EUA carolinadonorte videofrangos H

Novo vídeo expõe crueldade contra animais em Fazenda da Carolina do Norte, EUA

Por Jon Camp / Tradução de Ana Lidia

As imagem aparentam mostrar aves sendo espancadas ou arremessadas

Novo vídeo obtido exclusivamente pela ABC11, que pretende expor a crueldade contra animais em uma fazenda de avicultura no Condado de Robeson (Carolina do Norte), mostra claramente o que poderia ser perdido, se o novo projeto de lei for aprovado pela Legislatura da Carolina do Norte.

“Vemos os trabalhadores espancando e arremessando as aves”, diz Erica Meier do grupo de direitos animais Compassion over Killing (Compaixão para matar). “Há aves doentes e feridas que são puxadas para fora da linha de abate e descartadas nas pilhas de mortos, que inclui não apenas aves mortas, mas também as agonizantes, sendo as aves tratadas como lixo.”

O grupo de Meier contratou um investigador disfarçado para conseguir um emprego na Mountaire Farms (Fazendas Mountaire) e filmar os abusos que ocorrem lá. E é exatamente este cenário que o novo projeto de lei tem como alvo: vídeos ou fotos tiradas por alguém que tenha conseguido o emprego especificamente para demonstrar a ilegalidade.

“Destina-se a impedir a delação”, disse Meier. “Destina-se a parar as investigações sigilosas que descobrem atos violentos de abuso contra animais cometidos a portas fechadas nas empresas de agronegócio.”

Apoiadores do projeto de lei dizem que não haveria efeitos negativos sobre os delatores porque não atingiria as pessoas que já estejam empregadas e testemunhem um comportamento reprovável no local de trabalho.

Se isso fosse um projeto de lei anti-delação, eu nem de longe apoiaria,” disse um dos responsáveis pelo projeto de lei há duas semanas.

Na sua essência, o Projeto de Lei 405 da Carolina do Norte coloca frente a frente o direito de informação do consumidor e o direito à privacidade da empresa.

E não afetaria apenas o agronegócio. O projeto de lei seria aplicado a todas as empresas na Carolina do Norte (ou seja, creches, centros de cuidados a adultos, educação, meio-ambiente etc)

Vinnie Doria, proprietário do The Twisted Mango, em Raleigh, ao mesmo que acredita que os vídeos mostrando os abusos podem ser úteis, como proprietário de um negócio, vê benefício na proteção garantida pelo Projeto de Lei.

“Não sou a favor de alguém entrar ilegal e clandestinamente para tentar encontrar algo”, disse Doria. “Porque, às vezes, eles interpretarão errado o que estão vendo e superdimensionarão para algo que não condiz realmente com a situação.”

Um casal de clientes de Doria enxerga a situação diferentemente: “Eu digo: investigue!,” disse Willie Watkins. “Se está errado, está errado.”

“Apenas faça o que você deve que fazer”, disse Walter Williams, amigo de Watkins. “Se for a coisa certa, em qualquer que seja o emprego, faça a coisa certa e então você não precisará se preocupar com as pessoas filmando-o fazendo algo errado.”

Meier diz que o vídeo viola as leis de proteção aos animais. O grupo dela, Compassion over Killing, levou-a ao Procurador do Condado de Robenson, demandando uma investigação.

O projeto de lei 405 foi aprovado pela Câmara e agora está no Senado.

EUA carolinadonorte videofrangos

Fonte: ABC News

eua fazendaleiteira H

Filmagem de câmera escondida traz abusadores de animais para a Justiça nos EUA

Por Ameena Schelling / Tradução de Marli Vaz de Lima

eua fazendaleiteira1

Uma investigação secreta em uma fazenda de gado leiteiro revelou uma filmagem de abuso que fez com que a fazenda fechasse as portas – e agora, quatro trabalhadores foram acusados de crueldade animal por seus atos atrozes.

CUIDADO: o vídeo contém imagens chocantes

O vídeo, que foi lançado pela organização Mercy For Animals (MFA) em setembro, mostrou empregados da fazenda maltratando as vacas com chutes e murros, chicoteando-as com correntes, apunhalando-as com chaves de fenda e até mesmo batendo em seus órgãos genitais com cassetetes elétricos para fazê-las se mover quando elas estavam muito doentes ou exaustas para ficar em pé.

A fazenda leiteira do Novo México, Winchester Dairy, fechou suas portas logo após o vídeo ser lançado, realocando as vacas para outras fazendas leiteiras. E nesta semana, quatro ex-funcionários foram indiciados com nove acusações de crueldade contra os animais.

Em um comunicado, a MFA elogiou a promotoria pública do Condado de Chaves pelas acusações, mas observou que os proprietários de fazendas como a Winchester Dairy são definitivamente responsáveis por “permitir que uma cultura de crueldade e negligência criminosa deteriore suas fazendas”.

E, infelizmente, fazendas como estas são a regra, não a exceção. Matt Rice, diretor de investigações do MFA, disse ao jornal LA Times, em dezembro, que as explorações agrícolas não são alvo de suspeitas de violações. Melhor seria se os investigadores documentassem abusos onde quer que eles sejam contratados – e eles sempre encontram algo.

Felizmente, filmagens como esta têm tido um pequeno mas notável impacto em algumas das empresas envolvidas.

A Fazenda Leiteira Winchester era uma fornecedora do maior fabricante de mussarela do mundo, a Leprino, o que significa que o queijo dessas vacas maltratadas foi enviado para restaurantes populares como Domino’s, Papa John’s e Pizza Hut. Em resposta ao vídeo, a Leprino adotou o que MFA chama de “a política de bem-estar animal mais abrangente já adoptada por uma grande empresa de laticínios dos Estados Unidos.”

Fonte: The Dodo

portugal opanday H

Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) ‘inaugura’ mercadinho de produtos isentos de sofrimento animal em Portugal

O PAN vai contar já a partir do próximo sábado, dia 9 de maio, com um novo espaço no Porto, na Rua Barão Forrester, n.º 783. A abertura será celebrada com um Opan Day, que vai decorrer entre as 15 e as 23h.

portugal opanday1

Durante toda a tarde e início de noite todos quantos quiserem conhecer as novas instalações poderão experienciar pela primeira vez a visita a um Mercadinho de produtos e alimentos isentos de sofrimento animal que decorre durante todo o horário do evento. Aprender a fazer limonadas, chás e licores vegans é uma das experiências disponibilizadas no Mercadinho, bem como provar doces confecionados sem qualquer ingrediente animal e recorrendo, o mais possível, a produtos locais, entre outras atividades que passam pela cosmética, oficina de bolas de sementes florais ou a apresentação do projeto “Semear Vida” que tem como objetivo a reflorestação a longo prazo duma vasta área na Serra da Freita, incentivando a participação no grande desafio que é a preservação da natureza e da floresta.

O Partido Pessoas-Animais-Natureza vai ainda disponibilizar, às 15h, a possibilidade de assistir a um Cook Show de degustação com Maria Aragão intitulado “Omoletas sem Ovos”. O programa segue com um Workshop de compostagem caseira com Alcide Gonçalves, sujeito a inscrição prévia através do email opaenday@gmail.com, endereço que também deverá ser usado para assegurar presença na atividade de Sofia Vieira e no seu Workshop de Cosmética Natural.

“Os Valores das Cidadania”, “A Bicicleta na Cidade, Mitos, Problemas e Soluções” são outras das iniciativas propostas ao longo da tarde durante a qual ainda será abordado o tema “Os animais no sistema jurídico português”, com a Provedora Municipal dos Animais de Lisboa, Inês Real, e “O papel da Medicina Veterinária no bem-estar animal”.

As apresentações serão encerradas por um momento musical agendado para as 20h30 com Marina Duarte e Juliano Mattos ao qual se segue, cerca de uma hora mais tarde, a projecção gratuita, seguida de debate, do documentário “Cowspiracy”.

Fonte: Maia Hoje

eua ny kimkardashian H

Peles: Ativistas invadem lançamento de livro de Kim Kardashian em Nova York

Vídeo no Youtube mostra socialite sendo xingada por usar casacos de pele: ‘Você é a pessoa mais nojenta do mundo’, disse ativista para Kim

Por Laís Gomes

eua ny kimkardashian1

Kim Kardashian lançou, na noite da terça-feira, 5, na livraria Barnes & Noble, em Nova York, nos Estados Unidos seu primeiro livro intitulado ‘Selfies’, onde a socialite mostra 300 fotos de momentos pessoais tiradas desde 1984. Kim usou um look justo e transparente para o evento e autografou dezenas de exemplares até que o inesperado aconteceu.

De repente, cerca de dez ativistas invadiram a noite de autógrafos e protestaram contra Kim Kardashian, o motivo: Os casacos de pele usados pela socialite. Sem medo, os ativistas levaram cartazes e pararam em frente a mesa onde Kim estava autografando os exemplares e xingaram a esposa de Kanye West. “Você precisa parar de vestir casacos de pele. Isso é horrível. Você é um ser humano terrível”, bradou um. “Você é o ser humano mais nojento do planeta, é uma vergonha você apoiar essa indústria”, disse outro.

Um dos ativistas mais ousados chegou a pedir um autógrafo incomum para Kim Kardashian. “Você pode fazer um pra todos os animais que já foram torturados e mortos pra você usar casacos de pele?”, pediu, antes de ser interceptado por uma segurança do local.

Mesmo com toda a confusão, Kim Kardashian não deixou o local e, apesar de se mostrar surpresa, continuou sorrindo e autografando o livro.

Depois, os ativistas desceram as escadas da livraria e saíram do local gritando palavras contra a socialite. Um vídeo com o ocorrido foi publicado no Youtube.

eua ny kimkardashian2

eua ny kimkardashian3

eua ny kimkardashian4

eua ny kimkardashian5

eua ny kimkardashian6

eua ny kimkardashian7

Fonte: Ego

CCJ da Assembleia aprova projeto que proíbe “foie gras” no Paraná

O projeto que proíbe a produção e o comércio do “foie gras”, uma iguaria da culinária francesa feita a base de fígado de ganso ou pato, em território paranaense foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira (6), na Assembleia Legislativa. O autor do projeto (141/2015), deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), solicita a proibição porque o método utilizado para se obter o “foie gras” – conhecido como “gavage” – é extremamente cruel aos animais (gansos e patos).

Segundo Rasca, o método “gavage” consiste em superalimentar as aves durante 17 dias seguidos com um funil com mais de 40 centímetros de extensão, forçando a entrada de cereais e gordura por meio do esôfago das aves. Esse processo faz com que o fígado das aves aumente em média sete vezes em relação ao seu tamanho normal, sendo que muitas aves não aguentam e morrem durante o tratamento.

“O objetivo do ‘gavage’ é o lucro em detrimento do bem-estar animal. Esse método provoca graves deformações no corpo das aves, isto é, somos contra esse método e consequentemente ao ‘foie gras’, que já é proibido em vários países”, afirmou Rasca.

De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) não há registro de produção do “foie gras” no Paraná, apenas comércio. Rasca, no entanto, lembrou da importância de evitar a entrada do método “gavage”. “Mesmo que não tenha registro do método é necessário proibir que ele exista. Ao mesmo tempo que proibir o comércio significa não incentivar a produção dentro e fora do Paraná”, explicou o deputado.

O projeto irá para votação em plenário e, caso aprovado, segue para sanção do Governo do Estado.

Atualmente o “foie gras” é proibido em 22 países – entre eles Argentina, Áustria, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Israel, Noruega, Suécia, Suiça, Holanda, Reino Unido e até mesmo na Polônia, um dos maiores produtores mundiais. O estado da Califórnia, no EUA, também proibiu a iguaria. No Brasil, existe um projeto de Lei na Câmara Municipal de São Paulo com o mesmo intuito.

Fonte: Bem Paraná

vietna ursoresgate H

Avanço no Vietnã: Ursos doentes serão resgatados de uma vida de tortura

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Respondendo à pressão internacional de amantes de animais ao redor do mundo, o Vietnã anunciou que os ursos de Halong Bay poderão ser resgatados pela Fundação Animals Asia.

Adicionalmente, as autoridades locais do governo de Quang Ninh concordaram na completa abolição das fazendas produtoras de bile de ursos na província através da transferência dos 38 ursos restantes para o Bear Rescue Center da Animals Asia no Vietnã.

A ação é o resultado direto da campanha Save the Halong Bay Bears, que juntou mais de 115 mil assinaturas de amantes de animais globalmente. A campanha contou com o endosso de celebridades como Judi Dench, Olivia Newton John, Stephen Fry e Ali MacGraw. Uma carta de 12 embaixadas aumentou a pressão às autoridades.

O governo de Quang Ninh concordou em premiar cada fazenda que consentir a transferência. Em troca, a Animals Asia arcará com os custos dos resgates, habitação, reabilitação e subsequente cuidado dos ursos.

A partir do dia 4 de maio, as autoridades começarão a entrar em acordo com as 17 fazendas de ursos na província para garantir que os fazendeiros concordem com a transferência imediata dos animais.

vietna ursoresgate1

Os dois primeiros ursos serão resgatados em 5 de maio de uma remota ilha no arquipélago Bai Tu Long, ao norte de Halong Bay. Esse será o primeiro resgate da Animals Asia pelo mar. Espera-se que a transferência de todos os 38 ursos esteja finalizada em junho.

O avanço veio nas reuniões envolvendo os departamentos do governo da província de Quang Ninh, que variaram desde o departamento de polícia para o de turismo, os representantes da Animals Asia e a maioria dos fazendeiros de bile da província.

Os resgastes propostos farão com que o Bear Rescue Center retorne à sua capacidade total, mesmo com a construção de duas novas casas duplas para ursos, entregues em novembro de 2014.

Animals Asia está empenhada a construir uma quinta casa dupla no local, algo que foi adiado por uma tentativa de despejo em 2012.

Enquanto haverá espaço nas casas para todos os ursos resgatados, até a nova casa dupla estar completa, estima-se que cerca de 16 ursos provavelmente não terão acesso às áreas externas. Apesar disso, eles já poderão começar sua reabilitação enquanto a captação de recursos e a construção são priorizadas.

vietna ursoresgate2

O diretor do Animals Asia no Veitnã, Tuan Bendixsen disse:

“As reuniões recentes marcaram uma completa mudança no tom. Foi a primeira vez que as autoridades da província declararam que os ursos seriam transferidos de acordo com uma Diretiva de Primeiro-Ministro de março. A linguagem foi muito forte e os fazendeiros produtores de bile de ursos foram deixados sem nenhuma dúvida de que esta não era uma transferência opcional”.

Os fazendeiros também foram informados que qualquer tentativa de transferir os ursos para fora da província seria vista como crime, e que nenhuma morte dos ursos antes dos resgates seria tolerada. Entretanto, as preocupações sobre tais ações continuarão até que os resgates sejam finalizados.

A fundadora e presidente da Animal Asia, Jill Robinson, disse:

“Essa notícia é incrível – um sucesso enorme para os ursos do Vietnã e para todos ao redor do mundo que ajudaram na campanha por sua libertação digna das garras da indústria de bile. Vocês conquistaram isto”.

“O resgate destes 38 ursos simplesmente não aconteceria sem a pressão constante das 12 embaixadas; as assinaturas das 116 mil pessoas ao redor do mundo que expressaram sua oposição; e a persistência da destemida e incansável equipe da Animals Asia no Vietnã que se recusou a deixar este assunto ser ignorado. Esta é uma vitória para todos nós”.

Em novembro de 2014, uma equipe de veterinários da Animals Asia inspecionou 3 fazendas de bile em Halong Bay, na província de Quang Ninh. Eles encontraram ursos sendo mantidos em condições deploráveis, muitos sem alguns membros, enquanto a maioria estava perigosamente desnutrida.

Relatórios iniciais aconselhando a transferência imediata dos ursos foram ignorados, fazendo com que a Animals Asia lançasse a campanha Save the Halong Bears, pedindo a transferência dos 49 ursos das 3 fazendas inspecionadas para o Bear Rescue Center.

Desde então, 30 dos ursos inspecionados em Halong Bay morreram – provavelmente por complicações da severa desnutrição. Hoje, restam somente 19.

Ao redor da província, um declínio similar foi observado. Ao final de 2013, a região tinha 152 ursos, um número que caiu para 82 ao final de 2014 e agora, fica somente em 38.

Acredita-se que mais de 1.200 ursos são mantidos atualmente em fazendas pelo Vietnã, sofrendo com a regular extração da bile – apesar da prática ser banida em 1992. O líquido, produzido pelas vesículas biliares dos ursos, é utilizado como um ingrediente na medicina tradicional do país.

Fonte: The Dodo

mundo peles H

A verdade chocante sobre a produção de peles

Por Corrine Henn / Tradução de Alana Carvalho

MUNDO PELES foxy 1200x800

Se você achou que o uso de peles de animais era notícia velha, pense novamente. A cada ano, cerca de um bilhão de animais são criados e mortos em fazendas ao redor do mundo para – você adivinhou – o uso comercial de sua pele. Raposas e martas são dois dos animais mais comuns criados em escala industrial para esse fim, com martas respondendo por cerca de 90 por cento do mercado. Enquanto outros animais como chinchila, coelho e lince também são vítimas dessa indústria, peles de raposas e martas são, de longe, os mais populares.

Embora a grande maioria do público em geral seja contrária ao uso de peles e aos maus-tratos de animais em fazendas destinadas à sua produção, Áustria, Croácia, Inglaterra, País de Gales, Escócia, Suíça e Irlanda do Norte são os únicos países do mundo que proibiram efetivamente a produção de peles de animais. Outros países, como Itália e Nova Zelândia, têm proibições parciais ao comércio de peles, garantindo níveis variados de proteção a determinadas espécies. Enquanto gostamos de pensar que os EUA são mais avançados na proteção animal, em se tratando da indústria de peles, nossas próprias normas e regulamentos estão muito aquém do esperado.

mundo peles1

O comércio de peles nos Estados Unidos

Não é comum associar os Estados Unidos ao comércio de peles, uma vez que muitas fazendas conseguem esconder suas operações do público em geral. Recentemente, organizações como a Coalition Against Fur Farms descobriram uma série de fazendas de criação de animais para a produção de peles em funcionamento – ao menos 400 delas. Nenhuma delas precisa estar em conformidade com quaisquer regulamentações, uma vez que não existem leis federais que monitorem a forma como estes animais são alojados, tratados e abatidos.

Os animais criados neste tipo de fazenda nos Estados Unidos são, geralmente, mortos por eletrocussão anal, enquanto outros têm seus pescoços ou costelas quebrados. A forma de abate varia de acordo com a localização do estabelecimento e com a espécie criada, mas os métodos com o melhor custo-benefício são, certamente, desumanos.

A Fur Commission, uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos que representa empresários da indústria de peles, discorda destas alegações e afirma que as fazendas de criação de animais para a produção de peles, especialmente as de martas, aderem aos métodos recomendados pela American Veterinary Medical Association: o abate por meio de monóxido de carbono puro ou câmaras de dióxido de carbono. Na realidade, câmaras de gás não promovem morte rápida nem digna.

A Fur Commission e todos aqueles a favor da produção de peles continuam a advogar em prol de seus “negócios familiares”, alegando que organizações de defesa aos direitos de animais têm objetivos ocultos de aumentar o volume de doações e maliciosamente atacar suas fazendas com acusações infundadas de abusos e negligência. Entretanto, as tentativas de defender essa prática têm sido quase sempre desmontadas por uma série de investigações secretas que documentam a realidade cruel a que os desafortunados animais nascidos ou levados a esses lugares são submetidos.

No contexto internacional

Fazendas de criação de animais para a produção de peles existem em vários países ao redor do mundo. Enquanto os tipos de animais e as práticas de manejo variam, a crueldade inerente à indústria de peles é a mesma em todos os lugares.

A China é o maior exportador de peles do mundo. Conhecida por regulamentações sobre direitos de animais que vão de fracas a inexistentes, as fazendas da China encontram-se entre os estabelecimentos mais deploráveis para a criação de animais no mundo. Uma investigação secreta da PETA nas fazendas da província de Habei encontrou evidências de que os animais são espancados com bastões metálicos e martelos, esfolados e descartados, ainda vivos, em pilhas de corpos.

Além dos animais que são padrão na indústria, estima-se que dois milhões de cães e gatos domésticos são mortos na China para produção de objetos à base de pele.

Ainda mais chocante sobre o estado das fazendas chinesas é que elas fornecem para os Estados Unidos, suprindo cerca de 50% de seu mercado de peles. Apesar de os Estados Unidos terem aprovado a Fur Products Labeling Act, lei que prevê a etiquetagem adequada de peças de vestuário que contenham peles de animais, e a Dog and Cat Fur Protection Act, que assegura que nenhum artigo feito com pelos de cães ou gatos seja importado ao país, os regulamentos são difíceis de aplicar.

O estado das fazendas de criação de animais para produção de peles na China é, indubitavelmente, deplorável – mas elas não estão sozinhas. A situação é a mesma na União Europeia. Enquanto a China é o maior exportador de peles, a EU está entre os seus maiores produtores industriais, segundo a Humane Society International. Não há atualmente uma legislação específica na União Europeia que detalhe requerimentos para essa indústria.

Recentemente, algumas fazendas na Finlândia criaram um sistema de certificação de ‘humanidade’ para a produção de peles, numa tentativa de melhorar sua reputação. Apesar disso, quando o objetivo final é criar um animal com o propósito declarado de mata-lo para a extração de sua pele, a definição de ‘humano’ não parece se encaixar.

mundo peles2

Como você pode ajudar

Não há forma humana de manejar ou matar milhares de animais de uma vez (ou apenas mata-los, em qualquer instância). Apesar das alegações de que estas indústrias se importam com os animais sob seus cuidados, fazendas de criação de animais para a produção de peles são meramente empreendimentos que enxergam seus animais como commodities. Os direitos desses animais, com frequência, aparecem em segundo plano neste tipo de negócio uma vez que, assim como em todo negócio, há sempre a tentativa de maximização de lucros, cortes de custos e de mão-de-obra. Em se tratando da lida com animais, isso comumente significa condições precárias e tratamentos incrivelmente cruéis – independente da indústria.

Em última análise, devemos nos perguntar se realmente precisamos vestir peles – diferentemente dos animais que são brutalmente mortos para produzir nossos chapéus, casacos e estolas de pele, nós não precisamos dela. Existe uma gama de alternativas livres de crueldade que podem nos aquecer sem causar nenhum dano a outro ser vivo.

Se você estiver pronto para deixar de fazer parte deste sistema cruel que é o comércio internacional de pele, confira abaixo algumas dicas fáceis e rápidas para fazer a transição:

  • Verifique sempre as etiquetas de roupas antes de compra-las para saber de onde elas vêm (artigos de pele animal produzidos na China já foram comercializados nos Estados Unidos com a etiqueta de ‘pele falsa’) e se contêm matérias primas de origem animal;
  • Aprenda a reconhecer as diferenças entre pele animal e falsa;
  • Quando não for possível identificar, busque produtos com etiquetas ‘livre de crueldade’;
  • Apoie organizações como a Fur Free Alliance;
  • Confie em nós: a pele vai ficar sempre vestir melhor no animal do que em você.

Fonte: One Green Planet 

Nota do Olhar Animal: Nunca esquecendo que couro bovino também é pele. E que as regulamentações, como algumas indicadas na matéria, não interessam aos animais. O que lhes interessa é que a produção de peles seja banida. 
rj rio carnedecachorro H

Consumo de carne de cachorro e de outros animais é comum pelo mundo

No Brasil não há uma legislação que diga que tipo de carne pode ser consumida ou não

Por Diana Figueiredo

rj rio carnedecachorro1

Após um chinês dono de uma pastelaria em Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ter sido preso porque usava carne de cachorro para fazer os salgados do estabelecimento, muitos consumidores ficaram perplexos. Além da crueldade de matar os animais à paulada, as condições de higiene também chocaram procuradores do Ministério Público do Trabalho que investigavam denúncias de trabalho escravo em lanchonetes.

No Brasil, segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), não há uma legislação que diga que tipo de carne pode ser consumida ou não. A fiscalização acontece nos frigoríficos para garantir as condições de higiene e abate dos animais. Segundo o Mapa, há um fiscal em cada frigorífico, mas o órgão não informou quantos são esses servidores.

O Mapa explicou também que a fiscalização comercial ou denúncias sobre irregularidades podem ser feitas para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou na vigilância sanitária estadual. Irregularidades e diferenças culturais à parte, por todo o mundo, os mais variados animais são consumidos. Conheça alguns:

– Cachorros na China, Coreia do Sul e em Taiwan

Cachorros são consumidos em países como China, Coreial do Sul e Taiwan. A província chinesa de Yulin tem um festival anual onde cachorros são sacrificados para o consumo.

A instituição de proteção aos animais Duo Duo Animal Welfar estima que 10 mil animais sejam mortos a cada ano, e está organizando um abaixo-assinado para que o festival não aconteça este ano. Mais de 150 mil pessoas já assinaram, mas a meta da instituição é chegar a 200 mil assinaturas.

– Focas no Canadá

Segundo a ONG “Harp Seals”, até a última quinta-feira, dia 16 de abril, 5.130 focas foram mortas no Canadá para a utilização da pele e da carne. A instituição tenta acabar com essa prática que ainda é comum no país que exporta o animal para outros países como a China. – Tubarão na Islândia A iguaria mais famosa do país é o hákarl uma espécie de carne de tubarão podre que é consumida em ocasiões especiais.

– Girafa, macacos e elefantes na África

Algumas tribos africanas caçam esses animais para vender as partes do corpo como os chifres de marfim, mas também para consumo próprio. Esta semana, a caçadora americana Rebecca Francis se envolveu numa polêmica porque uma foto dela ao lado de uma girafa morta foi duramente criticada. Ela justificou a imagem afirmando que estava fazendo um bem.

– Canguru na Austrália

Símbolo do país, o canguru é servido na mesa dos australianos. O produto é até vendido nos supermercados e em restaurantes.

– Urso na Rússia

Outro animal símbolo de país que vai para o prato são os ursos. Eles são consumidos em algumas regiões da Rússia.

– Crocodilo nas Filipinas

O país têm fazendas de criação desses animais para o consumo da carne, e exporta para outros países.

Fonte: Tn Online 

Nota do Olhar Animal: Há alguma diferença moral entre o consumo destes animais e o de porcos, frangos e bois? Nenhuma. 
vietna bebestigres11 H

Vietnã: gatos são servidos como bebês-tigre em restaurantes

Os restaurantes pagam entre R$ 167 e R$ 235 por cada gato, dependendo do tamanho

Gatos de estimação estão sendo caçadas nas ruas do Vietnã para serem servidos como carne de bebê de tigre no Vietnã, segundo informações publicadas pelo Daily Mail. Apesar de existir uma lei que proíbe o consumo de carne de gato no país – por isso colocar o nome de bebê-tigre -, o comércio ilegal é feito em diversas cidades e os principais clientes são advogados e policiais, diz a publicação.

vietna bebestigres11

Órgãos de proteção aos animais afirmaram à publicação que estão lutando contra a caça dos animais, que seriam transportados em condições terríveis antes de serem esfolados vivos e terem os ossos removidos.

A carne de gato é tão popular no país que alguns bichanos são roubados de suas casas por encomenda. Os restaurantes pagam entre R$ 167 e R$ 235 por cada gato, dependendo do tamanho.

vietna bebestigres21

Em janeiro, um caminhão com três toneladas de gatos amontoados em gaiolas foi apreendido pela polícia na China. Alguns dos animais morreram no calor escaldante durante a viagem – e os outros foram esmagadas até a morte. O motorista foi multado em R$ 1.133 por contrabando e liberado.

De acordo com a publicação, um dos pratos mais populares é a carne de gato na panela, vendido por cerca de R$ 181 e suficiente para alimentar sete pessoas. Já um prato de macarrão com carne de gato pode ser encontrado por até R$ 13,60.

Fonte: Terra

* Para ver as imagens originais, clique sobre as fotos.

eua california agua1 H

A pecuária e o desastre da falta de água na Califórnia (EUA)

Por Ameena Schelling / Tradução de Alice Wehrle Gomide

eua california agua1

A Califórnia está ignorando a vaca quando se trata do uso da água.

Semana passada, o governador Jerry Brown emitiu uma ordem executiva em resposta à seca que já dura anos no estado, e agora, todos os usuários urbanos de água devem reduzir seu consumo em 25%. Infelizmente, este plano exclui os maiores consumidores de água: a agropecuária.

Todo mundo sabe que a pecuária é ruim para os animais. Mas aqui vai uma ilustração explicando porque é ruim para a seca na Califórnia também.

Cerca de 80% da água do estado vai para agricultura.

O plano do governador para reduzir o consumo de água afetará pessoas, empresas e pequenas fazendas, que usam somente 20% da água no estado. Grandes fazendas – que usam 80% da água – estão praticamente intocáveis.

eua california agua2

VERDE: Agricultura

AMARELO: Todo o restante da Califórnia

Sim, parte da água consumida na agricultura vai para a produção de frutas e vegetais – mas a maioria não. 50% do consumo médio da Califórnia vem do consumo da produção de carne e laticínios.

eua california agua3

ROSA: carne + laticínios

AZUL: banhos, torneiras, jardinagem, piscinas, empresas, indústrias, escolas, parques, frutas, oleaginosas, vegetais, grãos, etc

São necessários 7,7 metros cúbicos de água para produzir meio quilo de carne. Isso dá mais ou menos 77 banheiras cheias.

eua california agua4

eua california agua5

Em comparação, a produção de oleaginosas requer 4,5 metros cúbicos de água, grãos usam 2 metros cúbicos e vegetais somente 0,15 metros cúbicos.

1 grama de proteína da carne requer 6 vezes mais água do que 1 grama de proteína de feijões, ervilhas ou lentilhas.

eua california agua6

Proteína do leite, ovos e frango requerem 1,5 vezes mais água do que a mesma quantidade de proteína vegetal.

1 caloria da carne também requer 20 vezes mais água do que 1 caloria de grãos ou raízes ricas em amido.

eua california agua7

São necessários 500 litros de água para um matadouro processar somente um animal.

eua california agua8

E 115 litros de água para produzir um copo de leite de vaca.

São necessários 85 litros para produzir um copo do tão criticado leite de amêndoas. Leite de soja usa somente 35 litros.

eua california agua9

Sim, a agricultura faz muita coisa boa, como produzir todas as nossas deliciosas frutas e vegetais. Mas de longe, o maior consumidor de água é a produção de carne e laticínios, que é incrivelmente ineficiente em consumo racional.

E se você vai começar a multar as pessoas por tomarem banhos demorados, nada mais justo do que olhar bem para o setor da pecuária, que usa a mesma quantidade de água do que todo o restante no estado.

Fonte: The Dodo 

Nota do Olhar Animal: Qualquer semelhança com o que ocorre no estado de São Paulo não é mera coincidência. Enquanto a população é obrigada a consumir água em gotas, os grandes gastadores urbanos da água tratada pela Sabesp ganham até descontos pelo maior uso deste bem público, gerenciado como uma mera mercadoria. E o consumo de água pela pecuária sequer é mencionado em nível governamental. Um programa de redução do uso de água só poderá ser considerado sério se abordar a questão da alimentação, incentivando o consumo de produtos de origem vegetal e desestimulando o de carne, de leite e de seus derivados. E este programa só será duradouro se educar também para as implicações éticas do consumo de produtos de origem animal, destacando os danos causados a terceiros pela ação de cada cidadão que se alimenta de bifes e de leite. Só terá a profundidade necessária se ressaltar o impacto especialmente para as principais vítimas: os animais explorados. Uma ação educativa, que estimule o respeito aos outros seres sencientes, e a reflexão sobre as consequências dos atos de cada um servirão não só para se avançar moralmente nesta questão específica, mas também para promover melhorias na sociedade de uma forma mais ampla. Porém, o problema é que nada disso interessa às corporações privadas, tão visceral e estrategicamente entranhadas no Poder Público.