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Tumor de mama representa 40% dos casos de câncer em cães, diz Unesp

Expectativa de vida maior é um dos motivos para o surgimento da doença. Hospital faz ‘Outubro Rosa’ para orientar sobre prevenção e tratamento.

Por Adriano Oliveira

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Em um mês, Suzi iniciará as sessões de quimioterapia. Desde que o tumor foi descoberto, a basset de 14 anos, resgatada da rua, já passou por uma cirurgia para retirada de parte das mamas. Antes do início do tratamento, deve extrair o restante. A agressividade da doença não espanta a aposentada Jusceléia de Almeida Ovídio, já que a cadela é a segunda da família a enfrentar o câncer de mama.

Levantamento realizado entre os pacientes atendidos no hospital veterinário da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal (SP) constatou que quatro entre dez tipos de tumores diagnosticados em cadelas são de mama. Nas gatas, o índice é de três para cada dez confirmações de câncer.

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“Depois que eu percebi o quanto é comum esse tipo de doença, eu passei a ficar mais atenta aos meus bichos. Eu acho que não basta dar água, comida e lugar para dormir. Bicho tem que ter carinho. A ciência fala que o nosso organismo, o nosso DNA é muito parecido. Então, eles merecem cuidados tanto quanto a gente”, diz a aposentada.

Prevenção

No mês internacional de combate ao câncer de mama em mulheres, o hospital veterinário da Unesp também realizou a campanha “Outubro Rosa”, com o objetivo de conscientizar os tutores sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para a cura da doença.

De janeiro de 2014 a outubro desse ano, 313 cadelas ou gatas passaram por tratamento contra o câncer de mama na instituição. No mesmo período, 44 novos casos foram identificados.

“Antigamente, câncer era sinônimo de eutanásia. Felizmente, nos dias atuais, podemos tratar. Então, quanto antes diagnosticar o tumor e consequentemente tratá-lo, melhor vai ser a recuperação e o prognóstico do paciente”, diz o professor Andrigo Barboza de Nardi, pós-doutor em cirurgia veterinária oncológica.

Nardi explica que a incidência de câncer tem aumentado entre os animais domésticos por causa do aumento da expectativa de vida desses bichos. Por outro lado, ainda é pequeno o número de proprietários que têm conhecimento sobre esse tipo de doença e como identificá-la.

“As neoplasias são as principais causas de óbito dos animais de companhia. No passado, eram as doenças infectocontagiosas e os acidentes automobilísticos. Então, é importante que o proprietário fique atento e, assim que perceba qualquer tipo de lesão ou caroço, procure o veterinário”, diz.

O professor afirma ainda que a castração precoce também pode reduzir de forma expressiva as chances de câncer de mama na fase adulta. Isso porque, hormônios produzidos nos ovários, como estrogênio e progesterona, influenciam a formação desse tipo de tumor.

“Quando a castração é feita antes do primeiro cio, o risco de desenvolver tumor é menor que 1%. Diferente do que acontece nos Estados Unidos, onde os proprietários têm o hábito de castrar os filhotes, ainda temos uma cultura de reprodução de animais domésticos para comercialização”, afirma.

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Tratamento

Assim como ocorre com o ser humano, o tratamento do câncer de mama em animais domésticos alia sessões de quimioterapia à retirada do tumor. Em alguns casos, dependendo do estágio da doença, também é indicada a extração das cadeias de mamas, a chamada mastectomia.

Até alguns medicamentos prescritos pelos veterinários são os mesmos recomendados no processo terapêutico humano. Em dosagem diferentes, é claro. O assunto é dominado pela proprietária de Suzi, que há seis meses também acompanha o tratamento de Maitê, a outra cadela da família, diagnosticada com câncer de pele.

Com 10 anos, Maitê já passou por cirurgia para retirada de um dos tumores e realizou oito sessões de quimioterapia. Em casa, a pug também recebe remédios que complementam o tratamento contra o câncer e outros para um distúrbio na tireoide.

Por isso, na cozinha de Jusceléia existe até um espaço reservado para os medicamentos diários das “meninas”, como ela gosta de chamar as cachorras. Um armário na lavanderia ainda tem três prateleiras destinadas aos demais produtos dos animais – ao todo são cinco cães e quatro gatos em casa, além de outros 30 cachorros em um sítio da família, todos resgatados das ruas com algum tipo de doença.

“Eu não faço nem ideia de quanto eu já gastei com tratamento. Mas, você não pode medir o quanto vai gastar. Eu sou viúva, meus filhos estão criados, então eu deixo de comprar coisas para mim, pelo bem estar deles. Meus bichos são a minha vida”, diz.

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Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Destacamos a  informação sobre o fato das castração precoce evitar o câncer de mama. E, claro, importante por evitar que cada vez mais haja animais abandonados. 
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RJ: Prefeitura de Niterói promove ações do Outubro Rosa para cães e gatos

RJ Niteroi outubrorosa

O Centro de Castração, da Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com o Departamento de Supervisão Técnico-Metodológica (Desum), também realizou atividade em comemoração ao Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção do câncer de mama, doença comum em seres humanos e animais. O evento aconteceu na sede da unidade, nesta sexta-feira (23), e contou com a presença de cerca de 40 pessoas, entre profissionais de saúde e moradores. Os animais castrados receberam lacinhos rosa, símbolo da campanha.

Durante o evento, os donos dos animais receberam orientações sobre prevenção do câncer de mama, onde a castração é um método de prevenção fundamental. Além disso, os profissionais alertaram sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento da doença. Já os funcionários do Desum e da Associação de Amigos da Mama (Adama) explicaram aos participantes e donos dos pets sobre autoexame e mamografia. Na ocasião, foram distribuídos materiais educativos, laços rosa e orientações sobre a rede de saúde do município.

Segundo a Coordenadora do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, Vera Oliveira, o trabalho de conscientização é dirigido especialmente aos proprietários dos animais. ‘’O objetivo dos veterinários é alertar sobre a castração, importante na manutenção da saúde dos bichos de estimação”. A parceria entre a Saúde da Mulher e o Centro de Castração é muito bem-vinda, afirmou Vera, pois nesse trabalho conjunto, donos aprendem como fazer o autoexame e como examinar e acompanhar qualquer alteração no corpo ou nas mamas do animal”, afirmou.

O serviço de castração para cães e gatos é oferecido gratuitamente aos moradores de Niterói. Em 2015, a equipe de médicos veterinários do Centro de Castração realizou cerca de 730 cirurgias. A meta para esse ano é ultrapassar 1000 castrações.

O empresário Marcelo Silva levou seu cão para fazer o procedimento, falou da responsabilidade dos donos com a saúde de seus animais e enalteceu o trabalho da FMS. “Em primeiro lugar está a saúde do animal. As pessoas não podem ser omissas de sua responsabilidade. O tutor sabe que ao longo do tempo o seu animal pode adquirir doenças, como o câncer de mama. Então, se a prefeitura oferece as condições de prevenir o mal, por que não fazer?”, concluiu.

As inscrições são abertas para os moradores de Niterói a cada dois meses. Como forma de atender um maior número de pessoas possível, o departamento atende apenas um animal por tutor, evitando que existam filas muito longas e colaborando para a rapidez no atendimento às demandas. As inscrições são feitas atendendo um determinado número de acordo a capacidade de realizar as cirurgias e o processo dura geralmente 15 dias. Num período de dois meses, os animais que foram agendados são castrados.

Agendamento

Para agendar a cirurgia, o responsável pelo animal deve entrar em contato com o Centro de Castração a fim de receber as informações e orientações necessárias. A partir daí, a pessoa deve ir até o local munida de documento de identidade e comprovante de residência para efetuar a inscrição, evitando com isso, o elevado número de faltas, que chegava a quase 50%, atrasando todo o processo e prejudicando quem realmente queria castrar seu animal. Uma semana antes da cirurgia, os veterinários passam todas as orientações sobre o pré-operatório do animal. O mesmo procedimento será feito no pós-operatório.

O Centro de Castração fica na Rua Silvestre Rocha, nº 2, esquina com a Rua Lemos Cunha, em Icaraí. O telefone: (21) 2711-0113.

Fonte: Jornal do Brasil

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Mutirão na UFBA promove atendimento gratuito a cadelas e gatas com tumores na mama

Evento faz parte da campanha Outubro Rosa Pet

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Dezenas de gatos e cachorros receberam avaliação médica gratuita durante um mutirão realizado no Hospital Veterinário da Ufba na manhã deste sábado (17). A iniciativa faz parte da programação do Outubro Rosa Pet e promoveu atendimentos e conscientização em relação ao câncer de mama em animais.

Durante toda a manhã do evento, gatos e cachorros receberam exames de toque para detecção de tumores nas mamas enquanto os tutores instruções sobre o tratamento da doença.

Segundo a professora Alessandra Estrela, do Departamento de Anatomia, Patologia e Clínica da Escola de Medicina Veterinária da Ufba, a incidência desse tipo de câncer nos animais é grande. “Aqui no Hospital, atendemos em média 400 casos por ano. Quando detectado um nódulo, tratamos com cirurgia e quimioterapia”, afirmou. Ao todo, veterinários e estudantes de veterinária atuaram durante o evento.

Fonte: Correio 24h

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Dentistas de animais tratam de leão a cachorros que usam aparelho nos dentes

Consultas variam de R$ 150 a R$ 200 e uso de aparelhos podem durar até seis meses.

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Você pode até não imaginar, mas os animais de estimação e selvagens também vão ao dentista, para tratar de problemas nas gengivas, cáries, dentes quebrados, canal e até para usar aparelho. De acordo com o CRMV-DF (Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal), 2.114 veterinários exercem a profissão na capital federal. O R7 DF conversou com veterinários que atuam exclusivamente na área de odontologia animal para entender como funciona o trabalho deles. Uma consulta varia de R$ 150 a R$ 200 e um tratamento ortodôntico de seis meses pode custar de R$ 2 mil a R$ 3mil.

Floriano Pinheiro, que possui 12 anos de experiência em odontologia veterinária, disse que escolheu esta área pela influência profissional e por acreditar que o mercado precisava de atuantes na área.

Em seu consultório, Pinheiro disse que é mais comum a visita de animais com três ou mais anos de idade. Com largo tempo de atuação, o odonto veterinário já tratou vários animais.

— As visitas mais comuns são de cães e gatos, embora eu já tenha tratado roedores como hamster e porquinho da Índia, aves como papagaios e alguns animais silvestres como raposa, onça e até leão.

Entre os tratamentos oferecidos por Floriano, estão a periodontia – que trata doenças na gengiva e faz limpezas – que é o tipo mais comum de tratamento. De acordo com a associação de odontologia veterinária dos EUA, 80% dos animais que possuem três anos ou mais, são atingidos por doenças periodontais.

Ainda são oferecidos tratamentos para canal; fratura de dentes e também ortodontia – uso de aparelhos para correção. O último, com menor demanda, ocorre de maneira semelhante ao dos humanos. Os aparelhos, por exemplo, são iguais. De acordo com o profissional, apenas alguns materiais são importados.

— Para os animais, o tratamento ortodôntico é funcional. Já para nós, humanos, a ortodontia é, além de funcional também tem fins estéticos. Por isso a duração é menor que nos humanos.

Patricia Barbosa, que tem pós-graduação na USP (Universidade de São Paulo) em odontologia veterinária, também atende na capital federal. Além da periodontia, ela ressalta a cirurgia para retirada de dentes de leite entre os procedimentos mais demandados.

A veterinária que atua na parte odontológica diz que atende vários pacientes em idade superior aos três anos, e que muitos animais chegam com vários problemas. Para ela, o ideal é que os donos levem seus bichinhos ainda com pouca idade ao dentista.

— O ideal é que os animais venham ainda em sua juventude. Até para criar uma rotina de cuidados. Uma frequência mínima para melhorar a situação dos animais, seria uma consulta por ano, explica.

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Tratamento inusitado

De acordo com os veterinários, a criatividade é uma aliada à rotina dos tratamentos dentários dos bichinhos. Patricia contou que uma bolinha fez parte de um cãozinho.

Após uma cirurgia para retirada de um dente de leite, que impedia que um permanente nascesse da maneira correta, ela indicou ao dono uma pequena bola de borracha para que o cãozinho mordesse. A partir daí, o dente permanente voltaria ao lugar correto.

Já Floriano diz que precisou usar cianoacrilato – substância conhecida popularmente por uma marca genérica da supercola – no atendimento a um animal. A cola, que inicialmente foi desenvolvida com objetivos medicinais, passou a ser utilizada de maneiras mais usuais após a invenção.

Embora menos comum, há também tratamento ortodôntico para os animais. Com apenas três anos de atuação na área, Patricia ainda não atendeu nenhum caso, enquanto Pinheiro fez vários tratamentos. Alguns cães utilizaram aparelhos ortodônticos muito parecido com o que os humanos usam.

Segundo Pinheiro, as técnicas utilizadas para cães e gatos são parecidas, porque são animais com características morfológicas semelhantes. Ambos são de pequeno porte e carnívoros. Mesmo assim, os gatos possuem técnicas mais específicas.

O profissional aponta que, há alguns anos, o número de atendimento a cães era muito maior. Hoje, no entanto, o cenário parece sofrer alterações.

— A gente observa que é cada vez mais comum [atender] mais gatos do que cães. Antigamente, era muito frequente cães na clínica. Hoje, o gato está se tornando cada vez mais frequente.

Fonte: R7

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Animais ‘de estimação’ passam por cirurgia após câncer de mama em Gurupi, TO

Fatores genéticos e hormonais contribuem para o surgimento da doença. Castração é uma forma de prevenir a doença, diz veterinária.

O câncer de mama em mulheres é comum no Brasil, mas o que muita gente não sabe é que os animais também podem sofrer com a doença. Em Gurupi, sul do Tocantins, Sequinha, uma gata de 7 anos, já teve dois tumores e precisou passar por duas cirurgias no ano passado. A tutora dela, Oliva Dal Molin, acredita que ela contraiu a doença por causa da aplicação de um anticoncepcional. Mas ela não é a única a contrair o câncer. Conheça mais histórias de animais que se recuperam após passar por cirurgia para retirar tumores.

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“Ela [Sequinha] sofreu muito coitadinha. Ficou um mês com uma bola enorme na barriga. Daí fui ver e era câncer. Seis meses depois, outro câncer. E agora ela foi castrada e está tudo ótimo”, contou Oliva.

A Serena, uma rottweiler de 8 anos, está se recuperando de uma cirurgia. Ela teve câncer de mama há 6 meses. O técnico de telecomunicações, Henes Peireira de Almeida, conta que percebeu após observar que a cadela estava com secreções. “Eu observei que estava com secreções e que as mamas estavam um pouco inchadas, com nódulo. Foi aí que eu entrei em contato com a veterinária”.

De acordo com a veterinária Soraya El Hage vários fatores podem contribuir para o aparecimento da doença. “O câncer de mama segue um padrão acompanhando a parte hereditária e genética do animal. Há medicações que induzem ao tumor, como anticoncepcionais. Às vezes uma única aplicação é suficiente para desencadear este tipo de tumor, além dos estados de alteração hormonal que também podem induzir ao tumor”.

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A veterinária também orienta que a partir dos três anos de idade do animal, o tutor passe a apalpar as mamas dele e se perceber alguma alteração procure uma clínica pra fazer um exame mais detalhado.

Caso seja detectado o cancêr, o indicado pelos profissionais é o processo cirúrgico que custa de R$ 400 a R$ 800. Soraya alerta que quanto mais cedo o procedimento for realizado mais rápida é a recuperação do animal. Ela também explicou que uma forma de previnir a doença é a castração. “A castração é o único jeito de a gente evitar o desenvolvimento desse tipo de tumor. O tutor também deve tirar, a cada quatro meses, um tempo para apalpar as mamas da cadela e sentir se tem nódulos”, alertou.

Fonte: G1

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Ação no Dia das Crianças alerta para saúde dos animais na orla de Maceió, AL

Atividade acontece na área de lazer da Rua Fechada, na Ponta Verde. Uma das ações é a colocação gratuita de microchips nos animais.

Por Carolina Sanches

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Uma ação na Rua Fechada, na orla da Ponta Verde, em Maceió, busca incentivar os cuidados com a saúde dos animais nesta segunda-feira (12), Dia das Crianças. Além de alertar para a conscientização e prevenção contra o câncer de mama em animais, está sendo ofertada gratuitamente a colocação de microchips.

“Estamos fazendo esta ação também para vender alguns produtos. A renda será revertida para nosso grupo que trabalha com animais resgatados da rua. Nosso foco é a castração e a acolhida dos animais que são abandonados”, explicou uma das integrantes do grupo Equipe Dog Cat.

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Muitas pessoas aproveitaram o evento para fazer a microchipagem no animal. O responsável pela instalação do microchip, o empresário Rodrigo Sampaio, explicou que o procedimento já é feito em diversas clínicas de Maceió e facilita a localização do responsável pelo bichano, reduzindo as possibilidades de abandono, roubo e possibilita o controle populacional e de zoonoses.

“O equipamento tem o tamanho de um grão de arroz, e é colocado através de uma injeção e não oferece nenhum risco ao animal. Ele também é importante porque é exigido em viagens internacionais e no caso de perda do animal, o Centro de Controle de Zoonoses, o Neafa e outros locais tem um rastreador que podem acessar os dados”, expôs Sampaio.

Outra ação destacada no evento foi o incentivo ao exame de prevenção ao câncer de mama. O veterinário Marcos Mendonça explicou que o proprietário do animal deve fazer sempre o auto exame e ficar atento a qualquer nódulo que apareça. “Hoje mesmo já encontrei três casos suspeitos só no exame preventivo. É importante que os donos procurem uma clínica se perceberem qualquer alteração no animal”, disse o veterinário.

Fonte: G1

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Animais em recuperação no CRAS serão tratados com homeopatia em Campo Grande, MS

Uma parceria inédita, que pretende proporcionar um atendimento melhor aos animais em reabilitação.

MS Cras homeopatia

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul e a empresa Real H Nutrição e Saúde Animal firmaram um termo de cooperação técnica para tratar e acompanhar clinicamente os animais do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), utilizando a medicina homeopática.

O termo estabelece que a Real H deverá fornecer a medicação de maneira assídua para que não haja interrupção do tratamento de animais, disponibilizar técnicos para consultas  e realizar exames clínicos. A linha de produtos utilizada é a HomeoPet. Cabe ao Imasul acompanhar os animais submetidos ao tratamento homeopático, elaborar relatórios pela equipe técnica, descrevendo a sua evolução e resultados, informar alterações quanto ao tratamento submetido aos animais, consultar sobre exames complementares e realizar coleta e envio de material para exames.

É uma parceria inédita, que pretende proporcionar um atendimento melhor aos animais em reabilitação. O plano de trabalho terá vigência por 12 meses, podendo ser prorrogado. O CRAS tem hoje cerca de 580 animais, entre aves, mamíferos e répteis.

Fonte: Correio do Estado

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Cão volta a andar depois de tratamento com células-tronco no PA

UFRA realiza pesquisa para reabilitação de cachorros. Bradock teve cinomose e andava rastejando. Tudo mudou em dois meses.

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 A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém, em parceria com o Instituto Evandro Chagas, desenvolve uma pesquisa que utiliza células-tronco para ajudar na recuperação de movimentos de cães vítimas de fraturas na medula espinhal ou de vírus que paralisam os membros. Um dos cachorros que fazem parte da pesquisa recuperou os movimentos das patas traseiras em pouco tempo. O tratamento ainda está em fase experimental e ainda não está disponível para a comunidade.

“Ele conseguiu levantar, andar e quer até correr”, conta a fisioterapeuta Silvia Gatti sobre a atual situação de seu cão Bradock, um vira-lata de seis anos. Um vídeo publicado pela UFRA mostra a melhora do cão. Há três anos o animal contraiu o vírus da cinomose e teve uma série de complicações decorrentes da doença, o que limitou seus movimentos.

Nos dois últimos meses, a situação de Bradock mudou. O cão recuperou os movimentos, um resultado que surpreendeu os médicos veterinários e os donos do animal. “Nos indicaram até que sacrificássemos o animal. Meu marido não se conformou e mudou de médico. Foi quando ficamos sabendo da pesquisa da UFRA. O Bradock andava se arrastando pela casa, e na primeira semana de aplicação já apresentou reações nas patas traseiras, contrações e vários sinais de melhora, que fomos percebendo ao longo dos dias”, diz Silvia.

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Pesquisa

O trabalho é desenvolvido por uma equipe formada por três cirurgiões, dois anestesistas, um radiologista, um clínico geral, alunos da graduação e pós-graduação da UFRA e a equipe do Laboratório de Citogenética e Cultivo Celular do Instituto Evandro Chagas. A pesquisa é coordenada pela médica veterinária Érika Branco, doutora em Ciências, que trabalha com células-tronco desde 2004. O objetivo é conseguir resultados eficazes para que no futuro o tratamento seja oferecido de forma gratuita para a população.

“Estamos trabalhando em dois projetos: um busca recuperar o movimento de cães que sofreram trauma medular, principalmente após atropelamento ou maus tratos, sofrendo fratura da coluna, com secção total ou parcial da medula espinhal; o outro é com animais com sequelas neurológicas após terem contraído o vírus da cinomose, ocasionando, assim, paralisia dos membros”, explica a pesquisadora.

Na pesquisa, é retirado um fragmento de gordura próprio animal, o que elimina os riscos de rejeição. É o Instituto Evandro Chagas que cede o espaço do Laboratório de Citogenética e Cultivo de Células para que os pesquisadores realizem a conversão do tecido da gordura em células-tronco, que apresentam capacidade de autorrenovação e diferenciação em múltiplos tipos de células-órgão específicas.

Mas, apesar dos resultados positivos, a veterinária alerta sobre a necessidade de muita pesquisa, estudo e experimentação para que os resultados se confirmem. “O que nos preocupa é o comércio irresponsável que está ocorrendo no mercado, com células-tronco sendo vendidas por R$ 2 mil por aplicação e ainda sem eficácia comprovada, já que tudo ainda é muito experimental e falta literatura científica sobre esse assunto”, diz a pesquisadora.

Fonte: G1

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Hospital Veterinário da UFBA realiza atendimento gratuito em cadelas e gatas com tumores na mama

Ação faz parte da Campanha Outubro Rosa Pet Bahia; atendimento começa no dia 17.

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O Hospital Veterinário da Universidade Federal da Bahia, localizado na Avenida Adhemar de Barros, em Ondina, promove no mês de outubro a “Campanha Outubro Rosa Pet Bahia”. Dentro da programação, cadelas e gatas com tumores de mama irão receber atendimento clínico gratuito a partir do dia 17 de outubro, das 8h às 12h.

Além da avaliação médica do animal, a Campanha Outubro Rosa Pet Bahia possibilitará o exercício de conscientização dos tutores quanto aos fatores de risco, a necessidade do toque amigo e alertar sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama em cadelas e gatas.

A Campanha Nacional de Prevenção contra o Câncer de Mama em Animais de Companhia, que está em sua segunda edição, conta com a participação de instituições públicas e privadas relacionadas à medicina veterinária e ao bem estar animal.

Diversas cidades do país promovem atividades relacionadas à prevenção e tratamento do câncer de mama no mês de outubro. Em Salvador, o projeto é coordenado pela Prof. Dra. Alessandra Estrela Lima, médica veterinária, coordenadora da Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos e professora do Departamento de Anatomia, Patologia e Clínica da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail: alestrela@gmail.com.

Fonte: Correio24h

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Aplicativo ajuda cães a encontrarem doadores de sangue

Por Marília Montich

Quem já teve seu animal de estimação doente sabe o quanto é triste vê-lo sofrer. Normalmente os tutores não medem esforços para recuperar a saúde de seus fiéis companheiros e, nesse processo, não é raro se depararem com uma série de dificuldades.

Pensando em amenizar as adversidades desse momento tão delicado, a agência de publicidade de Recife Casa Comunicação desenvolveu o SangueAmigo, um aplicativo que promove a doação de sangue entre cães.

A ideia partiu do publicitário Thiago Reis após acompanhar de perto o drama de uma amiga. “Foi quando me dei conta de que animais também necessitam de transfusão e percebi a dificuldade que é para encontrá-lo. Na ocasião, ela teve que pagar R$ 400 por uma bolsa de sangue.”

O aplicativo, lançado em junho deste ano, visa ajudar principalmente as ONGs (organizações não-governamentais), que com frequência precisam de sangue para animais recuperados das ruas e não podem arcar com esse gasto. “Também queremos ajudar a divulgar informação, pois pouca gente sabe dessa necessidade”, completa Reis.

Hoje, cerca de dois mil animais estão cadastrados no app, que é grátis e está disponível para as plataformas IOS e Android.

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O SangueAmigo funciona em todo o País, mas como foi desenvolvido em Recife, a maioria dos usuários ainda é de lá. Os planos, contudo, são expandir os negócios. “Estamos finalizando a versão em inglês para que o aplicativo seja útil no mundo todo.”

O funcionamento do app é bem simples. Basta cadastrar o número de cachorros que desejar. Os que tiverem os pré-requisitos para serem doadores serão selecionados automaticamente pelo sistema. Caso alguém precise de doação, basta fazer a solicitação e o aplicativo enviará um aviso ao potencial doador mais próximo.Quando o doador aceitar o pedido, o aplicativo abrirá um chat entre os dois e eles poderão combinar o local para a doação.

Ao todo, 20 cães já encontraram doadores através do SangueAmigo. “Até o momento, não registramos nenhum cão salvo do Grande ABC, mas esperamos que esta matéria ajude a divulgar o aplicativo na região. Também estamos abertos para fazer parcerias com ONGs e canis. Quanto mais animais tivermos cadastrados, mais eficiente será o nosso sistema”, diz o publicitário. Os interessados em se tornar parceiros devem acessar o site projetosangueamigo.com.br e enviar uma mensagem por meio do campo “contato”.

Requisitos – Para ser um doador, o cachorro deve ter entre 1 e 8 anos, pesar mais de 25 kg e estar saudável, com vacinação e vermifugação em dia.

No universo canino existem sete tipos de sangue. A ciência ainda não descobriu um receptor universal, mas já se sabe que o tipo DEA 4 pode doar para todos os outros.

“Em uma primeira transfusão, a chance de haver reação é muito improvável. A partir de uma segunda é que se faz o teste de compatibilidade, pois é possível haver uma reação alérgica”, explica a médica veterinária do Hospital-Escola Veterinário da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo) Sheila Scandura.

O sangue é retirado, normalmente, debaixo da jugular do animal, onde o calibre é maior e a retirada do material é mais fácil.

Os riscos para quem doa, segundo Sheila, inexistem. “O animal tem que ser saudável. Nesse caso, não há perigo algum. O que ocorre é que às vezes está muito estressado e não conseguimos coletar ou temos que sedá-lo”, explica.

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O labrador de São Bernardo Klauss, 8 anos, já doou sangue duas vezes. Em uma delas, a transfusão foi um sucesso e essencial para que o receptor sobrevivesse. “É muito bom saber que estamos ajudando outros animais, que são verdadeiros membros da família. Trata-se de um procedimento rápido e seguro e que deve ser incentivado. Nunca sabemos quando será o nosso cão que vai precisar”, afirma a pedagoga Marleude Dotto, 52 anos.

Fonte: Diário do Grande ABC