratificante é o produto da posição brasileira contra a caça de baleias, mas, em especial, de décadas de esforços para protegê-las dos ambientalistas já mencionados, dentre outros.

Lamentavelmenteas, autoridades ainda não se importam com o monitoramento na Ilha de Santa Catarina e nem tampouco com esse recurso natural. Os turistas precisam de informação diária e online para que possam vê-las sem sair da Ilha de Santa Catarina, nossa capital. Talvez o mais importante seja a expansão do Projeto Baleia Franca, em benefício de todos os atores envolvidos e, claro, da nossa nova estrela: a baleia franca!

* Maria Tereza Jorge Pádua é Engenheira agrônoma, presidente da Associação O Eco, membro do Conselho da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e da comissão mundial de Parques Nacionais da UICN.

Fonte: Revista Época

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Filhote de onça recebe tratamento após ser resgatado em Araçatuba, SP

Filhote chegou há poucos dias e ainda estranha o ambiente. ‘Oncinha’ foi encontrada por trabalhadores em plantação de cana.

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As queimadas que atingem a região noroeste paulista não apenas prejudica a qualidade do ar, mas também ameaça a fauna e a flora. O fogo que destrói áreas de preservação também atinge animais silvestres que muitas vezes morrem por não ter pra onde fugir. Na região de Araçatuba (SP), os que conseguem escapar estão recebendo cuidados especiais e são encaminhados para um projeto coordenado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Um filhote de onça parda é o mais novo morador da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp, em Araçatuba. O filhote chegou há poucos dias e ainda estranha o ambiente. A oncinha foi encontrada por trabalhadores de uma plantação de cana na região em Andradina (SP). A mãe desapareceu, e a suspeita é que tenha morrido em uma queimada.

Com apenas uma semana de vida, o filhote precisa de cuidados especiais. A alimentação é feita com uma mamadeira. “Normalmente, os animais estão em canaviais durante as queimadas ou em fazendas e se perdem das mães, sendo encontrados por agricultores e são encaminhados para a Unesp”, afirma Sérgio Diniz Garcia, professor do curso de veterinária da Unesp de Araçatuba.

Incêndios

Falta de chuva e a baixa umidade do ar ajudam a agravar um problema comum na região: as queimadas em matas e canaviais. Os animais acabam sendo as principais vítimas desses incêndios. A maioria não consegue sobreviver, mas alguns são resgatados e recebem tratamento em um centro de recuperação que foi criado pela Unesp, em parceria com usinas de açúcar e álcool e a Polícia Ambiental.

Um tamanduá mirim de apenas dois meses chegou com várias queimaduras e, aos poucos, ele está se recuperando. “A gente trata com curativo, antibióticos e a alimentação é em leite em pó, isso durante dois a três meses, até se alimentarem sozinhos”, diz a Gabriela Cortelli Ferreira, médica veterinária residente.

Como esses animais chegaram ainda filhotes, depois de tratados eles não terão condições de voltar à natureza, já que longe dos pais, não aprenderam a se alimentar e se defender. Do local, serão encaminhados a um zoológico ou a uma reserva de animais silvestres.

Um casal de onças pardas foi resgatado de um incêndio na região de Araçatuba há 10 anos. Os animais ainda têm marcas provocadas pelo fogo. Eles sobreviveram, mas perderam para sempre a liberdade. Por causa do longo tempo de tratamento, eles se tornaram dependentes do ser humano para se alimentar. Por isso, foram encaminhados para o zoológico da cidade.

Fonte: G1

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Animais silvestres sofrem com a expansão dos centros urbanos

Tatiane Gomes

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A expansão imobiliária dos grandes centros urbanos está deixando os animais silvestres cada vez mais expostos. As cidades litorâneas inseridas na Mata Atlântica, como Maceió, têm se deparado com animais que perderam seu habitat e que não estão aptos a viver no meio urbano, como saguis, corujas, gaviões, jiboias, entre outros. A convivência entre homens e esses animais têm preocupado tanto os moradores dos grandes centros quanto analistas ambientais.

Segundo o analista ambiental e veterinário do Centro de Triagem de Animal Silvestres (Cetas) do Ibama, Márius Belluci, os animais têm sofrido com a perda do seu habitat natural e têm saído das florestas segmentadas à procura de alimentos, já que estão perdendo seu espaço natural na Mata Atlântica. “É possível ver, na internet mesmo, como era a cobertura vegetal na área de Alagoas e como ela foi reduzida”, aponta o analista.

Para Márius, a invasão humana não deve criar novo hábitos nos animais, como a alimentação. Segundo ele, alimentar artificialmente o animal pode gerar uma série de conflitos na espécie .“Não se deve alimentar o animal silvestre em natureza. Se a pessoa começa a dar comida a uma família de sagui, por exemplo, a população cresce em razão da alimentação artificial que foi dada e quando o alimento não chega até eles, os animais podem até atacar”, explica Márius.

O veterinário explica ainda que o Ibama devolve os animais a natureza, mas em uma área menos habitada por humanos. A medida é para que os animais tenham um espaço de qualidade para conviver entre espécies. Ele alerta para que quem encontrar um animal silvestre em qualquer lugar, e principalmente em perigo, pode entrar em contato com o Corpo de Bombeiros ou o Batalhao de Polícia Ambiental para que eles levem o animal seja levado ao Ibama.

Fonte: Jornal de Alagoas