Matar barata, ter pena de abelha

Matar barata, ter pena de abelha

Por Marcio de Almeida Bueno Quando criança na escola, lembro daqueles exercícios de ligar figuras afins. A gata com os gatinhos, a cadela com os cachorrinhos, a vaca com um copo de leite, a abelha com um pote de mel. Nessas lições também se falava sobre animais úteis e animais nocivos. A diferenciação era clara, e tudo isso valia nota na hora da prova. Eu era um bom aluno.

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MARCIO 010716 VACA

Do prazer de sentar nas costas de uma vaca

A estofaria é em uma casa antiga, no Centro Histórico de Porto Alegre, onde há prédios pequenos e casarões de uma outra época. As portas ficam abertas, então os poucos que passam na apertada calçada podem ver o que está sendo montado e o que já está pronto e exposto, em meio ao maquinário e serragem. Emoldurado por uma porta antiga, um sofá feito com o couro peludo de uma vaca.

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MARCIO diameioambiente534 H

Dia Mundial do Meio Ambiente: puxada de descarga e torta na cara da natureza

Tal como no Natal, com aquelas deprimentes mensagens repassadas por gente que sequer conheço, o tal do Dia do Meio Ambiente também gera um frenesi extra em algumas pessoas. ‘Vamos nos conscientizar’ e outras frases bestas entopem a caixa de emails, o Tweeter e outros menos votados. Eu me pergunto se eu tenho algo a ver com isso. Que meio ambiente é esse, sempre apresentado em uma imagem com fundo verde, ou em papel reciclado, ou em anúncios de página inteira de revista?
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Da violência contra éguas e mulheres

Da violência contra éguas e mulheres

No vídeo, o cavalo está caído no chão, com as patas amarradas, e preso a um poste de madeira. Ele se debate, tenta se levantar – sem sucesso. Um gaúcho se aproxima – aquele bem caricato, com roupa típica, bigodão – e, com o chicote, espanca o rosto do cavalo. A cena é brutal. A pessoa que filma dá risadas. Pela voz, percebe-se que é uma mulher.
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Marcio feriasparaalguns0

Férias para alguns, gaiola e a ética do Lattes

Chega o obrigatório final do ano e todo aquele que contribuiu para este nosso belo quadro social anseia por umas boas férias, uma parada estratégica na locomotiva que se exige para fins de viver. Praia, parentes, os pés para cima, bundar em casa ou similar. Me preocupa se os também animais, porém não-humanos, entram nesse oásis de férias. Sai o porco do confinamento em meio à merda e pressão, para ver como é a grama lá fora, durante trinta dias? E outros exemplos fantasiosos.
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O que você promete aos animais?

O que você promete aos animais?

Diz você a palavra amor como acessório indissociável a toda referência que faz ‘aos animais’? Algo difuso, para alguns escolhidos sortudos. Mesmo que ignore, ou faça vista grossa de fiscal corrupto à concussão e pressão contidos naquele café com leite, inocente, e na fatia de queijo que bem lembra a infância? Repete, você, ‘compaixão’ a animais não-humanos distantes do ponto em que a vista alcança, tal como golfinhos, baleias, focas e ursos na China? 
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marcio animaldeestimação0

Sobre ter um animal de estimação ou ‘Tenha fé, meu filho’

Então há a posse, essa coisa que permite ao dono brincar de divindade com o animal de estimação. Comprei, paguei, achei, adotei, ganhei, prendi lá no fundo do pátio. Dou comida e água, ‘é bem tratado’. Mas às vezes o Deus dos animais acorda de ressaca, ou fica dois dias fora de casa, ou precisa descontar em alguém a raiva do patrão, esposa, sogra, presidente da República, time de futebol ou imposto.
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Marcio elefante0

O elefantinho da foto ou ‘Esse defeito ambulante’

Então, na foto, o elefantinho não parece satisfeito com a corrente no pescoço, nem com o humano-dono que lhe orquestra os movimentos através do toque em sua orelha. O mundo sob coleira. Houve um momento em que um bebê gorducho, de vida promissora para terceiros, foi separado da mãe, e a lembrança da tromba carinhosa e do couro áspero, de maciez profunda, seguem como esperança para, talvez, um novo abrir de olhos, após o sono noturno.
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Foto: Marcio de Almeida Bueno

Prece de final de ano a um cavalo

Peço minhas sinceras desculpas a você, senhor cavalo. Porque muitos aqui acham que nasceu para fazer força, dentro desse determinismo que julgam ser a bússola da vida dos tolos. Que veio a este mundo para puxar, carregar, transportar, correr, dar saltos, subir e descer, não na liberdade dos campos pintados em telas a óleo, mas sob a tirano relho humano. Inclusive entre aqueles que se dizem amantes dos animais, defensores e outros termos simpáticos, há que use seu corpo sem peso algum na consciência.
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