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Voluntários pedem ajuda à moradora que abriga 24 cães dentro de casa em Contagem, MG

Dona Heloísa acolhe animais que são abandonados na rua, mas situação encontrada em sua casa é ruim tanto para ela, quanto para os cães

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Mesmo sem ter condições ou mesmo um espaço adequado, dona Heloísa mantêm em sua casa, localizada no Bairro Bernardo Monteiro, em Contagem, na Grande BH, 24 cães de diferentes raças e tamanhos. Há cerca de 10 anos ela recebe doações e convive com os animais retirados das ruas e também abandonados em sua porta. A dona de casa começou a acolher os pets depois que o irmão e o sobrinho começaram a usar drogas.

Em 2013, Heloísa começou a receber a ajuda de uma ONG, que realiza trabalho pelos animais. Os cães machos foram castrados e muitos foram adotados. Além disso, uma câmera foi instalada do lado de fora da casa e uma placa avisando que “o abandono de animais é crime”, ajudou a diminuir o número de cães que vinham sendo deixados no local.

A situação é complicada devido ao grande número de animais, o que provoca sujeira, barulho e brigas entre eles. A ONG Cãopartilhe alerta para o risco a saúde de Dona Heloísa e também dos cães e pede ajuda para arrecadar alimentos e ração, ou até mesmo, doações para financiar os custos com a consulta aos veterinários.

Recentemente, uma cadela recém-resgatada, que foi diagnosticada com barriga d’água precisou ser levada para um abrigo provisório por uma das responsáveis da ONG, para tentar se recuperar. Os demais animais estão traumatizados com o pouco espaço, e por isso, apresentam comportamento agressivo.

As pessoas que poderem a ajudar, podem entrar em contato com a direção da ONG pelo site: www.caopartilhe.org.br

Fonte: EM

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Cães são resgatados de cisterna de onze metros em Divinópolis, MG

Após serem retirados, macho foi encaminhado para seu tutor e fêmea fugiu dos bombeiros; animais apresentaram ferimentos leves.

Camila Kifer

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Dois cachorrinhos foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros de dentro de uma cisterna de aproximadamente onze metros aberta em um lote de Divinópolis, cidade do Centro-Oeste de Minas, nessa terça-feira (18).

A corporação contou que moradores do lote localizado no bairro Terra Azul acionaram os bombeiros depois de ouvirem o barulho dos cachorros. Aos militares, o dono do imóvel explicou que um dos animais é do seu amigo e estava desaparecido há dois dias.

No local, um militar precisou utilizar uma corda e uma escada para descer e retirar os cachorrinhos. O macho foi socorrido com escoriações e a fêmea também teve ferimentos leves. Ela fugiu dos bombeiros assim que foi libertada. Já o macho foi devolvido ao tutor e, em seguida, recebeu atendimento médico em uma clínica veterinária da cidade.

A corporação orientou o dono do imóvel para que a cisterna seja fechada. A intenção é evitar que alguma pessoa acabe caindo também no buraco.

Fonte: O Tempo

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Cão é resgatado de penhasco nos EUA; vídeo

Smokey perseguia esquilos quando caiu e ficou preso em uma fenda.

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Bombeiros da Califórnia tiveram que interromper o tráfego em uma pista de uma estrada movimentada e usar uma escada magirus para resgatar um cachorro preso em um penhasco.

Smokey, o cachorro, perseguia esquilos quando caiu e ficou preso em uma fenda.

Os bombeiros tiveram que atrair o cachorro para fora para agarrá-lo.

O cão foi entregue ao tutor.

Assista ao vídeo:

Fonte: BBC Brasil

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Moradores do DF se mobilizam para salvar pássaros com patas quebradas

Polícia ambiental conseguiu capturar uma das duas curicacas feridas. Segundo moradora, aves moram há um ano na quadra 203 da Asa Norte.

Por Luciana Amaral

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Um grupo de quatro moradores da 203 Norte, no Distrito Federal, se mobilizou na manhã deste sábado (14) para salvar dois pássaros da espécie curicaca que estavam com as patas quebradas

Há dois dias, algumas pessoas perceberam que duas aves estavam mancando, segundo a moradora da quadra Andréa Jubé. Com o apoio de vizinhos, ela resolveu chamar a polícia ambiental para cuidar dos animais.

“É de cortar o coração vê-las mancando. Hoje uma estava prostrada, sem conseguir andar. Resolvi tomar uma providência e não ficar parada”, disse.

A polícia ambiental foi acionada e conseguiu resgatar uma das duas curicacas feridas por volta das 14h. A outra voou nas tentativas de apreensão e não foi capturada. Segundo Andréa, a ave apreendida foi levada para um posto da polícia na Candangolândia e deve ser transferida para o Centro de Triagem do Ibama, no início da BR-070, na segunda-feira (16). O mesmo desígno deve ser dado à outra, quando for capturada.

A polícia informou que, no centro, elas passarão por exames veterinários e receberão tratamento. Quando curadas, devem ser reintroduzidas na natureza.

Andréa diz que há cerca de um ano apareceram grupos de curicacas na região, sempre andando em pares, e se adaptaram bem ao gramado do local. “Elas estão superacostumadas com gente. É uma delícia conviver com as curicacas. Parece um parque.”

A moradora disse que a suspeita da Polícia Ambiental é de que as aves foram apedrejadas ou sofreram um ataque de gato.

Procedimento

O veterinário de animais silvestres Rodrigo Rabelo disse que pessoas que encontram bichos feridos devem entrar em contato com a Polícia Ambiental. “É preciso chamar as autoridades competentes, como a Polícia Ambiental. Qualquer coisa, tem de procurar um veterinário especializado em animais de vida livre. O ideal é que não fique mexendo no pássaro, deixe ele tranquilo no ambiente.”

Em Brasília, Rabelo diz atender cerca de três a seis casos de pássaros machucados por mês. “Atendo muitos pássaros atropelados, desde corujas que batem em carros até outros que batem em vidros. Na época da chuva, com raios e trovoadas, é mais comum”, afirma.

Curicaca

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De nome científico Theristicus caudatus, a curicaca está presente em grande parte do Brasil, com mais destaque na Ilha de Marajó, no Pará, e no Pantanal mato-grossense.

Ela tem outra característica marcante: é chamada de despertador do Pantanal, pelo grito forte que emite e que lhe dá nome.

Vive em pequenos bandos de oito a dez aves ou sozinha, costuma buscar alimento em campos de gramíneas ou em alagados, mas raramente dentro d’água. Para isso, tem no bico longo e curvo seu mais importante aliado, já que consegue extrair larvas e outros insetos da terra fofa.

Além deste detalhe físico, ela se distingue pela coloração clara e asas largas, com dorso cinzento e brilho esverdeado. Os machos são um pouco maiores que as fêmeas, atingindo 69 cm de comprimento. Quando chega a noite, empoleira-se em árvore para dormir, quando costuma gritar, e ao clarear o dia.

O pássaro come insetos, larvas, pequenos lagartos, ratos, caramujos, aranhas e outros invertebrados. Ele ainda se alimenta de anfíbios, pequenas cobras e sapos, já que não é afetado pelas toxinas liberadas por esses bichos.

Fonte: G1

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Voluntários constroem cercas para deixar cães livres das correntes

Por Joey Garrison / Tradução de Vânia Mardegan

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Pooh não fica mais acorrentado quando está fora de casa. Ele agora passeia com liberdade. O corgi alemão é um dos dois cães que se beneficiaram do último trabalho da ONG Dogs Deserve Better no Tennessee, Estados Unidos. A organização de defesa dos animais, que visa deixar os cães livres das correntes através da construção de cercas para tutores de baixa renda, construiu um par de cercas nos quintais da vizinhança de North Nashville no sábado de manhã.

Cercas, como as construídas pela Dogs Deserve Better, são a melhor alternativa para manter os cães fora de casa, especialmente durante o inverno. O uso de instrumentos para restringir o movimento, em particular correntes pesadas como a que Pooh utilizava, é desencorajado.

A ação do último sábado representa o trabalho de defensores dos direitos animais de Nashville em uma lei junto ao Conselho Metropolitano que proibiria o uso de correntes para prender os cães em ambientes externos.

Um projeto de lei proposto pela conselheira Karen Bennett do condado de Madison proibiria instrumentos considerados “excessivamente pesados em relação ao tamanho do animal”, embora ainda permitisse ainda o uso de cabos, cordas ou outros dispositivos semelhantes.

A lei, que teve aprovação preliminar na última semana, tornaria ainda proibido prender os cães a postes ou similares em ambiente externo sob temperaturas congelantes, em temperaturas acima dos 35°C, tempestades e tornados. A votação final ocorrerá na próxima semana.

Para maiores informações sobre a Dogs Deserve Better, visite a página www.dogsdeservebetter.org

Fonte: The Tennessean 

Nota do Olhar Animal: Ótima iniciativa. Ressalva apenas à afirmação feita na matéria de que as cercas são boas para manter os animais fora de casa “especialmente no inverno”. Os animais devem é ser mantidos em local abrigado, ainda mais durante o rigoroso inverno nos EUA.
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Cenário de pobreza sensibiliza voluntários de causas animais em Araguari, MG

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Uma história de maus-tratos a equinos é protagonizada constantemente por um suposto usuário de drogas residente no bairro Novo Horizonte.

Os episódios de agressão têm sido denunciados por vizinhos e as associações de proteção aos animais vêm acompanhando o desfecho da situação, que chegou a ser encaminhada para o Ministério Público, mas ainda não foi solucionada.

Duas denúncias apenas na última semana motivaram o retorno da APARA (Associação de Proteção aos Animais de Araguari) juntamente com a Polícia Militar de Meio Ambiente na rua Padre Nilo, no referido bairro.

Ao chegar no local, na última sexta-feira 6, os representantes da entidade, Roberto Paganini e Jander Patrocínio ao lado de militares não flagraram o crime.

Durante visita a residência, o grupo questionou ao proprietário da casa a respeito do agressor, que convive com a família. O animal e o suspeito da agressão não foram localizados.

A constatação de extrema pobreza naquela residência sensibilizou os voluntários de causas animais, incluindo a diretora da APARA Daisy Paganini, que resolveram atender a uma necessidade humana, se prontificando em doar cestas básicas, entregues nesta segunda-feira, 10.

O próximo passo é ajudar um bebê de oito meses, que mora na residência e também precisa da colaboração da sociedade por meio de doações de roupas e alimentos.

Para fazer parte desta corrente do bem, interessados devem entrar em contato com Paganini (tel: 88360123) ou Jander Patrocinio (tel: 8809897).

A respeito dos maus-tratos, os representantes da Associação disseram que irão acompanhar o caso e tentar solucioná-lo o mais rápido possível.

“É uma situação que vem acontecendo há muito tempo e o nosso papel é esse, acabar com qualquer tipo de crime contra os animais”, finalizou Paganini.

Fonte: Gazeta do Triângulo

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Mulher em Manaus, AM, cria 56 cães e pede doação de área para não perder animais

Legislação municipal permite a criação de apenas 10 animais domésticos. Após denúncia, Tania terá que conseguir novo abrigo para os animais.

Por Leandro Tapajós

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A autônoma Tania Mussa, de 56 anos, abriga 56 cães dentro da própria casa, situada no Centro de Manaus. A legislação municipal permite que ela tenha apenas 10 animais em sua residência, por isso, a mulher corre contra o tempo para conseguir a doação de um terreno para construção de um canil. Ela pensa em criar uma Organização não-governamental (ONG) para continuar a fazer resgates de animais abandonados, trabalho que realiza há 27 anos.

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Segundo Tania, após uma denúncia, servidores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) inspecionaram a residência e alertaram sobre a legislação municipal. “Há uns 10 dias eles vieram aqui. Eles dão um prazo de 30 dias para que se consiga um lugar para os cães. Na verdade, não assinei nenhum documento. Vou acionar um advogado, mas preciso agir”, disse ao G1.

Para evitar que seja separada dos animais, a autônoma busca meios de conseguir um imóvel maior. “Preciso de um terreno para que possa ser feito um canil, e eu continue a fazer meu trabalho. Dois amigos já se comprometeram em doar os meios para a construção da estrutura do canil. Não quero dinheiro, mas preciso de ajuda para poder continuar ajudando esses animais”, disse.

Após a criação do novo canil, Tania pretende viabilizar a criação de uma ONG. “Não tenho CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica]. Só quero abrir uma ONG quando tiver o abrigo. Tem muita organização que existe no papel e não existe de fato, não tem estrutura. Isso eu não quero. Prefiro abrir quando tiver realmente um abrigo”, disse.

Destino

Os cães que vivem com Tania têm idades variadas, mas a maioria já é adulta. Ela afirmou que teme doar os animais. “Cerca de 90% dos meus animais são idosos. A maior parte com sete anos em diante. São poucos os que tenho para adoção. Na redes sociais, passei uns quatro meses postando fotos de filhotes que resgatei e não consegui [interessados]. Cheguei a doar uns 14 animais. Só que, quando fui visitar, eles não estavam lá. Foram abandonados ou estavam em más condições. Adoção é algo muito sério e precisa ser feita com zelo. Não dá para me desfazer dos meus cães assim”, explicou.

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O Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Manaus) confirmou que, após receber denúncia, um primeiro contato foi feito com a autônoma. Na ocasião, a equipe teria orientado a mulher a reduzir o número de animais para se adequar à lei municipal em vigor. O órgão não informou quando deve enviar servidores à residência de Tânia novamente, mas disse que o prazo pode variar entre 30 e 90 dias.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) e a Vigilância Sanitária afirmam que, caso sejam levados ao CCZ, os cães não deverão ser encaminhados para eutanásia. De acordo com os órgãos, esse procedimento não é aplicado com todos os animais encaminhados ao Centro. A reportagem tentou contato com a direção do CCZ e com o Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, mas não obteve retorno.

Segundo a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), não há nenhuma denúncia ou registro sobre o caso na delegacia.

Fonte: G1

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Bombeiros resgatam cadela presa em arame farpado em Ariquemes, RO

Tutora disse que animal teria saído do quintal e ficou presa em terreno baldio. ‘Todas as vidas são importantes’, diz bombeiro militar que realizou resgate.

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Uma cadela presa em uma cerca de arame farpado precisou ser salva pelo Corpo de Bombeiros na tarde de quinta-feira (11), no Setor Coqueiral, em Ariquemes (RO), município localizado no Vale do Jamari. Os bombeiros utilizaram um alicate e conseguiram livrá-la do arame.

A tutora do animal acompanhou o resgate e disse que a cadela se chama Neguinha. Ela teria saído do quintal, quando acabou presa em um terreno baldio. Neguinha teve ferimentos numa das patas.

Segundo a corporação, o resgate de animais é realizado normalmente. “O lema do Corpo de Bombeiros é ‘Vidas Alheias e riquezas salvar’. Todas as vidas são importantes e devemos salvar, quando solicitados”, enfatiza o bombeiro Luiz Junior.

Fonte: G1

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Vídeo: Polícia salva cadela atirada para pântano com as patas presas

Uma cadela foi atirada para um pântano, na Colômbia. Não foi um acidente, pois as patas traseiras estavam presas com uma corda. O animal ladrou em pânico e teve a sorte de ser ouvido por um polícia, que saltou para a água e resgatou a cadela.

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Na Colômbia, alguém tentou matar uma cadela, mas não contava com a atuação da polícia.

O animal foi atirado para um lago pantanoso, na parte de Suba Rincón, na cidade de Bogotá. O autor do crime, para ter a certeza de que ela morria, teve o ‘cuidado’ de lhe atar as patas traseiras com uma corda.

Só que o bicho, em pânico, ladrou para salvar a vida, coincidindo com a passagem de uma viatura policial em missão de patrulha.
Um dos agentes ouviu o ladrar de aflição e agiu rapidamente: despiu a farda e atirou-se para as águas frias do pântano, enquanto o outro agente o tentava orientar na direção da cadela.

Os segundos que se seguiram foram dramáticos: o animal não podia ir ao encontro do salvador, por ter as patas traseiras presas, e o humano não conseguia atravessar a vegetação.

Quando conseguiu aproximar-se, o polícia usou um pneu para manter a cadela à tona da água. Logo de seguida, o outro agente, com a ajuda de populares, puxou o pneu e trouxe a cadela para terra firme.
Apesar dos sinais de hipotermia, o animal encontrava-se bem de saúde. Foi adotada pelo agente que a salvou e agora chama-se Juana.

Fonte: PT Jornal (Portugal) / mantida a grafia original

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Mulher amamenta cachorrinhos recém-nascidos

Mãe dos filhotes é deficiente e não conseguia amamentar.

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Para salvar a vida de quatro filhotes de cachorros, uma dona de casa não pensou duas vezes e resolveu amamentá-los: nos próprios seios. A mulher é moradora de Jesuítas, no Oeste do Paraná, e tem uma história de amor com a cachorra, mãe dos cachorrinhos.

Tudo começou em 2010. A mulher que prefere não ser identificada, conta que morava nos Estados Unidos e há quatro anos foi comprar um cachorro da raça maltês para o casal de filhos. No pet shop ela ficou sabendo que a fêmea seria sacrificada por ser deficiente.

“Ela tinha problema nas patas. Eu comprei o macho, dei para os meus filhos, mas não me conformava que a fêmea logo seria morta. Voltei e pedi para que me dessem, mas eles não aceitaram. Então paguei 500 dólares por ela e a levei para casa”.

A fêmea deficiente recebeu o nome de “Belinha” e virou o xodó da família, que em 2013 voltou para o Brasil. Os cachorros vieram juntos, mas logo o macho morreu e ficou apenas a cachorra. A mulher conta que não quis castrar o animal, que sempre fica dentro do pátio. No entanto, para a surpresa de todos, no fim do ano passado, um cachorro entrou no terreno e a cadela pegou cria.

Da gestação nasceram quatro cachorrinhos, mas “Belinha” não tinha condições de amamentar. A mulher tentou dar papinha, leite em potinho, fez de tudo para os filhotes, mas eles não comiam e estavam fracos, foi aí que ela tomou uma atitude.

“Eu amamento minha filha de três anos e tenho leite. Não sabia mais o que fazer e não queria que eles morressem, então pensei em colocá-los no meu peito, mas pensei que eles não iam mamar. Quando vi eles mamaram e depois me reconheciam pelo cheiro”, conta.

Os bichinhos foram amamentados nas primeiras semanas de vida, porque estavam fracos. Agora com um mês eles já comem papinha.

“De vez em quando eu ainda coloco eles no peito só para ver se eles pegam. E eles pegam”, ri.

A mulher não tinha intenção que a história se tornasse pública, mas a família tirou foto e sem ela saber a mãe publicou no Facebook e os compartilhamentos começaram.

“Eu não sou ligada em redes sociais, mas minha mãe sim. Ela publicou sem eu saber. Não fiz para aparecer. Quando vi estava repercutindo. Meu marido só ficou sabendo hoje”, relata.

A mãe da jovem que amamentou os cachorrinhos também falou com a reportagem da CGN. Na realidade, ela acabou sendo o exemplo da filha, pois há cerca de dez anos amamentou um gatinho.

“Eu também já dei mama no peito para um gatinho”, diverte-se.

Ela aprova a atitude da filha.

“Eu publiquei por conta. Ela nem sabia. Sei que algumas pessoas criticam, mas eu acho que cada um tem direito de pensar o que quer”, fala a mãe.

A jovem que deu o peito para os cachorrinhos diz que não liga para comentários negativos e que faria tudo de novo.

“Eu dava o peito para os cachorrinhos e depois higienizava bem para quando minha filha fosse mamar. A sensação é a mesma. Claro que faria de novo, pois ainda faço de vez em quando. Eu acho que a Belinha merece isso, pois é uma guerreira e já escapou da morte. Era para ter sido sacrificada e não foi. Outro dia, quando estava grávida, uma águia a pegou e a carregou. A ave cravou uma garra na barriga dela e depois a soltou. Ela é uma vencedora”, orgulha-se.

Os quatro filhotes ficarão com a família.

A jovem conta a história com alegria. Mesmo sabendo que está sujeita a críticas, acredita que vale a pena, pois salvou as quatro vidas. 

Nota do Olhar Animal: Apoio total ao ato de solidariedade desta mulher. Que a consciência dela sobre esta solidariedade se amplie de forma que nunca mais volte a comprar animais e que castre os que tem e os que vier a ter sob sua tutela. Que também se informe com um veterinário sobre as adequações nutricionais necessárias, já que a composição do leite humano é bem diferente do canino. Ou, melhor ainda, que encontre uma cadela com leite, que possa amamentar os filhotes.

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