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Cachorra sobrevive 14 horas em para-choque após ser atropelada

Animal foi atropelado por carioca em estrada de Santa Catarina. ‘Pequena’ teve fraturas nos ossos e precisa ser operada para voltar a andar.

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A luta pela sobrevivência de uma cachorra de rua, que aparentemente resistiu 14 horas presa no para-choque de uma família carioca após um atropelamento em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, comoveu moradores da região. O acidente aconteceu no domingo passado (21) e marcou as férias de Carlos Roberto Vidal, morador do Rio que passava alguns dias com a família no Sul do país.

De acordo com Carlos, o atropelamento aconteceu no trajeto de volta de um parque de diversões para o hotel. A família viu um vulto na estrada, mas não conseguiu identificar que era o bichinho.

SC camboriu cadela56008cb95650db31b92aec4b1423aa47“Não deu para ver direito o que era, eu estava a 80 quilômetros por hora e ainda estava chovendo. Como não observamos nenhuma manifestação, seguimos viagem. Em seguida, paramos para jantar e fomos para o hotel dormir”, contou o bancário.

No dia seguinte, enquanto a família se preparava para voltar ao Rio, um funcionário do hotel informou que havia um cachorro vivo dentro do para-choque do carro. Carlos afirmou ao G1 que imediatamente chamou o Corpo de Bombeiros da região para resgatar o animal.

“Fiquei espantado, surpreso com aquilo. O cachorro ficou ali dentro por mais de 14 horas e estava vivo. Eu tinha que voltar para casa e não podia ficar mais tempo na cidade, mas paguei a internação dele em uma clínica veterinária. Agora, estou procurando notícias com a veterinária”, disse.

O G1 entrou em contato com a médica veterinária Melissa Marchiori, de 36 anos, que está cuidando da cachorra na clínica BC Vet, em Balneário Camboriú. De acordo com ela, a cachorra está se recuperando bem.

“Ela está bem, mas precisa realizar duas cirurgias ortopédicas para voltar a andar. Eu estou doando a estadia dela com alimentação e todos os cuidados necessários. Consegui também um exame de raio-x gratuito, mas a cirurgia não fazemos aqui na clínica. Estamos procurando alguém que possa ajudar ela a conseguir a cirurgia”, disse Melissa.

A veterinária contou ainda que houve uma mobilização na cidade por causa do episódio com o bichinho, que foi batizado de “Pequena”, por ter aproximadamente cinco meses de vida.

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Fonte: G1

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Psicanalista é demitido do ‘Encontro com Fátima’ após revelar que não gosta de bichos

Francisco disse no ar que achava normal deixar um cachorro de estimação dormir fora de casa, fora do espaço comum dos humanos.

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O psicanalista Francisco Daudt foi demitido do programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’ depois de passar um ano colaborando com a atração. A demissão aconteceu depois que ele revelou não gostar de animais, na última segunda-feira (15). Francisco disse no ar que achava normal deixar um cachorro de estimação dormir fora de casa, fora do espaço comum dos humanos.

“É verdade que eu não gosto muito de bicho. Quando minha filha perguntava qual bicho eu gostava, respondia: ‘leitão a pururuca’. Aí, ela falava: ‘bicho vivo, pai’. Eu respondia: ‘ostra’. Tenho uma relação com o cachorro da minha filha (que durante sete meses fica em sua casa), na qual eu sou o dono e não ele”, disse ele à Fátima Bernardes durante o programa.

O psicanalista participava do programa todas as segundas-feiras comentando os assuntos discutidos na atração. “A gota d’água foi eu insultar a ‘religião’ de algumas pessoas, só porque disse que não gostava de bichos. Foi como falar mal de Maomé para os islâmicos. Vou embora satisfeito, agradecido pelo amor de toda equipe. Afinal, me aturaram durante um ano. O Arruda (diretor) me ligou e disse que o programa não era para ser polêmico e as minhas (opiniões) eram”, disse ele ao ‘UOL’.

Fonte: Tribuna Hoje

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França: lei deve tratar os animais como ‘seres sencientes’, não ‘propriedade pessoal’

Em uma atitude encorajadora, indicativa de uma mudança na forma como os animais não-humanos são considerados na sociedade, os legisladores de um comitê da Assembléia Nacional francesa votaram no início desta semana a favor da elevação oficial do estatuto jurídico dos animais, de mera “propriedade pessoal” para o de “ser senciente”.

A lei ainda deve passar pelos plenários da Assembleia e do Senado, mas os ativistas dos direitos dos animais estão otimistas de que ela irá avançar, devido à linguagem antiquada usada ainda hoje na legislação. Nos termos da lei civil vigente, os animais recebem o mesmo tratamento que os objetos, informa o site TheLocal.fr. 

“O código civil, que é o fundamento da lei na França, considera que os animais não são diferentes de uma cadeira ou de uma mesa. Eles são vistos apenas como coisas”, diz Reha Hutin, presidente da Fundação 30 Milhões de Amigos, que lançou uma petição para a mudança e obteve 700 mil assinaturas.

“Você pode ver o quão ridículo isso é. Como podemos ensinar às crianças que um cão não é diferente de uma mesa?”

Os defensores da emenda para “conciliar a qualificação jurídica e o valor emocional” dos animais admitem que a mudança na legislação tem mais um valor simbólico, mas é, no entanto, muito significativo o fato de ter recebido o apoio esmagador do povo francês. De acordo com a Agência France-Presse, uma pesquisa apontou que 89% do cidadãos aprovam a mudança.

Desde 2009, o órgão executivo da União Europeia considera oficialmente animais seres sencientes no âmbito do Tratado de Lisboa, embora alguns governos nacionais estejam atrasados na atualização de suas leis para refletir isso.

Fonte: The Dodo