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Voluntários se mobilizam contra rodeio em Ourinhos, SP

Em todo o Brasil tem muita gente que apoia, gosta e sobrevive de rodeios. Muitos municípios já criaram leis que proibiram este tipo de evento, o qual caracteriza-se principalmente pelos maus tratos e até tortura, segundo os protetores de animais. Outras cidades ainda não se posicionaram legalmente a respeito do tema, é o caso de Ourinhos.

O fato é que enquanto não houverem leis que proíbam ou autorizem rodeios, somente o bom senso das autoridades e o apelo popular poderá resolver esta situação. Há mais de 40 anos Ourinhos realiza a FAPI (Feira Agropecuária e Industrial), a qual acontece anualmente e conta com o rodeio entre suas atrações.

A notícia de que poderá acontecer mais uma festa em Ourinhos envolvendo rodeio, agora em novembro, provocou uma grande mobilização entre os protetores e simpatizantes favoráveis ao bem estar e a proteção animal.

Estes protetores voluntários organizaram um abaixo assinado contra a realização de rodeios na cidade e em poucos dias mais de 7 mil assinaturas legítimas foram colhidas. Os voluntários estão diariamente no calçadão da rua Paraná realizando este trabalho. Cópias da manifestação da vontade popular deverão ser encaminhadas para os Poderes Executivo e Legislativo e ao Ministério Público.

SP ourinhos contra rodeio

Fonte: Jornal do Povo

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ADAO quer proibir rodeio em Ourinhos (SP) e já colheu mais de 10 mil assinaturas

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A ADAO (Associação Defensora dos Animais de Ourinhos) quer impedir que o “Ourinhos Rodeio Bulls” programado para ser promovido de 20 a 23 de novembro no Parque de Exposições “Olavo Ferreira de Sá” aconteça. Para isso a entidade já colheu mais de 10 mil assinaturas de apoio e pretende entregar a administração municipal para que proiba o rodeio em Ourinhos.

A entidade lutra contra os maus tratos a animais, porém essa é a primeira vez que tentam impedir a realização de um rodeio na cidade. Vale lembrar que recentemente foi realizada a FAPI (Feira Agropecuária e Industrial) onde também aconteceu um rodeio, estranhamente sem qualquer manifestação por parte da ADAO.

Atualmente mais de 40 cidades possuem Leis Municipais que proibem rodeios. Já os amantes da atividade se defendem afirmando que os animais não são mautratados, mas sim tratados como atletas, e chegam a classificar o rodeio como esporte.

Atualização 19/9/14 – às 17h11 – Representantes da ADAO entraram em contato com nossa redação após a públicação da materia, e informaram que fizeram uma contestação em 2012 para que não houvesse rodeio na FAPI, porém, o Ministério Público pediu apenas a fiscalização para que não houvesse maus tratos aos animais, o que satisfez a entidade. Porém, nenhuma ação foi adotada pela ADAO contra a realização do redeio na FAPI em junho desse ano, apenas agora a entidade resolvel tentar novamente proibir o rodeio da FAPI.

Fonte: Ourinhos Notícias

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MP pede que Festa de Barretos exclua prova que matou bezerro em 2011

Novos laudos confirmam que bulldog causa maus-tratos, alega promotor. Modalidade já está suspensa há 3 anos, desde que animal foi sacrificado.

Por Rodolfo Tiengo

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O Ministério Público ajuizou nesta quinta-feira (28) uma ação civil pública por maus-tratos aos animais contra os organizadores da Festa do Peão de Barretos (SP). Segundo o promotor Flávio Okamoto, que moveu o processo, o clube “Os Independentes” deve deixar de realizar em definitivo a prova bulldog, em que o peão pula de cima do cavalo em movimento e tenta derrubar o bezerro no menor tempo possível. A modalidade já está suspensa do maior rodeio do país desde 2011, quando um animal morreu após ter o pescoço torcido e sofrer uma lesão em uma das vértebras.

Em nota, a assessoria da Festa do Peão de Barretos informou apenas que desconhece a referida ação.

Okamoto explicou que um inquérito civil foi instaurado pela Promotoria para apurar a morte do bezerro há três anos, mas foi arquivado com base em um laudo expedido por um veterinário, apontando que o peão havia feito um movimento errado durante a prova. Desde então, a modalidade está suspensa, provisoriamente, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). “A prova não é realizada porque eles fizeram um acordo parcial com outro promotor, dizendo que, enquanto não fosse julgada a morte do bezerro, eles não realizariam. Mas eles ainda podem voltar a fazer um dia”, explica.

Segundo o promotor, o inquérito foi enviado ao Conselho Superior do Ministério Público, órgão colegiado que avalia arquivamentos, e que determinou que uma ação fosse instaurada por outro promotor em Barretos. A partir daí, a Promotoria apurou que o veterinário que expediu o laudo em 2011, além de ser ligado ao grupo “Os Independentes”, organizadores da Festa do Peão, estava com registro profissional vencido junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária.

SP barrretos bezerro barretosAlém disso, outros três laudos comprovam que a prova causa sofrimentos físicos e psíquicos aos bovinos. “Quando o inquérito foi arquivado pela primeira vez, o veterinário fez um laudo bem tendencioso, alegando que a culpa foi do peão. Depois, juntamos nos autos três pareceres contrários, dizendo que aquilo estava completamente errado”, diz Okamoto.

Os pareceres apontam que a torção afeta não apenas a coluna cervical, mas nervos que se conectam com a medula espinhal e até vasos sanguíneos. Outro lado indica que o extremo ruído proveniente dos shows musicais e do locutor das arenas, “também são extremamente estressantes aos animais, pois a acuidade auditiva deles é muito alta, provocando aos animais lesões auditivas, rupturas de tímpano, arritmias cardíacas.”

Negociação

Antes de entrar com a ação, Okamoto alega que tentou um acordo com “Os Independentes”, enviando a eles a minuta de um novo TAC, em que os organizadores se comprometeriam a nunca mais promover a prova. O documento, no entanto, nunca foi assinado.

Na ação protocolada nesta quinta-feira (28), o promotor pede a exclusão da prova do rol de modalidades disputadas no rodeio e a execução de uma multa no valor de R$ 144,8 mil por dano moral coletivo ao meio ambiente pela morte do bezerro. “A própria natureza da prova, que consiste em pular do cavalo em cima do bezerro e girar o pescoço, causa maus-tratos. Por isso, tem que ser proibida. A Constituição, no artigo 225, diz que é proibida a crueldade contra os animais.”

Fonte: G1

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Prefeitura de Fortaleza (CE) proíbe realização e divulgação de vaquejadas

A previsão é de que entre em vigor em 30 dias contados da data de publicação.  

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O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), sancionou, no dia 12 de maio, a lei que proíbe a realização e divulgação de vaquejadas e rodeios no Município. A Lei nº 10.186 foi publicada no Diário Oficial da sexta-feira, 16.

Pela lei, “ficam proibidas a realização e divulgação de vaquejada, rodeio e qualquer outro evento que exponha os animais a maus-tratos, crueldade ou sacrifícios, no âmbito do município de Fortaleza”.

A proibição não se aplica, no entanto, para provas hípicas, procissões religiosas e desfiles civis ou militares. A previsão é de que entre em vigor em 30 dias contados da data de publicação.

Câmara Municipal

O projeto, de autoria da vereadora Toinha Rocha (Psol), começou a tramitar na Câmara Municipal em junho de 2013. Além da promoção dos eventos, o projeto da parlamentar proíbe ainda a divulgação e publicidade desse tipo de prática no Município.

De acordo com a lei, o evento não poderá ser divulgado em Fortaleza mesmo que aconteça em outro município. O projeto especifica ainda a proibição de quaisquer eventos que exponham animais a maus-tratos, crueldade ou sacrifícios.

Fonte: O Povo