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Liberdade de culto ou direito à vida? Sacrifício de animais movimenta agenda de ativistas do RS

Por Gelcira Teles *

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Quatro eventos marcados para esta semana movimenta a agenda da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) e de ativistas da causa animal do Estado. O motivo é o Projeto de Lei nº 21/2015, da deputada Regina Becker Fortunati (PDT) – que altera a Lei nº 11.915/2003 (Código Estadual de Proteção aos Animais) e revoga a Lei nº 12.131/2004, restabelecendo o texto original do Código, que vetava o sacrifício de animais em cultos religiosos.

Hoje, 25, às 18h30, acontece uma audiência pública, convocada pela na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e proposta pela deputada Manoela d’Ávila (PCdoB), que questiona a constitucionalidade do PL nº 21/2015. A atividade será no Teatro Dante Barone

Em sua justificativa, Regina Becker Fortunati argumenta que “a externação da fé não pode afrontar os direitos alheios, visto que não é absoluta e, na atualidade, a citada prática de liturgias já não se pacifica com a consciência da sociedade em permanente evolução e a quem a Carta Magna determinou, tanto quanto ao Poder Público, o dever de defender e proteger os seres vivos e o meio ambiente”.

No dia 24, o PL estava na pauta da CCJ , mas não foi apreciado. Convocado pelas redes sociais pelo grupo Adoção Animal RS, o “Protesto e Panelaço de Socorro Contra os Animais Sacralizados no Rio Grande do Sul” teve concentração às 17h na frente da Catedral Metropolitana e seguiu até a ALRS, reunindo uma centena de manifestantes, com cartazes, faixas e apitos pedindo o fim dos sacrifícios com animais.

A audiência pública da Comissão de Saúde e Meio Ambiente para debater a defesa da liberdade de cultos de matriz africana, tendo como base o decreto 6040/2007 e o Estatuto da Igualdade Racial, foi às 18h15, no Teatro Dante Barone. Presente na audiência, o presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ, Reynaldo Velloso, ressaltou que não se trata da extinção ou proibição de crenças ou tradições, mas da valorização da vida. Os ativistas não conseguiram entrar, mas foram recebidos por Regina.

MOBILIZAÇÃO

Integrantes de ONGs e grupos independentes, como ARPA, MGDA, Princípio Animal, ONG Mira-Serra, Vanguarda Abolicionista, Gatos & Amigos, Vila dos Peludos e Apave confirmaram presença nas atividades. Voluntária da causa desde 1988, a coordenadora executiva da ONG Mira-Serra, Gelcira Teles, lembra que só houve mobilização semelhante no RS no conhecido caso “Twid”, em 20/6/2014, quando cerca de 200 manifestantes ocuparam as ruas do Centro Histórico de Porto Alegre por mais de 4h (1). Segunda ela, mesmo as pessoas que não votaram ou não aprovaram a gestão de Regina Becker Fortunati na Seda (Secretaria Especial dos Direitos Animais), apoiam seu PL. “Na causa animal é assim, não temos partido, criticamos, cobramos, nos dividimos, mas sempre estivemos juntos para defender os direitos dos animais”, reflete.

RS portoalegre Carmem Rangel

HISTÓRICO

Pioneiro no Brasil, o Código Estadual de Proteção aos Animais foi apresentado pelo deputado Manoel Maria (PTB) como Projeto de Lei nº 447/1991. O PL foi proposto e debatido pela extinta UGPA (União Gaúcha Protetora dos Animais) durante um ano, em reuniões semanais no Colégio Júlio de Castilhos, com a colaboração de mais de 30 pessoas de todo o Brasil, entre biólogos, advogados, economistas, professores, atores e jornalistas, como Cacilda Lanuza, Carlos Aveline, Edna Cardoso Dias, Vera Beatriz Saas, Wilma Kowalski Oliveira e Hilda Zimmerman, alguns deles já falecidos. Inclusive a capa do projeto era o logo da UGPA (um guarda-chuva com diversos animais embaixo).

O PL nº 447/1991, apresentado novamente pelo autor como PL nº 32/1995, foi aprovado pela ALRS em 3 de outubro de 1995, com 39 votos a favor, 2 contra, sendo que 13 deputados estavam ausentes.

Entretanto, somente em 2003 o Código foi sancionado por Germano Rigotto (PMDB), de tantos desdobramentos que teve nas esferas municipal, estadual e federal do Poder Judiciário durante 12 anos.

Dois meses após sua aprovação, o Código Estadual de Proteção aos Animais sofreu um novo revés. O deputado Edson Portilho (PT) apresentou o Projeto de Lei n° 282/2003, que se transformou na Lei nº 12.131/2004, também sancionada por Rigotto – que acrescentou à lei a possibilidade de sacrifícios de animais, destinados à alimentação humana, dentro dos cultos religiosos africanos, alterando a redação do art. 2º da Lei 11.915/2003: “Para o exercício de cultos religiosos, cuja liturgia provém de religiões de matriz africana, somente poderão ser utilizados animais destinados à alimentação humana, sem utilização de recursos de crueldade para a sua morte.”

CONSTITUCIONALIDADE E EVOLUÇÃO

Com o incremento da internet e das redes sociais – que permitem que qualquer pessoa tire uma foto ou faça um vídeo, a liberdade de culto prevista no artigo 5º, IV, da Constituição da República Federativa do Brasil/1988, esbarra em outro preceito da mesma Carta Magma, o artigo 225, VII. Ou seja, é possível compatibilizar os dois preceitos, quando são públicas imagens de animais mortos, esfolados e mutilados ainda vivos, sangrando, com membros quebrados, embebedados, engordurados em qualquer rua, à vista de crianças, adultos ou velhos? De acordo com o artigo 225, “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações”. E o VII prevê”: proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.”

Segundo o censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 64,6% dos brasileiros são católicos; 22,2% são evangélicos ou protestantes de diferentes denominações; 8,0% se declaram sem religião e 2,0% são espíritas (2). Representam menos de 1%: Umbanda, Candomblé, Outras declarações de religiosidade afro- brasileira, Judaísmo, Hinduísmo, Budismo, entre outras.

Embora seja evidente o sincretismo religioso no Brasil, a estatística oficial do IBGE atesta que a maioria dos cidadãos brasileiros não concorda com o sacrifício de animais, cuja pratica é declarada por menos de 1% de sua população.

Outro fato emblemático em pesquisas e estatísticas recentes é o crescimento de adeptos do vegetarianismo e do veganismo (3), com personalidades internacionais promovendo um estilo de vida sem crueldade, de respeito e amor ao próximo, seja humano ou animal.

1. https://www.facebook.com/notes/gelcira-teles/ap%C3%B3s-morte-de-cadela-ativistas-s%C3%A3o-recebidos-por-vice-prefeito-e-recolhem-assina/604412816324026

2. http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/
caracteristicas_religiao_deficiencia/default_caracteristicas_religiao_deficiencia.shtm

3. http://vista-se.com.br/veganismo-cresceu-800-nos-ultimos-3-anos-na-alemanha/

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* Gelcira Teles é educadora ambiental, jornalista e coordenadora executiva da ONG MIRA-SERRA. Aderiu à causa animal em 1988, sendo voluntária da UGPA, UDEVA e PAATA. Desde 2001, atua de forma independente.

Projeto de deputada do RS que proíbe sacrifício de animais em rituais religiosos terá Audiência Pública

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa gaúcha aprovou hoje a realização de uma audiência pública para tratar do projeto de lei (PL 21/2015) que proíbe o sacrifício de animais em rituais religiosos. O debate ocorrerá nas próximas semanas. A votação foi acompanhada por cerca de 50 religiosos de matriz africana que são contrários ao projeto de lei da deputada Regina Becker Fortunati (PDT).

Segundo os fiéis da umbanda e quimbanda, o projeto de lei tem cunho discriminatório e persecutório com as religiões de matriz africana. André Coutinho, integrante da Congregação em Defesa das Religiões em Defesa das Religiões Afro-Brasileiras no Rio Grande do Sul (Cedrab-RS), os animais como galinhas e cabras utilizados nos rituais religiosos são, posteriormente, utilizados como alimentos.

Já a deputada Regina, autora do projeto, negou que haja qualquer motivação preconceituosa, alegando que visa somente a preservar a integridade dos animais. Segundo ela, não é mais possível admitir os maus-tratos na sociedade moderna.

A deputada disse ainda ter conhecimento de que os maus-tratos aos animais também acontecem em criadouros criadouros e abatedouros, e até mesmo na ordenha de vacas. Ela garantiu que durante seu mandato também buscará regulamentar o tratamento de animais na pecuária gaúcha.

Em 2004, uma lei aprovada na Assembleia Legislativa (12.131/04) acrescentou ao Código Estadual de Proteção de Animais do Estado a possibilidade de sacrifícios de animais, destinados à alimentação humana, dentro dos cultos religiosos africanos. O debate jurídico chegou ao Tribunal de Justiça (TJ) gaúcho que declarou a constitucionalidade da lei.

Fonte: Radio Fandango

Nota do Olhar Animal: Dias atrás divulgamos notícia sobre este projeto de lei, sob o título Projeto quer vetar sacrifício de animais nas cerimônias de umbanda e cultos afro, reproduzindo matéria publicada no jornal Zero Hora. Alguns internautas protetores de animais ligados à umbanda contestaram a matéria, informando que essas execuções ferem os princípios da religião, estabelecidos por Zélio Fernandino de Morais em 1908. E que, portanto, se há sacrifício de animais, não pode ser considerado umbanda. Há um esclarecimento sobre o assunto também no perfil da deputada Regina Becker Fortunati no Facebook, ela que é a proponente do projeto.

O fato é que há outros grupos que, devida ou indevidamente, também se auto-denominam “umbanda” e que realizam estes sacrifícios. A legitimidade para tal é outra questão. Na umbanda não há um poder central, como existe em outras religiões, tão pouco um livro sagrado. De qualquer forma, o que interessa sobre a questão animal é que, sob pretextos religiosos ou quaisquer outros, causar danos a terceiros para obter algum tipo de benefício para si ou para os seus está longe de ser uma postura moralmente aceitável. Trata-se de mais uma expressão do egoísmo, travestida de motivações místicas. Que prevaleçam os valores básicos da religião citados pelos umbandistas protetores de animais: simplicidade, humildade, caridade, amor ao próximo. E também (e principalmente) a não citada justiça. Seja na relação com os animais, seja no questionamento a terceiros sobre o que é ou não é a umbanda. 
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Taiwan: A desumana tradição dos porcos gigantes

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Estas carcaças de porcos gigantes são o elemento central de um ritual no qual se comemora o aniversário do deus taoísta Zushi.

Há uma competição entre os habitantes locais para ver quem expõem o maior dos animais, para assim, obter um cobiçado troféu e milhares de seguidores que se dirigem até lá para rezarem diante do “porco sagrado”.

Os restos do animal são levados até a praça diante do templo com o nome e o distrito de Sanshia.

Trata-se, no entanto, de uma tradição fortemente criticada pelos defensores dos direitos dos animais, que a consideram desumana.

Segundo dizem, os porcos são alimentados à força.

No entanto, os adeptos deste costume afirmam que os porcos pertencem a uma raça naturalmente grande.

Além disso, garantem que a tradição mantém as pessoas unidas, e que terminado o festival, seus donos levam o porco para a casa e dividem a carne entre amigos e familiares.

Mesmo assim, esta tradição cada vez conta com menos adeptos, como novas gerações menos interessadas em participar deste polêmico concurso de porcos gigantes. 

Fonte: Publimetro

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Vietnã realiza festa polêmica de sacrifício de porcos

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Milhares de vietnamitas se reuniram nesta terça-feira para assistir ao sacrifício de porcos em praça pública, uma tradição ancestral criticada pelos defensores dos animais.

Como todos os anos, os habitantes de Nem Thuong, na província de Bac Ninh, cortaram dois porcos com machados. Uma morte pública para trazer boa sorte.

Ao som de tambores, os dois porcos foram exibidos, levados em procissão por moradores vestidos de vermelho antes de serem amarrados e cortado pela metade, sob os aplausos da multidão.

Eles, então, mergulharam notas na poça de sangue dos animais, fonte de boa sorte no início do Ano Novo Lunar.

A ONG Animals Asia Foundation denunciou esta tradição como “utilizar a cultura como uma desculpa” e um ato de “crueldade animal”.

O Ministério da Cultura, Esportes e Turismo vietnamita pediu em vão para os aldeões evitar o ritual sangrento em um país com pouca tradição de defesa dos direitos dos animais, em que a carne de gato e de cão são consumidas.

No mesmo dia, milhares de fiéis taoístas se reuniram no norte de Taiwan para um festival de alimentação de suínos. O festival “santo porco” comemora o aniversário de Zushi, um deus do taoísmo.

Mas nesta aldeia no Vietnã, única a manter essa tradição, nenhuma referência ao taoísmo: a festa celebra um general do século XIII que lutou contra o exército imperial chinês.

Fonte: Swiss Info

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Projeto quer vetar sacrifício de animais nas cerimônias de umbanda e cultos afro

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Proposta da deputada estadual Regina Becker Fortunati (PDT), conhecida por defender os direitos dos bichos, desagrada sacerdotes de religiões africanas.

O sacrifício de animais nas cerimônias de umbanda e cultos afros poderá ser proibido no Rio Grande do Sul, se for aprovado projeto de lei da deputada Regina Becker Fortunati (PDT). Sacerdotes umbandistas não gostaram da proposta e querem manter o ritual da imolação, enquanto entidades de defesa dos direitos dos bichos aprovam a iniciativa.

A parlamentar argumenta que o sacrifício não se justifica — “porque a humanidade cada vez se empenha mais na proteção dos animais e do ambiente”. Lembra que outros rituais foram extintos, como a oferenda de virgens apunhaladas em altares e a imolação de cordeiros em troca de dádivas divinas.

— As pessoas evoluíram e podem expressar suas crenças sem mortes. Há outras formas de se manifestar a bondade, deixando a crueldade de lado — destaca Regina, que comandou a Secretaria Especial dos Direitos Animais na prefeitura de Porto Alegre.

Assista o vídeo:

Apresentado no dia 3, logo na abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa, o projeto propõe a exclusão do Artigo 2º do Código Estadual de Proteção aos Animais, de 2003, que autoriza o abate de animais para religiões de matriz africana. Se for retirada a permissão, volta a valer a redação original da lei. Ou seja: será proibido sangrar bichos em liturgias.

A polêmica está instalada. Religiosos afros declaram “sua tristeza” com o projeto. O conselheiro-geral do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros (Ceucab/RS), Clovis Alberto Oliveira de Souza, o Pai Clovis do Xangô, diz que os rituais são realizados com respeito e gratidão ao animal. Conta que todo abate tem a finalidade de alimentar as pessoas, nenhuma carne é desperdiçada.

Pai Clovis do Xangô garante que os genuínos umbandistas e de outras linhas não toleram a crueldade nem aceitam que os animais imolados sejam expostos em esquinas, nas calçadas de pedestres ou praças.

— Se há o sofrimento do animal, invalida a nossa liturgia, ela perde o sentido — afirma o sacerdote.

Fundado há 62 anos, o Ceucab iniciou uma campanha junto aos mais de 60 mil terreiros gaúchos, para conscientizar sobre as normas dos cultos. Pai Clovis do Xangô entende que é preciso corrigir as distorções. Não condena quem age errado, por achar que é uma questão de dialogar e orientar.

— Não queremos o trucidamento de animais, nem expô-los em encruzilhadas. Isso é pesado, é contra nossa liturgia — reafirma.

Umbandista quer solução jurídica

Antes de Regina Becker entrar com o projeto, os conselheiros de cultos afros tiveram audiência com o governador José Ivo Sartori, em janeiro. A ideia é negociar uma regulamentação que permita o sacrifício animal, mas sem ofender sensibilidades. É lembrado que agricultores abatem porcos e galinhas para consumo, assim como as pessoas vão ao supermercado comprar picanha, costela, maminhas e salsichão para o churrasco dominical.

— Queremos encontrar uma forma jurídica e apaziguar os ânimos — diz Pai Clovis do Xangô.

O projeto anti-imolação tem defensores. A diretora do Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA), Maria Luiza Nunes, espera poupar cabras, cordeiros, galinhas, marrecos, patos e pombas. Ressalta que os bichos sofrem com os batuques e a atmosfera de cânticos, além de morrerem lentamente por dessangramento.

— Um pai de santo da Bahia já disse que o sacrifício de animais já passou — lembra Maria Luiza.

Criado em 2003 e reunindo 25 organizações, o MGDA fiscaliza outros tipos de suplício. Lamenta as condições de aviários e frigoríficos, que submetem aves, suínos e gado a padecimentos desde o transporte até o abate. Para Maria Luiza, além de lutas pontuais para mudar leis, ficam as sugestões para que as pessoas se tornem vegetarianas ou, indo mais além, veganas — quando não se aceita nenhum produto de origem animal.

Fonte: Zero Hora 

Nota do Olhar Animal: Todas as grandes religiões tem na sua história a prática do sacrifício de animais, como registra o artigo Sacrifício de animais. Boa parte a aboliu. Religiões não devem ser isentas da avaliação de eticidade, assim como qualquer atividade que cause danos a terceiros, especialmente os dessa natureza.
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Espanha: PACMA denuncia que jovens embebedaram e decapitaram galos e gansos

Tradução de Josy Aparecida Pazian

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O grupo ativista Pacma denunciou, nesta quarta-feira, que jovens de Muro, em Mallorca, embebedaram e decapitaram vários galos e gansos por conta da celebração das Festas dos Quintos (ritual de passagem para a maioridade) do último fim de semana.

Como foi informado no comunicado, os autores da morte destes animais antes de decapitar-lhes, forçaram-lhes a beber álcool. Por isso, Pacma considera que os feitos são “um ato desprovido do mínimo de ética e empatia diante do sofrimento dos animais”, assim como constitutivos de possível maus-tratos contra os animais, tipificado no Artigo 337 do Código Penal.

Assim sendo, Pacma apresentou denúncia ao Departamento do Meio Ambiente em Mallorca, cópia do qual também apresentou ao Procurador do Meio Ambiente em Mallorca. No documento, criticam a passividade da polícia local de Muro, que aparece nas imagens acompanhando os jovens.

Finalmente, Pacma, acrescenta que sua existência e trabalho se faz necessário quando nenhum outro órgão denuncia e promove mudanças legais que protejam os animais. Além disso, recorda que publicou um informe sobre maus tratos contra animais na Espanha, no qual destaca que, atualmente, ninguém foi preso por maltratar um animal e as multas, que giram em torno de 300 euros, “são ridículas comparadas ao dano causado aos animais”.

Fonte: 20 Minutos

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Vídeo mostra sofrimento de ovelhas em abatedouro islâmico

inglaterra ovelhas1Imagens colhidas por câmeras escondidas da ong Animal Aid mostram que em Thirsk, Inglaterra, um matadouro de produção de carne halal, para muçulmanos, maltratam ovelhas no processo de abate.

No Reino Unido, de acordo com a lei, os animais precisam ser atordoados antes do abate, para minimizar o sofrimento deles.

A lei abre exceção para os abates religiosos, de modo a manter a “pureza” do animal, do ponto de vista da crença.

Em 2014, 2,4 milhões de ovinos e caprinos foram mortos sem atordoamento. Houve um aumento de 60% em relação a 2013.

Sacerdotes muçulmanos e judeus argumentam que os abates religiosos são “humanitários” porque usam técnica que não causa dor aos animais, como a adoção de um único e rápido corte com lâmina afiada na garganta e tratamento digno.

Mas o vídeo não mostra isso.

Os funcionários do matadouro — um deles com solidéu — pisoteiam os animais, empurrando-os para correias transportadoras.

Uma regra do abate halal diz que um animal não deve testemunhar a morte de outro, para protegê-lo de trauma. Mas o matadouro não segue essa orientação. Os funcionários, inclusive, afiam lâminas diante dos animais.

O abate nem sempre ocorre instantaneamente. Em um caso, houve cinco tentativas. Há cenas de animais sangrando no chão.

John Blackwell, presidente da Associação Veterinária Britânica, afirmou ao The Telegraph, pediu punição ao matadouro porque, segundo ele, mesmo se os animais estivessem atordoados, o que se vê no vídeo é chocante.

Awal Fuseini, da Autoridade de Alimentos Halal, disse que as práticas mostradas no vídeo não estão de acordo com as leis islâmicas. “Qualquer imã [líder islâmico] ficaria perturbado ao ver as imagens.”

A Animal Aid tem “plantado” câmeras secretas em matadouros desde 2009. De acordo com ela, o maltrato ocorre com frequência e em abatedouros em geral, não só, portanto, religiosos.

Fonte: Paulopes 

Nota do Olhar Animal: Como destaca a Animal Aid, as agressões pré-abate são comuns em todos os tipos de abatedouros, não só nos religiosos. Há farto material videográfico registrando isso. E, como em todos os casos, o problema maior é o abate em si, que viola um direito moral fundamental ao seres sencientes: o direito à vida. Vale o registro também de que, em algum momento de sua história, todas as grandes religiões promoveram abates ritualísticos, como mostrado no artigo ‘Sacrifício de animais‘, de Sérgio Greif.

Rituais: Deputada do RS propõe alteração no Código Estadual de Proteção aos Animais

Nesta terça-feira (3), com a abertura dos trabalhos da nova Legislatura, a deputada Regina Becker Fortunati protocolou projeto de lei requerendo a revogação da Lei nº 12.131/04, que alterou o Código Estadual de Proteção aos Animais (Lei 11.915/03) e respaldou o sacrifício de animais nos cultos e liturgias das religiões de matriz africana. Conforme a parlamentar, a medida visa a fazer com que o referido Código volte a vigorar com sua redação original, que estabelece normas para a proteção dos animais no Rio Grande do Sul.

Na justificativa do PL, Regina destaca que a Constituição Federal tanto estabelece o respleeito à liberdade religiosa quanto garante a todos o direito à vida. “O reconhecimento dos Direitos Animais é uma evolução da sociedade, e esta tem manifestando sua inconformidade diante de práticas colidentes em que se verifica o interesse de segmentos sobrepondo-se aos da coletividade, no que concerne o sacrifício de animais”, pondera.

Para a parlamentar, a externação da fé não pode afrontar os direitos alheios, visto que não é absoluta. “Na atualidade, a citada prática de liturgias já não se pacifica com a consciência da sociedade em permanente evolução e a quem a Carta Magna determinou, tanto quanto ao Poder Público, o dever de defender e proteger os seres vivos e o meio ambiente”, frisa.

A questão da saúde pública, colocada em risco diante da decomposição orgânica dos animais que são vitimados nos rituais, também é referida na justificativa da matéria. De acordo com Regina, além da inconformidade com a morte de animais para este fim, é imensurável o sofrimento que advém do constrangimento a que a sociedade é submetida ao encontrar os corpos utilizados nas oferendas em locais públicos, tais como ruas e praças, já em estágio de putrefação.

Fonte: JusBrasil

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Egípcia pode ser presa por criticar abate de ritual islâmico

EGITO Fatima-Naoot

A Justiça do Egito está julgando a jornalista e poetisa Fatima Naoot (foto) por ela ter criticado o abate de animais da Grande Festa de Sacrifício — um ritual islâmico de quatro dias, o Eid al-Adha ou Eid ul-Adha. A pena poderá ser de até três anos de prisão.

De acordo com a tradição do Islã inspirada em uma passagem da Bíblia, a festa comemora a fé de Ibrahim (Abraão para judeus e cristão) de permitir que um carneiro fosse sacrificado em vez de seu filho Ismael (Isaac).

No Alcorão, Ibrahim-Abraão recebe a determinação de Deus para o sacrifício de seu filho por intermédio de sonho. A troca de Isamael-Isaac por um animal foi comunicada por um anjo.

Na Facebook, Naoot escreveu em outubro de 2014 que há dez séculos os religiosos estão matando milhões de criaturas por causa do “pesadelo” que um homem teve em relação a seu filho.

Líderes religiosos estão acusando a jornalista de ter desacatado o Islã, estimulando conflitos e perturbando a paz.

Secularista e defensora dos animais, ela disse que vai manter sua crítica mesmo que seja condenada. Naoot não compareceu ao Tribunal no primeiro dia de julgamento.

Ativistas de direitos humanos acusam o presidente Abdel Fattah al-Sisi de estar violando o direito de expressão, inclusive para agradar líderes muçulmanos.

Porta-vozes do governo nega que isso esteja ocorrendo e argumentam que não há interferência em assuntos judiciais.

Contudo, para Gamal Eid, diretor da Rede Árabe para a Informação de Direitos Humanos, o caso de Naoot só foi encaminhado para Justiça porque o governo tem conivente com o extremismo religioso.

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Fonte: Paulo Lopes

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Entidade protetora dos animais tenta salvar cachorro que teve o couro arrancado em Prudentópolis, PR

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As voluntárias e voluntários da Associação Protetora do Animais São Francisco de Assis (APASFA) de Prudentópolis, na região Centro Sul do Paraná, estão tentando salvar o cãozinho que teve o couro arrancado.

A crueldade contra o cachorrinho está repercutindo enormemente e chama a atenção pelo estado em que o animal foi deixado, com o couro de grande parte do corpo arrancado. Quem teria feito essa barbaridade?

A comunidade está mobilizada para ajudar o bichinho e encontrar o autor do crime. Internautas desconfiam de que o animal poderia ser usado para um ritual de Magia Negra.

Nas redes sociais, a entidade pede ajuda para cuidar do cachorrinho que recebeu o nome de Vitório e de outros animais resgatados, recolhidos por voluntárias e voluntários, tratados, recuperados e postos para adoção responsável.

QUEM PUDER E QUISER AJUDAR ESTA SÉRIA E IMPORTANTE ENTIDADE, ACESSE O LINK: (APASFA – Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis)

A APASFA publicou dados para doações no Facebook

Doações via depósito bancário

Mantemos uma conta bancária em nome da ASSOCIAÇÃO PROTETORA DOS ANIMAIS SÃO FRANCISCO DE ASSIS, conta essa que está aberta para qualquer tipo de auditoria:

CAIXA ECONÔMICA AGÊNCIA- 0401 CONTA POUPANÇA – 000015460-3 OPERAÇÃO – 013 CNPJ: 15.174.490/0001-10

Fonte: Folha Centro Sul