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Gêmeos produzem cadeiras de rodas para animais deficientes no Rio

Por Cristina Boeckel

O apartamento em Copacabana onde os irmãos William e Richard Frank vivem com as mulheres parece a oficina do professor Pardal, célebre personagem da Disney que se dedicava aos mais variados inventos. Há criações de vários tipos espalhadas pelos cômodos, mas uma paixão da família fica clara em imagens de cães e outros animais em cadeiras de rodas, idealizadas e produzidas pela dupla há 18 anos.

Como a necessidade é a mãe da invenção, a ideia começou com um problema vivido por uma amiga, que tinha um cachorro paralítico. “Como nós somos artistas plásticos e gostamos de inventar coisas diferentes, ela pediu para bolarmos um recurso para o cachorrinho dela se locomover melhor”, conta Richard.

Até chegar ao modelo que existe atualmente, foi necessária uma pesquisa de materiais. “A primeira era de madeira, mas durou só uns 15 dias. A gente viu que ele andava com dificuldade. Aí fomos fazendo experiências até chegar ao modelo de alumínio, que é leve, durável e lavável. Um cachorro de 30 kg, um pastor alemão, por exemplo, a pessoa pode dar banho nele sem ficar deitado no chão, na própria cadeirinha”, completa Richard Frank.

Com o crescimento dos pedidos de cadeira de rodas, surgiu a Dog Car, empresa familiar que faz cadeirinhas sob medida não apenas para cachorros, mas vários outros animais.

“Nós atendemos aqui vários animais. Já atendemos um gambá, tartaruga, coelho, furão, hamster”, conta William. Richard completa: “Gato já é normal. Gato e cachorro”.

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Qualidade de vida

Os irmãos defendem a função da cadeirinha como uma maneira de melhorar a qualidade de vida de animais que se tornaram deficientes após sofrerem com traumas e doenças.

“A cadeirinha é, basicamente, para levar o animal para rua, para caminhar, fazer cocô, xixi. Evita que ele fique deitado o tempo todo, fazendo as necessidades nele mesmo, formando escaras e ficando doente até morrer”, reflete William.

O veterinário Wagner Tavares acredita que os animais que se saem melhor com o uso das cadeirinhas que auxiliam a locomoção são os de menor porte, com peso de até 15 kg. Principalmente os cachorros. O uso do equipamento pode ajudar a melhorar a qualidade de vida.

“O animal acaba permanecendo muito tempo deitado, o sangue não circula direito porque ele não se movimenta, causando lesão renal no animal, além de escaras por permanecer sempre na mesma posição. Muitas vezes eles param de comer e ficam deprimidos. Em alguns casos, talvez o animal acabe até sendo sacrificado”, afirma o profissional.

Segundo Wagner, as causas mais comuns para que um animal doméstico tenha problemas de locomoção são as lesões de coluna por queda ou atropelamento. Mas doenças neurológicas também podem causar a paralisia das patas.

Zeus, um dachshund de 11 anos de idade, é um dos usuários das pequenas cadeiras de rodas desde março de 2011. De acordo com a tutora do animal, a funcionária pública aposentada Suely de Carvalho, a decisão pela alternativa para garantir a locomoção foi tomada após um vasto estudo de várias opções disponíveis no mercado.

“Ele teve um problema na coluna. Estava andando no corredor de casa e arriou. Tentamos ver se ele passaria por uma operação, mas como a saúde dele já não era muito boa, a médica veterinária disse que a cirurgia era ariscada. Havia o risco de perdê-lo. E entre ele morrer e tê-lo na cadeira de rodas, eu preferi a cadeirinha”, conta Suely.

O cão usa a cadeira três horas por dia, para passear na rua e para pequenas locomoções dentro de casa. A tutora afirma que ele se adaptou logo que colocou a estrutura. “Foi imediato. No primeiro dia que ele colocou, saiu caminhando, feliz da vida. É um corpo estranho, mas ele se adaptou”.

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Preços entre R$ 250 e R$ 1,2 mil

As cadeirinhas para animais com deficiência possuem preços entre R$ 250 a R$ 1,2 mil, dependendo da complexidade da lesão. As mais caras são as usadas por animais tetraplégicos e os de grande porte. Mas os irmãos também estão envolvidos em projetos sociais nos quais doam cadeirinhas ou as vendem com desconto para quem não possui condições de pagar. “Quando o cachorro falece, a pessoa vai fazer o que com a cadeira? A gente aconselha a doar para a Suipa. Lá tem muito cachorro paralítico. O que a Suipa faz? Traz aqui e a gente faz o ajuste para o cachorro. Reaproveita para outro cão”, diz William.

Perguntados sobre o que os motiva, Richard toma a palavra e conta que a satisfação dos clientes é fundamental. “Quando a gente faz a cadeira, a pessoa traz o cachorrinho e coloca nela, parece que é a primeira que a gente já fez. É muito emocionante”.

Fonte: G1 

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SC: Hospital veterinário em Blumenau recebe doação de sangue de cães

Unidade iniciou a campanha “Uma gota que faz toda diferença”. Animais que doarem receberão atendimento e medicamentos gratuitos.

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O Hospital de Clínica Veterinária de Blumenau (Hcvb), no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, está recebendo doações de sangue de cachorros. A unidade iniciou a coleta no início de abril e, no final de maio, deu início à campanha “Uma gota que faz toda diferença”. Animais que doarem receberão atendimento e medicamentos gratuitos.

O horário de atendimento para as doações ocorre todos os dias das 12h às 20h na rua Paraíba, número 217, bairro Victor Konder. Conforme a veterinária que realiza a coleta, Jaqueline Welter, a campanha tem sido um sucesso. “Recebemos muitas ligações e estamos muito felizes com a procura da população”, completa.

Para doar, o animal precisa ter mais de 25 quilos e ter idade entre 1 e 8 anos. Segundo a unidade, é feita uma bateria de exames para verificar se o animal está saudável e pode fazer a doação.

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O tutor do canino precisa comparecer à clínica munido da carteira de vacinação do seu bichinho e de documentos pessoais, para que um cadastro seja feito.

Os animais que aderirem às doações, receberão vermífugos e antipulgas gratuitos, além de atendimento veterinário sempre que necessário. O hospital informou ainda que também busca os cachorros em casa para fazerem as doações.

Segundo Jaqueline, o banco de sangue é destinado à venda para outras clínicas, uso interno e, eventualmente, no caso de ONG’s e animais abandonados, a bolsa sai gratuita ou com valor reduzido. 

Fonte: G1

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Fumaça de cigarro também faz mal para cães e gatos

Animais que vivem em lares de pessoas fumantes têm maior propensão para desenvolver doenças.

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Dia 31 de maio foi o Dia Mundial Sem Tabaco. Devido ao enorme prejuízo que o hábito de fumar traz à saúde, campanhas mostram de diversas formas os males que o cigarro causa para quem fuma e também para os que convivem com a fumaça de cigarro em casa.

Cães e gatos que vivem em lares de pessoas fumantes têm maior propensão para desenvolver rinite, asma, bronquite e conjuntivite, por exemplo. Espirros, tosse, engasgos, falta de ar, olhos vermelhos e com coceira são alguns dos sintomas que indicam que as coisas não vão bem. Por serem doenças crônicas, representam um custo elevado com tratamento, exames e internações frequentes, sem falar nos medicamentos que vão desde antialérgicos, corticoides, broncodilatadores, até antibióticos e colírios.

As complicações não são raras e o bichinho fica com a saúde frágil. A expectativa de vida cai consideravelmente. Alguns estudos apontam correlação também com o desenvolvimento de câncer.

Nesta campanha sem tabaco, toda a família, e o pet faz parte dela, se une em benefício da saúde dos bichinhos e de quem eles tanto amam: você. Pense nisto antes de acender um cigarro. Agora, se a dificuldade em parar de fumar for muito grande, evite essa prática dentro de casa, ou na companhia de seu animal.

Fonte: Época

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Água ajuda na reabilitação de cães e gatos

A água ainda é utilizada para tratamento na esteira aquática para alívio de dores e tensões em animais.

SAUDE aguaCAO 

Ninguém duvida da importância da água na vida do ser humano. Ela serve como bebida, é utilizada na preparação de alimentos, no banho, na limpeza e em milhares de outros usos diários. Mas ela também tem sua importância terapêutica agindo diretamente nos sistemas nervosos, circulatórios e térmicos. Várias técnicas foram sendo desenvolvidas e hoje também são aplicadas nos animais.

Ela remove a pressão dos membros doloridos e do peso do animal, diminuindo a força necessária para realizar movimentos simples, mas difíceis devido a lesões. Com os exercícios na esteira aquática, os cães restabelecem a musculatura e intensidade de movimento dos membros danificados por diversos fatores, como cirurgias, displasia coxofemoral, síndromes, artroses, condições ortopédicas, assim como o tratamento da obesidade.

“Quando estão dentro d’água, vários músculos, ligamentos, ossos e outras estruturas trabalham ao mesmo tempo com equilíbrio e boa distribuição de peso para a realização dos movimentos”, ressalta a fisioterapeuta veterinária, Mariana Guilhen.

A profissional é formada em Medicina Veterinária e especializada em Fisioterapia Animal e atua na área há cerca de 4 anos em Cuiabá. Mariana possui um Centro de Reabilitação em uma clínica em Cuiabá, que conta com a esteira aquática e outros aparelhos que foram importados, e recebe indicações para acompanhamento de tratamentos de todo o estado.

De acordo com Mariana, as quantidades e rotinas das sessões de reabilitação são definidas após uma avaliação do paciente.

Os benefícios do tratamento na esteira aquática são o alívio da dor e tensão, diminuição do inchaço, fortalecimento de músculos, movimentos ampliados, melhora circulação sanguínea, da condição física e a garantia de uma vida mais saudável.

Os trabalhos realizados nas esteiras aquáticas precisam contar com a presença de um profissional especializado na área para auxiliar os animais. “A utilização dessas terapias de formas errôneas pode expandir os danos e causar novos estresses na região. Trabalhamos com encorajamento, monitoramento e dados estudados antecipadamente. Por isso é importante que o paciente que tenha a fisioterapia indicada como tratamento possua um especialista para avaliar”, explica a veterinária.

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Fonte: Circuito MT

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Hospital veterinário da UFMG passa a oferecer tratamento para animais obesos

Bichinhos acima do peso podem sofrer diversos problemas de saúde. 

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O Hospital Veterinário da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) passará a oferecer tratamento especializado para animais obesos. A veterinária Marina Pellegrino, que possui formação em endocrinologia de animais de pequeno porte será responsável pelos bichinhos.

A demanda crescente por esse tipo de tratamento veterinário está relacionada ao aumento do sedentarismo nos humanos, acompanhados por seus animais. Também há casos em que a obesidade está vinculada ao sexo do animal, a fatores genéticos e a doenças metabólicas.

Segundo os especialistas, animais acima do peso podem ter diabetes mellitus, hiperlipidemia, lesões articulares, síndrome metabólica e diminuição da expectativa de vida.

As consultas devem ser agendadas pelos telefones (31) 3409-2276 ou (31) 3409-2000. O Hospital Veterinário fica no campus Pampulha.

Fonte: R7 Notícias

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EUA: Proposta para legalizar o uso de maconha medicinal no tratamento de animais

Por Maria Khan / Tradução de Alana Carvalho

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Animais de estimação que estejam doentes deverão ter acesso a tratamentos com maconha medicinal – é o que propõe um senador do estado americano de Nevada no projeto de lei apresentado em 17 de março. Tick Segerblom, membro do Partido Democrata, apoia o projeto de lei que garante a tutores de animais domésticos enfermos o direito de obter maconha medicinal, desde que seja atesta por um veterinário a indicação de que o tratamento “possa mitigar os sintomas ou efeitos” de doenças crônicas ou debilitantes.

Segerblom afirma que, apesar de se preocupar com possíveis reações adversas em determinadas espécies, “não há como saber ao certo sem tentar”.

Mark Manendo, outro Senador de Nevada e ativista pelos direitos de animais, se opôs ao projeto, alegando que a legalização do uso de maconha medicinal em animais domésticos pode representar um risco à sua segurança. Enquanto isso, o veterinário de Los Angeles, Doug Kramer, afirma que a maconha ajudou a aliviar as dores de seu husky siberiano em suas últimas semanas de vida após uma cirurgia para a retirada de tumores.

“Cansei de sacrificar bichos de estimação quando não foi possível empregar recursos suficientes para que tivessem alguma qualidade de vida”, disse Kramer. “Senti que estava deixando esses animais na mão”

Kramer contou que a droga colaborou para a extensão da vida de seu cão em seis semanas, antes que a eutanásia se tornasse necessária.

A proposta também aborda provisões relacionadas ao uso humano de maconha medicinal, com novas regulamentações que propõem treinamento para farmacêuticos que fornecem a droga, informou a Reuters.

Propõe-se também que sejam revogadas as penalidades previstas para motoristas que dirigem sob efeito da droga.

O projeto surge em meio a um número crescente de leis que legalizam o uso do cannabis medicinal e recreativo em estados norte-americanos. Nevada é um dos 23 estados em que o uso da maconha medicinal é legal.

O uso recreativo também foi legalizado em 4 estados e Washington D.C.

De acordo com uma pesquisa da Reuters, a opinião pública mudou nos últimos anos, com 46% dos Americanos apoiando atualmente a completa legalização da maconha.

Fonte: International Business Times

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Contracepção em cadelas

Por Leonardo Maciel

A utilização de medicamentos para controle populacional em cadelas e gatas ainda é tema de muitas pesquisas. A priori, não existe ainda um medicamento que possa inibir a manifestação do cio de forma segura que esteja disponível à população ou órgão governamentais.

Devido às particularidades do funcionamento do sistema reprodutor de cadelas e gatas, os medicamentos e hormônios que são utilizados com “segurança” em humanos, não apresentam os mesmos efeitos.

A progesterona e seus análogos, têm efeito maléfico sobre o sistema reprodutor das cadelas e gatas, ou seja, sobre o útero, ovários e mamas.

Este hormônio afeta o funcionamento dos ovários das cadelas, o que pode levar à formação de cistos produtores de mais hormônios que afetarão as mamas, com alta incidência de câncer mamário, com as consequências que todos sabemos… ou deveríamos saber.

Gatas são particularmente sensíveis a aplicação de hormônios como método contraceptivo, com formação de tumores de mama em tempo incrivelmente rápido, tão pesados que a gata não consegue andar.

Outra consequência da utilização de hormônios contraceptivos em cadelas é a piometra, ou infecção no útero que muito frequentemente leva ao óbito. Uma cadela que recebeu progesterona como anticoncepcional na verdade pode ter uma bomba relógio dentro de si.

Outra consequência particularmente cruel da aplicação de progestágenos em cadelas e gatas é o risco da aplicação durante o cio ou imediatamente após o mesmo. Esta cadela ou gata que recebeu o hormônio durante o cio vai engravidar da mesma forma, porém, não haverá parto. O hormônio abolirá os sinais do parto e a gravidez será postergada. Os fetos passarão do momento de nascer, morrerão, poderão entrar em decomposição levando a mãe ao óbito com grande sofrimento, ou na melhor das hipóteses, estes fetos terão seus líquidos corporais absorvidos e poderão ficar por longo tempo em fase de mumificação intra uterina.Sem parto.

Existem poucas situações onde os progestágenos poderiam ser usados. Por exemplo, um protetor resgata vinte animais em situação de maus-tratos e não tem como fazer a castração de todos eles imediatamente, mas vai com certeza fazê-lo nos próximos seis meses. Uma cadela no cio seria um grande problema de violência entre os machos, mais até do que a gravidez. Ele então aplica o progestágeno sob supervisão de um médico veterinário responsável e começa a castração com tranquilidade dentro de suas possibilidades.

A aplicação do progestágeno deve ser feita de forma pontual, responsável,considerando os riscos para o indivíduo e principalmente dentro de uma linha de conduta que prevê a solução cirúrgica breve, que ainda é insubstituível.


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Doação de sangue canino ainda é pouco conhecida em Alagoas

Ajuda para animais que precisam de transfusão depende das redes sociais. Tutores de animais doadores afirmam que desinformação ainda é problema.

Por Derek Gustavo

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Quem cria um ou vários cãezinhos sabe o trabalho que dá quando algum deles fica doente. Dependendo da doença, o tratamento é rápido e em pouco tempo o animalzinho já está pulando pela casa novamente. Alguns casos, porém, exigem maiores cuidados e podem trazer a necessidade de se fazer uma transfusão de sangue.

Assim como os seres humanos, os cachorros também podem doar sangue entre si. O problema, porém, é encontrar doadores.

A designer e professora universitária Luciana Beserra cria sete cães. Um deles, o labrador Harsan, hoje com 7 anos, foi o primeiro da “família” a se tornar doador de sangue. Como ele não pode mais fazer isso por causa da idade, a filha dele, Aisha, de 2 anos, assumiu o posto de doadora.

“Eu sou doadora de sangue há 15 anos. Há algum tempo vi um pedido de ajuda para doação de sangue para um cachorrinho que estava doente. Conversei com o veterinário dos meus cachorros para saber se havia algum risco e tirar dúvidas. Como não havia, acabei levando o Harsan para doar. Depois disso, levei ele muitas outras vezes”, conta Luciana.

Luciana afirma que, após esses procedimentos, ganhou confiança para buscar outras pessoas que se interessassem em ajudar também. Ela acabou se tornando uma defensora da causa, e buscou ajudar sempre que pode.

“As redes sociais têm sido de grande ajuda para encontrar doadores. Eu sempre procuro ajudar quando alguém pede ajuda com isso. Colaboro na busca por doadores, mas ainda há um grande desconhecimento por parte dos tutores desses animais”, diz a designer.

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Procedimento

A médica veterinária Lysanne Costa da Rocha Medeiros explica que o procedimento para a doação de sangue canino é simples, mas precisa seguir alguns pré-requisitos.

“Para doar, o animal precisa ter entre 1 e 8 anos, pesar mais de 27kg, estar com a saúde em dia e não ter nenhuma doença relacionada a carrapatos. Não há restrição de raça, mas animais de pequeno porte, pela questão do peso ideal, não podem ser doadores, e o doador não precisa estar em jejum”, afirma Lysanne.

O sangue nos cachorros é retirado diretamente da veia jugular, que passa pelo pescoço, ao contrário dos humanos, que doam o sangue retirado das veias que passam pelo braço. Os animais mais ariscos precisam de uma leve sedação antes do procedimento, para que não corram o risco de se machucarem.

“A cada doação, podemos retirar até 450ml de sangue, que depois passa por um hemograma completo com contagem de plaquetas. Os cachorros possuem 8 grupos sanguíneos, mas no Brasil a prática da tipagem sanguínea não é comum. Por isso, antes do início de cada transfusão, misturamos uma gota do sangue do doador com uma do receptor, para assegurar a compatibilidade”, conta a veterinária.

Reações adversas são raras nesse tipo de procedimento. De acordo com Lysanne Costa, o corpo do animal leva 20 dias para repor a quantidade de sangue retirada, e em 3 meses uma nova doação já pode ser feita.

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Ajuda da tecnologia

Por abrigar uma grande quantidade de animais, o Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa) depende bastante da boa vontade dos tutores para conseguir doações quando elas se fazem necessárias. As redes sociais têm sido de grande ajuda nessa busca.

A assessoria do Neafa explica que há um cadastro de pessoas que já colaboraram com doações anteriormente, mas quando os animais não podem doar, por terem feito isso pouco tempo antes, ou por estarem com a saúde debilitada, recorre-se a chamamentos nas redes sociais.

A ONG fechou uma parceria com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que possui um canil. Com a autorização do oficial que comanda o setor, os animais da polícia recebem atendimento gratuito no Neafa. Em troca, os cães policiais se tornam doadores sempre que há a necessidade.

Tutores de cães que precisem da transfusão ou que se enquadrem no perfil de doação podem procurar a instituição. Ambos os procedimentos são feitos lá mesmo. O tutor do animal debilitado é instruído a comprar uma bolsa de coleta de sangue, que custa R$ 35.

Os interessados em saber mais como podem ajudar com a doação, ou aqueles que estiverem precisando da transfusão para seus animais, podem entrar em contato com o Neafa, através do telefone 3221-0193 ou na página da instituição nas redes sociais.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Certamente não é uma “doação”. Mas o procedimento não causa maiores danos ao animal do qual o sangue é retirado. No mais. os beneficiados são outros animais da mesma espécie e qualquer inconveniente é infinitamente menor do que o benefício que a medida traz aos animais que recebem o sangue.
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Ebola já matou um terço dos gorilas e chimpanzés no mundo

Entre os gorilas, 95% dos infectados acabaram morrendo. Já entre os chimpanzés, a taxa de mortalidade é de 77%

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O vírus ebola já fez milhares de vítimas pelo mundo no atual surto, que é o pior desde a década de 1970. Porém, não é somente o ser humano que vem sofrendo as consequências da hemorragia fatal, em quase 50% dos casos registrados: os chimpanzés e os gorilas também estão morrendo e precisam de vacina urgentemente. As informações são do The Mirror.

O vírus é ainda mais mortal entre os animais. Segundo a publicação, ao menos um terço dos macacos dessas espécies já foi exterminada pela doença desde 1990. Entre os gorilas, 95% dos infectados acabaram morrendo. Já entre os chimpanzés, a taxa de mortalidade é de 77%.

Os surtos são pouco frequentes, mas quando atingem os animais, podem acabar com enormes um grande número deles, especialmente se as carcaças são deixadas abandonadas. Em 1995, por exemplo, 90% dos gorilas no Parque Nacional do Gabão morreram de ebola. Entre 2002 e 2003, outros cinco mil foram mortos pelo surto na República Democrática do Congo.

Os grandes macacos africanos também estão sob ataque de caça ilegal, convivendo com a destruição do seu habitat, enfrentando guerras e outras doenças infecciosas. Segundo cientistas, a falta de habitat significa que os animais infectados são mais suscetíveis de entrar em contato uns com os outros, e, portanto, mais susceptível de contrair o vírus. É um ciclo vicioso.

Fonte: Terra

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Prefeitura se nega a informar número de cães e gatos mortos no CCZ, em Rio Preto, SP

Por Raul Marques

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A Secretaria de Saúde de Rio Preto esnobou a Lei de Acesso à Informação e se nega a fornecer ao Diário o número de cachorros e gatos mortos pelo Centro de Controle de Zoonoses nos últimos dez anos, quanto custou o serviço para os cofres públicos e a quantidade de animais adotados. Nem mesmo a legislação foi suficiente para “sensibilizar” a Prefeitura a abrir a caixa preta que esconde essas informações.

A Secretaria de Saúde de Rio Preto esnobou a Lei de Acesso à Informação e se nega a fornecer ao Diário o número de cachorros e gatos mortos pelo Centro de Controle de Zoonoses nos últimos dez anos, quanto custou o serviço para os cofres públicos e a quantidade de animais adotados. Nem mesmo a legislação foi suficiente para “sensibilizar” a Prefeitura a abrir a caixa preta que esconde essas informações.

A lei número 12.527 foi criada em âmbito federal no dia 18 de novembro de 2011 e regulamentada em 16 de maio no ano seguinte em Rio Preto. Sua função é obrigar órgãos públicos a fornecer informações solicitadas por qualquer cidadão no prazo de 20 dias. O artigo 5º da lei prevê que a informação deve ser prestada ‘de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão’.

O Diário solicitou as informações no dia 2 de dezembro de 2014, conforme protocolo número 2014000361931. Ao final do prazo, a secretária municipal de saúde, Teresinha Pachá, enviou a seguinte mensagem. “Solicitamos prorrogação no prazo de resposta para compilação das informações solicitadas.” Depois de mais dez dias de espera, chegou a resposta oficial, que, em síntese, ignorou o pedido primordial.

“Informo que as eutanásias são realizadas em animais cujo tratamento não seja eficaz, causando o sofrimento dos mesmos ou em casos de enfermidades incuráveis, conforme o que determina a legislação vigente. A partir da parceria estabelecida com as associações de proteção aos animais, as doações de cães e gatos são administradas por estas instituições.” A nota foi emitida pela Vigilância Ambiental sem assinatura de nenhum profissional.

No dia 6 de janeiro, o jornal entrou com recurso no próprio sistema da lei de acesso à informação. Afinal, a Prefeitura não informou o número de animais mortos. Cinco dias depois, Teresinha Pachá indeferiu o pedido e trata a questão como encerrada. A lei prevê que apenas dados que podem comprometer a segurança nacional devem ser mantidos sob sigilo pelo Estado. Não é caso do pedido feito pelo Diário da Região .

Os dados foram solicitados para a Prefeitura com objetivo de realizar uma ampla reportagem sobre o abandono constante de animais em Rio Preto e o que a Secretaria Municipal de Saúde faz para resolver a questão. Cachorros e gatos vagam pela cidade, reproduzem-se de forma indiscriminada, geram doenças e, no final, podem ser sacrificados pelo Poder Público. Trata-se de questão de saúde pública.

A lei de acesso à informação, porém, não é clara sobre punições ao agente público que se recusa a fornecer as informações solicitadas legalmente. A norma descreve como penalidades advertência, multa e improbidade administrativa. O promotor de Justiça Sérgio Clementino afirma que qualquer cidadão que for solenemente ignorado em casos similares pode procurar o Ministério Público e registrar uma representação, o que será feito pelo jornal. “A punição não é precisa na lei. Quando a reclamação chegar aqui, a gente analisa e vê o que pode ser feito.”

Via Secretaria de Comunicação, o Diário procurou novamente a Secretaria Municipal de Saúde na última quinta-feira para falar sobre a questão. Mais uma vez, o posicionamento não foi esclarecedor. “A posição da Prefeitura é a já expressada em resposta ao Diário (via lei de acesso à informação).” A pergunta que fica: se tudo está dentro da normalidade, por qual motivo esconder uma simples informação?

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Fonte: Diarioweb