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Condutor de carro arrasta cachorro por avenida e causa revolta em moradores

Cena foi flagrada na manhã de domingo, mas polícia não conseguiu localizar condutor.

Por Gabriel Maymone

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Uma cena de maus-tratos aos animais (crime) foi flagrada por um morador de Naviraí (MS) e causou revolta. A imagem mostra um condutor de uma Belina amarela, placas de Naviraí (MS), arrastando um cachorro aparentemente morto por uma avenida da cidade.

A cena foi vista na manhã deste domingo (28), na Avenida Weimar Gonçalves Torres. A pessoa que fez as fotos acionou a Polícia Militar, que realizou rondas no local, mas não encontrou o suspeito.

Provavelmente o condutor do veiculo deve ter descartado o cachorro morto em algum mato a beira da estrada. A polícia trabalha para tentar localizar o proprietário do veículo e assim tomar as providencias necessárias ao caso.

Conforme o artigo 32 da Lei 9.605/98​ (que trata sobre crimes ambientais), praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos​ pode render pena de detenção, de três meses a um ano, e multa. ao autor.

Fonte: Correio do Estado (com informações do Ta na Mídia Naviraí)

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Após morte de cães envenenados, ONGs cobram delegacia de animais

Onze cães morreram envenenados e este foi segundo caso em 2014. Entidades protetoras reforçam necessidade de maior apuração da polícia.

Por Carolina Sanches

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Carnes envenenadas dentro de ONGs que cuidam de cães e gatos que foram retirados das ruas. Este é o cenário que assusta entidades protetoras dos animais em Alagoas. Neste ano, dois casos de envenenamento foram registrados no estado. O último aconteceu no dia do Natal, quinta-feira (25), no Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa), que registrou a morte de onze cães. As entidades também cobram o governo para que a delegacia de proteção aos animais, que está desativada há anos, volte a funcionar.

Todos os animais que apresentaram problemas de saúde estavam no mesmo canil onde foram achados, segundo os veterinários do Neafa, vestígios de alimento envenenado. A equipe de voluntários, que montou uma força-tarefa para tratar os animais, acredita que o veneno foi lançado por cima de muro que fica trás da sede.

Na manhã de sexta-feira (26), foi confeccionado um Boletim de Ocorrência para registrar o fato na Central de Flagrantes. O caso foi encaminhado ao 4º Distrito da Polícia Civil, que ficou responsável pelas investigações.

AL maceio img-20141112-wa0042Outro caso semelhante aconteceu em novembro quando sete cães do Projeto Acolher foram envenenados na sede da entidade, no bairro do Village Campestre II, em Maceió. Dos sete animais, cinco morreram. Eles comeram uma substância conhecida como “‘chumbinho”, cuja venda é proibida.

As mortes por envenenamento revoltaram entidades protetoras no estado principalmente pela falta de punição aos culpados. Segundo a fundadora e presidente do Projeto Acolher, Naíne Teles, a entidade prestou depoimento em delegacia, mas não recebeu resposta sobre as investigações.

“Os casos são revoltantes. Tivemos muito apoio da sociedade e órgão de proteção aos animais, mas da parte da polícia nada foi resolvido. Quando fomos na delegacia comum percebemos que não há um preparo para cuidar desse tipo de caso e também que a alta demanda prejudica a investigação”, falou.

saiba maisQuatro cães envenenados em ONG continuam em estado grave em ALChega a 11 número de cães mortos por envenenamento em MaceióNeafa denuncia morte de 8 cães por envenenamento em MaceióAnimais morrem por envenenamento no Village Campestre II, em Maceió

A situação registrada nas duas ONGs fez com que as entidades reforçassem a cobrança para a reativação da delegacia de proteção animal, que está fechada há anos em Alagoas. Em abril de 2011, o governo do Estado publicou uma Portaria, titulada como Lei Delegada 44, que, entre outras ações cria uma Delegacia Especializada no Combate aos Crimes Ambientais.

De acordo com a mensagem, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado, o órgão deverá integrar a estrutura da Delegacia da Polícia Civil do Poder Executivo e atender à reivindicação de instituições governamentais e não-governamentais, preocupadas com a conservação da natureza.

Segundo o projeto de lei, “a delegacia pretende instituir, prevenir, reprimir e diligenciar, no intuito de apurar a autoria e a materialidade das infrações penais previstas no Código Penal, na Lei de Contravenções Penais e nas leis especiais, com exclusividade em Maceió, e concorrentemente com a Delegacia da circunscrição do local onde ocorrerem as infrações praticadas contra o meio ambiente e o equilíbrio ecológico”, diz o texto.

AL maceio dsc00506Apesar da publicação da lei, ela nunca saiu do papel. Alegando haver necessidade de atuação policial para apurar a responsabilidade criminal dos infratores, entidades defensoras do meio ambiente e dos animais organizam um abaixo-assinado e participaram de uma audiência pública para discutir o problema.

Uma delas foi o Grupo Vida Animal de Maceió (GVAM), formado por voluntários que atuam há oito anos em ações em benefício dos animais. Para a presidente do grupo, Luceli Mergulhão, a falta de punição faz com que os casos aumentem. “Quando o culpado não é encontrado, isso acaba sendo um incentivo a que outros casos aconteçam. É revoltante ver esses absurdos com cães que estão dentro de ONGs e nenhum culpado é punido”, desabafou.

Luceli acredita que existe uma dificuldade para as pessoas denunciarem porque não sabem onde buscar ajuda. “A pessoa é encaminhada para fazer o BO, mas quando chega nas delegacias o caso, na maioria das vezes, não é apurado. Temos relatos de muitas situações que a pessoa não quis ser testemunha e por isso ele não seguiu adiante”, falou.

Outra integrante do GVAM, Mônica Brasil da Silva falou que o grupo está tentando entregar o abaixo-assinado ao governador eleito Renan Filho (PMDB). “Vamos tentar que a nova gestão reative a delegacia para que casos como esses de envenenamento não aconteçam mais”, disse.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que não há previsão para que a delegacia especializada seja implantada devido a deficiência de pessoal e operacional.

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Envenenamentos

O envenenamento dos cães do Neafa aconteceu na madrugada do dia 25. Voluntários denunciaram o envenenamento de 30 cães que estavam no canil da sede da instituição, que fica no bairro do Farol, em Maceió. Ainda no dia 25, oito animais não resistiram a dosagem do veneno aplicada nos alimentos jogados dentro do canil e morreram. Outros três animais morreram um dia depois.

Até a noite de sábado (27), quatro cães estavam em estado grave. Segundo informações da assessoria de comunicação do Neafa, os animais que foram envenenados comeram pedaços de carne que estavam misturados a alguma substância tóxica não identificada. O alimento teria sido lançado por uma pessoa, também não identificada, pela parte de trás do imóvel que abriga atualmente 77 animais.

No caso do Projeto Acolher, registrado no dia 12 de novembro desse ano, sete animais foram envenenados. Dos sete animais, quatro morreram no mesmo dia e um alguns dias depois. De acordo com Naíne Teles, nenhuma pessoa suspeita entrou na sede. Ela acredita que quem envenenou os cachorros deve ter jogado os pedaços de carne por cima do muro, já que ele é muito alto.

Fonte: G1

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Quatro cães envenenados em ONG continuam em estado grave em AL

De acordo com Neafa, onze animais morreram por envenenamento. Ao todo, 30 cães apresentaram sintomas e 16 tiveram alta.

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Quatro cães abrigados na sede do Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa), no bairro do Farol, em Maceió, continuam em estado grave na manhã deste sábado (27) após asuspeita de envenenamento que atingiu 30 animais da ONG. O caso foi registrado há dois dias e já ocorreram 11 mortes.

Todos os animais que apresentaram problemas de saúde estavam no mesmo canil onde foram achados, segundo os veterinários do Neafa, vestígios de alimento envenenado. A equipe de voluntários, que montou uma força-tarefa para tratar os animais envenenados, acreditam que o veneno foi lançado por cima de muro pela parte de trás da sede.

AL maceio neafa2 paula nunesSegundo informações da assessoria de comunicação do Neafa, a ONG fez, na manhã de sexta-feira (26), um Boletim de Ocorrência para registrar o fato na Central de Flagrantes. O caso foi encaminhado ao 4º Distrito da Polícia Civil. De acordo com o agente Cleber, as imagens da câmera da sede da ONG já estão com a Polícia Civil e um procedimento de investigação já foi iniciado.

Doações
A ONG resgata e trata de animais de rua para encaminhá-los para adoção. A veterinária Elisabeth Lima explicou que o Neafa esta recebendo muitas doações desde o dia 25, mas ainda está precisando muito da ajuda das pessoas.

“Nós precisamos de comida diferenciada, porque eles não conseguem comer ração ainda, como arroz para cachorro, fígado de frango e carne moída. Também precisamos de suplementos vitamínicos, jornais e tapetes”, informou a veterinária.

A entidade pede a quem puder fazer doações entre em contato pela rede social ou pelo telefone (82) 3221-0193.

Fonte: G1

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Polícia Civil alagoana investiga morte de animais por envenenamento

Caso será investigado pelo 7º Distrito Policial da Capital, delegacia localizada na área do Neafa, no bairro do Farol.

AL maceio 164764 ext arquivoA Polícia Civil de Alagoas instaurou inquérito policial nesta sexta-feira (26), para investigar mortes de animais do Neafa em Maceió.

Segundo uma veterinária que trabalha na instituição 11 animais foram localizados mortos no canil, após comerem pedaços de carne com substância ainda não identificada, o que gerou o envenenamento e consequentemente as mortes.

Ela explicou ao delegado da Central de flagrantes, Gilson Rego, que provavelmente o alimento foi jogado através do muro da instituição para cães, e que seis animais que também consumiram alimento, estão em observação.

O caso será investigado pelo 7º Distrito Policial da Capital, delegacia localizada na área da instituição, no bairro do Farol.

Fonte: Tribuna Hoje

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Animais são recolhidos após denúncias de maus-tratos em Santa Helena, PR

Na tarde de ontem (24), por volta das 15h30, compareceu na Polícia Militar de Santa Helena um homem relatando que recebeu diversas denúncias dando conta de que em uma residência, localizada na Rua Sergipe, havia vários animais abandonados, passando fome e sede há semanas.

Diante do fato, os policiais foram até o local, sendo confirmados os maus tratos relatados, onde foi encontrado três cães em estado esquelético, sem alimento e água, destes cães uma fêmea, que havia criado vários filhotes. No local também foi encontrado várias galinhas, garnizes, pássaros e frangos, que também se encontravam sem alimento e sem água.

Encontraram um cachorro e duas aves mortas, possivelmente morreram de fome e a propriedade estava com um forte odor de fezes dos animais.

Foi realizado diligencias para encontrar o responsável pelos animais, porém sem êxito, os animais foram recolhidos e levados todos para a ONG do município.

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Fonte: Correio do Lago

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Homem é multado em R$ 24 mil por maus-tratos de aves em Piratininga, SP

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Um homem foi multado em R$ 24 mil por praticar maus-tratos em aves silvestres, no domingo (21), na rua Anacleto Sgarbi Filho, no Jardim Panorama, em Piratininga (13 quilômetros de Bauru).

De acordo com a Policia Militar Ambiental, uma denúncia na sexta-feira (19) possibilitou o conhecimento de que oito aves estavam em péssimas condições de higiene e sem água, mas neste momento, não foi possível encontrar o tutor das aves.

A polícia voltou ao local no domingo (21) e encontrou o tutor, de 49 anos, que foi multado. Ele não tinha autorização para manter as aves em cativeiro e alegou não ter tempo de cuidar das aves. O homem foi liberado e responderá processo em liberdade, além da multa citada.

A Polícia Ambiental lembra que a prática de maus tratos é crime previsto no artigo 32 da Lei 9605/1998 – Lei de Crimes Ambientais em todo território nacional, sendo apenado com detenção de três meses a um ano, e multa administrativa com base na Resolução SMA 48/2014, no valor de R$ 24.000,00. Este valor pode ser dobrado caso haja morte durante os maus-tratos, por consequência destes, ou decorrente de recomendação médica-veterinária para eutanásias.

Mais informações e esclarecimentos sobre maus-tratos através dos contatos: e-mail 2bpamb2ciap5@policiamilitar.sp.gov.br ou pelos telefones: (14) 3203-2700 e 3203-3034.

Fonte: JCNET

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Cachorros de empresária são vítimas de maus-tratos na BA; um é morto a tiros

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Segundo a jornalista de Vitória da Conquista, Micheline Gusmão, tutora dos animais, tudo começou na manhã de hoje (18) quando uma cachorrinha de nome ‘Coração’ começou a passar mal. Ela a levou imediatamente ao veterinário. Ao voltar, abalada com o estado do animal, ela soube que outro cachorro seu havia sido vítima de maus-tratos; ‘Juca’, um cachorro que estava com ela há um ano e meio, havia sido atingido por um tiro. A tia de Micheline, Seul Gusmão, que reside no sítio onde ocorreu o caso, disse ter ouvido o barulho do disparo e foi se dar conta quando o cachorro apareceu ensanguentado.

Às vezes, os animais eram soltos no sítio e iam a propriedades vizinhas, porém nunca houve casos de maus-tratos ou até assassinatos, conforme disse Micheline.

Ao todo, eram sete animais cuidados no local, quase todos retirados das ruas; agora, são seis, incluindo Coração, que ainda está numa clínica veterinária sendo cuidada – ainda corre risco de morte.

De acordo com os moradores do local, é comum, na região, relatos de maus-tratos a animais. “O sentimento principal é de indignação, pois a gente pega esses animais que estão abandonados nas ruas e traz pra cá, cuida, e alguém faz uma maldade dessa. Eles podem ter saído, ido para outros sítios, mas atirar num bicho inocente, não…”, disse Micheline Gusmão.

Fonte: Blog do Rodrigo Ferraz

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Denúncias crescem 76% no Estado do Rio, mas crimes contra animais ficam impunes

Por Diana Figueiredo

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Animais não sabem denunciar e nem se defender, mas acabam sendo vítimas das mais variadas crueldades humanas. Abandono, fome e agressões são apenas alguns dos maus-tratos que a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) busca repreender. Para reforçar esse trabalho, no inicio do ano foi criado o Núcleo de Repressão aos Maus-Tratos de Animais, que conta com apenas dois policiais, mais viu as denúncias crescerem 76%, majoritariamente contra cães, gatos e cavalos.

Segundo o delegado da DPMA, Fernando Reis, houve também um aumento do número de ações de resgate. Somente de aves silvestres, foram 470 resgates no ano passado e 830 este ano, com 88 infratores identificados. O grande problema é a impunidade:

— Essa é uma discussão que a sociedade deve travar. As penas são brandas demais, de três meses a um ano de detenção, ou seja, ninguém é preso por esse crime — diz o delegado.

Na prática, o criminoso assina um termo de compromisso e é liberado. Segundo os policiais, a prática acaba incentivando aqueles que têm nessa prática um meio de vida, vendendo animais silvestres ou domésticos sem qualquer cuidado.

Atualmente, a maior parte do trabalho da DPMA é voltada para os animais, pois 70% das denúncias tratam de animais domésticos e silvestres. Somente este ano, segundo o chefe do Núcleo de Repressão aos Maus-tratos de Animais, inspetor Bruno Peres, foram recebidas mais de 500 denúncias que resultaram em 80 ocorrências. A impunidade preocupa os agentes, pois ninguém fica preso ou é condenado por maus-tratos aos animais.

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Acumuladores de animais

Muitos dos bichos acabaram com os donos por acaso como herança, ou a família compra o animal, mas não tem afinidade e passa a vê-lo como um transtorno. Contudo, a maior parte dos criminosos acumula dezenas e centenas de animais. Num dos casos, 245 cães, gatos e cavalos eram mantidos numa fazenda no Jacaré, na Zona Norte do Rio. Recentemente, um idoso foi preso com 130 gatos num apartamento na Tijuca. De acordo com os agentes, muitos resgatam os bichos nas ruas e acabam abandonando elas em casas ou terrenos tomados por fezes e sem alimentação.

— As pessoas sempre alegam que tratam bem. Jamais ouvi alguém que admitisse. Tivemos um caso recente de uma senhora em Olaria que alegou que sempre alimentava os seus cães, todos em pele e osso. Ao vê-la segurando um saco de ração os cães avançaram sobre ela e passaram a devorar a ração — lembrou o delegado.

E os maus-tratos também vitimizam muitos animais silvestres. Há também casos de jacarés com tiros na cabeça, capivaras feridas e pássaros silvestres transportados às dezenas em compartimentos mínimos.

— O ideal é as pessoas entenderem que os animais que compram ilegalmente nas feiras são sistematicamente vítimas de maus-tratos e muitos morrem antes de serem vendidos — alerta o delegado.

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Agentes adotam animais

Os agentes do Núcleo de Repressão aos Maus-Tratos de Animais, oficial de cartório Rafael Lobato e o inspetor Bruno Peres já presenciaram os mais diversos crimes contra os animais, e lamentam a impunidade.

— O meu único consolo é que conseguimos resgatar os animais — desabafa o inspetor Bruno Peres.

Ele mesmo não consegue ficar indiferente e já levou muitos animais para casa. Em 2013, ele adotou a cadela de um arquiteto no Andaraí, a Merreca. Ela vivia com um arquiteto que tinha herdado o animal dos pais.

— Ele achava que o cachorro estava velho e não cuidava. Ela tinha sarna e estava muito malcuidada. Com menos de R$ 30 eu tratei dela, que é saudável até hoje — conta o policial.

Outro caso marcante para a dupla foi de um cachorro abandonado por dois anos num apartamento em Botafogo, o Bob Marley. Os vizinhos jogavam ração pelo vasculhante, e o animal estava com os pelos muito embolados e cheios de fezes. Mesmo após o resgate ele não conseguiu se recuperar e morreu cinco meses depois.

Segundo o inspetor, muitas pessoas ainda têm medo de denunciar. Ao todo, 70% dos denunciantes têm nível superior, e metade deles são agentes públicos como veterinários e policiais. Já os autores são, em sua maioria (69%), homens. As mulheres correspondem a 23% mulheres, as empresas a 6% e em 2% dos casos não é possível identificar o agressor.

Quando são resgatados, os animais silvestres vão para Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) ou para o Ibama. Já os animais domésticos vão para abrigos municipais ou para cuidadores habilidosos.

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Fonte: Extra

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Ativistas fazem protesto em frente academia em BH por morte de cadela

Manifestação foi realizada na porta da academia onde uma cadela foi encontrada morta; animal teria sido vítima de maus-tratos.

Por Lygia Calil

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Ativistas do movimento de defesa dos direitos animais protestaram na manhã deste sábado (20) na porta da academia Alta Energia, na região da Pampulha, onde a cadela Anilha foi encontrada morta no dia 9 de dezembro coberta de sangue. Para as cerca de 50 pessoas que participaram do ato, o animal teria sido vítima de maus-tratos e negligência.

Com faixas e gritos pedindo justiça, a manifestação foi pacífica e não chegou a fechar a avenida Tancredo Neves, onde a academia está instalada. Os manifestantes levaram cartazes com fotos da cadela morta, as mesmas imagens que repercutiram no Facebook, compartilhadas milhares de vezes na rede, acompanhadas com a denúncia de maus-tratos. A responsável pela divulgação das imagens foi uma aluna da academia.

Pelos comentários que fez nas redes sociais, também acusando a empresa de negligência, a recepcionista da unidade, Thiene Melo, foi demitida. Indignada com o tratamento dado à cachorrinha da raça Akita, ela procurou a delegacia de Crimes Contra a Fauna de Minas Gerais e prestou queixa. Segundo ela, a partir do registro do bolem de ocorrência, feito em 15 de dezembro, a Polícia Civil tem três meses para investigar o caso. A pena pelo crime de maus-tratos animais varia de um a quatro anos de prisão.

“Tentaram me desanimar de todos os jeitos, mas eu quero que este caso seja um símbolo da luta pelos direitos animais. O que fizeram com a Anilha tem que ser punido. A cadela viveu nove anos presa em um cubículo e foi deixada para morrer à míngua, sem atendimento adequado. Quando os remédios chegaram para tratá-la, ela já estava morta”, disse a ex-recepcionista.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a academia nega os maus-tratos e afirma que “repudia qualquer ato de violência contra os animais”. A empresa informou que a cadela passou por uma consulta veterinária no dia 4 de dezembro e foi diagnosticada com miíase (também conhecida como berne ou bicheira), causada por larvas de moscas em um ferimento aberto no cotovelo do animal.

Em entrevista à reportagem, a veterinária Cíntia Amaral confirmou que atendeu a cadela e que ela foi tratada conforme suas orientações. Na opinião da profissional, a causa da morte não foi o ferimento que ela tratou. “TA cachorra era um animal bem tratado e os donos sempre seguiram todas as minhas recomendações. Com meus 20 anos de experiência na área, posso assegurar que ela nunca sofreu maus-tratos. Infelizmente, ela morreu. Como os donos ficaram desesperados e a enterraram imediatamente, não posso dizer o que causou, mas atesto que não foi o ferimento no cotovelo que eu tratei, que era menor do que uma moeda de R$ 1”, disse.

Movimentação

Passando pela manifestação, o programador Marcos Vinícius Carvalho, 23, disse que iria se matricular na academia, mas desistiu da ideia por causa da cadela. “Eu tenho cachorro e sei que bicheira é muito simples de se tratar. Se deixaram chegar a esse ponto, foi uma irresponsabilidade. As fotos são chocantes”, afirmou ele.

Aluno da academia, o engenheiro químico Mateus Amorim, 29, disse que conhecia a cadela e que tomou um susto com as condições da morte de Anilha. “Ela sempre me pareceu ser bem cuidada, era muito dócil. Procurei saber com a direção o que houve, para ouvir a versão deles, e disseram que estão investigando”, conta. Também matriculada na empresa, a analista de sistemas Fabiana Ribeiro, 29, desistiu de frequentar a academia depois do caso. “Nunca mais quero por os pés nesse lugar. Já resgatei um gato que eles maltrataram, mas o que aconteceu com a Anilha foi chocante demais”, disse ela, que participou da manifestação.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA ACADEMIA:

Há 23 anos, a academia Alta Energia conta, em algumas de suas unidades, com cachorros, que são considerados mascotes. O cuidado desses animais dentro das dependências da academia está de acordo com a cultura da empresa em incentivar a sociedade a ter animais de estimação, bem como cuidá-los e mantê-los, de modo a assegurá-los qualidade de vida. Infelizmente, no último dia 09, terça-feira, a cachorra Anilha, da raça Akita, foi encontrada morta, no canil onde residia, localizado na Unidade Pampulha. A causa da morte está sendo investigada e as medidas cabíveis serão tomadas pela empresa.

A Alta Energia esclarece que não houve qualquer tipo de maus tratos, por parte da empresa, ao animal, e que o mesmo recebia consultas e banhos regularmente em clínicas veterinárias.

A Alta Energia ainda informa que, na última consulta da Anilha, realizada no dia 04 de dezembro, quinta-feira passada, foi detectada uma miíase, conhecida como berne ou bicheira, no cotovelo direto. Imediatamente, foi realizada limpeza na região afetada e prescrita as medicações necessárias para o tratamento. Tais informações estão contidas em um laudo expedido por clínica veterinária especializada.

A Alta Energia lamenta profundamente o ocorrido e repudia qualquer ato de violência contra os animais.

Fonte: O Tempo

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Periquitos mortos no AM ingeriram agrotóxico, aponta laudo do Ipaam

Análise da UFMG não encontrou veneno de rato ou chumbinho em corpos. Laudo não é conclusivo e hipótese de envenenamento não é descartada.

Por Diego Toledano

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O laudo que apurou a morte de 200 periquitos em Manaus apontou que não houve uso de veneno de ratos ou chumbinhos para matar os animais. A informação foi divulgada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) na manhã deste sábado (20). De acordo com o órgão, a análise não é conclusiva e deve ser realizado um estudo mais profundo para averiguar o caso. O laudo, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), indica que foram encontrados agrotóxicos nos corpos dos animais. Os órgãos ambientais querem saber agora a quantidade necessária destes agrotóxicos para matar os animais, para concluir se a contaminação foi acidental.

Em novembro, cerca de 200 pássaros da espécie Brotogeres versicolurus, mortos na Avenida Efigênio Sales, situada na Zona Centro-Sul da capital. Corpos de 40 aves foram recolhidos, e a principal suspeita era de envenenamento.

De acordo com o instituto, 20 espécimes recolhidos no local foram analisados. O estudo procurou mais de 150 agrotóxicos, e foram identificados “níveis residuais” de ciromazina, um agrotóxico comumente utilizado para matar moscas em frutas. O Ipaam informou que a doutora Marilia Martins Melo, responsável pela análise na UFMG, destacou que a presença deste agrotóxico pode significar contaminação por alimento como fruta, grão ou outro produto agrícola onde possam ter sido utilizados tais produtos.

Ainda segundo o Ipaam, o laudo deu negativo pra uso de veneno de ratos e chumbinhos. A UFMG se dispôs a prosseguir pesquisando outras amostras para avaliar diferentes doenças e também a presença de metais pesados, como mercúrio, chumbo e arsênio.

“O laudo diz que as aves não tinham resquício de veneno de rato. De agrotóxicos são resíduos, então são níveis que podem ser resultantes da alimentação das aves. Precisa ser investigado se seriam capazes de matar os animais. Eles são livres, então podem se alimentar em outros locais também, como fazendas, que teriam esse agrotóxico”, afirmou o presidente do Ipaam, Antonio Ademir Stroski.

AM manaus mundComo ainda não foi identificada a quantia da substância necessária para matar os animais, a hipótese de envenenamento proposital ainda não foi descartada. A Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) deve continuar as investigações do caso. “É necessário prosseguir nas investigações. O Ipaam tem três linhas de condução: envenenamento, doença de ordem microbiológica e o atropelamento. Ainda não dá pra estabelecemos causas, apenas descartamos esses tipos de veneno”, explicou.

“A partir de janeiro essas linhas vão ser mais investigadas. Existe um estudo na Universidade de Campina Grande que pode nos dar uma ideia do que causou essa morte desses animais. O laudo não é conclusivo. A gente precisa saber com especialistas se esses níveis de agrotóxico seriam capazes de influenciar a morte desses animais, que são pequenos e de peso leve”, destacou a gerente de fauna do Ipaam, Sônia Canto.

O titular do Ipaam afirmou ainda que a UFMG se comprometeu a fazer investigações mais profundas. O órgão deve agora iniciar ações para diminuir as mortes por atropelamento de pássaros na Avenida Efigênio Sales. “Temos o dever de dar uma resposta e dizer o que de fato aconteceu. Temos que atribuir responsabilidade a quem couber. Estamos adotando um manejo pra aquela área. Temos que realizar medidas de proteção”, ressaltou o presidente.

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Na manhã deste sábado (20), equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) iniciaram podas das árvores do canteiro central da via, onde os periquitos passaram a dormir quando as palmeiras do Condomínio Efigênio Sales foram cobertas por telas. O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) será consultado ainda sobre medidas permitidas para redução de velocidade dos veículos na avenida.

Entre as outras medidas, devem ser produzidos folhetos para serem distribuídos nos condomínios e demais empreendimentos do entorno, instalação de painel próximo à parada de ônibus e banner com informações importantes para a proteção do periquito de asa branca, e fixação de placas, com orientação do Manaustrans, em pontos estratégicos da via anunciando tratar-se de trechos que compõem área de abrigo de ave da fauna silvestre.

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Entenda o caso

Cerca de 200 periquitos foram encontrados mortos na manhã de quinta-feira (27) na Avenida Efigênio Sales, em frente ao condomínio que tem de mesmo. A suspeita é de que as aves tenham sido envenenadas. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) apura o caso. Os pássaros foram encontrados em frente a um condomínio residencial. Há cerca de dois anos, as palmeiras imperiais do condomínio foram teladas para evitar que as aves pousassem.

Na terça-feira (2), as telas foram retiradas da copa das árvores pelo Corpo de Bombeiros. A medida foi adotada por exigência do Ipaam, após aves ficarem presas no local.

Um protesto foi organizado no último sábado (29) por Organizações Não Governamentais (ONGs) de proteção animal, que cobram providências do poder público sobre o caso.

Alguns dos 200 periquitos encontrados mortos passaram por necropsia no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Cinco, das seis aves analisadas, apresentaram hemorragia interna.

Segundo um analista do órgão, o resultado não é suficiente para fechar um diagnóstico, mas expõe indícios de que os periquitos de asa branca podem ter sofrido intoxicação ou traumatismo.

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Fonte: G1