Grupo de proteção aos animais faz protesto por mutirão de castração

Moradores de Tubarão, no Sul catarinense, fizeram manifestação na tarde de sábado (1º) para pedir apoio da prefeitura em um mutirão de castração de animais. Integrantes do grupo SOS Animais, que cuida da proteção de cães e gatos abandonados, solicitaram ao poder público que ceda o Centro de Controle de Zoonoses do município para realizar os procedimentos.

“Nossa ideia é diminuir o número de animais de rua. Que morrem atropelados, por veneno. Nós não queremos ajuda financeira, apenas um local adequado para castração”, afirmou Felipe Cabral, integrante do grupo. “Nós, a população, estamos dispostos a solucionar esse problema, que é de  saúde pública. Mas nós precisamos do local, e contamos com o poder público para isso”, reforçou Simoni Eduardo, também do SOS animais.

Segundo a prefeitura, o local não pode ser cedido. De acordo com a Lei 8.080 do SUS, locais  públicos obrigatoriamente precisam prestar serviço gratuito, informam. O mutirão conta com apoio de veterinárias de Florianópolis e teria o custo de 80 reais por castração de animal, bancada por voluntários e simpatizantes da causa.

A prefeitura ainda reforça que realiza esse tipo de procedimento com animais de famílias de baixa renda, após cadastro. Em abril deste ano, a prefeitura realizou um mutirão onde 100 animais, entre cães e gatos, foram castrados.

Fonte: G1 

‘Vaquinha’ banca mutirão de castração de animais carentes

Ativista faz campanha pela internet e consegue angariar fundos para esterilizar cães e gatos da comunidade do DER, em São Bernardo do Campo, SP.

Uma ativista de São Bernardo mobilizou internautas para arrecadar fundos e conseguir castrar 50 cães e gatos na comunidade do DER. A ideia de levantar ajuda pela rede é da jornalista Beatriz Levischi, 34, que mora próximo à comunidade e mantém há sete anos o Gatoca (www.gatoca.com.br), projeto independente de texto e imagem que ensina, diverte e inspira mudanças em prol dos direitos e bem-estar dos animais.

Além dos textos, que contam principalmente as peripécias dos dez peludos de Beatriz, o Gatoca já socorreu voluntariamente 87 bichos, entre cães, gatos e aves, e encaminhou a maioria para novos lares. A ideia agora é esterilizar os animais de uma das áreas mais carentes da cidade e evitar, nos próximos cinco anos, o nascimento de cerca de 13 mil filhotes (considerando a média de duas crias por ano), que provavelmente passariam fome e frio nas vielas da antiga favela.

“A cirurgia não serve apenas para impedir crias indesejadas, aliás. Ela deixa o bicho mais caseiro e carinhoso, acaba com a marcação de território e reduz absurdamente a chance de desenvolver câncer de mama, útero e próstata”, explica Beatriz.

As castrações serão feitas em fevereiro de 2015, por veterinários especializados em mutirões. Voluntários baterão de porta em porta na comunidade para explicar os benefícios e cadastrar os animais. Idosos e portadores de doenças pré-existentes receberão cuidados especiais. Haverá até aparelho de ressuscitação para emergência. Bigodes e focinhos voltarão para a casa com a dose do dia de antibiótico e anti-inflamatório e seus tutores receberão os contatos da equipe para tirar dúvidas.

A campanha foi lançada em agosto e ficou no ar até o inicio deste mês, em um site de financiamento coletivo, com o intuito também de angariar fundos para reforçar o trabalho educativo do blog. “Não há mudança no mundo sem investimento em educação e eu cansei de só enxugar gelo”, diz Beatriz. Os 240 apoiadores do projeto concordam com ela: as doações ultrapassaram os R$ 19,5 mil necessários à empreitada.

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Cão da enfermeira de Dallas acusou negativo no teste do ébola

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‘Os resultados dos testes mostram que o Bentley deu negativo para o vírus’, anunciaram as autoridades de Dallas, Texas, nos Estados Unidos. O cão será agora vigiado durante um período de 21 dias – tal como os humanos expostos ao vírus -, ao longo do qual será alvo de mais análises.

Bentley foi retirado do apartamento da enfermeira Nina Pham a 11 de outubro e será monitorizado, no mínimo, até 21 de novembro.

Os especialistas não têm a certeza se os animais podem contrair o vírus ébola a partir dos humanos, mas Bentley esteve isolado como medida de precaução, uma vez que a sua dona, Nina Pharm, foi contagiada. A enfermeira foi diagnosticada com ébola depois de ter tratado Thomas Eric Ducan, que acabou por morrer a 8 de outubro.

Em Espanha, perante uma situação idêntica, a decisão foi diferente. Apesar dos protestos, o cão da enfermeira Teresa Romero – que ontem foi declarada oficialmente livre do ébola – foi abatido.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal) / mantida a grafia original

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ONGs de proteção aos animais fazem protesto na Câmara de Rio Preto, SP

Protetores dizem que animais ficam sem comida no CCZ no fim de semana. Prefeitura de Rio Preto negou que isso ocorra no Centro de Zoonoses.

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Integrantes de várias ONGs de proteção aos animais fizeram uma manifestação nesta terça-feira (21) durante a sessão na Câmara de Vereadores de São José do Rio Preto (SP). Cerca de 50 pessoas foram para protestar contra o que chamam de maus-tratos a animais no Centro de Controle de Zoonoses.

Um representante das entidades usou o microfone da Câmara para acusar a prefeitura de cortar funcionários do centro aos fins de semana – o que, segundo as ONGs, deixa os animais sem comida e sem água.

A prefeitura negou que isso ocorra no local e disse que funcionários mantêm os animais alimentados a semana toda.

Fonte: G1

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Cachorro abandonado por medo de que tivesse ebola é adotado

Alguns tutores, com medo de que se sacrifiquem ou isolem seus animais de estimação, consultaram as sociedades protetoras sobre medidas legais.

Por Elisa Silió

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A escola canina Esga del Álamo (Madri) encontrou nova casa para um cão que ficou sem tutor por medo de que tivesse contraído o vírus do ebola. O cachorro – um macho de dois anos – passeava com Excalibur, mascote da enfermeira infectada Teresa Romero, que foi sacrificado na semana passada pelas as autoridades que temiam que estivesse incubando o vírus.

Muitos proprietários de animais de estimação entraram em contato com a escola demonstrando interesse pelo cachorro adestrado. “O tutor  veio até a escola com ele durante um mês e meio porque o cachorro era um pouco louco. E depois compareceu nos fins de semana a um workshop”, conta Juan Esteban, diretor. Tinham dois dias para encontrar um novo tutor e fizeram uma campanha no Facebook, compartilhada pro mais de 1.200 pessoas.

No final foi alguém chamado Luis, cujo cachorro havia falecido e do qual não se conhecem mais dados, que adotou o animal chamado de Tronco.

“Não era um cachorro abandonado. Seu tutor se preocupava muito com ele. Mas achou que estava colocando em risco a vida de sua família e entrou em contato comigo”, conta Esteban. “Eu o entendo, em parte, porque existe muita desinformação. Tentei convencê-lo de que se fosse perigoso já teriam entrado em contato eles”, prossegue em seu relato. A escola levou o cachorro ao veterinário. “Fizemos todos os testes que se pode imaginar. E durante 15 dias é preciso tomar sua temperatura.”

Nas associações protetoras de animais não constam mais casos de adoções, mas de pessoas alarmadas frente à possibilidade – que não existiu – de que as autoridades sacrificassem ou isolassem seus animais que tinham tido contado com Excalibur.

“Não sabemos de outros casos de cães abandonados, embora pela Rede corram muitas notícias”, explica Beatriz Ramos, secretária da Mascoteros Solidarios, a associação que foi tutora legal de Excalibur até sua morte por decisão de Javier Limón, o marido de Romero. “E menos agora que vimos que nos Estados Unidos não houve sacrifício de nenhum animal.” Ramos reafirma a intenção da Mascoteros de denunciar o Ministério da Saúde por maus-tratos.

Excalibur, até seu sacrifício na quarta-feira, não tinha apresentado sintomas de estar infectado. Além disso, os vizinhos que passeavam com seus cachorros na praça em frente ao prédio, lembram que sempre ia com mordaça, o que limita as possibilidades de que mordesse outros cães. “O marido é quem passeava mais com o cachorro do que ela. Como ele é muito forte, o homem levava mais facilmente. Como os dois cachorros são machos, sempre que nos víamos, tínhamos que nos afastar”, lembrava, na semana passada sua vizinha Sandra, de 18 anos, como eram os encontros de seu pinscher, Pongo, com Excalibur.

Outro vizinho, que encontrou Romero e seu cachorro na praça dias antes da enfermeira ser internada, acha que naquele momento já temia por sua vida: “Afastou-se de nós passeando com o cachorro, como se suspeitasse de algo.”

Fonte: El Pais

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Cão de funcionária com ebola nos EUA não será sacrificado

Na Espanha, o cachorro da enfermeira que foi diagnosticada com a doença não teve a mesma sorte.

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O cachorro de estimação da funcionária do Hospital Presbiteriano de Dallas, nos EUA, que foi diagnosticada com ebola no último domingo, não será sacrificado. O animal será mantido em lugar seguro para um eventual reencontro com sua dona. As informações são do USA Today.

Segundo a publicação, o cão permaneceu no apartamento da profissional de saúde depois que ela foi hospitalizada. Ele será enviado para um novo local para esperar pela recuperação de sua tutora.

De acordo com o prefeito de Dallas, Mike Rawling, o animal não será sacrificado. “O cão é muito importante para a paciente e nós o queremos seguro”, disse. O apartamento da funcionária passará por um longo processo para ser descontaminado.

Na Espanha, o cão da enfermeira que foi diagnosticada com ebola não teve a mesma sorte: o animal foi sacrificado e seu cadáver foi “colocado em um dispositivo de biossegurança selado e transferido para incineração em uma instalação de eliminação autorizada”. As informações são de um comunicado do governo de Madrid, divulgado pela agência AP.

De acordo com os funcionários espanhóis, o cão foi morto porque representava um risco de transmitir a doença para outros seres humanos. Por enquanto, não há nenhum caso documentado de ebola sendo transmitido de pessoas para cães – ou ao contrário. No entanto, um estudo sugere que os cães possam ter a doença e não apresentar sintomas.

O Ministério da Saúde espanhol disse, neste domingo, que a auxiliar de enfermagem, Teresa Romero Ramos, está com a saúde estável e mostra sinais de “ligeira melhora”.

Fonte: Terra

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Leishmaniose tem tratamento, mas medicamento é proibido no Brasil

Enquanto na Europa os cães infectados são cuidados com um remédio específico, por aqui, os tutores de animais são proibidos de importar o produto, e acabam com o cão sacrificado.

Por Daniela Costa

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Apesar de o tratamento para a leishmaniose visceral canina ser permitido na Europa e em vários outros país do mundo, no Brasil, a discussão é antiga, e provoca polêmicas. Segundo a liminar Nº 677, expedida em outubro de 2013, pelo Supremo Tribunal Federal, os tutores de cães infectados pela doença têm o direito de tratá-los. No entanto, uma portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), diz que o procedimento não pode ser feito com medicamento humano, nem com produto importado. Essas são as únicas formas de cuidar do animal doente. “Esses medicamentos não estão disponíveis no país. E não podem ser importados por não serem registrados no MAPA. Portanto, a portaria é totalmente contraditória”, explica o advogado Arildo Carneiro Junior, da ACJ dvocacia e Consultoria Jurídica.

Diante de tantas controvérsias, em janeiro de 2013, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou a vigência da portaria do MAPA, em resposta a uma ação movida pela ONG Abrigo dos Bichos, do Mato Grosso do Sul. “Com esse entendimento do tribunal, o tratamento pode ser feito através de autorização judicial, já que há precedentes”, explica o advogado. Segundo ele, a maior conquista, no entanto, é que os animais contaminados não podem mais ser recolhidos e sacrificados pelos centros de controle de zoonoses das cidades. “Desde que o proprietário tenha interesse em tratar o animal, ele tem o direito de buscar todos os recursos para fazê-lo”.

O que muitos desconhecem é que os verdadeiros vilões da doença, que afeta tanto humanos quanto animais, não são os cães, mas sim, o mosquito-palha. De difícil combate, ele se reproduz em locais onde existe abundância de material orgânico, como folhas, frutos, fezes de animais, entulhos e lixo. Além disso, ele é hemofágico, e se alimenta do sangue de humanos e animais, incluindo galinha, porco e cavalo. A doença também é transmitida de humano para humano. Para isto, basta que o mosquito infecte alguém e, em seguida, pique outra pessoa.

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No Brasil, a grande discussão, no entanto, gira em torno do sacrífico dos cães infectados e não exatamente do combate efetivo ao vetor. “Os cães são o reservatório para que a infecção se perpetue e, mesmo após o tratamento, continuam sendo fonte de transmissão”, dizo médico epidemiologista Unaí Tupinambás. Em contrapartida, a eutanásia é contestada por especialistas que garantem que a matança de cães não diminui o índice de contágio da leishmaniose. E afirmam que, dos 88 países do mundo onde a doença é endêmica, o Brasil é o único que utiliza a morte dos cães como instrumento de saúde pública.

“A leishmaniose visceral tem controle, tem tratamento eficaz e, portanto, não é necessário fazer a eutanásia do animal, exceto em casos específicos”, explica o veterinário Leonardo Maciel, da clínica Animal Center. Precursor do tratamento da leishmaniose visceral canina em Belo Horizonte, há 20 anos o médico estuda a enfermidade e garante que a campanha feita pelo poder público incentivando o sacrifício dos cães contaminados, como forma de controlar a endemia, surtiu efeito contrário. “O tiro saiu pela culatra. A campanha foi totalmente ineficaz e provocou pânico na população. Hoje, nossa cidade é uma das que mais sofrem com a doença no Brasil. Isso porque inúmeros animais foram abandonados nas ruas, sendo contaminados e se tornando transmissores, e, ao mesmo tempo, se reproduzindo”.

Como o vetor da doença permanece presente nos ambientes não dedetizados, os novos cães adquiridos para suprir a falta dos que foram perdidos acabam sendo contaminados, e, consequentemente sacrificados ou abandonados. “Definitivamente, o problema da leishmaniose não é o cão, e sim o mosquito”, afirma Maciel.

MG bh 20140508190840656892iEnquanto a importação de medicamentos veterinários como o Glucantime – indicado para o tratamento da leishmaniose canina – não é liberada, os proprietários seguem fazendo de tudo para salvar seus animais de estimação. “A doença é um tabu que precisa ser quebrado. Se é para combater algo, vamos combater sua origem, que é o mosquito-palha”, diz a empresária Márcia Resende Carvalho. Em 2003, a empresária comprou uma briga com o poder público para poder tratar o poodle Nicolau. “Lutei muito para que ele não fosse sacrificado, e consegui. Ele viveu bem por muitos anos até falecer por outros motivos. Temos o direito de tratar nossos animais”.

Fique por dentro

  • Leishmaniose – também conhecida como calazar, a contaminação em seres humanos e animais ocorre através da picada da fêmea do mosquito Lutzomyia longipalpis, mais conhecido como mosquito-palha ou birigui
  • Sintomas no ser humano – febre prolongada, perda de peso, falta de apetite e aumento do fígado e baço. Se não tratada a tempo, a leishmaniose visceral tem alto índice de mortalidade em pacientes imunodeficientes portadores de doenças crônicas
  • Sintomas no cão – lesões de pele, perda de peso, descamações, crescimento exagerado das unhas e dificuldade de locomoção. No estágio avançado, o mal atinge fígado, baço e rins, levando o animal ao óbito

Prevenção

  • Fazer a retirada de qualquer tipo de material orgânico como folhas, fezes de animais, entulhos e lixo, onde o mosquito possa se reproduzir. A borrifação química é fundamental em áreas endêmicas
  • Uso de repelentes, coleira própria contra a leishmaniose, vacina específica, higienização do animal e do ambiente
  • A vacina Leishmune, aliada a outros métodos preventivos, reduz a chance de contaminação do animal e enfraquece o protozoário em cães já contaminados, diminuindo a chance de transmissão

Tratamento

O custo médio do tratamento é de R$ 1 mil, variando de acordo com o peso do animal. Inclui sessões de quimioterapia, feita por meio de medicação venal aplicada através de soro, e medicação oral. Exige o comprometimento do tutor em seguir as orientações veterinárias à risca, com realização de checape periódico e manutenção de alimentação específica com baixo teor de proteína.

Fonte: Encontro

Nota do Olhar Animal: A questão da leishmaniose expôs mais uma vez a incompetência, o despreparo e a ética pobre das autoridades sanitárias do país, especialmente no tocante a questão das zoonoses, ao enfrentarem a propagação da doença com o extermínio de cães. Por outro lado, sabendo que boa parte dos órgãos públicos estão loteados entre as grandes corporações privadas, há que se pesquisar que interesses estão por trás da proibição do medicamento que poderia já estar salvando milhares de vidas.

Da castração de cadelas e gatas prenhes

Da castração de cadelas e gatas prenhes

A castração de machos e fêmeas de cães e gatos é um ato de amor, sendo benéfica para o animal, seus tutores e para a sociedade (sendo que nesse último caso evita-se a formação de excedentes de populações animais, que provavelmente serão abandonados à própria sorte e exterminados em centros de controle de zoonoses). Portanto, quem castra animais deve ter todo o nosso respeito.