A condição-animal em Kaspar Hauser – crítica à Ética racionalista: o bom selvagem e a esterilidade da razão

Pretende este artigo analisar, sob o contexto da ética racionalista, um fato real que se deu na Alemanha, início do século XIX, quando um jovem – Kaspar Hauser (?-1833) – por circunstâncias não devidamente esclarecidas, fora mantido em cativeiro subterrâneo, da infância à adolescência, privado de contato social e sem qualquer possibilidade de alcançar real conhecimento do mundo, até que o momento em que seu algoz o liberta na praça central de Nüremberg.

A história emblemática de Kaspar Hauser tem inspirado, desde então, diversos livros e ensaios literários, psicológicos, lingüísticos, filosóficos, antropológicos, jurídicos etc, além da produção de películas cinematográficas sobre o tema. Para delimitar o campo de ação, a presente pesquisa restringiu-se a duas obras: o romance “Kaspar Hauser ou A indolência do Coração” (1908), do escritor austríaco Jacob Wassermann, e o filme “O Enigma de Kaspar Hauser” (1975), do cineasta alemão Werner Herzog.

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Fanny Bernard: uma voz antivivisseccionista no século XIX

Nascida em 1819, em Paris, Marie-Françoise Martin – chamada afetuosamente de Fanny – era filha do médico Henri Martin e de Anna-Antonette Hezette. Ao se casar com o fisiologista Claude Bernard, em 1845 (o mesmo ano da fundação da primeira sociedade protetora de animais da França, a SPA), ela incorporou o sobrenome do marido, substituindo Martin por Bernard. Dessa união – que teria sido de conveniência, segundo o romancista português Fernando Namora – nasceram quatro filhos: Jeanne-Henriette, Marie-Louise, Louis-Henri e Claude-Henri, tendo os meninos morrido ainda pequenos. Sabe-se que Fanny gostava de animais, sobretudo cães, postura esta que lhe indispôs contra o esposo, cujos procedimentos vivisseccionistas difundiam-se pela Europa, tornando-se referenciais no meio científico. Naquele tempo, aliás, o animal mais utilizado nas práticas invasivas era o cão, proveniente dos canis públicos ou dos depósitos de animais errantes capturados nas ruas de Paris.

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Tiradentes – como nascem as revoluções

Este ensaio, de cunho histórico, trata de um movimento de libertação que aconteceu em Minas Gerais, fins do século XVIII. Tiradentes e outros trinta ativistas políticos, ao desafiarem a ordem vigente planejando uma insurreição contra a Coroa, arriscaram suas vidas por uma causa. O texto fala de liberdade, de utopias, de repressão, de tortura e da morte que sublima a vida. É dedicado a todos aqueles que acreditam em seus ideais.

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