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Animais em recuperação no CRAS serão tratados com homeopatia em Campo Grande, MS

Uma parceria inédita, que pretende proporcionar um atendimento melhor aos animais em reabilitação.

MS Cras homeopatia

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul e a empresa Real H Nutrição e Saúde Animal firmaram um termo de cooperação técnica para tratar e acompanhar clinicamente os animais do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), utilizando a medicina homeopática.

O termo estabelece que a Real H deverá fornecer a medicação de maneira assídua para que não haja interrupção do tratamento de animais, disponibilizar técnicos para consultas  e realizar exames clínicos. A linha de produtos utilizada é a HomeoPet. Cabe ao Imasul acompanhar os animais submetidos ao tratamento homeopático, elaborar relatórios pela equipe técnica, descrevendo a sua evolução e resultados, informar alterações quanto ao tratamento submetido aos animais, consultar sobre exames complementares e realizar coleta e envio de material para exames.

É uma parceria inédita, que pretende proporcionar um atendimento melhor aos animais em reabilitação. O plano de trabalho terá vigência por 12 meses, podendo ser prorrogado. O CRAS tem hoje cerca de 580 animais, entre aves, mamíferos e répteis.

Fonte: Correio do Estado

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Cão volta a andar depois de tratamento com células-tronco no PA

UFRA realiza pesquisa para reabilitação de cachorros. Bradock teve cinomose e andava rastejando. Tudo mudou em dois meses.

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 A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém, em parceria com o Instituto Evandro Chagas, desenvolve uma pesquisa que utiliza células-tronco para ajudar na recuperação de movimentos de cães vítimas de fraturas na medula espinhal ou de vírus que paralisam os membros. Um dos cachorros que fazem parte da pesquisa recuperou os movimentos das patas traseiras em pouco tempo. O tratamento ainda está em fase experimental e ainda não está disponível para a comunidade.

“Ele conseguiu levantar, andar e quer até correr”, conta a fisioterapeuta Silvia Gatti sobre a atual situação de seu cão Bradock, um vira-lata de seis anos. Um vídeo publicado pela UFRA mostra a melhora do cão. Há três anos o animal contraiu o vírus da cinomose e teve uma série de complicações decorrentes da doença, o que limitou seus movimentos.

Nos dois últimos meses, a situação de Bradock mudou. O cão recuperou os movimentos, um resultado que surpreendeu os médicos veterinários e os donos do animal. “Nos indicaram até que sacrificássemos o animal. Meu marido não se conformou e mudou de médico. Foi quando ficamos sabendo da pesquisa da UFRA. O Bradock andava se arrastando pela casa, e na primeira semana de aplicação já apresentou reações nas patas traseiras, contrações e vários sinais de melhora, que fomos percebendo ao longo dos dias”, diz Silvia.

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Pesquisa

O trabalho é desenvolvido por uma equipe formada por três cirurgiões, dois anestesistas, um radiologista, um clínico geral, alunos da graduação e pós-graduação da UFRA e a equipe do Laboratório de Citogenética e Cultivo Celular do Instituto Evandro Chagas. A pesquisa é coordenada pela médica veterinária Érika Branco, doutora em Ciências, que trabalha com células-tronco desde 2004. O objetivo é conseguir resultados eficazes para que no futuro o tratamento seja oferecido de forma gratuita para a população.

“Estamos trabalhando em dois projetos: um busca recuperar o movimento de cães que sofreram trauma medular, principalmente após atropelamento ou maus tratos, sofrendo fratura da coluna, com secção total ou parcial da medula espinhal; o outro é com animais com sequelas neurológicas após terem contraído o vírus da cinomose, ocasionando, assim, paralisia dos membros”, explica a pesquisadora.

Na pesquisa, é retirado um fragmento de gordura próprio animal, o que elimina os riscos de rejeição. É o Instituto Evandro Chagas que cede o espaço do Laboratório de Citogenética e Cultivo de Células para que os pesquisadores realizem a conversão do tecido da gordura em células-tronco, que apresentam capacidade de autorrenovação e diferenciação em múltiplos tipos de células-órgão específicas.

Mas, apesar dos resultados positivos, a veterinária alerta sobre a necessidade de muita pesquisa, estudo e experimentação para que os resultados se confirmem. “O que nos preocupa é o comércio irresponsável que está ocorrendo no mercado, com células-tronco sendo vendidas por R$ 2 mil por aplicação e ainda sem eficácia comprovada, já que tudo ainda é muito experimental e falta literatura científica sobre esse assunto”, diz a pesquisadora.

Fonte: G1

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Hospital Veterinário da UFBA realiza atendimento gratuito em cadelas e gatas com tumores na mama

Ação faz parte da Campanha Outubro Rosa Pet Bahia; atendimento começa no dia 17.

BA Salvador campanha cancer pet

O Hospital Veterinário da Universidade Federal da Bahia, localizado na Avenida Adhemar de Barros, em Ondina, promove no mês de outubro a “Campanha Outubro Rosa Pet Bahia”. Dentro da programação, cadelas e gatas com tumores de mama irão receber atendimento clínico gratuito a partir do dia 17 de outubro, das 8h às 12h.

Além da avaliação médica do animal, a Campanha Outubro Rosa Pet Bahia possibilitará o exercício de conscientização dos tutores quanto aos fatores de risco, a necessidade do toque amigo e alertar sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama em cadelas e gatas.

A Campanha Nacional de Prevenção contra o Câncer de Mama em Animais de Companhia, que está em sua segunda edição, conta com a participação de instituições públicas e privadas relacionadas à medicina veterinária e ao bem estar animal.

Diversas cidades do país promovem atividades relacionadas à prevenção e tratamento do câncer de mama no mês de outubro. Em Salvador, o projeto é coordenado pela Prof. Dra. Alessandra Estrela Lima, médica veterinária, coordenadora da Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos e professora do Departamento de Anatomia, Patologia e Clínica da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail: alestrela@gmail.com.

Fonte: Correio24h

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Aplicativo ajuda cães a encontrarem doadores de sangue

Por Marília Montich

Quem já teve seu animal de estimação doente sabe o quanto é triste vê-lo sofrer. Normalmente os tutores não medem esforços para recuperar a saúde de seus fiéis companheiros e, nesse processo, não é raro se depararem com uma série de dificuldades.

Pensando em amenizar as adversidades desse momento tão delicado, a agência de publicidade de Recife Casa Comunicação desenvolveu o SangueAmigo, um aplicativo que promove a doação de sangue entre cães.

A ideia partiu do publicitário Thiago Reis após acompanhar de perto o drama de uma amiga. “Foi quando me dei conta de que animais também necessitam de transfusão e percebi a dificuldade que é para encontrá-lo. Na ocasião, ela teve que pagar R$ 400 por uma bolsa de sangue.”

O aplicativo, lançado em junho deste ano, visa ajudar principalmente as ONGs (organizações não-governamentais), que com frequência precisam de sangue para animais recuperados das ruas e não podem arcar com esse gasto. “Também queremos ajudar a divulgar informação, pois pouca gente sabe dessa necessidade”, completa Reis.

Hoje, cerca de dois mil animais estão cadastrados no app, que é grátis e está disponível para as plataformas IOS e Android.

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O SangueAmigo funciona em todo o País, mas como foi desenvolvido em Recife, a maioria dos usuários ainda é de lá. Os planos, contudo, são expandir os negócios. “Estamos finalizando a versão em inglês para que o aplicativo seja útil no mundo todo.”

O funcionamento do app é bem simples. Basta cadastrar o número de cachorros que desejar. Os que tiverem os pré-requisitos para serem doadores serão selecionados automaticamente pelo sistema. Caso alguém precise de doação, basta fazer a solicitação e o aplicativo enviará um aviso ao potencial doador mais próximo.Quando o doador aceitar o pedido, o aplicativo abrirá um chat entre os dois e eles poderão combinar o local para a doação.

Ao todo, 20 cães já encontraram doadores através do SangueAmigo. “Até o momento, não registramos nenhum cão salvo do Grande ABC, mas esperamos que esta matéria ajude a divulgar o aplicativo na região. Também estamos abertos para fazer parcerias com ONGs e canis. Quanto mais animais tivermos cadastrados, mais eficiente será o nosso sistema”, diz o publicitário. Os interessados em se tornar parceiros devem acessar o site projetosangueamigo.com.br e enviar uma mensagem por meio do campo “contato”.

Requisitos – Para ser um doador, o cachorro deve ter entre 1 e 8 anos, pesar mais de 25 kg e estar saudável, com vacinação e vermifugação em dia.

No universo canino existem sete tipos de sangue. A ciência ainda não descobriu um receptor universal, mas já se sabe que o tipo DEA 4 pode doar para todos os outros.

“Em uma primeira transfusão, a chance de haver reação é muito improvável. A partir de uma segunda é que se faz o teste de compatibilidade, pois é possível haver uma reação alérgica”, explica a médica veterinária do Hospital-Escola Veterinário da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo) Sheila Scandura.

O sangue é retirado, normalmente, debaixo da jugular do animal, onde o calibre é maior e a retirada do material é mais fácil.

Os riscos para quem doa, segundo Sheila, inexistem. “O animal tem que ser saudável. Nesse caso, não há perigo algum. O que ocorre é que às vezes está muito estressado e não conseguimos coletar ou temos que sedá-lo”, explica.

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O labrador de São Bernardo Klauss, 8 anos, já doou sangue duas vezes. Em uma delas, a transfusão foi um sucesso e essencial para que o receptor sobrevivesse. “É muito bom saber que estamos ajudando outros animais, que são verdadeiros membros da família. Trata-se de um procedimento rápido e seguro e que deve ser incentivado. Nunca sabemos quando será o nosso cão que vai precisar”, afirma a pedagoga Marleude Dotto, 52 anos.

Fonte: Diário do Grande ABC

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MS: Campo Grande terá campanha de conscientização para a vacinação de cães contra a Cinomose

PL aprovado hoje (10) dispõe sobre promover, anualmente, a campanha de conscientização para a vacinação contra a doença.

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Foi aprovado hoje (10), durante sessão da Câmara Municipal, em primeira discussão e votação o Projeto de Lei nº 7.965/15, de autoria vereador Carlos Augusto Borges (Carlão PSB) que dispõe sobre promover, anualmente a campanha de conscientização para a vacinação de cães contra a doença “cinomose” e dá outras providências.

“Tenho 10 cachorros e sei como é triste perder um animal vítima desta doença. A idéia é estimular a vacinação de cães no Município já que a cinomose canina é uma doença grave causada por vírus, altamente contagiosa, de difícil tratamento, podendo levar à morte do animal, sendo aconselhável sua prevenção através de vacinas. A campanha de conscientização sobre a cinomose canina deverá ser permanente e informará os períodos de vacinação e será intensificada nas proximidades destas datas”, detalhou o vereador.

Uma forma comum de contaminação ocorre em canis, onde os animais frequentam os mesmos locais e animais doentes podem ter contato com outros saudáveis ainda não vacinados. Os primeiros sintomas da cinomose são: perda de apetite; febre; vômito e diarréia; falta de coordenação; apatia. A cinomose, por não ser considerada como zoonose (doenças de animais transmissíveis ao ser humano), está excluída das políticas públicas na área da saúde animal.

“Por esse motivo, a prevenção é a melhor arma contra este mal em cachorros. Infelizmente, no Brasil apenas um em cada cinco cães é vacinado contra a cinomose anualmente. Porém, programas de vacinação em massa podem reduzir drasticamente a incidência dessa doença. Por esse motivo é que estamos propondo a edição deste Projeto de Lei, ou seja, para que o Poder Executivo promova, anualmente, uma campanha de conscientização junto à população carioca, visando alertá-la quanto à gravidade da doença cinomose”, justifica o projeto.

O Projeto segue para segunda votação em plenário e sendo aprovado novamente, deverá ser sancionado pelo prefeito.

Fonte: A Crítica

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Acupuntura e homeopatia ganham espaço no tratamento de animais

Veterinária diz que tratamentos melhoram emocional e de saúde. Cão de 16 anos que deveria ser sacrificado, melhorou após tratamentos. 

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Willy, cão da raça cocker de 16 anos, ficou com vários problemas de saúde devido à idade. Por causa do excesso de dores nas costas e à artrose que o animal sentia, Andréa Veloso, dona do cachorro chegou a ouvir que a melhor opção seria sacrificá-lo. Inconformada com a ideia, optou por buscar uma segunda opinião. Foi aí que veio a sugestão: acupuntura. Vista a evolução, foi hora de aumentar o tratamento. Desta vez, com homeopatia.

“Ele faz parte da família, está comigo desde que nasceu. Queríamos o melhor tratamento. Até que um veterinário indicou a acupuntura. Ele melhorou muito, está com menos dor, consegue fazer mais coisas. Ele fica deitadinho durante as sessões, geralmente não dá trabalho, ele volta relaxado e dorme muito. A homeopatia acelerou mais ainda a recuperação dele, quem o viu há um ano nem reconhece agora, está muito melhor”, afirma a dona.

A acupuntura e a homeopatia para animais estão ganhando mais espaço no Vale do Paraíba. O tratamento pode ser aliado à medicação convencional e Andréa não se arrepende de ter buscado a alternativa para Willy.

“Eu mudei toda a minha rotina para atender as necessidades dele. Não quero que ele sinta mais dor e, por isso, ele vai continuar fazendo os dois tratamentos para sempre”, conclui. 

Tratamento

SP saojose acupuntura 2Em uma clínica na região oeste de São José dos Campos (SP), o tratamento é oferecido para cães, gatos, aves, peixes, cavalos, cobras, tartarugas, entre outros. A veterinária Stella Maris Benez diz que o tratamento é bastante procurado. “Os donos estão mais conscientes sobre o tratamento, o quanto ele pode trazer melhorias para os animais. De clientes fixo, tenho 15 por mês, fora os eventuais”, disse.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a acupuntura é eficaz no tratamento de dor oriunda de processos degenerativos crônicos, quadros de reabilitação neuromuscular como problemas de coluna e hérnia de disco, além de inflamações da bexiga e retenção fecal, por exemplo.

A veterinária diz que animais saudáveis também podem fazer. A orientação é avaliar o caso de cada animal para encontrar o atendimento adequado. O tratamento é feito de uma a duas vezes por semana no início. Quando a causa é estabilizada, é feito a cada 15 dias ou um mês. Os custos variam de R$ 40 a R$ 60 a sessão.

Outro método que tem ganhado popularidade entre os pets é a homeopatia.  “Uma vez colocamos o medicamento no inalador para algumas serpentes, mas geralmente colocamos na água. Se não tiver doença, o tratamento deve ser feito a cada três meses para avaliar o emocional, a essência do animal como ele nasceu e como os transtornos da vida o mudaram”, explicou Stella Benez. A consulta homeopata custa R$ 100.

Para a veterinária Silvia Machuca Coelho, de uma clínica na zona oeste, o crescimento nos tratamentos naturais estão sendo mais procurados. “Hoje em dia, as pessoas buscam até para si coisas mais naturais, sem optar por cirurgia e medicamentos. Para o animal é a mesma coisa, muitos donos querem outras opções antes de buscar uma cirugia que pode ser traumática para o animal”, afirmou. Cerca de 18 animais fazem o tratamento por dia na clínica.

Reconhecimento

De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a acupuntura e a homeopatia são métodos reconhecidos. Os demais, como o uso de florais, não são reconhecidos por não haver comprovação científica.

* Colaborou Camilla Motta

Fonte: G1

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Medicamentos contraceptivos são prejudiciais à saúde dos animais

Tutores de cadelas e gatas optam pelo seu uso por ser um medicamento barato e de fácil acesso.

Por Jéssica Souza

SP Piracicaba remediosanimais

Muitas vezes, como método contraceptivo, tutores de cadelas e gatas optam pelo uso de anticoncepcionais. Por ser um medicamento de baixo custo e de fácil acesso — muitas vezes adquiridos sem prescrição do médico veterinário, o tutor escolhe como forma de evitar cria indesejada e a fase do animal em cio.

Porém, o que as pessoas devem saber é que esse é um tipo de medicamento totalmente prejudicial à saúde do animal. De seu uso podem aparecer graves doenças, colocando em risco a vida do pet.

A médica veterinária Letícia Penteado Gaspar explica que os anticoncepcionais são medicações contraceptivas a base do hormônio sexual progesterona, essencial para o equilíbrio do ciclo ovariano e para a gravidez. “Sim, existem medicações anticoncepcionais para os animais. Existem diversos tipos, diferenciando entre si na fase do ciclo a serem administradas, na dose, via de administração e em seu período de duração”, diz.

De acordo com a veterinária, a indicação clínica se dá dentro do tratamento da pseudogestação, ou seja, gravidez psicológica — quando o animal apresenta sintomas e alterações físicas semelhantes às que ocorrem em gestantes. “No entanto, as contra indicações do uso desses fármacos superam suas indicações, não sendo o uso dessas drogas seguro. Os hormônios, em um animal em perfeita saúde, pode causar desequilíbrio e desencadear sérias consequências”, afirma.

Nas cadelas já é comprovado que essas medicações atuam no endométrio, membrana que reveste a parede uterina, predispondo a formação da piometra (infecção grave mediada pela progesterona), o que pode levar o animal a óbito, se tornando uma infecção generalizada, necessitando de tratamento cirúrgico emergencial. “Além disso, pode ocasionar o surgimento de diabetes e se for administrado no período que a cadela já estiver gestante, pode levar tanto à má formação dos filhotes quanto a morte dos mesmos”, afirma.

Além deste problema estabelecido, o uso dos contraceptivos está diretamente ligado à ocorrência de hiperplasia (multiplicação excessiva de tecido mamário) e tumores mamários, tanto em cadelas quanto em gatas. “Portanto, esse método contraceptivo é totalmente desaconselhável por médicos veterinários, pois não é estabelecido um período seguro no qual essas medicações podem ser utilizadas, sem causar algum dos efeitos acima descritos”, relata.

Letícia afirma que uma observação importante deve ser feita com relação às gatas. “Mediante ao uso, elas podem apresentar um aumento tão significante das mamas, o que pode determinar a não possibilidade da mastectomia convencional sendo necessário a retirada do útero, o que não caracteriza o procedimento de castração completo. Lembrando também que os tumores de mamas em gatas são quase em sua totalidade malignos e de comportamento altamente agressivo”, diz.

Mesmo com os perigos que seu uso pode acarretar, muitos donos procuram este método contraceptivo. “Essas drogas são vendidas sem a necessidade de prescrição médico veterinária em balcões de agropecuárias e seu custo é bem acessível. Não podemos deixar de citar que ainda não há uma conscientização suficiente sobre o uso desses medicamentos, esta que deve ser intensificada por médicos veterinários”, afirma.

A médica veterinária enfatiza também que o método mais seguro, apesar de existir ainda o medo do procedimento cirúrgico em si, é castração. “É um procedimento seguro e eficaz, pois elimina o risco (de uma vez por todas) de gravidez indesejada, infecção uterina e se for realizada antes do primeiro cio, atua na diminuição do risco da cadela apresentar tumor de mama”, relatou.

“Pratico a conscientização diariamente, explicando todas as complicações que a prática do uso de contraceptivos pode causar. O barato sai caro, e este caro pode até mesmo determinar uma situação de vida ou morte dos pets”, diz.

Fonte: Jornal de Piracicaba

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CCZ realiza atendimento de animais silvestres em situação de risco em Três Lagoas, MS

O trabalho é feito há dois meses em parceria com a Polícia Militar Ambiental.

MS TresLagoas CCZ

Desde abril, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza em parceria com a Polícia Militar Ambiental (PMA) o trabalho de primeiro atendimento aos animais socorridos em situações de risco.

Segundo o coordenador do centro, Cristóvão Bazan, os animais recebem o primeiro atendimento no CCZ do Município e depois, são encaminhados para o Centro de Recuperação Animal (CRAS), em Campo Grande. “Geralmente são animais que estão em alguma situação de risco, como por exemplo, que apresenta algum ferimento após serem atropelados ou entraram em alguma residência”, disse.

Segundo o coordenador, desde que o trabalho teve início dos sete animais que receberam os primeiros atendimentos pelo CCZ, quatro sendo uma capivara, um pato, um tucano e um gambá sobreviveram e foram encaminhados aos CRAS de Campo Grande.

É válido lembrar que o primeiro atendimento é feito pela Polícia Militar Ambiental e dependendo da gravidade do animal é atendido primeiramente no CCZ. O Centro de Controle de Zoonozes está localizado na Rua Egídio Thomé, nº 5562 – Parque Industrial. O telefone é (67) 3929-1803.

Fonte: Perfil News

Uso de medicamentos humanos em animais pode ser fatal

A tendência de humanizar os animais de companhia pode ser um risco à saúde dos pets, quando se refere a doenças e seus tratamentos. Hoje, eles sofrem de patologias comuns em pessoas, como colesterol alto, diabetes, pressão alta, problemas renais e câncer. Apesar de a medicina veterinária ter sido criada para ajudá-los, muitos tutores, sem conhecimento, medicam seu cão ou gato com drogas específicas para humanos. “As consequências podem ser devastadoras e até letais”, ressalta Mariana Paranhos, médica veterinária da UCBVET Saúde Animal.

De acordo com a especialista, há medicamentos que podem ser utilizados por animais e humanos, porém, a posologia dependerá de cada caso. “Quando o veterinário indica um remédio, vários fatores são levados em consideração para definir a dose ideal, como espécie, condição clínica, peso, idade, entre outros. Por isso, é extremamente importante consultá-lo antes de administrar qualquer produto”, orienta.

Mariana também lembra que se deve dar preferência a produtos veterinários, pois eles foram desenvolvidos especialmente para os animais, garantindo maior segurança e facilidade na administração. “Além disso, todo medicamento deve ser mantido fora do alcance deles”, completa.

Tipos de medicamentos

Os anti-inflamatórios humanos são medicamentos que não devem ser administrados em animais, a não ser sob prescrição e acompanhamento de um especialista. Isso porque o uso inadvertido pode causar lesões no trato gastrintestinal, como úlceras gástricas e intestinais, além de sinais de intoxicação, como vômitos, letargia, falta de apetite e depressão. Em casos mais graves, pode levar à falência hepática e renal e até à morte.

O paracetamol – ou acetaminofen –, por exemplo, é um ativo muito conhecido no mercado e está presente em vários medicamentos. De acordo com médica veterinária da UCBVET, o produto pode, mesmo em baixas doses, causar efeitos tóxicos aos animais. “Ele é o principal analgésico de uso humano responsável pela intoxicação de cães e gatos”, afirma.

Apesar de terem a venda restrita apenas mediante a apresentação de receita médica, antidepressivos e antibióticos são facilmente encontrados em residências, tornando-se potenciais riscos aos pets, seja por ingestão acidental ou administração indevida. “Alguns antibióticos não devem ser administrados em filhotes, pois podem interferir negativamente em seu desenvolvimento. Animais desidratados, com disfunção renal ou hepática, devem ter a dose ajustada para sua condição clínica”, conclui Mariana Paranhos.

Fonte: Ribeirão Preto Online 

Nota do Olhar Animal: O preço cobrado por medicamentos veterinários é escorchante, impedindo os tutores de cuidar adequadamente dos animais sob sua responsabilidade. Está mais do que na hora da criação de genéricos nesta área, bem como a da Farmácia Veterinária Popular, similar ao sistema para humanos. 
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Gêmeos produzem cadeiras de rodas para animais deficientes no Rio

Por Cristina Boeckel

O apartamento em Copacabana onde os irmãos William e Richard Frank vivem com as mulheres parece a oficina do professor Pardal, célebre personagem da Disney que se dedicava aos mais variados inventos. Há criações de vários tipos espalhadas pelos cômodos, mas uma paixão da família fica clara em imagens de cães e outros animais em cadeiras de rodas, idealizadas e produzidas pela dupla há 18 anos.

Como a necessidade é a mãe da invenção, a ideia começou com um problema vivido por uma amiga, que tinha um cachorro paralítico. “Como nós somos artistas plásticos e gostamos de inventar coisas diferentes, ela pediu para bolarmos um recurso para o cachorrinho dela se locomover melhor”, conta Richard.

Até chegar ao modelo que existe atualmente, foi necessária uma pesquisa de materiais. “A primeira era de madeira, mas durou só uns 15 dias. A gente viu que ele andava com dificuldade. Aí fomos fazendo experiências até chegar ao modelo de alumínio, que é leve, durável e lavável. Um cachorro de 30 kg, um pastor alemão, por exemplo, a pessoa pode dar banho nele sem ficar deitado no chão, na própria cadeirinha”, completa Richard Frank.

Com o crescimento dos pedidos de cadeira de rodas, surgiu a Dog Car, empresa familiar que faz cadeirinhas sob medida não apenas para cachorros, mas vários outros animais.

“Nós atendemos aqui vários animais. Já atendemos um gambá, tartaruga, coelho, furão, hamster”, conta William. Richard completa: “Gato já é normal. Gato e cachorro”.

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Qualidade de vida

Os irmãos defendem a função da cadeirinha como uma maneira de melhorar a qualidade de vida de animais que se tornaram deficientes após sofrerem com traumas e doenças.

“A cadeirinha é, basicamente, para levar o animal para rua, para caminhar, fazer cocô, xixi. Evita que ele fique deitado o tempo todo, fazendo as necessidades nele mesmo, formando escaras e ficando doente até morrer”, reflete William.

O veterinário Wagner Tavares acredita que os animais que se saem melhor com o uso das cadeirinhas que auxiliam a locomoção são os de menor porte, com peso de até 15 kg. Principalmente os cachorros. O uso do equipamento pode ajudar a melhorar a qualidade de vida.

“O animal acaba permanecendo muito tempo deitado, o sangue não circula direito porque ele não se movimenta, causando lesão renal no animal, além de escaras por permanecer sempre na mesma posição. Muitas vezes eles param de comer e ficam deprimidos. Em alguns casos, talvez o animal acabe até sendo sacrificado”, afirma o profissional.

Segundo Wagner, as causas mais comuns para que um animal doméstico tenha problemas de locomoção são as lesões de coluna por queda ou atropelamento. Mas doenças neurológicas também podem causar a paralisia das patas.

Zeus, um dachshund de 11 anos de idade, é um dos usuários das pequenas cadeiras de rodas desde março de 2011. De acordo com a tutora do animal, a funcionária pública aposentada Suely de Carvalho, a decisão pela alternativa para garantir a locomoção foi tomada após um vasto estudo de várias opções disponíveis no mercado.

“Ele teve um problema na coluna. Estava andando no corredor de casa e arriou. Tentamos ver se ele passaria por uma operação, mas como a saúde dele já não era muito boa, a médica veterinária disse que a cirurgia era ariscada. Havia o risco de perdê-lo. E entre ele morrer e tê-lo na cadeira de rodas, eu preferi a cadeirinha”, conta Suely.

O cão usa a cadeira três horas por dia, para passear na rua e para pequenas locomoções dentro de casa. A tutora afirma que ele se adaptou logo que colocou a estrutura. “Foi imediato. No primeiro dia que ele colocou, saiu caminhando, feliz da vida. É um corpo estranho, mas ele se adaptou”.

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Preços entre R$ 250 e R$ 1,2 mil

As cadeirinhas para animais com deficiência possuem preços entre R$ 250 a R$ 1,2 mil, dependendo da complexidade da lesão. As mais caras são as usadas por animais tetraplégicos e os de grande porte. Mas os irmãos também estão envolvidos em projetos sociais nos quais doam cadeirinhas ou as vendem com desconto para quem não possui condições de pagar. “Quando o cachorro falece, a pessoa vai fazer o que com a cadeira? A gente aconselha a doar para a Suipa. Lá tem muito cachorro paralítico. O que a Suipa faz? Traz aqui e a gente faz o ajuste para o cachorro. Reaproveita para outro cão”, diz William.

Perguntados sobre o que os motiva, Richard toma a palavra e conta que a satisfação dos clientes é fundamental. “Quando a gente faz a cadeira, a pessoa traz o cachorrinho e coloca nela, parece que é a primeira que a gente já fez. É muito emocionante”.

Fonte: G1