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Índia: Após petições, Tribunal promete reavaliar leis que permitem exterminar cães ‘que incomodam’

Por Harish V. Nair / Tradução de Flávia B. Bannister

A decisão mais recente do Supremo Tribunal da Índia pode vir como um enorme alívio para protetores de animais (e os próprios cães), já que o tribunal concordou em rever a regra que permite representantes das municipalidades decidirem matar cães ‘incômodos’.

Uma divisão do Supremo Tribunal, encabeçada pelo juiz Dipak Misra, disse que o dever deles seria “acabar com anomalias e incongruências”.

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O fato alimentou a esperança de muitas ONGs, incluindo a Defense of Animals (Defesa dos Animais), Citizens for Animals (Cidadãos pelos Animais), Friendicose, Compassion Unlimited (Compaixão Ilimitada), já que a decisão do juiz parecia ser favorável, pois ele afirmavar repetidamente: “O cão é o amigo mais fiel do homem por séculos”. Nós precisamos lidar com essa questão de acordo com a Constituição. As regras sobre as várias formas de se fazer a eutanásia canina e quando aplicá-las, precisam de revisão”.

O ‘Ato Municipal’, em vários estados do país, dá aos representantes locais discrição suficiente para exterminar cães quando receberem uma reclamação.

Porém, o ‘Ato Central’ sugere algo diferente.

As normas do The Animal Birth Control Rules – ABC (Regras de Controle de Nascimento Animal), formuladas dentro do ‘Ato de Prevenção da Crueldade contra os Animais de 1960’, determina apenas a eliminação de cães doentes (com raiva), com doenças incuráveis ou fatalmente feridos.

Quando se refere aos ‘cães que causam incômodos’, o Ato destaca: “quando houver uma reclamação, o conselho de bem estar animal deve recolher o cão para castração”.

No dia 23 de Janeiro de 2009, o Supremo Tribunal impediu que um julgamento do Alto Tribunal de Bombay fosse cumprido, pois este permitia que autoridades municipais de Maharashtra matassem cães de rua que incomodavam os moradores.

O Conselho disse no seu apelo que, a não ser que o termo ‘incômodo’ fosse claramente definido, a ordem do Alto Tribunal não poderia ser implementada.

O maior número de casos de mordidas de cães relatado foi de 4.388, na região corporativa municipal ao norte de Delhi, enquanto no sul e leste corporativos, os números foram 2.695 e 1.700 casos, respectivamente.

Pesquisa

Uma pesquisa realizada por autoridades locais revelou que existem 312.000 cães de rua na cidade de Delhi. A proporção dos sexos é de 51:49 (184.000 cães machos e 128.000 cães fêmeas).

Os passos para controlar a reprodução falharam, uma vez que apenas metade deles são castrados. O advogado sênior Anand Grover, do Conselho de Bem Estar Animal, acredita que ‘incômodo’ é um termo subjetivo.

“Para alguns é um incômodo um cão latir. Porém, há outro lado nessa história: a maioria dos cães se comporta de forma encrenqueira porque as pessoas jogam pedras neles ou porque são submetidos a algum tipo de dor. A municipalidade não pode simplesmente recolher esses cães para eutánasia. Eles podem ser esterilizados,” argumenta.

A discussão para resolução do problema local foi adiada para o dia 25 de Março deste ano.

No começo de 2014, o Supremo Tribunal baniu o ‘Jallikattu’ – esporte para subjugar touros, praticado em Tamil Nadu como parte das celebrações do festival de Pongal.

Fonte: Daily Mail

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Ativistas pedem por mudanças no controle de animais em Lackawanna, EUA

Por Mark Belcher / Tradução de Larissa Herrera

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Uma superpopulação de gatos abandonados em Lackawanna, cidade do estado Nova Iorque, EUA, colocou moradores e ativistas dos direito animais em pé de guerra.

Durante assembleia pública na última segunda-feira (02/02), os presentes discursaram a favor dos, então apelidados, “gatos do bairro”, e sobre como eles estão sob a mira de ataques. Disseram também que as pessoas que cuidam deles têm sofrido assédios por alimentá-los e trata-los.

Segundo relatos, alguns gatos foram encurralados e, em alguns casos, sacrificados. Parte da vizinhança está pressionando por uma mudança na legislação local que permita o processo de capturar, castrar, vacinar e ‘devolver’ esses gatos.

“O que estamos tentando fazer não é para deixar as pessoas bravas, nem os vizinhos chateados”, comentou a ativista Linda Robinson. “É uma tarefa difícil, você deve fazer região, por região”, concluiu.

Líderes falaram que ainda não têm certeza sobre a necessidade de uma alteração na lei no atual momento.

“Estamos sendo solicitados a mudar uma lei de toda uma cidade baseada em apenas um caso”, complementou Hank Pirowski, presidente da Câmara Municipal de Lackawanna.

Pirowski finalizou afirmando que mais moradores serão ouvidos para descobrir o que a cidade deseja.

Fonte: WIVB

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Mil cães de Jales receberão coleira em prevenção a leishmaniose

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O combate a leishmaniose não cessa em Jales, SP. Após a reativação do Centro de Zoonoses, o município está recebendo nos próximos meses um projeto que ajudará ainda mais no combate a leishmaniose. Mil coleiras com repelentes a base de deltametrina serão colocadas em cães que se encontram em região de maior incidência da doença na cidade.

A coleira é atualmente a única medida eficaz que, comprovadamente, protege o animal da picada do mosquito palha, transmissor da leishmaniose, além de auxiliar no controle de carrapatos e pulgas. Distribuídas gratuitamente, a iniciativa consiste no encoleiramento em massa de cães e a coleta de sangue para diagnóstico da doença.

Segundo o veterinário do Centro de Zoonoses, Leonardo Aurélio Silva, dois mil cães estão sendo cadastrados por agentes e recebendo exame para análise. Jales é o primeiro município que utiliza um sistema informatizado de integração via tablet que cadastra o animal durante a coleta do sangue, armazenando as informações em um sistema, para posteriormente integrar os dados com o resultado dos exames.

A secretária de Saúde, Nilva Rodrigues, afirma que para evitar que os cães sejam infectados, a solução é preveni-los. “O encoleiramento em massa dos cães é a melhor solução para evitar com que fiquem doentes. Com essa medida, haverá uma consequente diminuição da incidência de casos de leishmaniose canina. É uma preocupação nossa e da prefeita Eunice Mistilides Silva – Nice”.

“Gostaria de agradecer a toda população que tem reconhecido a importância dessa ação. De nada adianta fazermos um programa de encoleiramento se as pessoas não adotarem outras atitudes simples para ajudar a combater a doença, como, por exemplo, a limpeza de quintais com a remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, uma vez que o mosquito que transmite a doença ao cão e ao homem coloca os ovos em locais ricos em matéria orgânica em decomposição. Hoje a leishmaniose é uma realidade no município e para que tenhamos condições de controlá-la, a participação efetiva e conscientização dos cidadãos são imprescindíveis”, destaca a secretária.

A ação está sendo desenvolvida por meio de uma subvenção do Ministério da Saúde para o cumprimento das ações pautadas pelo MS no controle à leishmaniose, objetivando diminuir a incidência da doença nos seres humanos e a prevalência canina. O projeto inédito ainda conta com a parceria do Instituto Adolfo Lutz, instituições e prefeituras da região. Apenas algumas cidades do país foram escolhidas para implantação do projeto, por análise do governo, de acordo com a gravidade da doença.

Fonte: Região Noroeste

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MP denuncia envolvidos em matança de cães e gatos em Bom Jesus, RS

Quatro servidores e ex-servidores da prefeitura foram indiciados por crime. Suspeitos espalharam veneno pelas ruas, concluiu investigação da polícia.

RS bom jesus cães mortosO Ministério Público (MP) denunciou os quatro servidores e ex-servidores  da prefeitura de Bom Jesus envolvidos no envenenamento de quase 130 cães e gatos no município da Serra do Rio Grande do Sul. O caso ocorreu em novembro de 2014.

Rafael Oliveira Silveira, Oberdan Callai Chaves, Luiz Fabiano Cardoso e Vinícius Nunes devem apresentar resposta à Justiça, que vai decidir se aceita ou não a denúncia do MP pelos crimes de maus-tratos, perigo – por espalharem produto tóxico em via pública – e associação criminosa.

Na época em que foram indiciados pela polícia, os quatro trabalhavam na prefeitura de Bom Jesus. Rafael secretário de Desenvolvimento Econômico. Ele abandonou o cargo e voltou assumir uma vaga na Câmara de Vereadores. A Justiça determinou a prisão dele com base no histórico do vereador, que também é acusado de dois homicídios de trânsito.

Oberdan e Luiz Fabiano foram exonerados dos cargos que exerciam na prefeitura. Vinícius, que nega envolvimento no caso, continua atuando na administração municipal. Quase 130 cães e gatos foram encontrados mortos entre os dias 19 e 20 de novembro do ano passado em várias parte da cidade.

Fonte: G1

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São João del Rei (MG) tem mutirão de castração para cães e gatos

Inscrições começam nesta quarta-feira (28), no setor de Zoonoses. Valor é de R$ 110 por animal, abaixo do mercado, segundo Prefeitura.

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Cães e gatos de São João del Rei, no Campo das Vertentes, poderão ser castrados neste sábado (31) e domingo (1º) em uma ação da Sociedade São Francisco de Assis de Proteção aos Animais em parceria com a Prefeitura.

A castração será realizada a partir das 8h no setor de Zoonoses, na Praça do Matosinhos. O valor a ser cobrado é de R$ 110 por animal, abaixo do ofertado no mercado, conforme informou a assessoria.

Os interessados devem fazer inscrição nesta quarta (28) e quinta-feira (29) no setor de Zoonoses, das 9h às 12h e das 14h às 17h. É preciso apresentar cópia do documento de identidade do dono e declaração de renda mensal até dois salários mínimos.

Fonte: G1

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Esterilização de capivaras da Pampulha é confirmada e será feita pela UFMG

A Secretaria de Saúde de Belo Horizonte vai formalizar um termo de cooperação técnica com a UFMG para que funcionários façam a ligadura de trompas das fêmeas e a vasectomia nos machos. 

Por João Henrique do Vale

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A esterilização das capivaras da Lagoa da Pampulha deve ser feita por técnicos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em reunião no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), nesta segunda-feira, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) confirmou que o procedimento será feito nas 46 capivaras capturadas na orla do manancial e que hoje estão em um parque da cidade. A preocupação das autoridades é a proliferação dos animais e do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, e que vivem no dorso dos animais. Dos roedores que estão presos, 28 já apresentaram contaminação pela doença. 

A medida já tinha sido discutida por causa da superpopulação de capivaras na região. O exemplo usado foi de Viçosa, na Zona da Mata, que fez a esterilização dos animais que também invadiram o município. Antes de realizar o procedimento, que ainda não tem data para começar, a Secretaria de Saúde de Belo Horizonte vai formalizar um termo de cooperação técnica com a UFMG para que funcionários façam a ligadura de trompas das fêmeas e a vasectomia nos machos. O documento será avaliado, ainda, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

As ações para a captura das capivaras começou em setembro do ano passado. Ao todo, 46 roedores foram capturados e levados para o Parque Ecológico da Pampulha. Os animais passaram por exames, e 28 apresentaram contaminação pela bactéria causadora da febre maculosa. São elas que irão passar pelo procedimento. 

Durante a reunião no MP, onde estiveram presentes representantes das secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente, entre outros órgãos, a prefeitura informou que ainda não há um prazo para começar as esterilizações.

Alerta contra carrapatos continua

Enquanto os trâmites burocráticos para o procedimento não são concretizados, a Secretaria de Saúde continua a campanha para alertar a população para os riscos de contaminação na orla da Lago a da Pampulha. “Vamos continuar a divulgar para a população a existência do carrapato. Temos que alertar que não é apenas na Pampulha que eles estão. Em locais onde há cavalos, hospedeiros prediletos deles, e cachorros também pode ter febre maculosa”, explica Maria Tereza da Costa Oliveira, gerente de Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde. 

Algumas medidas já estão sendo tomadas pela secretaria na orla da lagoa para evitar a proliferação dos carrapatos. “Na verdade, o controle ambiental nestes locais onde está identificado a presença do parasita já está ocorrendo. Estamos fazendo o corte da grama e instruindo as pessoas. Neste período chuvoso não é tão infestado, mas temos que manter a área bem aparada e a população informada”, comentou Maria Tereza. 

A secretaria informou que nenhum caso de febre maculosa foi registrado em Belo Horizonte nos últimos meses. Um caso suspeito que surgiu na capital mineira foi descartado. “Tivemos um caso suspeito que já foi descartado. Fizemos um exame no princípio do mês, que deu negativo. Repetimos 14 dias depois e o resultado saiu na terça-feira”, disse. 

Veja as dicas da Secretaria de Saúde

– Evite frequentar áreas infestadas por carrapatos; 
– Examine seu corpo cuidadosamente a cada duas horas pelo menos, porque o carrapato necessita de algum tempo aderido à pele para transmitir a bactéria;
– Verifique atentamente o corpo das crianças; 
– Atividades que envolvam o contato direto com o cavalo, sejam de lazer (equitação, cavalgada e equoterapia) ou trabalho, requerem especial atenção; 
– Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado em sua pele. Se possível utilize luvas e pinças. Evite esmagar os carrapatos para não se contaminar; 
-Caso tenha sido picado por carrapatos e apresente sintomas da doença (febre alta, dor de cabeça, dor no corpo), procure imediatamente o serviço de saúde e relate este contato ao médico, para que ele possa avaliar a possibilidade de ser um caso de febre maculosa.

Fonte: Estado de Minas 

Nota do Olhar Animal: Sobre as dicas, vá mais longe: não explore os cavalos. Bom para você e, principalmente, bom para eles.
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Projeto para combater o calazar encoleira cães em bairros de Gurupi, TO

Próximo setor a receber o encoleiramento será o Sol Nascente. Previsão é de que quatro mil cães sejam encoleirados em 2015.

As ações de combate e prevenção contra a leishmaniose visceral, o calazar, está sendo feito em vários bairros de Gurupi, sul do Tocantins. Este trabalho faz parte da segunda etapa do projeto-piloto do Programa Federal de Controle da Leishmaniose Visceral – Calazar realizado em outras cidades do país que está encoleirando cães.

O próximo bairro a receber o encoleiramento dos cães será o setor Sol Nascente. Os profissionais do CCZ estarão atendendo de 29 a 31 de janeiro, no Colégio Estadual Dr. Joaquim Pereira da Costa, das 8 às 12h, sendo que no dia 31 de janeiro, o horário será estendido até as 16h. No setor a previsão é que mais de 700 cães irão receber o assessório.

Para realizar o encoleiramento, o morador deve ir até o local onde os agentes do Centro de Controle de Zoonoses irão colocar as coleiras nos animais. O dono do animal deve apresentar o comprovante de endereço e no local os animais serão cadastrados para que seja feito um acompanhamento da saúde dos cães.

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O coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Henrique Alencar Araújo, conta com o apoio da população para que a leishmaniose seja controlada no município. “Estamos passando pelos bairros onde os índices foram mais altos da doença e esperamos ter a adesão da população para haver uma queda no número de cães e humanos doentes com o calazar”, esclarece.

Na primeira etapa do encoleiramento de cães ocorrida em maio de 2014 foram disponibilizadas duas mil coleiras. Este ano, segundo a previsão da Prefeitura de Gurupi, o número deve chegar a quatro mil, sendo que o setor Parque das Acácias foi o último bairro a receber o projeto nesta segunda-feira (26). Ao todo quase 250 animais receberam o encoleiramento.

Segundo levantamento feito pela Secretaria de Saúde de Gurupi, dez pessoas contraíram calazar em 2013 e seis em 2014.

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É indicada para o controle do mosquito transmissor do calazar (leishmaniose visceral canina), moscas e como auxiliar no controle de carrapatos e pulgas. As coleiras são distribuídas gratuitamente pelo CCZ em parceria com o Ministério da Saúde.

Fonte: G1

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Cientista busca criar contraceptivo para cães e gatos para evitar cirurgia

Pesquisador de Harvard quer usar nova tecnologia de vacina em castração. Organização americana financia pesquisas na área desde 2008.

Por Mariana Lenharo

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Um cientista da Universidade Harvard que tem se dedicado ao desenvolvimento de uma vacina que visa prevenir o surgimento de câncer resolveu ampliar sua área de atuação. A partir de agora, vai buscar uma vacina capaz de funcionar como método contraceptivo permanente para cães e gatos. A ideia é que a estratégia possa substituir a cirurgia de castração, muito cara e invasiva.

O bioengenheiro David Mooney, professor da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas e membro do Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia da Universidade Harvard, acaba de receber um financiamento de US$ 700 mil de uma organização não-governamental para trabalhar no projeto.

“Eu tenho cachorros e gostaria de ter uma alternativa à cirurgia para castrar os animais”, disse Mooney, em entrevista por e-mail. Mas, além de seu amor pelos bichos, o cientista tem uma outra motivação: o projeto também pode ajudá-lo no desenvolvimento da vacina contra câncer. “Também estamos interessados em explorar diferentes aplicações para nossas tecnologias de vacinas, e esta é uma aplicação muito interessante.”

Por que ainda não há contraceptivos caninos?

Mas, se os anticoncepcionais para humanos começaram a se popularizar em forma de pílulas já na década de 1960, por que ainda não há contraceptivos caninos ou felinos? Mooney esclarece que o princípio da contracepção em animais é bastante similar ao dos humanos. O problema é que, no caso dos animais, é preferível adotar um contraceptivo permanente, em vez dos métodos temporários geralmente adotados pelos humanos.

“Seria muito difícil dar contraceptivos orais temporários para animais, e praticamente impossível para animais de rua. Por isso, a abordagem humana para contracepção poderia funcionar para os animais em uma perspectiva científica, mas não é prática”, diz Mooney. “Por essa razão, a cirurgia é usada em animais, mas ela é muito difícil e cara para se fazer em cães e gatos de rua. Uma contracepção permanente obtida a partir de uma vacina seria muito mais viável.”

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Anticorpos contra reprodução

A estratégia a ser adotada por Mooney e sua equipe envolve o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), que regula a liberação de hormônios que controlam a reprodução, tanto em machos como em fêmeas. A ideia é usar a tecnologia das vacinas de imunoterapia – já em desenvolvimento contra o câncer – para estimular o sistema imunológico do animal a produzir anticorpos contra o GnRH, inibindo o processo reprodutivo.

Seu projeto para encontrar uma vacina contra o câncer ainda está em um estágio muito precoce, segundo ele. Mas o objetivo é estimular o sistema imunológico a atacar as células cancerígenas e fazer o indivíduo desenvolver uma resistência contra elas.

Ele enfatiza que a tecnologia usada para os dois projetos é bem parecida. “Nos dois casos, precisamos carregar o antígeno e ativar um grande número de células imunes chamadas ‘células apresentadoras de antígeno’ para gerar uma resposta imunológica efetiva.”

ONG quer fim de animais sacrificados

A iniciativa é financiada por uma ONG americana que busca reduzir o número de animais sacrificados em abrigos. A ONG Michelson Found Animals Foundation já destinou US$ 14 milhões em financiamento de pesquisas com o objetivo de criar um anticoncepcional para cães e gatos.

A organização também vai pagar US$ 25 milhões para a primeira instituição que conseguir um método anticoncepcional não invasivo, que seja permanente e que tenha baixo custo

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Fonte: G1

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Prefeitura de São Roque inicia ‘Campanha de Castração’ para fêmeas no CCZ

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A Prefeitura de São Roque iniciou nesta semana, por meio do Serviço de Controle de Zoonoses, o programa de castração gratuita de cães e gatos “fêmeas”. Os interessados devem comparacer no SCZ, portando RG, atestado de moradia e de rendimentos (até R$ 2.000,00).

Para outras informações sobre a iniciativa, que tem término previsto para o segundo semestre, basta entrar em contato pelo telefone (11) 4784-8551 . O SCZ fica no interior do Paço Municipal, na Rua São Paulo, 966 – Taboão. “A castração, evita que filhotes sejam abandonados nas ruas e que sofram maus-tratos. A Prefeitura vem fazendo o seu papel no que diz respeito ao animais, e novamente iniciamos uma importante campanha”, destaca o prefeito Daniel de Oliveira Costa.

Castrar ou não castrar o bichinho?

A castração é um procedimento de retirada dos testículos dos machos e dos ovários e do útero das fêmeas e não se limita apenas na conseqüência do controle populacional. A cirurgia evita também que os pets apresentem tumores de próstata e de mama, além de ajudar a moldar o comportamento dos bichinhos em relação à agressividade e à demarcação de território.

Nas cadelas não castradas, a incidência de câncer de mama é de 26%. Se castradas antes do primeiro cio, a incidência cai para 0,5%. Já nas gatas, a castração antes dos seis meses de vida previne 90% dos tumores de mama. Não há limite de idade para que um animal possa ser castrado. Os tutores que temem pela vida de seus animais dentro de um centro cirúrgico, podem ficar tranqüilos, o procedimento nas fêmeas é feito com apenas um pequeno corte no abdômen, pois não invade a cavidade abdominal.

Momento certo: Para que a prevenção ao câncer seja maior, o ideal é que a castração seja feita antes da maturação sexual dos pets:

Cães: Machos – antes dos oito meses de vida (raças de pequeno porte); antes de 12 ou 14 meses (raças de grande porte); Fêmeas – antes dos seis meses de vida.

Gatos: Machos – antes dos oito meses de vida; Fêmeas – antes dos seis meses de vida.

Observação: Uma cadela com filhotes recém-nascidos precisa esperar de 30 a 40 dias para ser castrada. Para gatos, o procedimento exige mais rapidez, pois, enquanto as cadelas entram no cio a cada seis meses, uma gata pode ficar prenha ainda durante o período de amamentação.

Fonte: JE Online

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Esterilização de capivaras pode dar certo em BH, diz especialista

Método que deve ser usado em Belo Horizonte foi aplicado com sucesso na Universidade Federal de Viçosa e possibilita que os animais voltem para o meio ambiente

Por Cristiane Silva

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A esterilização de capivaras, solução anunciada pela Prefeitura de Belo Horizonte para a situação dos animais que vivem na Lagoa da Pampulha, já foi aplicada, com sucesso, na cidade de Viçosa, na Zona da Mata. A decisão foi tomada em uma reunião com representantes da prefeitura, do Ministério Público de Minas Gerais e técnicos, quando foi apresentado o projeto realizado na Universidade Federal de Viçosa (UFV) que enfrentou o mesmo problema há alguns anos. A ação foi coordenada pelo professor do Departamento de Veterinária da universidade, Tarcízio Antônio Rego de Paula, que detalhou como foram realizados os procedimentos em entrevista ao em.com.br.

Ele explica que as capivaras que habitavam o campus de Viçosa vieram do Ribeirão São Bartolomeu, que é ligado ao conjunto de lagoas da universidade. Elas se reproduziram com facilidade e a população chegou a cerca de 100 animais, há cinco anos. Com os roedores, vieram os carrapatos. “Nós tivemos aqui também uma infestação grande de carrapatos nos gramados e ficou próximo do impraticável. A quantidade era tamanha que estava afetando as pessoas na pista de caminhada”, explica o veterinário. Além da comunidade universitária, moradores da cidade e turistas estavam expostos aos riscos ao passear pela área verde.

Especialista em reprodução de animais silvestres, Tarcízio montou uma equipe para trabalhar na criação de um plano de manejo dos animais. Inicialmente, cavalos foram usados como isca para os carrapatos no campus. Eles eram recolhidos no fim do dia e passavam por uma higienização, quando os carrapatos eram removidos. O procedimento foi bem sucedido. O próximo passo era tentar afastar os carrapatos das capivaras. Para isso, foi desenvolvido um colete que aplicava carrapaticida sobre a pele das capivaras. O equipamento, que valia por três meses, também diminuiu a presença dos parasitas nos roedores.

Outro procedimento fundamental foi a vasectomia dos machos e a laqueadura das trompas das fêmeas. “Isso é necessário porque não interfere no comportamento do animal”, explica Tarcízio Antônio. “Se você castrar um macho de capivara, ele perde a capacidade de reprodução, mas também perde a capacidade de manutenção do grupo e é substituído”, explica. Nessas situações, o novo macho dominante seria um animal fértil e outras capivaras poderiam se aproximar. Depois da cirurgia, os roedores voltavam ao habitat sem qualquer prejuízo ao comportamento. “Fato é que com a perda natural que acontece, tivemos uma redução enorme nesses quatro ou cinco anos que estamos trabalhando aqui. Hoje temos meia duzia de animais, mais velhos”, explica.

A medida tomada em Viçosa descartou a possibilidade do sacrifício dos animais ou do remanejamento para outras áreas verdes – o que poderia levar os carrapatos para outros locais, onde poderiam entrar em contato com outros animais (silvestres e domésticos) saudáveis. O professor informou, ainda, que se disponibilizou a oferecer um treinamento técnico aos profissionais da empresa que fizeram a captura das capivaras em BH para que eles possam fazer os procedimentos adotados no campus da UFV, como a cirurgia de esterilização. Em Belo Horizonte, 46 animais aguardam o procedimento em bretes localizados no Parque Ecológico, onde recebem alimentação e cuidados veterinários.

“É um conjunto de ações que eu acredito que se não solucionar pode diminuir bastante. Tudo deve ser feito a médio e longo prazo. Nós levamos de três a quatro anos para chegar numa quantidade de animais aceitável, mas tudo depende do engajamento e do investimento feito na ação, e na necessidade de resolver o problema”.

CONJUNTO ARQUITETÔNICO

Outra situação que preocupou as autoridades da capital é que os mamíferos estavam pisoteando e danificando as plantas dos jardins de Burle Marx, reformados em 2013. Uma das sugestões do especialista é que vigias se posicionem em locais estratégicos, acompanhados de cães, que podem afastar as capivaras. O uso de cercas com telas, mesmo que temporariamente, também foi sugerido.

FEBRE MACULOSA

Das 46 capivaras capturadas na Pampulha, 28 apresentaram contaminação pela bactéria causadora da febre maculosa. Para diminuir as chances de transmissão, a prefeitura está distribuindo folhetos com série de cuidados que devem ser tomados pelos frequentadores do local. O especialista da UFV considera a medida importante, mas ressalta que a manutenção dos animais é fundamental. “A única ação preventiva é a retirada dos carrapatos, que implica também na diminuição das capivaras. Essa é a ação que precisa ser focada”, afirma. “É uma ação importante, mas ela sozinha não vai diminuir o risco por si só”, finaliza.

Na semana passada, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que a prefeitura de BH está providenciando a realização dos procedimentos cirúrgicos nas capivaras, solicitação que será submetida ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Por telefone, o secretário de Meio Ambiente e vice-prefeito da capital, Délio Malheiros, disse que os procedimentos estão em andamento e que ainda não há previsão para a retirada das capivaras que estão nos bretes. Elas devem ser liberadas após esterilização. Ainda não se sabe se o método das iscas e os coletes com carrapaticidas serão utilizados.

Fonte: em.com.br