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A ironia e contradição dos sacrifícios de animais em religiões de matriz africana

Um aspecto de leis abolicionistas ou protetivas do movimento pela igual consideração dos seres sencientes, como a lei que pretende impedir que animais sejam mortos em nome de crenças e cultos em religiões de matriz africana, é o caráter de analogia ou semelhança com as medidas protelatórias do passado, como as leis do ventre livre e dos sexagenários, por exemplo. Tais leis não resolviam todas as injustiças, mas sinalizavam o rumo histórico que ainda estamos em transição na direção de um contexto mais justo e igualitário.
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Fica na tua e me deixa em paz com a minha carne

As brevíssimas considerações que farei abaixo não são exatamente de minha autoria, pois a ideia de tratar o assunto na forma que farei aqui é originada de outras fontes – não recuperei as referências, mas é tema já tratado com exaustão e com muita competência por diversos autores. Ainda assim, creio que repetições e releituras são sempre enriquecedoras.
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O retrato de um gaúcho covarde

Imagine dois homens covardes, cada qual montado sobre um cavalo. Numa arena projetada para encarcerar o mais fraco, eles perseguem um filhotinho, um cachorrinho aterrorizado. O cãozinho, meio descabelado e com olhar confuso, foi forçado a estar ali sob o sol ardente ou chuva incômoda, longe dos cuidados de sua mãe ou cuidador. 

O caso do ladrão de órgãos

Considere o seguinte dilema na forma de um experimento mental[1]:
 
“Suponha que você só pode sobreviver se conseguir órgãos novos. Então, você precisa de transplantes de órgãos. Na realidade, precisa continuamente de transplantes de órgãos, pois você é um tipo de ser que cada órgão perde a função a cada pequeno período de tempo. Digamos que agora 3 dos seus órgãos estão falhando e não existem doadores. Nunca existem doadores. Suponha que a única maneira de continuar vivo será assassinando algum semelhante desconhecido, roubando os seus órgãos e transplantando-os para o seu corpo. Apenas sobreviverá, até seu fim “natural”, se roubar partes dos corpos de outros para colocar no seu próprio corpo. Sempre.”

Você, hipócrita, não salve os beagles! E seja um de nós!

Num desses jornais televisivos da madrugada, um comentarista fez o discurso padrão da defesa da tortura de uns para benefício de outros (discurso que julgo criminoso – termo que vou repetir aqui). Estou aqui também a falar da exploração de animais nas pesquisas em laboratórios e do caso do Instituto Royal, que é emblema atual desses crimes doutrinados na maioria das Universidades e com legislação que protege tais crimes e promove um corporativismo cego e horrendo.
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Pernas, pernil e o prazer

Na noite do dia 16 de agosto de 2013, editei e compartilhei no meu perfil do Facebook a imagem acima. Ainda que explicativa por si só, trata-se de pernas e nossas diferentes visões do mesmo tipo de membro, variando a espécie do animal dotado do membro e a finalidade empregada. Junto da imagem, escrevi o seguinte trecho: “Comparar para apelar ao nojo não é o foco. Até porque respeitamos interesses alheios por reconhecer a relevância e a existência de tais interesses nos outros, e não porque desrespeitar tais interesses seria nojento. A questão é: seríamos o tipo de gente que, ao colocar o egoísmo acima de tudo, precisa ser forçada a não desrespeitar interesses relevantes, independente de quem é o portador de tais interesses?”

 

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O inferno

Recentemente (final de março de 2013), a foto acima trouxe desconforto para muitos, algum senso estético para outros, veneração por processos para mais alguns e demais reações diversas.
 
A notícia ilustrada contava sobre um roedor sendo devorado por uma cobra enquanto outro roedor estaria tentando livrar o vitimado do destino aterrorizante. No final, ambos foram devorados por cobras distintas.

Os outros animais, nós e a reposição de copos na cristaleira

É aparentemente inevitável a nossa confusão no discernimento do que percebemos em nosso contexto, e os equívocos geram conseqüências diversas. Isso é potencializado pelos inúmeros fatores envolvidos nos processos de racionalização, interpretação, comunicação, nas ambigüidades, crenças (o que pensamos ser verdadeiro sobre alguma questão) e essa lista pode ser enorme. Assim, o nosso esforço em enterrar os preconceitos que não encontram mais justificativa perante a razão também pode ser prejudicado em virtude dessas confusões.

Os que fazem e os que só falam

O título sugere, erroneamente, que vou também endossar uma forma de preconceito fundada por aqueles que, deliberadamente e arbitrariamente, elegem a sua própria maneira de agir ou a sua habilidade desenvolvida, enfim, sua forma de ser nesse mundo, seja ela qual for, mesmo que exemplar para boa parte dos que estão ao redor, como balizadora para hierarquizar todos os demais que ali não se encaixam como inferiores ou como maneira de desprezar ou fazer pouco caso dos que não se enquadram no grupo dos que se acham no direito de eleger sem muita atenção os critérios do que é “certo”, louvável, digno e adjetivos não faltam para esse sectarismo que julgo inadequado e que não passa de uma autoproclamação para atribuir uma suposta superioridade aos que se negam a refletir sobre isso com um pouco mais de profundidade.

Nem amor, nem gostar

Quando o outro não tem um “rosto”, como sentir algo de destacada importância?
 
Nesse caso, defino o “rosto” como alguém de proximidade tal a ponto de mobilizar nossos mais fortes sentimentos nas diversas ocasiões da vida. O pai e a mãe ou a pessoa que amou e cuidou, o irmão ou irmã, o parceiro e a parceira, o amigo, entre tantos outros, nos casos das relações agradáveis e chamadas de saudáveis.

O caso do bebê eterno

Ainda que seja incapaz de raciocinar como um adulto, um bebê recém-nascido não é indiferente ao que lhe acontece. Ele pode ser [1] prejudicado pela presença do sofrimento, que é algo ruim em si mesmo. Também pode ser prejudicado pela ausência da felicidade, como nos casos de morte prematura, quando deixa de experimentar tudo de bom que a vida pode proporcionar agora e no futuro. E pode ser beneficiado quando vive situações de felicidade e quando não existe a presença do sofrimento. Ou seja, independente de qualquer inteligência ou racionalidade, um bebê é um ser capaz de ser prejudicado ou beneficiado, pois é um ser capaz de experimentar sensações. Os pais e mães sabem muito bem disso. O bebê é capaz de sofrer e de desfrutar!
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