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Vietnã realiza festa polêmica de sacrifício de porcos

Vietna sacrificio porcos

Milhares de vietnamitas se reuniram nesta terça-feira para assistir ao sacrifício de porcos em praça pública, uma tradição ancestral criticada pelos defensores dos animais.

Como todos os anos, os habitantes de Nem Thuong, na província de Bac Ninh, cortaram dois porcos com machados. Uma morte pública para trazer boa sorte.

Ao som de tambores, os dois porcos foram exibidos, levados em procissão por moradores vestidos de vermelho antes de serem amarrados e cortado pela metade, sob os aplausos da multidão.

Eles, então, mergulharam notas na poça de sangue dos animais, fonte de boa sorte no início do Ano Novo Lunar.

A ONG Animals Asia Foundation denunciou esta tradição como “utilizar a cultura como uma desculpa” e um ato de “crueldade animal”.

O Ministério da Cultura, Esportes e Turismo vietnamita pediu em vão para os aldeões evitar o ritual sangrento em um país com pouca tradição de defesa dos direitos dos animais, em que a carne de gato e de cão são consumidas.

No mesmo dia, milhares de fiéis taoístas se reuniram no norte de Taiwan para um festival de alimentação de suínos. O festival “santo porco” comemora o aniversário de Zushi, um deus do taoísmo.

Mas nesta aldeia no Vietnã, única a manter essa tradição, nenhuma referência ao taoísmo: a festa celebra um general do século XIII que lutou contra o exército imperial chinês.

Fonte: Swiss Info

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Projeto quer vetar sacrifício de animais nas cerimônias de umbanda e cultos afro

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Proposta da deputada estadual Regina Becker Fortunati (PDT), conhecida por defender os direitos dos bichos, desagrada sacerdotes de religiões africanas.

O sacrifício de animais nas cerimônias de umbanda e cultos afros poderá ser proibido no Rio Grande do Sul, se for aprovado projeto de lei da deputada Regina Becker Fortunati (PDT). Sacerdotes umbandistas não gostaram da proposta e querem manter o ritual da imolação, enquanto entidades de defesa dos direitos dos bichos aprovam a iniciativa.

A parlamentar argumenta que o sacrifício não se justifica — “porque a humanidade cada vez se empenha mais na proteção dos animais e do ambiente”. Lembra que outros rituais foram extintos, como a oferenda de virgens apunhaladas em altares e a imolação de cordeiros em troca de dádivas divinas.

— As pessoas evoluíram e podem expressar suas crenças sem mortes. Há outras formas de se manifestar a bondade, deixando a crueldade de lado — destaca Regina, que comandou a Secretaria Especial dos Direitos Animais na prefeitura de Porto Alegre.

Assista o vídeo:

Apresentado no dia 3, logo na abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa, o projeto propõe a exclusão do Artigo 2º do Código Estadual de Proteção aos Animais, de 2003, que autoriza o abate de animais para religiões de matriz africana. Se for retirada a permissão, volta a valer a redação original da lei. Ou seja: será proibido sangrar bichos em liturgias.

A polêmica está instalada. Religiosos afros declaram “sua tristeza” com o projeto. O conselheiro-geral do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros (Ceucab/RS), Clovis Alberto Oliveira de Souza, o Pai Clovis do Xangô, diz que os rituais são realizados com respeito e gratidão ao animal. Conta que todo abate tem a finalidade de alimentar as pessoas, nenhuma carne é desperdiçada.

Pai Clovis do Xangô garante que os genuínos umbandistas e de outras linhas não toleram a crueldade nem aceitam que os animais imolados sejam expostos em esquinas, nas calçadas de pedestres ou praças.

— Se há o sofrimento do animal, invalida a nossa liturgia, ela perde o sentido — afirma o sacerdote.

Fundado há 62 anos, o Ceucab iniciou uma campanha junto aos mais de 60 mil terreiros gaúchos, para conscientizar sobre as normas dos cultos. Pai Clovis do Xangô entende que é preciso corrigir as distorções. Não condena quem age errado, por achar que é uma questão de dialogar e orientar.

— Não queremos o trucidamento de animais, nem expô-los em encruzilhadas. Isso é pesado, é contra nossa liturgia — reafirma.

Umbandista quer solução jurídica

Antes de Regina Becker entrar com o projeto, os conselheiros de cultos afros tiveram audiência com o governador José Ivo Sartori, em janeiro. A ideia é negociar uma regulamentação que permita o sacrifício animal, mas sem ofender sensibilidades. É lembrado que agricultores abatem porcos e galinhas para consumo, assim como as pessoas vão ao supermercado comprar picanha, costela, maminhas e salsichão para o churrasco dominical.

— Queremos encontrar uma forma jurídica e apaziguar os ânimos — diz Pai Clovis do Xangô.

O projeto anti-imolação tem defensores. A diretora do Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA), Maria Luiza Nunes, espera poupar cabras, cordeiros, galinhas, marrecos, patos e pombas. Ressalta que os bichos sofrem com os batuques e a atmosfera de cânticos, além de morrerem lentamente por dessangramento.

— Um pai de santo da Bahia já disse que o sacrifício de animais já passou — lembra Maria Luiza.

Criado em 2003 e reunindo 25 organizações, o MGDA fiscaliza outros tipos de suplício. Lamenta as condições de aviários e frigoríficos, que submetem aves, suínos e gado a padecimentos desde o transporte até o abate. Para Maria Luiza, além de lutas pontuais para mudar leis, ficam as sugestões para que as pessoas se tornem vegetarianas ou, indo mais além, veganas — quando não se aceita nenhum produto de origem animal.

Fonte: Zero Hora 

Nota do Olhar Animal: Todas as grandes religiões tem na sua história a prática do sacrifício de animais, como registra o artigo Sacrifício de animais. Boa parte a aboliu. Religiões não devem ser isentas da avaliação de eticidade, assim como qualquer atividade que cause danos a terceiros, especialmente os dessa natureza.
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Espanha: PACMA denuncia que jovens embebedaram e decapitaram galos e gansos

Tradução de Josy Aparecida Pazian

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O grupo ativista Pacma denunciou, nesta quarta-feira, que jovens de Muro, em Mallorca, embebedaram e decapitaram vários galos e gansos por conta da celebração das Festas dos Quintos (ritual de passagem para a maioridade) do último fim de semana.

Como foi informado no comunicado, os autores da morte destes animais antes de decapitar-lhes, forçaram-lhes a beber álcool. Por isso, Pacma considera que os feitos são “um ato desprovido do mínimo de ética e empatia diante do sofrimento dos animais”, assim como constitutivos de possível maus-tratos contra os animais, tipificado no Artigo 337 do Código Penal.

Assim sendo, Pacma apresentou denúncia ao Departamento do Meio Ambiente em Mallorca, cópia do qual também apresentou ao Procurador do Meio Ambiente em Mallorca. No documento, criticam a passividade da polícia local de Muro, que aparece nas imagens acompanhando os jovens.

Finalmente, Pacma, acrescenta que sua existência e trabalho se faz necessário quando nenhum outro órgão denuncia e promove mudanças legais que protejam os animais. Além disso, recorda que publicou um informe sobre maus tratos contra animais na Espanha, no qual destaca que, atualmente, ninguém foi preso por maltratar um animal e as multas, que giram em torno de 300 euros, “são ridículas comparadas ao dano causado aos animais”.

Fonte: 20 Minutos

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Vídeo mostra sofrimento de ovelhas em abatedouro islâmico

inglaterra ovelhas1Imagens colhidas por câmeras escondidas da ong Animal Aid mostram que em Thirsk, Inglaterra, um matadouro de produção de carne halal, para muçulmanos, maltratam ovelhas no processo de abate.

No Reino Unido, de acordo com a lei, os animais precisam ser atordoados antes do abate, para minimizar o sofrimento deles.

A lei abre exceção para os abates religiosos, de modo a manter a “pureza” do animal, do ponto de vista da crença.

Em 2014, 2,4 milhões de ovinos e caprinos foram mortos sem atordoamento. Houve um aumento de 60% em relação a 2013.

Sacerdotes muçulmanos e judeus argumentam que os abates religiosos são “humanitários” porque usam técnica que não causa dor aos animais, como a adoção de um único e rápido corte com lâmina afiada na garganta e tratamento digno.

Mas o vídeo não mostra isso.

Os funcionários do matadouro — um deles com solidéu — pisoteiam os animais, empurrando-os para correias transportadoras.

Uma regra do abate halal diz que um animal não deve testemunhar a morte de outro, para protegê-lo de trauma. Mas o matadouro não segue essa orientação. Os funcionários, inclusive, afiam lâminas diante dos animais.

O abate nem sempre ocorre instantaneamente. Em um caso, houve cinco tentativas. Há cenas de animais sangrando no chão.

John Blackwell, presidente da Associação Veterinária Britânica, afirmou ao The Telegraph, pediu punição ao matadouro porque, segundo ele, mesmo se os animais estivessem atordoados, o que se vê no vídeo é chocante.

Awal Fuseini, da Autoridade de Alimentos Halal, disse que as práticas mostradas no vídeo não estão de acordo com as leis islâmicas. “Qualquer imã [líder islâmico] ficaria perturbado ao ver as imagens.”

A Animal Aid tem “plantado” câmeras secretas em matadouros desde 2009. De acordo com ela, o maltrato ocorre com frequência e em abatedouros em geral, não só, portanto, religiosos.

Fonte: Paulopes 

Nota do Olhar Animal: Como destaca a Animal Aid, as agressões pré-abate são comuns em todos os tipos de abatedouros, não só nos religiosos. Há farto material videográfico registrando isso. E, como em todos os casos, o problema maior é o abate em si, que viola um direito moral fundamental ao seres sencientes: o direito à vida. Vale o registro também de que, em algum momento de sua história, todas as grandes religiões promoveram abates ritualísticos, como mostrado no artigo ‘Sacrifício de animais‘, de Sérgio Greif.

Rituais: Deputada do RS propõe alteração no Código Estadual de Proteção aos Animais

Nesta terça-feira (3), com a abertura dos trabalhos da nova Legislatura, a deputada Regina Becker Fortunati protocolou projeto de lei requerendo a revogação da Lei nº 12.131/04, que alterou o Código Estadual de Proteção aos Animais (Lei 11.915/03) e respaldou o sacrifício de animais nos cultos e liturgias das religiões de matriz africana. Conforme a parlamentar, a medida visa a fazer com que o referido Código volte a vigorar com sua redação original, que estabelece normas para a proteção dos animais no Rio Grande do Sul.

Na justificativa do PL, Regina destaca que a Constituição Federal tanto estabelece o respleeito à liberdade religiosa quanto garante a todos o direito à vida. “O reconhecimento dos Direitos Animais é uma evolução da sociedade, e esta tem manifestando sua inconformidade diante de práticas colidentes em que se verifica o interesse de segmentos sobrepondo-se aos da coletividade, no que concerne o sacrifício de animais”, pondera.

Para a parlamentar, a externação da fé não pode afrontar os direitos alheios, visto que não é absoluta. “Na atualidade, a citada prática de liturgias já não se pacifica com a consciência da sociedade em permanente evolução e a quem a Carta Magna determinou, tanto quanto ao Poder Público, o dever de defender e proteger os seres vivos e o meio ambiente”, frisa.

A questão da saúde pública, colocada em risco diante da decomposição orgânica dos animais que são vitimados nos rituais, também é referida na justificativa da matéria. De acordo com Regina, além da inconformidade com a morte de animais para este fim, é imensurável o sofrimento que advém do constrangimento a que a sociedade é submetida ao encontrar os corpos utilizados nas oferendas em locais públicos, tais como ruas e praças, já em estágio de putrefação.

Fonte: JusBrasil

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Egípcia pode ser presa por criticar abate de ritual islâmico

EGITO Fatima-Naoot

A Justiça do Egito está julgando a jornalista e poetisa Fatima Naoot (foto) por ela ter criticado o abate de animais da Grande Festa de Sacrifício — um ritual islâmico de quatro dias, o Eid al-Adha ou Eid ul-Adha. A pena poderá ser de até três anos de prisão.

De acordo com a tradição do Islã inspirada em uma passagem da Bíblia, a festa comemora a fé de Ibrahim (Abraão para judeus e cristão) de permitir que um carneiro fosse sacrificado em vez de seu filho Ismael (Isaac).

No Alcorão, Ibrahim-Abraão recebe a determinação de Deus para o sacrifício de seu filho por intermédio de sonho. A troca de Isamael-Isaac por um animal foi comunicada por um anjo.

Na Facebook, Naoot escreveu em outubro de 2014 que há dez séculos os religiosos estão matando milhões de criaturas por causa do “pesadelo” que um homem teve em relação a seu filho.

Líderes religiosos estão acusando a jornalista de ter desacatado o Islã, estimulando conflitos e perturbando a paz.

Secularista e defensora dos animais, ela disse que vai manter sua crítica mesmo que seja condenada. Naoot não compareceu ao Tribunal no primeiro dia de julgamento.

Ativistas de direitos humanos acusam o presidente Abdel Fattah al-Sisi de estar violando o direito de expressão, inclusive para agradar líderes muçulmanos.

Porta-vozes do governo nega que isso esteja ocorrendo e argumentam que não há interferência em assuntos judiciais.

Contudo, para Gamal Eid, diretor da Rede Árabe para a Informação de Direitos Humanos, o caso de Naoot só foi encaminhado para Justiça porque o governo tem conivente com o extremismo religioso.

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Fonte: Paulo Lopes

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Entidade protetora dos animais tenta salvar cachorro que teve o couro arrancado em Prudentópolis, PR

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As voluntárias e voluntários da Associação Protetora do Animais São Francisco de Assis (APASFA) de Prudentópolis, na região Centro Sul do Paraná, estão tentando salvar o cãozinho que teve o couro arrancado.

A crueldade contra o cachorrinho está repercutindo enormemente e chama a atenção pelo estado em que o animal foi deixado, com o couro de grande parte do corpo arrancado. Quem teria feito essa barbaridade?

A comunidade está mobilizada para ajudar o bichinho e encontrar o autor do crime. Internautas desconfiam de que o animal poderia ser usado para um ritual de Magia Negra.

Nas redes sociais, a entidade pede ajuda para cuidar do cachorrinho que recebeu o nome de Vitório e de outros animais resgatados, recolhidos por voluntárias e voluntários, tratados, recuperados e postos para adoção responsável.

QUEM PUDER E QUISER AJUDAR ESTA SÉRIA E IMPORTANTE ENTIDADE, ACESSE O LINK: (APASFA – Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis)

A APASFA publicou dados para doações no Facebook

Doações via depósito bancário

Mantemos uma conta bancária em nome da ASSOCIAÇÃO PROTETORA DOS ANIMAIS SÃO FRANCISCO DE ASSIS, conta essa que está aberta para qualquer tipo de auditoria:

CAIXA ECONÔMICA AGÊNCIA- 0401 CONTA POUPANÇA – 000015460-3 OPERAÇÃO – 013 CNPJ: 15.174.490/0001-10

Fonte: Folha Centro Sul

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Moradores encontram animais mortos em um caixão em Criciúma, SC

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Durante esse final de semana, moradores do Morro Albino que passam pela Rótula do Imigrantes tiveram uma surpresa: encontraram diversos animais mortos dentro de um caixão. Ainda não se sabe bem a quantidade, mas acredita-se que aproximadamente dez animais tenham sido sacrificados em um ato de magia negra.

A Polícia Militar esteve no local para verificar se o caixão foi roubado de algum cemitério, mas o Portal Engeplus ainda não obteve respostas. Conforme uma das moradoras, Adriana Boaroli Pavei, atos como esse são constantes no local. “É uma encruzilhada, e acontece com frequência. Já estávamos até achando normal os despachos que realizam, mas isso que aconteceu agora é pior. São muitos animais, antes encontrávamos uma galinha enforcada, ou um cabrito, agora é pior. Estamos preocupados porque além dos animais sacrificados fica próximo das plantações de bananeira, o que pode gerar um incêndio”, comenta.

Os moradores também se preocupam com a poluição do local, pois, são os proprietários dos terrenos que ficam responsáveis de efetuar a limpeza. Conforme a Polícia Ambiental de Maracajá para classificar esse tipo de atitude como um crime é preciso avaliar a causa da morte dos animais.

Se for constatado que houve crueldade e maus tratos, o causador deve cumprir de três meses à um ano de prisão e ainda pagar um multa de R$ 500 por animal e espécie. Em dezembro do ano passado um caso de magia negra foi registrado em Braço do Norte, e sete pessoas foram presas. De acordo com a legislação brasileira, realizar ritual de magia negra não é proibido por lei, desde que não prejudique ninguém ou seja em lugares inadequados.

Fonte: Engeplus

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Ritual hindu sacrificará 500 mil animais no sul do Nepal; vídeo

Realizado a cada cinco anos, ritual reverencia Gadhimai, a deusa do poder.

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Nesta sexta-feira, aproximadamente um milhão de fiéis da religião hindu se reunirão em um remoto templo ao sul do Nepal, para homenagear a deusa Gadhimai. Entre rezas, ofertas e outros rituais, o culto será marcado por um peculiar detalhe: o maior sacrifício de animais do mundo.

Realizado a cada cinco anos, o líder religioso do templo conduzirá as preces e também protagonizará um ato de oferecimento de sangue humano antes do sacrifício dos animais. O ritual segue até sábado.

Da última vez que foi realizado, em 2009, cerca de 250 mil búfalos, cabras, ovelhas e galinhas foram executados pelas espadas de religiosos, acompanhado por milhares de pessoas.

Gadhimai, a Deusa do Poder

INDIA StopSacrificiosNewsletter32-108x108Na religião hindu, Gadhimai é conhecida como a deusa do poder, levando seus devotos a praticarem o sacrifício animal como forma de atrair prosperidade. Para chegar ao local da prática religiosa, muitos desses animais são levados ilegalmente entre as fronteiras do Nepal com a Índia.

A lei do homem

Entretanto, em outubro, a Suprema Corte da Índia responsabilizou governo caso algum búfalo ou qualquer outro animal seja transferido pela fronteira sem as devidas autorizações legais.

Na útlima quarta-feira, dois dias antes do ritual, mais de 2 mil animais foram apreendidos, além da prisão de centenas de pessoas. Os restos dos animais sacrificados, ao final do encontro, serão comercializados, enquanto os crânios dos búfalos serão transformados em objetos de adoração.

Fonte: Catraca Livre 

Nota do Olhar Animal: Como nos mostra o biólogo Sérgio Greif em seu artigo ‘Sacrifício de animais‘, todas as grandes religiões, em algum momento de sua história, praticaram o sacrifício de animais humanos e/ou não humanos. Também nelas, o ser humano prioriza seus interesses, pouco se importando com o dano causado a outros seres.
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Uso de animais em rituais está chegando ao fim, diz presidente da CPDA/OAB-RJ

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O Presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ, Reynaldo Velloso, discursou durante a XXII Conferência Nacional dos Advogados, que está sendo realizada no Rio Centro, na Barra, que os tempos de sacrifícios com animais em rituais religiosos está chegando ao fim e que esta será uma das bandeiras da Comissão no próximo ano.

Leia a declaração completa de Reynaldo Velloso:

“Não há necessariamente conflitos de interesses ao se tratar do tema religião/animal. O que existe é uma perfeita integração na discussão. Não proponho a extinção ou proibição de crenças ou tradições, mas a observância da legislação vigente e seu devido cumprimento.

Lembro que o respeito pelos diversos sistemas religiosos não devem ser tão forte que nos impeça de avaliarmos a sua legalidade e legitimidade.

Não discutimos discriminação racial, até porque não apoiamos a intolerância religiosa ou qualquer outra forma de discriminação, mas lembro que os sacrifícios de animais em rituais religiosos não está adstrito somente às religiões de origem africana, não vamos, portanto, atrelar estes assassinatos a questões raciais.

O embate é estritamente jurídico, pois a liberdade de crença é um direito individual, mesmo sendo de um grupo, e o direito dos animais não serem submetidos a atos de crueldades, constitui um direito difuso, coletivo. Fica evidente a prevalência do direito maior.

As restrições à liberdade religiosa, não se limitam às normas de proteção do animal, mas a limites impostos à toda e qualquer atividade.

Os Direitos Fundamentais previstos pela CF não são absolutos. O direito à propriedade, por exemplo, é relativo quando temos a figura da desapropriação. A vida é fundamental, mas temos a pena de morte em casos de guerra.
A inviolabilidade da correspondência, deixa de existir no estado de sítio. O direito de ir e vir, também se restringe em caso de estado de sítio.

Entendo que o direito a liberdade religiosa não é absoluto e deve se submeter às restrições previstas a qualquer atividade. Iremos empreender esta luta no próximo ano.

O argumento da tradição, em pleno século XXI, não se sustenta, pois não estamos numa tribo africana há 3 mil anos atrás. Hoje não se executam criminosos por enforcamento ou em fogueiras, nem se põem homens para lutar com leões, como no império Romano. Os Astecas ofereciam crianças aos deuses, prática bárbara abolida há tempos.

E não falo somente na questão moral, mas também na legislação, pois o sacrifício de animais é ilegal, como determina a lei N° 9605/98, quando proíbe que os animais sejam submetidos a maus-tratos. Como se não bastasse, a Constituição Federal proíbe a crueldade contra animais.

Finalizando, sacrificar animais, sob o argumento de “pacificar deuses”, ou a título de “agradar entidades”, ou “pagar favores”, não os livra da dor e da morte. Além de tudo não acredito que uma entidade superior, um ser divino, precise de matança de um ser indefeso para maior elevação e aumento de grandeza.

Devemos basear a nossa responsabilidade moral e ética nos princípios da justiça e da compaixão e bondade e não em valores familiares e acomodações com argumentos falhos , como tradições e outras similitudes. Muitas vezes me pergunto: Quem são os irracionais?”

Fonte: ABN