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Por que um sobrevivente do Holocausto lidera uma manifestação contra o abate de animais?

Por Michael A. Webermann | Tradução de Natália Prieto

No início desta semana, centenas de milhares de pessoas voltaram suas atenções à chocante entrevista do Dr. Alex Hershaft, intitulada ‘Ask Me Anything’ (“Pergunte-me Qualquer Coisa”, em tradução livre), realizada pelo site Reddit. Dr. Hershaft, que se declara um sobrevivente do Holocausto nazista, realizará na próxima quinta-feira (02.10), a 32ª manifestação ‘Fast Against Slaughter’.

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A seguir, Dr. Hershaft faz uma reflexão de sua trajetória de trabalho em fazendas de pecuária nos EUA:

“Notei muitas semelhanças entre a forma como os nazistas nos trataram e como nós tratamos os animais, especialmente aqueles criados para alimentação. Entre elas estão o uso de vagões de gado para transporte de madeira bruta e caixas para habitação; o tratamento cruel diante ao iminente abate, a eficiência de processamento e destacamentos emocionais dos autores, e as pilhas de partes do corpo sortidas”.

Ele, no entanto, foi rápido ao refutar a ideia de que estava necessariamente comparando seres humanos aos animais de criação.

“Estou apontando para a convergência e difusão da mentalidade opressora, que permite aos seres humanos cometerem atrocidades indescritíveis em outros seres vivos […] É a mentalidade que permitiu vizinhos alemães e poloneses de campos de extermínio de seguir com suas vidas, assim como nós continuamos a subsidiar a opressão dos animais no caixa do supermercado”.

Em 1976, Dr. Hershaft fundou a FARM – a organização Movimento dos Direitos Animais de Fazenda – e, dois anos depois, como nova forma de protesto, começou a jejuar durante um dia, todos os anos, para aumentar a conscientização sobre a triste experiência de animais criados para o abate. O dia 02 de outubro foi escolhido em homenagem ao aniversário de Mahatma Ghandi, que defendia os animais em suas lutas, e este é o primeiro ano que Dr. Hershaft convidou o público a jejuar com ele. Até agora, quase 10.000 pessoas, de 71 países, já se comprometeram com o ato.

“Ações pessoais, tais como reduzir ou eliminar o consumo de produtos de origem animal, são importantes – mas às vezes uma atrocidade é tão notória que merece um clamor público, até mesmo um sacrifício. Espero que muitos de vocês considerem a ideia de se juntar ao Dr. Alex Hershaft, e dezenas de milhares pessoas, neste ato mundial de solidariedade para com os seres mais abusados e indefesos do planeta”.

Declaração do autor: “Trabalho com Alex Hershaft em uma base regular como o Diretor Executivo da organização FARM.”

Fonte: Huffington Post 

Nota do Olhar Animal: Precioso depoimento de quem viveu tão próximo destas duas realidades, a do Holocausto nazista e a de um abatedouro. E, apesar do Dr. Hershaft evitar a comparação entre seres humanos e os animais não humanos, ela é rigorosamente pertinente no que se refere à senciência e, portanto, à consideração moral similar que devemos a ambos.
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Projeto proíbe fabricação de foie gras no Brasil

BR foiegras gr338be 01Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende proibir a fabricação do chamado foie gras no Brasil. O autor da proposta, deputado Eliene Lima (PSD-MT) alega que o alimento, embora bastante apreciado, é feito a partir de alimentação forçada de animais.

“Fica proibida, em todo o País, a comercialização de qualquer produto alimentício, de origem nacional ou importada, feito a partir de fígado de pato ou de ganso (foie gras), obtido por meio do método de alimentação forçada dos animais”, diz o texto.

Na justificativa da proposta, o deputado afirma que, na produção do foie gras, os animais são confinados, ficam praticamente imóveis e recebem de seis a 12 vezes mais comida que o normal. Ele lembra que países como Argentina, Alemanha, Noruega e Reino Unido já proibiram o método.

“No Brasil, a preocupação com o bem-estar animal é crescente na sociedade, não cabendo mais a permissão de métodos dolorosos”, diz ele.

A pena em caso de uso da alimentação forçada seria a mesma para maus-tratos contra animais prevista na lei de crimes ambientais: multa e detenção de três meses a um ano.

O projeto vai tramitar em conjunto ao que cria o Código do Bem-Estar Animal.

Na sua edição de dezembro de 2013, Globo Rural mostrou como é feita a produção do foie gras no interior da França e mostrou outros métodos que reforçam a discussão sobre bem-estar dos animais. Leia clicando aqui

Fonte: Globo Rural

Nova York tem festival vegano de bebidas neste sábado

Nova York é o paraíso dos vegetarianos? Se sim, então não poderia faltar um festival dedicado aos veganos que adoram bebidas alcoólicas, mas que precisam se preocupar se o drink possui algum produto de origem animal. Neste sábado (20), o “The Better Booze Festival” pretende acabar com esse problema.

O evento é organizado pela US Veg Corp, os mesmos organizadores do Festival de Comida Vegetariana, e será realizado anualmente. A ideia surgiu de uma simples exigência, a de saber exatamente o que se bebe. Em particular, atinge aqueles que seguem a risca os princípios do “veganismo”.

Nira Paliwoda, uma das co-fundadoras do Festival, afirmou que “ficou surpresa ao saber que algumas bebidas possuem ingredientes que não são considerados veganos e, sobretudo, que as empresas não são obrigadas a mostrar todos os ingredientes em seu rótulo”. Ela destacou ainda que esse “é um elemento que complica as coisas na escolha de uma determinada bebida alcoólica”.

Já Sara Gross, que também está na organização do evento, explicou que “uma bebida é considerada vegana se não é feita ou contaminada – seja no refinamento ou no processo de filtragem – por algum derivado animal como a proteína de leite, claras de ovas, cola de peixe ou qualquer outro produto de origem animal”.

Ela destacou que os visitantes do festival “terão a possibilidade de se deliciar com cerveja, vinho e coquetéis completamente veganos”. As duas fundadoras afirmam que com o evento querem fazer com que, cada vez mais, as pessoas em Nova York se preocupam com o que bebem ao invés de se preocupar só com o que comem.

 

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Após denúncia, MP e MAPA autuará Frigorífico FRISA

Por Viviane Moreira

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A equipe de reportagem de O Povo News recebeu na tarde de quinta-feira, (18), uma nota técnica do Ministério Público, referente à denúncia sobre possíveis maus-tratos durante o processo de abate de animais no Frigorífico Nordeste de Alimentos Ltda. (Frisa), em Teixeira de Freitas, BA.

Na nota técnica, o Ministério Público informa que a empresa será “autuada pelo uso inadequado da pistola de insensibilização” e ainda que, “irá requer à autoridade policial a apuração da responsabilização criminal pelo crime de maus-tratos contra animais”.

O vídeo divulgado pelo site Opovonews, gerou muita repercussão na região, devido às imagens fortes contidas nos quase dois minutos de gravação. Vários internautas se manifestaram indignados com a forma de abate executada pela empresa.

Leia na íntegra a nota do Ministério Público:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação à matéria “Vídeo denuncia maus tratos a animais no frigorífico Frisa”, publicada pela jornalista Viviane Moreira no site “O Povo News”, o Ministério Público do Estado da Bahia esclarece que instaurou Procedimento Preparatório de Inquérito Civil Público (PPIC) para apurar a denúncia e solicitou fiscalização imediata do Frigorífico Nordeste de Alimentos Ltda. (Frisa) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No último dia 11 de setembro, foi realizada inspeção no estabelecimento, com o acompanhamento do MP, quando foi constatado que os problemas narrados na denúncia e apresentados nos vídeos já haviam sido sanados, pois a pistola de insensibilização, que se encontrava descalibrada, havia sido substituída. A empresa também já havia adquirido um novo compressor de ar. Não foram encontradas irregularidades quanto às condições de higiene. Segundo informações prestadas ao MP pelo fiscal responsável pela inspeção, a empresa será autuada pelo uso inadequado da pistola de insensibilização. O MP informa ainda que aguarda o relatório da fiscalização, que será enviado pelo Mapa, e, ao final da investigação nos autos do PPIC, irá requer à autoridade policial a apuração da responsabilização criminal pelo crime de maus-tratos contra animais.

Entenda o caso

A equipe de reportagem do Opovonews recebeu na sede de sua redação, no útlimo dia 11 de setembro, um vídeo denunciando o horror com que são abatidos os animais dentro do matadouro Frisa, situado no bairro Colina Verde em Teixeira de Freitas.

Após a visualização das imagens, nossa equipe de reportagem esteve no Ministério Público e ofereceu denúncia ao Órgão, diante dos maus tratos evidenciados.

A Promotora de Justiça, Dra. Anna Kristina Lehubach Prates, recebeu os vídeos, e abriu um procedimento, enviando para os Órgãos competentes para as devidas providências.

De acordo com os fornecedores da imagem, que preferiram não se identificar, com medo de represálias, o fato já vinha acontecendo por cerca de 06 meses. No vídeo, é possível ver a forma cruel com que os animais são abatidos, indo para a esteira ainda agonizando e berrando numa clara demonstração de sofrimento. Segundo os denunciantes, quando esta máquina de abate, que é inadequada quebra, os animais são mortos a golpes de marreta. Na filmagem, o animal recebe mais de 10 choques e continua agonizando.

As imagens são fortes, o sofrimento dos animais são evidentes e chegam a causar comoção em quem assiste tamanha crueldade.

Fonte: O Povo News

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Agropecuária é responsável por 90% do desmatamento ilegal no Brasil

Derrubada irregular dá lugar ao gado e à soja. Grande parte dos produtos é destinada à exportação para Rússia, China, EUA e União Europeia, revela estudo.

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Entre 2000 e 2012, a agropecuária foi responsável por metade do desmatamento ilegal nos países tropicais. No Brasil, até 90% da derrubada ilegal da floresta neste período ocorreu para dar lugar ao gado e à soja. Os números fazem parte de um estudo da organização Forest Trends, divulgado na quinta-feira 11.

Segundo o relatório da ONG americana baseada em Washington, as situações mais críticas foram registradas no Brasil e na Indonésia. No Brasil, parte considerável dos produtos cultivados nessas áreas ilegais vai para o mercado externo: até 17% da carne e 75% da soja. Os destinos incluem Rússia, China, Índia, União Europeia e Estados Unidos.

Brasil e Indonésia são os maiores produtores do mundo de commodities agrícolas para a exportação. O que é colhido nas terras desmatadas ilegalmente nesses países vai parar em cosméticos, produtos domésticos, alimentos e embalagens.

“Naturalmente, os países compradores também são responsáveis. Afinal, eles estão importando e consumindo produtos sem prestar atenção em como foram produzidos. Consequentemente, estão criando uma demanda. E as companhias envolvidas no negócio estão lucrando”, avalia Sam Lawson, principal autor do estudo e consultor de instituições como o Banco Mundial e Greenpeace. Ele calcula que esse tipo de comércio gere uma receita de 61 bilhões de dólares, cerca de 140 bilhões de reais.

A pesquisa foi feita ao longo dos últimos três anos e reuniu dados publicados em mais de 300 artigos científicos, informações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e dados de satélite.

Ao mesmo tempo em que o estudo aponta o Brasil como líder nesse tipo de ilegalidade, ele reconhece que o país reduziu dramaticamente o desmatamento desde 2004. A taxa de derrubada ilegal na Amazônia caiu mais de 70% se comparada aos índices medidos entre 1996 e 2005.

“No Brasil, as florestas também estão dentro de propriedades privadas. E, em muitos casos, o único documento que o produtor rural tem para justificar sua plantação é um certificado de posse da terra. Eles não têm, necessariamente, a permissão para cortar a floresta para dar lugar a essa plantação”, diz Lawson.

Francisco Oliveira, diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento na Amazônia, do Ministério de Meio Ambiente, diz que a apropriação irregular de terras públicas, ou “grilagem”, é uma das principais causas do desmatamento ilegal. “Um grileiro nunca vai buscar uma autorização de desmatamento”, acrescenta.

O corte da mata também é feito por proprietários regulares de terra. Mas nem todos respeitam a lei: muitos retiram a vegetação nativa para expandir plantações sem a devida autorização, que é dada pelo governo estadual. Para aumentar o rigor na fiscalização, o governo federal pretende exigir que os estados repassem as autorizações de supressão de vegetação concedidas aos proprietários.

A legislação nacional obriga as propriedades rurais privadas a manter no mínimo 20% da vegetação natural, a chamada Reserva Legal. Por outro lado, ainda não existem dados oficiais que mostrem quem cumpre a lei. A esperança de separar “o joio do trigo” está no Cadastro Ambiental Rural (CAR), introduzido com o novo Código Florestal para ajudar no processo de regularização.

Esse cadastro tem que ser feito por todo proprietário e trará informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente, Reserva Legal, entre outros. “A pessoa sabe que entrou para um sistema e vai tomar os devidos cuidados para não desrespeitar a legislação, e quer ser respeitada por isso”, analisa Oliveira.

Cinco campos de futebol de florestas tropicais são destruídos a cada minuto para suprir a demanda por commodities agrícolas. A FAO também vê esses números com preocupação. A organização estima que, até 2050, o mundo precisará de cerca de 60 milhões de hectares extras para suprir a demanda por comida.

Para Keneth MacDicken, especialista em assuntos florestais da FAO, seria possível fazer essa expansão sem agredir as florestas. “Aumentar a produtividade, melhorar as técnicas e diminuir o desperdício são fundamentais”, diz.

Para acabar com a produção agropecuária em terras desmatadas ilegalmente, é importante mostrar que a legalidade é rentável. “Nesse processo, empresas como a Embrapa são muito importantes. Porque elas ajudam os proprietários rurais a produzir de forma mais eficiente e mais rápida”, exemplifica MacDicken.

Além do aumento na fiscalização e vigilância por satélite, Oliveira, do ministério de Meio Ambiente, aposta na parceria com produtores para mostrar que o consumidor também está ficando mais exigente. “Os compradores de soja no mercado internacional não estão querendo atrelar o nome ao desmatamento ilegal na Amazônia.” Essa percepção criou a chamada “moratória da Soja”, em que produtores se comprometeram a não estender o cultivo para áreas desmatadas.

Lawson só vê uma saída: “Nada vai funcionar se os governos não tomarem providências contra a ilegalidade”. O pesquisador admite que, hoje, o tema é mais discutido entre produtores e consumidores do que há dez anos. No entanto, se os números do desmatamento associado à expansão da agropecuária ainda são altos, a conclusão é que “esse combate ainda não está sendo feito como deveria”.

Fonte: Carta Capital / Deutsche Welle 

Nota do Olhar Animal: Sempre bom lembrar que a maior parte da soja produzida tem como finalidade a alimentação de gado no Brasil e no exterior. E também que a crise hídrica vivida hoje no Sudeste é atribuída ao desmatamento na Amazônia e seu impacto na formação dos chamados “rios voadores”, que levam a umidade para a região. Este é o preço a pagar pelos humanos por continuarem a consumir produtos de origem animal. Se a total falta de sensibilidade para o dever moral de reconhecer e respeitar os interesses dos animais impede que o holocausto para estes seres termine, é bem possível que suas consequências ambientais, que já estão causando danos também para humanos, coloquem um termo na exploração.
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Vietnã mata cinco milhões de cachorros por ano para comércio de carne

A China é o único país asiático que supera o Vietnã neste tipo de comércio.

VIETNA carne caes 433Os habitantes do Vietnã matam a cada ano pelo menos cinco milhões de cachorros destinados à alimentação, número superado apenas pela China em toda a Ásia, de acordo com a imprensa local.

‘Achamos que o número real (de cães mortos) é ainda mais elevado porque os países não têm leis ou regulações sobre o comércio de carne de cachorro’, afirmou ao portal ‘Tuoi Tre News’ o coordenador da Aliança de Proteção Canina na Ásia, Le Duc Chinh.

Segundo o grupo, o mercado nacional é abastecido com cães criados em fazendas e importados por meio de contrabando de nações vizinhas como Camboja, Laos e Tailândia.

A China é o único país asiático que supera o Vietnã neste tipo de comércio, com 10 milhões de cachorros mortos por ano, de acordo com os dados da organização. EFE

Fonte: IP Digital

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Cães são salvos antes de se tornarem alimentos na China

Cães que seriam mortos para serem servidos como alimentos em restaurantes foram salvos em condições totalmente precárias na China. No país, a carne canina é bastante consumida. A mobilização para o resgate aconteceu pelas redes sociais.

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Ao observar que os animais estavam amontoados em minúsculas gaiolas, um motorista que passava ao lado do caminhão de transportava os cães publicou a seguinte mensagem: “Muitos dos cães estão morrendo, e alguns já morreram. Por Favor, me ajudem!”. Rapidamente a informação foi compartilhada o que acabou mobilizando um grande número de defensores de animais. A polícia conseguiu parar o veículo em um pedágio, levando para delegacia o motorista.

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Os animais que sobreviveram ao transporte receberam auxilio das pessoas que compareceram ao local. Na China existem grandes mercados de comercialização de cães para consumo em áreas de vários hectares. Dessa vez, esses cachorros tiveram o seu destino alterado pelos defensores de animais.

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Fonte: Clic RBS

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Vídeo denuncia maus-tratos a animais no Frigorífico Frisa

Por Viviane Moreira

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A equipe de reportagem do Opovonews recebeu na sede de sua redação, um vídeo denunciando o horror com que são abatidos os animais dentro do matadouro Frisa, situado no bairro Colina Verde, em Teixeira de Freitas, BA.

Após a visualização das imagens, nossa equipe de reportagem esteve no Ministério Público e ofereceu denúncia ao Órgão, diante dos maus tratos evidenciados nas filmagem.

A Promotora de Justiça, Dra.Anna Kristina Lehubach Prates, recebeu os vídeos, e abriu um procedimento, enviando para os Órgãos competentes para as devidas providências.

De acordo com os fornecedores da imagem, que preferiram não se identificar com medo de represálias, o fato já vem acontecendo por cerca de 06 meses. No vídeo, é possível ver a forma cruel com que os animais são abatidos, indo para a esteira ainda agonizando e berrando numa clara demonstração de sofrimento. Segundo os denunciantes, quando esta máquina de abate, que é inadequada quebra, os animais são mortos a golpes de marreta. Na filmagem, o animal recebe mais de 10 choques e continua agonizando.

Outro vídeo denuncia ainda, a imundície que toma conta do local, onde os animais são expostos em meio a sangue e sujeira.

As imagens são fortes, o sofrimento dos animais são evidentes e chegam a causar comoção em quem assiste tamanha crueldade. A equipe do Opovonews irá acompanhar as medidas adotadas para que esta ação criminosa seja coibida.

Fonte: O Povo News

Nota do Olhar Animal: Não é possível considerar que matar um animal seja “tratá-lo bem”. Maltratar é inerente à atividade dos frigoríficos, o abate ‘humanitário” é o conto-da-carochinha propagado pelos regulamentaristas – também conhecidos por “bem-estaristas”, para suprir consumidores que dizem se importar com os animais, mas que não querem alterar seus hábitos de consumo. Mas, mesmo que não houvesse sofrimento, matar animais é no mínimo um abuso. E, portanto, tal ato teoricamente deveria ser punido com base no artigo 32 da lei 9605/98. Porém, como pesam questões de “costumes”, isto não acontece. O que está registrado nas imagens vai além do abate. Não se enquadra nem no que hipocritamente é definido como “humanitário”. Que estes requintes sejam rigorasamente punidos.
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Falta de documentação sanitária faz Indea matar 3 mil aves em MT

Apreensão foi feita pela Polícia Militar em Cáceres (MT). Associação alegou na Justiça que houve maus-tratos antes do sacrifício.

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Pintinhos apreendidos pela 4ª Companhia Ambiental da Polícia Militar na segunda-feira (1º) foram abatidos nesta última quarta-feira (4) no município de Cáceres, a 250 quilômetros de Cuiabá após decisão judicial da juíza Alethea Assunção dos Santos, da 5ª Vara Cível do município. Com origem em Caxias do Sul (RS), o lote total era de 6,3 mil animais que foram comprados por uma empresa de rações de Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá, e seriam comercializados a produtores rurais em Cáceres.

A polícia encaminhou os animais à unidade regional do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) em Cáceres. O fiscal estadual de defesa agropecuária e florestal do Instituto, Roberto Renato Pinheiro da Silva, informa que no momento da apreensão não havia a documentação sanitária da carga, o que representa um risco para o Estado. Além disso, segundo ele, uma Guia de Trânsito Animal (GTA), que previa o deslocamento somente entre Caxias do Sul e Barra do Bugres, foi apresentada apenas após a abordagem da polícia.

“Essa GTA é nula, pois além do desvio da rota, tem origem em um incubatório e tem como destino uma empresa que não é uma revenda autorizada pelo Indea para a comercialização de aves vivas”, ressalta o fiscal. Ele lembra ainda que o sacrifício foi feito de acordo com o que preconiza a lei nº 7.138, de 13 de julho de 1999.

A presidente da Associação de Ajuda aos Animais de Cáceres (AAAC), Kattleen Káritas Oliveira Barbosa Dias, conta que a associação recebeu uma ligação na terça-feira (2) informando que os animais ainda estavam em caixas de papelão no pátio do Indea sem alimentação, enquanto aguardavam a chegada de técnicos de Cuiabá para realizar o sacrifício.

Segundo ela, o mal acondicionamento dos pintinhos motivaram os membros da AAAC a protocolar um pedido de providências na 5ª Vara solicitando melhores condições de armazenamento ou a suspensão do abate dos animais. Também foram protocolados documentos referentes ao caso no Ministério Público.

“A juíza enviou uma equipe do Juizado Volante Ambiental (Juvam) para fazer um relatório sobre as condições ambientais e constatou que os pintinhos estavam morrendo por sufocamento. Tanto que, até serem retirados do Indea, já havia morrido 500 deles, pois as caixas estavam em cima de uma caminhonete localizada embaixo de uma árvore, mas, mesmo assim, batia sol no local. O sacrifício deveria ter sido feito de imediato, para não causar maus tratos”, afirma a presidente da associação.

O Ministério Público Estadual requereu a suspensão do sacrifício e solicitou o envio dos pintinhos para um local apropriado até aguardar a chegada dos técnicos do Indea. A juíza determinou que fossem levados ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMT).

Sacrifício

Durante a audiência de conciliação, que ocorreu na quarta-feira com a presença de representantes do Indea e da AAAC, a juíza revogou a decisão da suspensão do abate, baseando-se na necessidade apresentada pelo Indea de se realizar o abate dos animais, tendo em vista o risco para a estrutura sanitária do Estado e as irregularidades constatadas na GTA, em razão da inexistência do cadastro do destinatário no órgão de defesa sanitária. O sacrifício sanitário foi realizado pela equipe do Indea no início da noite da mesma data.

Segundo a presidente da associação, ao final, restaram cerca de 3 mil animais que foram sacrificados. Ela aponta que o Indea não tem um local apropriado para manter os animais antes do abate.

“Defendemos ainda que sejam feitos exames nos animais antes de serem sacrificados, para que seja comprovado se estão doentes e oferecem risco sanitário. Não achamos certo o sacrifício se os animais estiverem sadios”, ressalta Kattleen.

De acordo com o processo, o promotor de justiça André Luis de Almeida, que participou da audiência, foi favorável ao abate devido aos riscos que representa ao rebanho local. No entanto, observou a falta de estrutura do Indea, visto que o sacrifício dos animais foi postergado causando a discussão da audiência.

“Ao Ministério Público interessa proteger os animais dos maus tratos a que, em tese, estavam sendo submetidos. […] Requerendo, contudo, seja oficiado ao Indea para que dote a unidade local de execução de Cáceres/MT de estrutura para proceder ao abate de animais em casos futuros.”

O fiscal do Indea, Roberto Pinheiro da Silva, observa que o sacrifício somente foi suspenso porque houve a primeira determinação judicial e que, na quarta-feira, após a revogação desta decisão autorizando, portanto, o abate, as providências foram tomadas prontamente para a asfixia dos animais com o uso de gás carbônico (CO2). Sobre a forma de armazenamento até o momento do sacrifício, ele afirma que os animais estavam nas mesmas caixas em que foram apreendidos pela polícia.

Fonte: Expresso MT 

Nota do Olhar Animal: Episódios como este só terão fim quando os animais não forem mais usados para consumo. Mantê-los nas condições indicadas na matéria sem dúvida representa maus-tratos. Pior ainda é o abuso e mau-trato do abate das aves. “Apreensão”, “lote” e outros termos refletidos no artigo indicam como o agronegócio trata os animais, o que aliás é da natureza desta atividade. “Sacrifício” é outro termo usado por quem explora animais ou é conivente com isto, um eufemismo para “matança”.
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Após suco vegano, ex-MTV chama juiz do ‘MasterChef’ de ‘escravo do paladar’

VEGANISMO thiago-talamonte-1409773688939 300x420Apresentado como instrutor de ioga na estreia do reality show ‘MasterChef’, da Band, na última terça-feira (3), Thiago Talamonte, chamou atenção por apresentar um suco e um prato da culinária vegana (veja vídeo), que exclui o consumo de produtos de origem animal.

Conhecido por ter participado do humorístico “Quinta Categoria”, da MTV, sob o nome Mister Lúdico, Thiago recebeu elogios dos chefs Henrique Fogaça e Paola Carosella, no entanto, a comida preparada – suco de cenoura com grão de trigo germinado, arroz negro, amendoim e grão de bico – não agradou ao chef francês Erick Jacquin, que se recusou a provar.

Em entrevista ao UOL nesta quarta-feira, Thiago contou que foi ao programa no papel de “comunicador” e com a intenção de “plantar uma semente” sobre o veganismo.”Quis mostrar que o paladar vegano, pode te proporcionar equilíbrio e prazer. Ele [Jacquin] é um escravo do paladar e não quis ver isso”, afirmou.

Thiago também comentou a surpresa que os termos usados por ele, entre eles ‘suco biogênico’, causou nos jurados. “Eu pensei: ‘coitados, não é?’, é igual se o Albert Einstein chegasse em uma sala de matemática da quinta série e passasse uma conta de matemática, as pessoas não iam entender”, disse.

Entre os jurados, a menos resistente ao veganismo foi Paolla. A chef argentina chegou a dizer que gostaria que ele cozinhasse para ela todos os dias, mas não o classificou para a fase seguinte, dizendo que em algum momento da competição, o instrutor precisaria cozinhar com carne, ovo ou leite.

“Não assisto televisão e acreditava piamente que iria acontecer, por exemplo, de colocarem uma cabeça de javali, duas batatas e uma cenoura, e eu poderia escolher, fazer um prato que seria avaliado pelo sabor, textura, paladar, temperatura, bom gosto. Não achei que isso [cozinhar com produtos de origem animal] seria obrigatório. Mesmo que fosse, eu poderia ter feito queijo de amêndoa, queijo de mandioca, leite de arroz, castanha, aveia, cacau alcalino. Achei que iria dar para mostrar a tendência que está acontecendo”, lamentou.

Apesar da má impressão que sua interação com o jurados causou, Thiago disse estar satisfeito de ter participado do “MasterChef” e que nos bastidores só recebeu elogios tanto pela comida como por sua postura alto astral.

“Fiquei feliz de ter passado essa informação sutil do amor pelo alimento. Da mesma forma que o pé é importante para o boxeador, para o capoeirista, o estômago e a digestão são o momento sagrado da conversão de energia para a mente e para o corpo”, resumiu Thiago sobre sua filosofia.

Fonte: UOL