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Doação de sangue canino ainda é pouco conhecida em Alagoas

Ajuda para animais que precisam de transfusão depende das redes sociais. Tutores de animais doadores afirmam que desinformação ainda é problema.

Por Derek Gustavo

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Quem cria um ou vários cãezinhos sabe o trabalho que dá quando algum deles fica doente. Dependendo da doença, o tratamento é rápido e em pouco tempo o animalzinho já está pulando pela casa novamente. Alguns casos, porém, exigem maiores cuidados e podem trazer a necessidade de se fazer uma transfusão de sangue.

Assim como os seres humanos, os cachorros também podem doar sangue entre si. O problema, porém, é encontrar doadores.

A designer e professora universitária Luciana Beserra cria sete cães. Um deles, o labrador Harsan, hoje com 7 anos, foi o primeiro da “família” a se tornar doador de sangue. Como ele não pode mais fazer isso por causa da idade, a filha dele, Aisha, de 2 anos, assumiu o posto de doadora.

“Eu sou doadora de sangue há 15 anos. Há algum tempo vi um pedido de ajuda para doação de sangue para um cachorrinho que estava doente. Conversei com o veterinário dos meus cachorros para saber se havia algum risco e tirar dúvidas. Como não havia, acabei levando o Harsan para doar. Depois disso, levei ele muitas outras vezes”, conta Luciana.

Luciana afirma que, após esses procedimentos, ganhou confiança para buscar outras pessoas que se interessassem em ajudar também. Ela acabou se tornando uma defensora da causa, e buscou ajudar sempre que pode.

“As redes sociais têm sido de grande ajuda para encontrar doadores. Eu sempre procuro ajudar quando alguém pede ajuda com isso. Colaboro na busca por doadores, mas ainda há um grande desconhecimento por parte dos tutores desses animais”, diz a designer.

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Procedimento

A médica veterinária Lysanne Costa da Rocha Medeiros explica que o procedimento para a doação de sangue canino é simples, mas precisa seguir alguns pré-requisitos.

“Para doar, o animal precisa ter entre 1 e 8 anos, pesar mais de 27kg, estar com a saúde em dia e não ter nenhuma doença relacionada a carrapatos. Não há restrição de raça, mas animais de pequeno porte, pela questão do peso ideal, não podem ser doadores, e o doador não precisa estar em jejum”, afirma Lysanne.

O sangue nos cachorros é retirado diretamente da veia jugular, que passa pelo pescoço, ao contrário dos humanos, que doam o sangue retirado das veias que passam pelo braço. Os animais mais ariscos precisam de uma leve sedação antes do procedimento, para que não corram o risco de se machucarem.

“A cada doação, podemos retirar até 450ml de sangue, que depois passa por um hemograma completo com contagem de plaquetas. Os cachorros possuem 8 grupos sanguíneos, mas no Brasil a prática da tipagem sanguínea não é comum. Por isso, antes do início de cada transfusão, misturamos uma gota do sangue do doador com uma do receptor, para assegurar a compatibilidade”, conta a veterinária.

Reações adversas são raras nesse tipo de procedimento. De acordo com Lysanne Costa, o corpo do animal leva 20 dias para repor a quantidade de sangue retirada, e em 3 meses uma nova doação já pode ser feita.

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Ajuda da tecnologia

Por abrigar uma grande quantidade de animais, o Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa) depende bastante da boa vontade dos tutores para conseguir doações quando elas se fazem necessárias. As redes sociais têm sido de grande ajuda nessa busca.

A assessoria do Neafa explica que há um cadastro de pessoas que já colaboraram com doações anteriormente, mas quando os animais não podem doar, por terem feito isso pouco tempo antes, ou por estarem com a saúde debilitada, recorre-se a chamamentos nas redes sociais.

A ONG fechou uma parceria com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que possui um canil. Com a autorização do oficial que comanda o setor, os animais da polícia recebem atendimento gratuito no Neafa. Em troca, os cães policiais se tornam doadores sempre que há a necessidade.

Tutores de cães que precisem da transfusão ou que se enquadrem no perfil de doação podem procurar a instituição. Ambos os procedimentos são feitos lá mesmo. O tutor do animal debilitado é instruído a comprar uma bolsa de coleta de sangue, que custa R$ 35.

Os interessados em saber mais como podem ajudar com a doação, ou aqueles que estiverem precisando da transfusão para seus animais, podem entrar em contato com o Neafa, através do telefone 3221-0193 ou na página da instituição nas redes sociais.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Certamente não é uma “doação”. Mas o procedimento não causa maiores danos ao animal do qual o sangue é retirado. No mais. os beneficiados são outros animais da mesma espécie e qualquer inconveniente é infinitamente menor do que o benefício que a medida traz aos animais que recebem o sangue.
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Ebola já matou um terço dos gorilas e chimpanzés no mundo

Entre os gorilas, 95% dos infectados acabaram morrendo. Já entre os chimpanzés, a taxa de mortalidade é de 77%

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O vírus ebola já fez milhares de vítimas pelo mundo no atual surto, que é o pior desde a década de 1970. Porém, não é somente o ser humano que vem sofrendo as consequências da hemorragia fatal, em quase 50% dos casos registrados: os chimpanzés e os gorilas também estão morrendo e precisam de vacina urgentemente. As informações são do The Mirror.

O vírus é ainda mais mortal entre os animais. Segundo a publicação, ao menos um terço dos macacos dessas espécies já foi exterminada pela doença desde 1990. Entre os gorilas, 95% dos infectados acabaram morrendo. Já entre os chimpanzés, a taxa de mortalidade é de 77%.

Os surtos são pouco frequentes, mas quando atingem os animais, podem acabar com enormes um grande número deles, especialmente se as carcaças são deixadas abandonadas. Em 1995, por exemplo, 90% dos gorilas no Parque Nacional do Gabão morreram de ebola. Entre 2002 e 2003, outros cinco mil foram mortos pelo surto na República Democrática do Congo.

Os grandes macacos africanos também estão sob ataque de caça ilegal, convivendo com a destruição do seu habitat, enfrentando guerras e outras doenças infecciosas. Segundo cientistas, a falta de habitat significa que os animais infectados são mais suscetíveis de entrar em contato uns com os outros, e, portanto, mais susceptível de contrair o vírus. É um ciclo vicioso.

Fonte: Terra

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Prefeitura se nega a informar número de cães e gatos mortos no CCZ, em Rio Preto, SP

Por Raul Marques

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A Secretaria de Saúde de Rio Preto esnobou a Lei de Acesso à Informação e se nega a fornecer ao Diário o número de cachorros e gatos mortos pelo Centro de Controle de Zoonoses nos últimos dez anos, quanto custou o serviço para os cofres públicos e a quantidade de animais adotados. Nem mesmo a legislação foi suficiente para “sensibilizar” a Prefeitura a abrir a caixa preta que esconde essas informações.

A Secretaria de Saúde de Rio Preto esnobou a Lei de Acesso à Informação e se nega a fornecer ao Diário o número de cachorros e gatos mortos pelo Centro de Controle de Zoonoses nos últimos dez anos, quanto custou o serviço para os cofres públicos e a quantidade de animais adotados. Nem mesmo a legislação foi suficiente para “sensibilizar” a Prefeitura a abrir a caixa preta que esconde essas informações.

A lei número 12.527 foi criada em âmbito federal no dia 18 de novembro de 2011 e regulamentada em 16 de maio no ano seguinte em Rio Preto. Sua função é obrigar órgãos públicos a fornecer informações solicitadas por qualquer cidadão no prazo de 20 dias. O artigo 5º da lei prevê que a informação deve ser prestada ‘de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão’.

O Diário solicitou as informações no dia 2 de dezembro de 2014, conforme protocolo número 2014000361931. Ao final do prazo, a secretária municipal de saúde, Teresinha Pachá, enviou a seguinte mensagem. “Solicitamos prorrogação no prazo de resposta para compilação das informações solicitadas.” Depois de mais dez dias de espera, chegou a resposta oficial, que, em síntese, ignorou o pedido primordial.

“Informo que as eutanásias são realizadas em animais cujo tratamento não seja eficaz, causando o sofrimento dos mesmos ou em casos de enfermidades incuráveis, conforme o que determina a legislação vigente. A partir da parceria estabelecida com as associações de proteção aos animais, as doações de cães e gatos são administradas por estas instituições.” A nota foi emitida pela Vigilância Ambiental sem assinatura de nenhum profissional.

No dia 6 de janeiro, o jornal entrou com recurso no próprio sistema da lei de acesso à informação. Afinal, a Prefeitura não informou o número de animais mortos. Cinco dias depois, Teresinha Pachá indeferiu o pedido e trata a questão como encerrada. A lei prevê que apenas dados que podem comprometer a segurança nacional devem ser mantidos sob sigilo pelo Estado. Não é caso do pedido feito pelo Diário da Região .

Os dados foram solicitados para a Prefeitura com objetivo de realizar uma ampla reportagem sobre o abandono constante de animais em Rio Preto e o que a Secretaria Municipal de Saúde faz para resolver a questão. Cachorros e gatos vagam pela cidade, reproduzem-se de forma indiscriminada, geram doenças e, no final, podem ser sacrificados pelo Poder Público. Trata-se de questão de saúde pública.

A lei de acesso à informação, porém, não é clara sobre punições ao agente público que se recusa a fornecer as informações solicitadas legalmente. A norma descreve como penalidades advertência, multa e improbidade administrativa. O promotor de Justiça Sérgio Clementino afirma que qualquer cidadão que for solenemente ignorado em casos similares pode procurar o Ministério Público e registrar uma representação, o que será feito pelo jornal. “A punição não é precisa na lei. Quando a reclamação chegar aqui, a gente analisa e vê o que pode ser feito.”

Via Secretaria de Comunicação, o Diário procurou novamente a Secretaria Municipal de Saúde na última quinta-feira para falar sobre a questão. Mais uma vez, o posicionamento não foi esclarecedor. “A posição da Prefeitura é a já expressada em resposta ao Diário (via lei de acesso à informação).” A pergunta que fica: se tudo está dentro da normalidade, por qual motivo esconder uma simples informação?

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Fonte: Diarioweb

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Veterinário alerta para o perigo de intoxicação alimentar em animais

Opte por biscoitos caninos, petiscos e outros alimentos permitidos. Fazer o bichinho passar vontade não prejudica a saúde dele.

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Compartilhar o alimento é um hábito ancestral e institivo dos cães. É por isso que, de acordo com o diretor clínico de um hospital veterinário, Marcelo Quinzani, eles querem dividir este momento com os seus tutores. Mesmo assim, fazer o animal passar vontade não prejudica a saúde dele e pode evitar os transtornos de uma intoxicação alimentar.

A dica, explica o especialista, é ter cuidado redobrado com os alimentos que ficam disponíveis e deixar algo permitido para eles, como biscoitos caninos, petiscos ou algumas frutas secas caso eles tenham interesse pela comida. “Em festas, muitos pensam que basta orientar os convidados a não oferecer alimentos, restos de comidas e ossos para os animais, mas grande parte dos casos é de cães mais novos ou curiosos, que furtam alimentos da mesa.”

Os problemas decorrentes da intoxicação são inúmeros, muitos deles graves. Alimentos condimentados ou muito gordurosos, por exemplo, podem levar a vômitos e diarreia. Já os chocolates podem causar graves intoxicações, já que os cães possuem grande deficiência em metabolizar os seus componentes.

Algumas frutas secas e castanhas que sobraram das festas de fim de ano podem levar a graves quadros de intoxicações. “A uva passa, por exemplo, pode causar lesão renal aguda em cães por conta da ingestão das sementes e a noz macadâmia pode causar paralisia muscular temporária se ingerida em excesso”, ressalta. Já os ossos e pedaços maiores de carnes podem levar a uma obstrução intestinal.

Fique atento aos sinais!

Os sintomas dependem muito do que foi ingerido, mas a maioria dos quadros de intoxicação apresenta sinais agudos dentro de pouco tempo. “Os mais comuns envolvem vômito, apatia, diarreia, dor abdominal e, às vezes, convulsões. Os sinais podem se acentuar, manifestando apatia intensa e perda de apetite”, esclarece Marcelo.

Caso o animal apresente algum destes problemas, deve ser levado ao veterinário. Mas, se o tutor tem a informação de que o animal consumiu algum destes alimentos tóxicos, que podem inclusive levar o pet a óbito em poucas horas, deve procurar o profissional imediatamente para os primeiros cuidados mesmo antes da manifestação dos sintomas.

O tratamento de intoxicação alimentar incluem medidas sintomáticas e, no caso de vômitos, cólicas e diarreia, alguns animais precisam de soro e muitas vezes de internação. “Tratamentos específicos, lavagem gástrica, medicamentos injetáveis e indução ao vômito também são utilizados. Depois de controlados os sinais mais graves, muitos animais ainda vão para casa recebendo medicamentos via oral por alguns dias”, comenta o veterinário.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Sobre a alimentação canina, recomendamos a leitura de dois artigos publicados no Olhar Animal: ‘CÃES SÃO ANIMAIS CARNÍVOROS OU ONÍVOROS?‘, do biólogo Sérgio Greif, e ‘CÃES VEGETARIANOS‘, do veterinário Leonardo Maciel.

Doença grave ameaça animais ‘de estimação’ em passeios na praia

Comum em regiões litorâneas, a dirofilariose, pode levar cães e gatos à morte.

Por Marcele Tonelli

Um perigo pouco conhecido por tutores de animais de estimação e escondido, principalmente, nas regiões litorâneas. Assim é a dirofilariose, doença silenciosa causada por um verme que atinge o coração dos animais e que pode até levá-los à morte.

Chamada popularmente de “verme do coração”, a dirofilariose é transmitida por meio da picada de um mosquito infectado, que libera os parasitas na corrente sanguínea. Diagnosticada com antecedência, no entanto, ela pode ser tratada, mas o ideal, conforme orientação veterinária, é que o dono do animal se atente à prevenção antes de iniciar a temporada de viagens com seu pet.

Prevenção

No caso da dirofilariose, a médica veterinária Simone Cristina Poli explica que os medicamentos que ajudam na prevenção da doença em caninos e felinos, compostos como o Selamectina e Imidacloprida/Moxidectina, devem ser administrados com no mínimo três dias de antecedência, contados da data da viagem.

A aplicação deve ser reforçada no animal durante o período em que ele estiver na praia, já que o produto aplicado é válido por 30 dias.

“A aplicação deve ser feita na pele da nuca do animal. Essa prevenção é muito importante, porque a dirofilariose é uma doença silenciosa e os vermes ficam alojados no coração”, ressalta Simone.

Além de proteger contra esse tipo de verme, essas substâncias também são indicadas para a proteção dos animais contra sarnas e vermes intestinais, além de ajudar na eliminação de pulgas e piolhos.

Causada pela Dirofilaria imitis, esta é uma doença parasitária dos cães, mas que age em menor escala em outros mamíferos, inclusive no homem.

Seus principais vetores são mosquitos dos gêneros Culex, Aedes e Anopheles.

O problema é mais frequente em cidades litorâneas e de clima quente e úmido e que possuem grande quantidade de água parada. Apesar disso, há casos diagnosticados em regiões interioranas e longe da Costa.

Incidência

Entre as áreas de incidência estão o litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e Mato Grosso. Depositados pelos mosquitos, os parasitas migram através da pele e da musculatura do animal, penetrando nos vasos sanguíneos e seguindo para os ventrículos, artérias e veia cava.

Dependendo do grau de infestação, o animal pode apresentar disfunção cardíaca, ficando intolerante a exercícios, apresentando cansaço, tosse crônica, apatia, respiração ofegante e perda de peso.

Há estudos, no entanto, que afirmam que até 85% dos cães contaminados não apresentam sintomas até um estágio avançado da doença.

O cão pode conviver com o verme durante anos sem apresentar qualquer sinal. Mas quando os sintomas aparecem, a doença pode estar num estado avançado e a saúde do animal fatalmente comprometida.

A medicação preventiva evita que os vermes evoluam para parasitas adultos. “Pessoas que têm casa no litoral já estão acostumadas. Mas quem tem o costume de viajar para a praia apenas nessa época do ano e nunca ouviu falar da doença, precisa se atentarpara não colocar o animal em risco e transformar o descanso em pesadelo”, finaliza Simone.

Verão requer cuidados específicos com animais

A chegada do verão é convidativa para passeios ao ar livre, viagens e diversão em família. Porém, as altas temperaturas causam sofrimento aos bichos de estimação.

Segundo a veterinária Simone Cristina Poli, assim como os humanos, o animal também sofre muito no verão, por isso é importante escolher os horários mais frescos do dia para passear com o pet.

“Para baixar sua temperatura corpórea, o cão aumenta a frequência respiratória, por isso a hidratação é muito importante. Evitar passeios no horário mais quente também previne queimaduras nas patinhas”, comenta Simone.

Outra dica é o uso de protetor solar sobre as áreas sem pelo, como barriga e focinho do pet. “Existem protetores específicos para cães, mas na falta, o humano também resolve”, acrescenta a veterinária. “Mas vale lembrar que a areia da praia deve ser evitada, pela quantidade de doenças que pode transmitir aos cães”, pontua.

Entre os acessórios que não podem faltar para quem pretende viajar com o pet está a coleira de identificação contendo o nome, endereço e telefone do tutor do animal, incluindo o DDD.

Manter a vacinação em dia e o animal vermifugado também evita transtornos durante a viagem.

Fonte: JCNET

Um perigo pouco conhecido por donos de animais de estimação e escondido, principalmente, nas regiões litorâneas. Assim é a dirofilariose, doença silenciosa causada por um verme que atinge o coração dos animais e que pode até levá-los à morte.
 
Chamada popularmente de “verme do coração”, a dirofilariose é transmitida por meio da picada de um mosquito infectado, que libera os parasitas na corrente sanguínea. Diagnosticada com antecedência, no entanto, ela pode ser tratada, mas o ideal, conforme orientação veterinária, é que o dono do animal se atente à prevenção antes de iniciar a temporada de viagens com seu pet.
 
Prevenção
 
No caso da dirofilariose, a médica veterinária Simone Cristina Poli explica que os medicamentos que ajudam na prevenção da doença em caninos e felinos, compostos como o Selamectina e Imidacloprida/Moxidectina, devem ser administrados com no mínimo três dias de antecedência, contados da data da viagem. 
 
A aplicação deve ser reforçada no animal durante o período em que ele estiver na praia, já que o produto aplicado é válido por 30 dias. 
 
“A aplicação deve ser feita na pele da nuca do animal. Essa prevenção é muito importante, porque a dirofilariose é uma doença silenciosa e os vermes ficam alojados no coração”, ressalta Simone.
 
Além de proteger contra esse tipo de verme, essas substâncias também são indicadas para a proteção dos animais contra sarnas e vermes intestinais, além de ajudar na eliminação de pulgas e piolhos. 
 
Causada pela Dirofilaria imitis, esta é uma doença parasitária dos cães, mas que age em menor escala em outros mamíferos, inclusive no homem.
 
Seus principais vetores são mosquitos dos gêneros Culex, Aedes e Anopheles. 
 
O problema é mais frequente em cidades litorâneas e de clima quente e úmido e que possuem grande quantidade de água parada. Apesar disso, há casos diagnosticados em regiões interioranas e longe da Costa. 
 
Incidência
 
Entre as áreas de incidência estão o litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e Mato Grosso. Depositados pelos mosquitos, os parasitas migram através da pele e da musculatura do animal, penetrando nos vasos sanguíneos e seguindo para os ventrículos, artérias e veia cava.
 
Dependendo do grau de infestação, o animal pode apresentar disfunção cardíaca, ficando intolerante a exercícios, apresentando cansaço, tosse crônica, apatia, respiração ofegante e perda de peso. 
 
Há estudos, no entanto, que afirmam que até 85% dos cães contaminados não apresentam sintomas até um estágio avançado da doença.
 
O cão pode conviver com o verme durante anos sem apresentar qualquer sinal. Mas quando os sintomas aparecem, a doença pode estar num estado avançado e a saúde do animal fatalmente comprometida.
 
A medicação preventiva evita que os vermes evoluam para parasitas adultos. “Pessoas que têm casa no litoral já estão acostumadas. Mas quem tem o costume de viajar para a praia apenas nessa época do ano e nunca ouviu falar da doença, precisa se atentarpara não colocar o animal em risco e transformar o descanso em pesadelo”, finaliza Simone.
 
Verão requer cuidados específicos com animais
 
A chegada do verão é convidativa para passeios ao ar livre, viagens e diversão em família. Porém, as altas temperaturas causam sofrimento aos bichos de estimação. 
 
Segundo a veterinária Simone Cristina Poli, assim como os humanos, o animal também sofre muito no verão, por isso é importante escolher os horários mais frescos do dia para passear com o pet.
 
“Para baixar sua temperatura corpórea, o cão aumenta a frequência respiratória, por isso a hidratação é muito importante. Evitar passeios no horário mais quente também previne queimaduras nas patinhas”, comenta Simone.
 
Outra dica é o uso de protetor solar sobre as áreas sem pelo, como barriga e focinho do pet. “Existem protetores específicos para cães, mas na falta, o humano também resolve”, acrescenta a veterinária. “Mas vale lembrar que a areia da praia deve ser evitada, pela quantidade de doenças que pode transmitir aos cães”, pontua.
 
Entre os acessórios que não podem faltar para quem pretende viajar com o pet está a coleira de identificação contendo o nome, endereço e telefone do proprietário do animal, incluindo o DDD. 
 
Manter a vacinação em dia e o animal vermifugado também evita transtornos durante a viagem.
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Hospital Veterinário oferece tratamento para cães com doença degenerativa

Displasia coxofemoral afeta as patas traseiras, prejudicando a locomoção do animal. O atendimento é oferecido gratuitamente em Presidente Prudente, SP.

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O Hospital Veterinário de uma universidade de Presidente Prudente oferece tratamento contra a dor para os cães portadores de displasia coxofemoral (doença articular degenerativa). O atendimento é gratuito e de acordo com o professor de cirurgia em pequenos animais, Gabriel Montoro Nicácio, o projeto não tem previsão para encerrar neste ano.

A doença pode ocorrer em todos os tipos de raça e porte de cães, embora seja mais comum em cachorros grandes, como os labradores e rottweilers. A displasia coxofemoral afeta as patas traseiras do animal, prejudicando a locomoção. Sendo assim, para saber se o cão sofre com a doença, o dono deve ficar atento se o cachorro tem dificuldade para andar, levantar, sentar ou subir escadas.

Conforme a Dra. Renata Navarro Cassu, uma das coordenadoras do projeto, o tratamento consiste na avaliação, radiografia e exame de sangue dos animais. Constatada a doença, haverá o encaminhamento para tratamento contra a dor. Tanto os exames quanto o tratamento não têm custo para o dono. Caberá apenas ao tutor do animal o preenchimento de um questionário em casa.

Serviço

Tutores interessados no tratamento de seus cães devem entrar em contato com a secretaria do Hospital Veterinário da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) pelo telefone (18) 3229-2035.

Fonte: iFronteira

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Insuficiência renal em cães

Por Leonardo Maciel 

A insuficiência renal, ou seja , a dificuldade dos rins em filtrar o sangue, é uma patologia complexa que acomete cães de todas as raças, principalmente os idosos.

A insuficiência renal pode começar em animais muito jovens, devido a problemas genéticos, como nas raças shih-tzu e maltês. Nestes casos o animal pode nascer sem um dos rins e com más formações como cistos no outro. Sinais como baixo peso, apetite caprichoso, vômitos esporádicos e sonolência exagerada devem ser pesquisados. Estes sintomas ocorrem como se fosse uma intoxicação crônica, porque os tóxicos (resíduos metabólicos) não são retirados do sangue pelos rins. Os tóxicos mais comumente identificados são a uréia e a creatinina.

Em animais adultos, a insuficiência renal pode acontecer após um episódio de envenenamento, picada de cobra, abelha ou outros que possuam veneno, uma infecção muito grave que tenha circulado pelo sangue, utilização de medicamentos que são tóxicos para os rins sem o devido cuidado.Em áreas endêmicas, a leishmaniose tem sido a principal causa de insuficiência renal.

Uma outra causa frequente de insuficiência renal é a hipertensão arterial, que acontece muito nos gordinhos e idosos com complicações como o diabetes. Como se percebe, o mau funcionamento dos rins pode não ser uma entidade única, e o paciente deve ser avaliado como um todo. Sem um diagnóstico completo, são poucas as chances de sobrevida.

Nos animais idosos, o problema pode ser silencioso, ou seja , o tutor não percebe os sinais ou os confunde com alterações “normais “ da idade. Um check-up para os idosos deve contemplar sempre a monitoração da função renal pelo sangue e o exame de urina. A doença pode ser  lenta, até chegar ao ponto de paralisia das funções dos rins com vômitos com sangue, diarréia escura e  desidratação grave com mau prognóstico. Um sinal facilmente percebido pelo tutor é a halitose, onde  se observa um cheiro de amônia na boca, bem característico, chamado hálito urêmico.

Muitas vezes não se descobre a causa inicial do problema, mas o tratamento básico será o mesmo. Quando descoberta na fase inicial, a insuficiência renal pede mudança na dieta. Existem rações comerciais para cães com insuficiência renal, na forma de grãos e também de patês em lata. Alguns animais podem ter um quadro agudo com muitos enjôos e podem receber alimentação caseira à base de arroz, legumes, frutas e papinhas.

 A carne é contra indicada para animais com insuficiência renal aguda, pois os rins não conseguirão filtrar o resíduo metabólico que é a uréia, que causa muito mal estar. Contudo, estes animais não podem ficar sem proteína de alta qualidade pois pelos rins lesados se perde muita proteína que sai pela urina.

Os cães com insuficiência renal têm que ser monitorados frequentemente para verificar se  estão anêmicos. Além da perda de proteína pela urina, os rins lesados deixam de produzir um hormônio (a eritropoietina) que é quem estimula a medula óssea a produzir sangue. Se os rins não estiverem produzindo este hormônio, ele pode ser aplicado através de injeções. Este hormônio é de baixo custo e fácil aplicação. A administração de suplementos à base de ferro para cães anêmicos e com insuficiência renal pode não oferecer bons resultados e  até levar à piora em alguns casos.

Existem uma série de medicamentos que podem melhorar a qualidade de vida do cão com mau funcionamento dos rins, além da dieta. Inicialmente o cão deveria ingerir uma quantidade maior de água, mas não o fará espontaneamente, assim, muitos vão às clínicas veterinárias e passam algumas horas do dia recebendo soro venoso com suplementação vitamínica. O monitoramento através de exames laboratoriais é essencial.

Como prevenção, aconselha-se uma ultrassonografia em filhotes de raças pequenas recém adotados e exames de sangue pelo menos anuais nos adultos. Um excesso de carne na dieta também não é aconselhável e a ração deve ser escolhida de acordo com a idade e as condições corporais. As frutas ácidas como a laranja, a maçã e a tangerina, se ingeridas com frequência também são de grande ajuda na acidificação e manutenção da saúde de aparelho urinário.

Se diagnosticado precocemente, e adequadamente tratado, o cão pode ter qualidade de vida por muito tempo. O tutor deve adaptar sua rotina aos medicamentos e dieta do cão sem que isto interfira na qualidade de vida de ambos. O monitoramento, mesmo quando tudo está aparentemente bem é a chave.


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Infecção no ouvido de cães

Por Leonardo Maciel 

As otites, ou infecções no canal auditivo de cães são patologias que preocupam os tutores e podem causar sofrimento crônico em muitos animais.

A anatomia do ouvido de cães pode propiciar e perpetuar o crescimento de bactérias e fungos, pois é um local de difícil higienização. Raças criadas pelos humanos com muitos pelos pelo corpo e dentro do canal auditivo, são as mais predispostas como os cockers, poodles, malteses, shitzus e schnauzers.

Como começa uma otite? São múltiplas as possibilidades. Uma otite pode começar após um banho com água e produtos de limpeza caindo dentro dos ouvidos, pode vir por via sanguínea de uma infecção em outro lugar do corpo, acontece também quando o cão é mantido em condições inadequadas de higiene e coça o ouvido com as patas sujas de fezes ou pode surgir também após uma depilação inadequada dos ouvidos.

Existe a possibilidade de otites começarem por processos alérgicos, o que pode tornar o diagnóstico mais difícil. A alergia pode ser proveniente de algum alimento, pulgas ou produtos utilizados na higiene corporal. As otites alérgicas nem sempre são acompanhadas de sinais gerais como pruridos e queda de pelos.

A prevenção principal é o cuidado com o banho. Não se deve deixar entrar água nos ouvidos do cão, o que pode ser bastante difícil, então aconselha-se a utilização de algodão durante o banho, mas deve ser usado o algodão hidrófobo, que é aquele que não absorve água e é utilizado por baixo do gesso em caso de fraturas. Este algodão é encontrado em locais que comercializam medicamentos hospitalares.

O tratamento é feito normalmente à base de antibióticos ou antifúngicos de uso oral e uso tópico, anti – inflamatório e limpeza do canal auditivo com produtos específicos ou com algodão.

Alguns indivíduos melhoram as condições de otite quando se depilam os ouvidos, o que deve ser feito com produtos que provocam anestesia local. Na fase aguda, quando está muito infeccionado e com secreção, não se deve proceder à depilação pois pode piorar o quadro. Alguns cães entretanto não se adaptam à depilação e podem ter o quadro agravado também. Quando indicada, a depilação, que é na verdade o arrancamento dos pelos, deixa de ser necessária com o tempo, pois os pelos vão se tornando finos e deixam de crescer.

A utilização de antibióticos deve ser feita corretamente e pelo tempo total previsto, pois parar antes o tratamento pode selecionar bactérias resistentes. Da mesma forma, não se deve utilizar produtos que contenham antibióticos apenas depois do banho como forma preventiva.

Após o primeiro tratamento, caso não haja sucesso ou aconteça uma rescidiva, pode ser aconselhado uma coleta de material e envio ao laboratório para identificação da bactéria e do antibiótico específico, ou seja, cultura e antibiograma.
Alguns casos mais complicados podem requerer cirurgia para remoção do ouvido médio como forma de melhorar a anatomia, a aeração, a limpeza e propiciar uma convivência melhor com as bactérias e fungos que são habitantes normais do ouvido.

Na verdade, existe uma flora normal de bactérias e fungos que habitam o ouvido de cães, da mesma forma que no nosso. As otites podem ser, em alguns casos, o desequilíbrio destas populações, daí a importância da higiene, da aeração, da retirada de pelos quando for o caso e da manutenção da saúde como um todo para que o sistema imunológico faça sua parte.

Muitos tutores, no desejo de manter um ouvido saudável no tutelado, acabam por piorar a situação ao utilizarem produtos oleosos, água e álcool para limpeza rotineira, o que pode desequilibrar mais ainda a flora e causar otite. A dica básica é utilizar algodão sêco apenas, e muito cuidado com hastes com algodão na extremidade, pois podem empurrar as secreções normais para o fundo do ouvido e causar mais problemas.

Aconselhável que não se faça medicação por conta própria, não se repita receitas e nem se compartilhe receitas com amigos. Cada caso é um caso e caso e casos semelhantes podem pedir soluções diferentes.


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Saiba como evitar o contágio da toxoplasmose na gravidez

A toxoplasmose é uma doença extremamente perigosa na gestação, capaz de ocasionar danos profundos nos mais diversos órgãos do bebê, tornando-se responsável por quadros de hidrocefalia, aumento do fígado e baço, calcificações hepáticas e cerebrais, entre outras complicações. Sabendo disso, muitas gestantes ficam preocupadas ao se depararem com a crença errônea de que esta é uma doença causada pelos gatos. 

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Embora os felinos sejam hospedeiros definitivos do protozoário Toxoplasma Gondii, causador da Toxoplasmose, estes animais não são os verdadeiros responsáveis diretos pela transmissão desta doença. “Para que isso fosse possível, seria necessário ter contato direto com as fezes do animal infectado e ingerir algum resíduo, situação bastante improvável”, afirma Heron Werner, ginecologista, obstetra e especialista em Medicina Fetal.

Este mito tornou-se conhecido porque, ao evacuar, os gatos despejam o verme na terra e este sobrevive por até seis meses em locais com grande unidade. “Em ambientes onde vivem outros animais, como galinhas e vacas, eles acabam se contaminando também por entrarem em contato direto com estas fezes. Sendo assim, a ingestão de carne mal passada e de ovos com gema mole são formas comuns de transmissão da toxoplasmose, assim como verduras, frutas e folhas mal lavadas”, esclarece o especialista.

Quando o protozoário Toxoplasma Gondii entra na corrente sanguínea do ser humano, ele traz prejuízos à musculatura, cérebro e fígado, multiplicando-se dentro das células e destruindo os tecidos. Em uma criança em formação, os danos são muito maiores e, consequentemente, mais graves.

Para as gestantes que possuem gatos como animais de estimação, é seguro levá-los ao veterinário para que eles tomem um vermífugo adequado. Não é necessário ter medo de conviver com o felino, pois ao tomar o vermífugo eles estão livres de qualquer eventualidade, assim como o bebê em gestação.

O mais importante para se preservar da toxoplasmose é tomar cuidados com a alimentação, ingerindo somente carnes bem passadas e cozidas, ovos com gema dura e lavando bem as verduras e frutas. Tenha cuidado redobrado com a alimentação feita fora de casa, evitando as saladas cruas.

Fonte: Bonde

Nota do Olhar Animal: Quando da publicação desta matéria nos escapou o trecho que diz “ingerindo somente carnes bem passadas e cozidasm ovos…”. Obviamente que não apoiamos tal prática, esses produtos devem ser banidos da alimentação. Também pela saúde de quem os consome, mas principalmente pelo dano causado aos animais, irreversiveis e injustos.
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Cão nos EUA é alérgico a pessoas

Veterinários descobriram condição após labrador passar por exames. ‘Ele é alérgico a pelos humanos’, disse Robin Herman, de Indianápolis.

Um cão chamado Adam sofre de um condição inusitada em Indianápolis, no estado de Indiana (EUA). O labrador é alérgico a pessoas, segundo os veterinários. O problema foi descoberto após Adam ser resgatado por uma entidade de defesa de animais.

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Os veterinários descobriram que o cachorro era alérgico a pessoas após exames. “Assim como nós podemos ser alérgicos a cães, ele é alérgico a pelos humanos”, disse Robin Herman, que é voluntário do grupo de resgate de animais.

Fonte: G1