Portugal gravida vegana 2 thumb d

A alimentação de uma grávida vegana

Portugal gravida vegana

Há imenso tempo que queria partilhar com vocês esta experiência incrível da gravidez, mas sempre que tenho um tempinho livre (antes usado para escrever ou cozinhar) só quero ficar sentadita a descansar sem pensar em nada.

A verdade é que estar grávida cansa um bocado. A energia que antes era toda para nós (e eu tenho que sobre!) vai agora para o bebé e, com sorte, o que restar vai para nós, o que significa que há uma quebra significativa. Queremos descansar mais, dormir mais, preguiçar mais. É normal.

Antes de mais é importante referir que a gravidez é um estado natural. Não é nada de extraordinário, não é uma doença. Não há nada de mais natural e o corpo é incrível e faz tudo sozinho. Nós só temos de cuidar bem dele e alimentá-lo bem, mas isso é o que devemos fazer sempre! Vou descrever-vos a minha experiência, sem grandes complicações, começando pela ALIMENTAÇÃO.

Digo-vos e sublinho que a gravidez é o que há de mais natural porque hoje em dia gosta-se de complicar tudo. “O que devo comer? Será que estou a comer tudo o que preciso? Que suplementos devo tomar?” são questões que nos assolam todos os dias, não apenas às grávidas mas sobretudo às grávidas. Ter um bebé na barriga é uma grande responsabilidade! E hoje há tanta informação disponível, tanta informação diferente e contraditória, tanta desinformação também, que parece que uma pessoa tem que tirar um curso só para saber comer. E, para comer, são tantas as escolhas, tantas prateleiras de alimentos, tantas receitas, que parece que somos atropelados diariamente. Ao longo do tempo desaprendemos a comer. Não é fácil encontrar produtos da estação. Não é fácil orientarmo-nos em lojas onde tudo parece super saudável porque tem um rótulo verde ou diz “com óleos essenciais e tudo aquilo que o seu corpo precisa” mas, vai-se a ver, e está tudo cheio de açúcares e óleos manhosos. Não é fácil percebermos o que devemos comer.

A era do nutricionismo

Há um livro muito interessante que eu aconselho a lerem, no caso de ainda não terem lido, que se chama “Comida: Um Manifesto” do Michael Pollan. Não é um livro sobre veganismo, mas explica de uma forma muito simples e agradável de ler como chegámos até aqui, à era dos produtos refinados, à era do “nutricionismo”. E o que é isto do “NUTRICIONISMO”? É exactamente isto: os alimentos são vendidos apenas com base nos seus benefícios para a saúde – um vai reduzir o colesterol, o outro vai melhorar o trânsito intestinal, o outro reforça a massa muscular, etc. Os nutrientes tornaram-se mais importantes do que a comida em si. Será que estou a ingerir a minha dose certa de cálcio? E de Zinco? E de Vitamina C? Assustados, pomo-nos a tomar suplementos vitamínicos, com vitaminas sintetizadas (feitas em laboratório) que, na maior parte das vezes, o corpo nem sequer reconhece como podem ser prejudiciais.

Na “era do nutricionismo” achamos que há nutrientes que são maus para nós. Não queremos comer gorduras porque são más para o coração, quando as gorduras são fundamentais. Cortamos nos hidratos de carbono porque engordam, quando são essenciais ao nosso organismo. Dão-nos energia, alimentam o nosso cérebro, são super importantes, sobretudo quando combinados com outros nutrientes, vitaminas, minerais, etc. E para as grávidas são fundamentais! Agora temos de saber escolher os bons hidratos de carbono dos maus! Os hidratos de carbono simples, que são todos aqueles que são brancos e refinados, não são bons: pão, massa e arroz brancos, bolachas, bolos, etc. O facto de serem refinados faz com que eles perdessem todas as suas propriedades, por isso são “vazios”, não trazem nada de bom para o nosso corpo a não ser energia pouco saudável.

Os alimentos são muito mais do que a soma dos nutrientes que contêm. Eles funcionam juntos, não autonomamente. Há alturas da vida em que uns são muito importantes, como é o caso do ácido fólico nos primeiros 3 meses de gravidez, mas são excepções. Precisamos de tudo um pouco, nada em exagero. Precisamos de um prato colorido. Precisamos de comer sobretudo aquilo que cresce na nossa região, no nosso país, de acordo com a estação. Não temos coqueiros em Portugal, não significa que a água de coco não seja maravilhosa, mas ela abunda onde é necessária: nos países mais quentes. A nossa comida não é carregada de especiarias como a indiana, porque não precisamos de comida antibacteriana e antisséptica, como na Índia é necessária. Não comemos muitas conservas como os Russos porque, felizmente, podemos ter legumes frescos, o que é difícil de cultivar num país gélido. Isso não significa que não possamos comer caril de vez em quando, beber água de coco, comer courgettes no Inverno. Ao mesmo tempo devemos comer de acordo com o nosso estilo de vida: se formos agricultores vamos precisar de mais quantidade e de mais energia do que se estivermos o dia todo sentados.

Portugal gravida vegana 2

E durante a gravidez?

O que mudou na minha alimentação? Praticamente nada. Nos primeiros meses não mudou mesmo nada, não tinha mais fome, por vezes acordava enjoada e não tinha grande vontade de comer. Mas tinha imensa vontade de comer espinafres! Descobri depois que os espinafres são riquíssimos em ácido fólico e que bebé precisa muito de ácido fólico nos primeiros 3 meses de gestação. Por vezes é necessário tomar suplementos de ácido fólico e/ou de ferro. Eu tomei de ácido fólico não porque tinha algum carência mas porque sim, enfim, os médicos receitam por sistema e nós acabamos por tomar. Os meus níveis de ferro estavam, como sempre, maravilhosos, por isso não tive de tomar quaisquer suplementos de ferro.

E os suplementos?

Tenho de dizer que uma grávida não-vegetariana pode ter as mesmas carências (ou mesmo mais) do que uma grávida vegana/vegetariana. Ser vegetariana ou vegana não é um “rótulo” de uma pessoa que precisa de suplementos (raio de mito que se criou sobre este assunto!), e ser omnívoro não significa que não se possa ter carências. Na verdade, os omnívoros podem ter mais carências nutricionais do que um vegetariano. Continuemos então.

A primeira coisa que me aconselharam no Centro de Saúde foi um suplemento vitamínico para grávidas. Eu perguntei se eu tinha alguma necessidade especial de alguma vitamina ou se havia algum problema nas análises e disseram-me simplesmente que normalmente receitavam estes suplementos às grávidas. Claro que nos apanham numa altura frágil, não queremos que falte nada ao bebé e tal, e toca a comprar os suplementos.  Comprei sem olhar. Quando cheguei a casa e vi com mais atenção reparei que era feito, na sua maioria, com óleos de peixe. E óleos de peixe aqui não entram, obrigada. Então fui à farmácia pedir para trocar por outro sem óleos de peixe e, surpresa: não existe! Todos os suplementos da farmácia têm óleo de peixe. Devolvi o pacotinho e liguei ao meu médico (estou a ser seguida no público e no privado) para lhe perguntar se precisava mesmo daquilo e, surpresa seguinte:

– Claro que não! Ora, para quê? Não é saudável?”

– Sou. Acho que sim.

– Então para que quer suplementos?

– Pois.

Resposta óbvia. Raio de mania de impingirem comprimidos.

Portugal gravida vegana 3

Diversidade!

É importante sublinhar um dado muito importante e que é válido para a vida, não só para a gravidez, mas que é fundamental lembrar durante a gravidez: uma alimentação variada, sem produtos processados, com muitos legumes, cereais, leguminosas e fruta é meio caminho andado para se ser saudável. E uma pessoa saudável será uma grávida saudável. Se comer com diversidade terá tudo o que precisa, como eles funcionam na perfeição é quando estão juntos, porque se completam.

Os pratos que a maioria das pessoas come são brancos, castanhos e amarelos. Se olharem para dentro de um restaurante à hora de almoço verão: carne com arroz e batatas fritas: castanho, branco amarelo; bacalhau à brás – branco e amarelo; bacalhau com natas – branco e amarelo; etc. Os nossos pratos devem ser o mais colorido possível! Isso não significa que nos devemos privar das comidas que gostamos! A minha “técnica” é: 3/4 do prato com legumes, depois ¼ com, por exemplo, tofu com natas. Ou meio prato de legumes, ¼ com quinoa e ¼ com feijão, por exemplo. Ou seja, a maioria do prato deve sempre ser legumes. O prato deve ser super colorido. Voilá!

Portugal gravida vegana 4

Vou dar-vos alguns exemplos de refeições (gente, não sou nutricionista, que fique claro! São meros exemplos!):

NOTA – Às refeições o importante é variar cores e texturas. Como sempre muitos legumes (estufados, salteados, cozidos, a vapor, crus, assados) com arroz integral, quinoa, massa, batatas, batata doce, etc, depois vario entre leguminosas (ervilhas, favas, feijão, lentilhas, grão-de-bico) ou seitans, tofus, tempehs e tal. Não é nada muito planeado, metade do prato são legumes, o resto vai variando. Depende também da fome que tenho, claro. Às vezes só me apetece comer muitos hidratos (sobretudo batatas cozidas com um fio de azeite), e como, claro. Normalmente não me dá para o disparate. Enfardar-me de bolos cheios de creme, de fritos, enfim, de coisas pouco saudáveis, não é muito a minha onda. Acho que é mesmo uma questão de hábito. Nunca fui de comer muita porcaria. Quando se começa a ter uma alimentação saudável, com menos açúcares, menos sal e menos gorduras, quando se come algo muito pesado, muito doce, muito processado, já não sabe bem.

PEQUENO ALMOÇO

  • Papas de aveia ou de outro cereal (quinoa, trigo sarraceno, etc) com fruta e geleia de arroz ou de agave
  • Duas fatias de pão integral/de arroz/ de espelta/ de kamut, etc (evito pão branco e abomino pão que tenha uma etiqueta técnica maior do que a Constituição dos Estados Unidos), sumo de fruta, cevada ou cacau com leite vegetal
  • Para barrar no pão: paté, hummus, abacate, azeite, compota, geleia, geleia de arroz com uma pitada de canela, margarina vegetal (BIO, sem óleos de palma, sem gorduras hidrogenadas), queijo vegano
  • Panquecas integrais
  • Tofu mexido com legumes
  • Crepe de trigo sarraceno (uso os recheios que ponho no pão)

A MEIO DA MANHÃ/MEIO DA TARDE/SOBREMESA

  • Fruta
  • Frutos secos
  • Pão
  • Barra de cereais (esqueçam as da Kellogs ou Fitness, estão carregadas de açúcar!). Se não fizerem em casa prefiram as barras cruas (Roobar, por exemplo), ou qualquer outra que não tenha açúcar adicionado.
  • Sumo de fruta bem apetrechado
  • Uma tacinha de tapioca
  • Pudim de trigo sarraceno
  • Restos do almoço do dia anterior ou do jantar
  • Granola com leite vegetal
  • Maçã assada ou outra fruta assada
  • Pudim de chia e fruta

ALMOÇO 

(as proteínas como tofu, seitan, soja, etc, deixam-me letárgica se comidas à hora de almoço, por isso prefiro comê-las ao jantar)

  • Feijoada (feijão com muitas couves e cenoura) com arroz integral
  • Lentilhas com quinoa
  • Caldeirada de vegetais (batata e muitos legumes)
  • Pizza vegana com salada (2 fatias generosas)
  • Massa chinesa com legumes
  • Rancho

JANTAR

  • Sopa (junto uma colher de sementes de linhaça, girassol, abóbora, etc, demolhadas ou assadas no forno durante 15 a 20 mn a 50ºC)
  • Bifes de seitan/tofu/tempeh com salada ou legumes
  • Empadão de soja
  • Legumes assados com seitan
  • Tofu com millet e grelos/espinafres salteados
  • Lasanha de seitan e legumes
  • Puré de grão de bico com seitan salteado

ANTES DE IR PARA CAMA

Normalmente não como nada, até porque me tenho deitado bastante cedo e ainda estou cheia do jantar. Se estiver com muita fomeca como fruta, um pedaço de pão, um pedaço da batata doce assada que sobrou do jantar, etc. Quase sempre bebo ou um chá de ervas (cidreira, camomila, menta, limonete, limão, etc.) ou leite vegetal quente com chocolate (uso cacau cru em pó).

Esta é a minha experiência. Escrevam-me, partilhem as vossas, partilhem as vossas dúvidas, sintam-se completamente à vontade! E façam bebés, não compliquem e vai correr tudo bem!

BIOGRAFIA

  • POLLAN, Michael 2008 Em Defesa da Comida: Um Manifesto, Ed. Intrínseca
  • FREEDMAN, Rory; BARNOIUN, Kim Skinny Bitch – Bun in The Oven. Ed. Ed. Running Press Books Publisher

SITOGRAFIA

(Já perdi o rasto a todos os artigos que fui lendo!)

Fonte: Blog The Love Food (Portugal) / mantida a grafia original

VIETNA vietcat thumb m

Gatos apreendidos no Vietnã são enterrados vivos, segundo relatos

Por Shuan Sim / Tradução de Alana Carvalho

VIETNA vietcat

De acordo com depoimentos de moradores locais, milhares de gatos que seriam destinados ao consumo humano foram apreendidos no norte do Vietnã no final de janeiro. Uma petição online foi organizada e um apelo foi enviado à embaixada vietnamita nos Estados Unidos para salvar os gatos, mas a ação não obteve sucesso.

“Lamentamos muito quando recebemos a notícia de nossos contatos em Hanoi”, disse Jordan Turner, presidente do grupo de defesa dos direitos animais Global Conservation Group, sediado em Winsconsin, ao veículo International Business Times, nesta terça-feira. Ele afirmou que trabalhou com o grupo de defesa dos direitos de animais Animal Asia Foundation, de Hong Kong, e com voluntários no Vietnã para acompanhar a evolução do caso desde a semana passada. Turner ainda afirmou que devido àprovávelincapacidadedeaplicação da leipara aeutanásia, era esperado que osgatosfossem enterrados vivos.

“Trata-se de uma absoluta tragédia, que não será tolerada”, afirmou Hunter Shaffer, agente chefe de investigação do grupo, ao site de lifestyle examiner.com. “O Global Conservation Group condena veementemente as ações do governo vietnamita, e fará tudo ao seu alcance para reforçar as leis de proteção animal e regulamentações para garantir que isso não volte a ocorrer”.

Na segunda-feira (02/02), Shaffer enviou uma carta aberta ao embaixador vietnamita, Pham Quang Vin, e o GCG iniciou uma petição online no portal Change.org para salvar os gatos. A petiçãol reuniu mais de 22.000 assinaturas. Turner contou que as ligações para a polícia de Hanoi e para as embaixadas do Vietnã nos Estados Unidos e Reino Unido não foram retornadas. Apesar da notícia do abate dos gatos, Turner disse que sua organização continuará a trabalhar com o grupo de defesa dos direitos animais para garantir que tais incidentes não se repitam.

Mais de três toneladas de gatos vivos foram contrabandeados para o Vietnã, onde foram apreendidos no norte do país pela polícia de Hanoi, no final de janeiro. Segundo as autoridades, o destino dos animais eram os restaurantes no Vietnã. 

Fonte: International Business Time

Nota do Olhar Animal: É exatamente o que acontece com outros animais no Brasil. Quando porcos, bois ou frangos são apreendidos e não podem ser consumidos por algum motivo sanitário, são abatidos das formas mais cruéis. E se puderem ser consumidos, claro, são abatidos também, algumas vezes por meio do fantasioso e imoral abate “humanitário”. Exatamente como aqui, usam o termo “eutanásia” para uma ação que não tem nada de misericordiosa, apenas um eufemismo para minimizar o impacto de uma repugnante ação de extermínio. Quantificam os animais por “toneladas”, indivíduos não são considerados. Assim é no Brasil.

Caminhão carregado com frangos sai da pista e bate em árvores em Vila Flores, RS

Motorista não se feriu e não há informações se os animais morreram.

Por Davi Trintinaglia

Por volta das 2h desta quarta-feira, 4 de fevereiro, houve um acidente na ERS 437, km 11, em Vila Flores, próximo ao Rio da Prata, divisa com Antônio Prado. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual de Veranópolis, o motorista de um caminhão Volvo, placas de Fagundes Varela, carregado com frangos, saiu da pista e o veículo bateu nas árvores, evitando a queda na ribanceira.

O motorista, que é morador de Parai, não se feriu e não há informações se os animais morreram. O veículo saiu de Antônio Prado e tinha como destino Nova Bassano. Não há informações sobre quando o caminhão será removido.

Fonte: Rede Sul

Ônibus atropela e mata 12 vacas no interior de SP

A retirada dos corpos dos animais só ocorreu cerca de quatro horas após o acidente, segundo a Polícia Militar Rodoviária.

Um ônibus de turismo atropelou e matou 12 vacas na madrugada desta terça-feira (3) na rodovia Cândido Portinari, em Franca (a 400 km de São Paulo).

O acidente aconteceu às 4h20, num trecho de pista dupla, no km 405, próximo à divisa com a cidade de Cristais Paulista.

A retirada dos corpos dos animais só ocorreu cerca de quatro horas após o acidente, segundo a Polícia Militar Rodoviária. Guinchos foram utilizados para encaminhar as carcaças ao aterro sanitário de Franca.

Ainda de acordo com a polícia, não se sabe como o rebanho foi parar na pista nem quem é o tutor dos animais. As vacas não têm marcas de identificação.

O motorista do ônibus, que não se feriu, disse aos policiais que não conseguiu frear a tempo depois de ver os animais no meio da rodovia.

O veículo, que tem placas de Minas Gerais, estava vazio no momento do acidente.

Fonte: O Tempo

CONSUMO mundo agua1 thumb m

Falta de água pode tornar o mundo vegetariano

Por Vanessa Barbosa

CONSUMO mundo agua12

Diariamente, um bilhão de mulheres, homens e crianças vão dormir com fome, enquanto 10 milhões morrem por desnutrição a cada ano. Se ainda hoje o mundo não conseguiu sanar esse mal, que afeta um em cada sete de seus habitantes, como é que vamos alcançar a segurança alimentar para uma população que em 2050 chegará a 9 bilhões de pessoas?

Um novo estudo mostra que a solução para evitar uma catástrofe alimentar passará por uma mudança quase completa de uma dieta a base de carne para uma mais centrada em vegetais. E isso deverá acontecer por um único motivo: a escassez de água. É o que aponta o relatório “Alimentando um mundo sedento: Desafios e Oportunidades para a segurança hídrica e alimentar”, divulgado ontem na Suécia, por ocasião da Semana Mundial da Água.

A análise mostra que não haverá água suficiente para alcançar a produção esperada em 2050 se seguirmos com a dieta característica dos países ocidentais em que a proteína animal responde por pelo menos 20% das calorias diárias consumidas por um indivíduo.

Na ponta do lápis, de acordo com os cientistas, a adoção de uma dieta vegetariana é atualmente uma opção para aumentar a quantidade de água disponível para produzir mais alimentos e reduzir os riscos de desabastecimento em um mundo que sofre com extremos do clima, como a seca histórica que afeta os Estados Unidos. O motivo é que a dieta vegetariana consome de cinco a dez vezes menos água que a de proteína animal – que hoje demanda um terço das terras aráveis do mundo só para o cultivo de colheitas para alimentar os animais.

“A capacidade de um país de produzir alimentos é limitada pela quantidade de água disponível em suas áreas de cultivo”, ressalta um trecho do relatório, que alerta sobre a pressão atual e crescente sobre esse recurso natural usado de forma cada vez mais insustentável. Segundo previsões da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla em inglês), será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% nos próximos 40 anos para atender à demanda. Isto colocará uma pressão adicional sobre os nossos hídricos, num momento em que precisaremos também alocar mais água para satisfazer a demanda global de energia, que deverá crescer 60% em três décadas, salientam os cientistas.

Estresse hídrico

Um outro estudo divulgado em maio pela consultoria britânica Maplecroft mostrou que o mundo já vive um “estresse hídrico” e que a falta de acesso à água potável vem pesando sobre os países mais pobres ou marcados por histórico de conflitos militares, instabilidades políticas e sociais. Segundo o levantamento, os países do Oriente Médio e África são os mais vulneráveis à falta de água. Nessas regiões, cada gota pode emergir como uma nova fonte de instabilidade.

Em alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, como Kwait e Arábia Saudita, a escassez de água vem se tornando crítica há gerações. Primeiro colocado na lista de 10 países em “risco extremo” de falta d´água, Bahrein, no Golfo Pérsico, usa águas subterrâneas para a prática da horticultura, porém, em quantidade insuficiente para atender toda a população. A deterioração dos lençóis subterrâneos de água já é uma das principais preocupações nacionais

Fonte: Exame

Nota do Olhar Animal: Quem não se importa com ética, com justiça, haverá de querer ao menos salvar a própria pele, pois este panorama sombrio de escassez de água já é uma realidade. E, neste contexto, muitos continuarão agindo de forma egoísta e tentarão burlar as restrições, porque jamais se buscou uma mudança de valores abrangente em favor de relações mais solidárias. Ao contrário, a cada dia educa-se mais para o consumo, para a competição que, segundo mentes necrosadas (ou a serviço de interesses escusos), é essencial para a sobrevivência humana. A atitude dos que vão violar as restrições causará revolta a todos. Não porque a maioria se preocupe com os danos que isto causará aos demais, mas por conta delas mesmas serem afetadas. Entre as pessoas que se revoltarão estarão as que hoje, egoisticamente, continuam consumindo produtos de origem animal (não só a carne), sem se importar com o dano que causam aos animais. E não se importarem com outros humanos é resultante do mesmo caráter. A matriz é uma só.
VIETNA gatos consumo473298 thumb m

Vietnã intercepta caminhão com milhares de gatos para consumo

Carne de gato é apreciada no país, apesar do consumo estar oficialmente proibido.

VIETNA gatos consumo473298

Milhares de gatos vivos, importados ilegalmente da China para o mercado vietnamita, foram encontrados pela polícia deste país, dentro de caixas empilhadas em um caminhão, anunciaram as autoridades. A carne de gato, conhecido localmente como o “pequeno tigre”, é apreciada no Vietnã, apesar do consumo estar oficialmente proibido. O caminhão, interceptado na terça-feira, tinha quase três toneladas de gatos. O motorista confessou que comprou os animais na província chinesa de Quang Ninh, perto da fronteira com o Vietnã.

Aparentemente os gatos estavam destinados aos restaurantes de Hanói, segundo a polícia. “Não sabemos o que fazer com eles, são muitos”, disse um policial. A lei afirma que os produtos de contrabando devem ser destruídos. Dezenas de restaurantes servem carne gato em Hanói, onde é pouco frequente observar algum felino livre nas ruas, já que os proprietários temem roubos. A carne de cachorro também é muito apreciada.

A alfândega confisca regularmente grandes quantidades de animais mortos, incluindo tigres, que também são utilizados na medicina tradicional vietnamita.

Fonte: Correio Gaúcho

Judaismo artigo copy

Perspectiva religiosa (judaica) contra o uso de peles e couro

Por Rabbi Dr. Shmuly Yanklowitz / Tradução de Sérgio Greif

Judaismo artigo

Qual é o preço de um belo casaco de couro? Ou de uma luxuosa estola de pele de vison? Ao passo que muitas pessoas pensarão nesses itens em termos monetários, tendo a vê-los além do preço da etiqueta, tentando ver o custo que esses itens tem para as criaturas vivas: a pele e o couro de animais usados simplesmente por vaidade.

De acordo com a International Society for Animal Rights (Sociedade Internacional pelos Direitos Animais), para se fazer um traje de peles se requer 400 esquilos, 240 arminhos, 200 chinchilas, 120 ratos-almiscarados, 80 zibelinas, 65 visons, 50 martas, 30 guaxinins, 22 linces vermelhos, 12 linces ou 05 lobos. Ao contrário da imagem que muitas pessoas tem, a maioria desses animais que fornecem peles não são capturados na natureza com armadilhas de aço que esmagam suas pernas. Ao invés disso, cerca de 85% de todos os retalhos de pele provém de fazendas cujo sistema lembra muito a indústria da carne em sua crueldade.

A carnificina anual da indústria de peles é assombrosa. Aproximadamente 1 bilhão de coelhos e 50 milhões de animais criados em fazendas são mortos anualmente; mesmo cães e gatos são vitimas da indústria de peles, principalmente na China e outros mercados asiáticos. Os métodos utilizados na execução desses animais para preservar sua pele inclui eletrocução, envenenamento por emissões veiculares, ou simplesmente atordoando os animais e tirando sua pele antes que tenham chance de reagir.

De acordo com o Fur Information Council of America (FICA), a maior associação de comerciantes de pele, cerca de 70% dos US$1,39 bilhões de vendas de retalhos de pele em 2013 eram de vison, pequenos mamíferos carnívoros semi-aquáticos. Em 2009, cerca de 300 fazendas de pele norte- americanas (apenas o Wisconsin possui 71 fazendas, Utah possui 67) mataram 3 milhões de visons. Os visons são mantidos em gaiolas apenas ligeiramente maiores do que seus corpos pela duração de suas vidas. Devido a essas condições severas, cerca de 3 em cada 10 visons criados em Utah são portadores da incurável doença viral aleutiana (plasmocitose), e cerca de 1 em cada 5 morrem dessa doença antes de serem abatidos. Além disso, o cruzamento seletivo, utilizado principalmente para criar cores de pele exóticas e não naturais levaram a irreparáveis defeitos genéticos que colocam esses animais em estresse ainda maior.

De acordo com a FICA, a venda de peles aumentou cerca de 10% de 2012 a 2013, cerca de um quinto das mulheres norte-americanas possuem um casaco de peles e mais da metade delas tem idade inferior a 44 anos, sendo o maior mercado a cidade de Nova Iorque. A indústria parece estar em ascensão, e o número de desenhistas que tem utilizado pele em suas coleções aumentou substancialmente, de cerca de 42 uma geração atrás, para cerca de 500 em 2014.

Embora a tolerância pela pele esteja em ascensão, a exposição da crueldade na produção de pele resultou em progressos, embora pequenos. Fotografias do assassinato de filhotes de foca no Canadá, por exemplo, levaram ao banimento na importação de pele de foca nos EUA em 1972 e na União Europeia em 2009, e hoje apenas o Canadá e a China (que importa pele de bebes foca da Namíbia) permitem a importação de peles de foca. Isto pode ajudar a explicar porque que o número global de mortes de bebes foca canadense caiu nos últimos anos. Adicionalmente, desenhistas prestigiosos e celebridades continuam a propagar a mensagem anti-peles, e em 2014, o Mahiki, um dos mais exclusivos clubes noturnos de Londres, adotou um código de vestimenta para banir clientes que utilizam peles.   

No pensamento judaico, o conhecimento compele à ação. Rabbi Chaim Dovid Halevy, o grande Rabino-Chefe Sefaradita de Israel durante o século XX e vencedor do desejado Prêmio Israel, estabeleceu em 1992 que os judeus devem evitar vestir peles devido à proibição de tza’ar baalei chaim – causar dor aos animais. Ele prossegue explicando que há já fazendas que adotam diferentes procedimentos, mas mesmo matar sem tza’ar baalei chaim é proibido se não compelido pela necessidade humana (tzorech chiyuni).*” Ele finalmente estabelece que uma pessoa não pode usar pele, mesmo que por um motivo religioso.

Ademais, Rabbi Shlomo Pappenheim estabelece que “devido à grande discussão pública sobre a necessidade de suspender a dor desnecessária aos animais**, vestir o shtreimel (chapéu de pele utilizado pelos judeus hassídicos casados) atualmente se constitui em um Chilul Há’shem – uma profanação do nome de D’us”***

Com efeito, uma das cinco proibições para os judeus em Yom Kippur (Dia do Perdão) é de não vestir sapatos de couro (a proibição está contida em Yoma 73b ****). Rabbi Isaiah Horowitz, que ficou conhecido como Shelah Hakadosh, um místico do início do século XVII, sugeriu em seus comentários sobre a benção sh’asa li kol tzarki ***** que a razão pela qual não vestimos couro em Yom Kippur está enraizada em nosso compromisso com a compaixão. Ele baseou seu argumento no Salmo 145:9: V’rachamav al kol maasav  – a noção de que D’us é compassivo para com todas as criaturas. Em Yom Kippur, reconhecemos que somos todos pecadores e que não podemos comparecer perante o Criador em boa consciência, pedindo por sua compaixão, se não estamos em estado compassivo. Indo além, o Shelah sugere que não são meros humanos que possuem o domínio sobre o reino animal, mas seres humanos divinos. Assim, em Yom Kippur, os pecadores não tem o direito de se beneficiar dos animais de qualquer forma.

Há um costume judaico de se dar uma benção quando uma pessoa está vestindo um traje novo pela primeira vez, mas Rabbi Moshe Isserles (o Rema) estabeleceu que isso não se aplica quando o novo traje ou calçado é feito de pele ou couro, já que sua criação necessitou da morte de um animal e nós devemos imitar D’us cuja “compaixão se estende por toda Sua obra,” (Shulchan Aruch, Orach Chaim 223:6).

Nachmanides ensinava que aqueles que matam grandes animais são mais prováveis de desenvolverem tendências cruéis (comentário de Deuteronômio 22:6). Aquele que permite essa morte adquirindo (a carcaça, a pele, o couro, a carne . . .) deve ser visto como aquele que mata o animal. Quando vestimos roupas fornecidas por uma indústria insensível à vida de seres sencientes, nós devemos  ponderar sobre sua posição ética. É nosso dever enquanto consumidores, mas mais ainda como pessoas sensíveis ao sofrimento dos vulneráveis, que nós abolamos essa crueldade, mediante a escolha do que vestir. Não é difícil comprar cintos sem couro para poupar os animais do sofrimento desnecessário. Felizmente, hoje, possuímos alternativas de qualidade e com preços acessíveis ao couro e às peles.

Os Sábios ensinaram que os judeus devem ser rachmanim b’nei rachmanim, filhos compassivos de ancestrais compassivos (Beitza 32b). O mandamento deve permear todas as nossas ações, especialmente quando estamos atendendo às nossas mais básicas necessidades.  

 Rabbi Dr. Shmuly Yanklowitz é Director Executive do Valley Beit Midrash,  fundador e presidente do Uri L’Tzedek, fundador e CEO do The Shamayim V’Aretz Institute e autor de sete livros sobre Ética Judaica. De acordo com a Newsweek, Rav Shmuly é um dos 50 rabinos mais importantes dos Estados Unidos

*O conceito detzorech chiyuni, a legitimação da morte de um animal apenas nos casos de real necessidade humana, quando confrontado com o fato de que o consumo de produtos de origem animal não é uma necessidade vital humana, deveria ser suficiente para converter todos os judeus em vegetarianos, se o conceito fosse melhor trabalhado. (N.T.)

** Sofrimento desnecessário traz a pergunta de quais tipos de sofrimentos são necessários. A opinião do tradutor do artigo e do Olhar Animal é de que nenhuma forma de sofrimento imposwta ao animais é justificada pelo ponto de vista da ética. (N.T) 

*** Embora o autor não tenha utilizado a grafia G-d em seu artigo original, o tradutor resolveu adotar a grafia D’us na língua portuguesa. Trata-se de um costume judaico alterar a grafia da palavra Deus em todas as línguas, baseado no Terceiro Mandamento (N.T.) 

**** Yoma, assim como Beitza, também citado no texto, são tratados presentes no Seder Moed, parte dos registros da literatura rabínica antigos conhecido como Talmud (Mishna). Ambos versam sobre as leis referentes aos feriados judaicos, especialmente o Yom Kippur. O texto também cita o Orach Chaim, primeiro livro do Shulchan Aruch, importante codificação da lei judaica.

***** Trata-se de uma benção matinal “Baruch Atah Ha ‘shem, Elokeinu Melech Haolam, Sh’asa li kol tzarki”, literalmente, “Bendito sejas tu D’us, Nossos D’us rei do Universo, que me fez tudo o que eu precisava” (N.T.).

Fonte: Jewish Journal

MG bh 1v12o4fisa 3pq1damjb0 file thumb

Ativistas protestam na porta de churrascaria em BH contra o abate de animais

Grupo questiona tortura de bovinos e gasto de água na produção de carnes.

Por Enzo Menezes

MG bh 1v12o4fisa 3pq1damjb0 file

Um grupo de defesa dos animais se reuniu na porta de uma tradicional churrascaria no bairro União, na região nordeste de Belo Horizonte, neste domingo (25), para protestar contra o abate de bovinos, suínos, aves e peixes para consumo humano.

Os ativistas chamaram a atenção dos consumidores para a exploração dos bezerros machos que dão origem ao corte “baby beef”. Os animais são confinados desde o dia em que nascem em gaiolas escuras, nas quais não conseguem se movimentar, até serem mortos com quatro meses de idade.

Com faixas e palavras de ordem, o grupo pede a conscientização das pessoas para reduzir o consumo de carne. Por sinal, em tempos de crise de abastecimento, os ativistas lembram que a pecuária é responsável por cerca de 30% do uso da água distribuída pelas companhias de saneamento.

Gabriela Vasconcelos, que ajudou a organizar a ação, afirma que os produtores de carne tratam os animais como se não fossem seres vivos.

— É uma ação pacífica de conscientização. Queremos passar informações sobre como é a produção, mostrar a crueldade por trás daquela comida. A carne de vitela é um absurdo, uma maldade e covardia com os bezerros. Eles confinam, maltratam e torturam os animais até a morte. Não há abate humanitário. Bife não dá em arvore. É uma produção é muito cruel.

A administração da churrascaria não se pronunciou sobre o protesto.

Fonte: R7 

Nota do Olhar Animal: Que protestos deste tipo se disseminem por todo o país, pois sem dúvida são uma importante ação de conscientização. Uma correção: a carne obtida da exploração de bezerros machos (os vitelos, descartados da indústria do leite) é a VITELA, resultante de um dos mais cruéis processos da indústria da morte. Sobre o tema, recomendamos a leitura do artigo de Sônia T. Felipe intitulado ‘O sofrimento das vacas e vitelos‘. O ‘baby beef’ não é obtido de bezerros, é um corte do miolo da alcatra subtraída de animais adultos e também conhecido por ‘coração’ ou ‘medalhão’ da alcatra. 
SP marilia bois0

Animal morre em Marília (SP) por desidratação em caminhão abandonado com 20 bois

Polícia acredita que bois tenham sido furtados. Outros animais estavam debilitados e foram levados para se recuperarem.

SP marilia bois1

Um caminhão carregado com vinte bois foi abandonado na Rodovia BR-153, entre Marília e Guaimbê (SP), nesta terça-feira (20). Um dos animais acabou morrendo por causa do forte calor e da falta de água. Este foi o segundo caso em dois dias na região Centro-Oeste Paulista.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os animais estavam debilitados e foram levados pelo Centro de Zoonoses de Marília para um galpão de um centro de exposições para se recuperarem da desitratação. O motorista do caminhão fugiu do local e a polícia suspeita que os animais tenham sido furtados ou roubados.

Até o final da tarde desta terça-feira, o motorista ainda não foi preso. O veículo com placas de Monte Castelo (SP) foi apreendido e levado ao pátio da PRF.

Onze mortes

Em Dois Córregos, cerca de trinta bois foram furtados de uma fazenda e encontrados na segunda-feira (19) dentro de uma carreta abandonada, usada pelos criminosos. Onze animais morreram e a polícia acredita que eles não tenham resistido ao forte calor.

Fonte: G1

Alemanha berlim moda copy

Semana da Moda de Berlim começa com protestos contra uso de pele animal

Três activistas da organização PETA participaram esta segunda-feira num protesto contra o uso de peles de animais pela indústria da moda, perto do local onde a passerelle está estendida para a Semana da Moda de Berlim.

 

Alemanha berlim moda

No primeiro dia da semana da moda alemã, três mulheres semi-nuas – apenas com lingerie e máscaras de raposa, coelho e ovelha – repetiram os protestos feitos em Janeiro de 2014 e posaram para os fotógrafos. Desta vez, nos cartazes, em inglês e alemão, lê-se: “Sinta-se bonita na sua própria pele e deixe os animais ficar com a deles”.

Pela Semana da Moda de Berlim, que começou esta segunda-feira e se estende até quinta-feira, entre 12 feiras e cem desfiles de moda, haverá três mil marcas representadas e vão passar 200 mil visitantes, estima a organização. Neste primeiro dia, a designer britânica Charlotte Ronson apresentou as suas propostas para o Outono/Inverno 2015.

Entre os convidados de primeira fila, contam-se a modelo Bar Refaeli, as actrizes Katie Holmes e Liz Hurley, a apresentadora de televisão alemã Sylvie Meis e a modelo alemã Eva Padberg.

Fonte: Life&Style (Portugal) / mantida a grafia original