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No Brasil, 41% da população é contra testes com animais, segundo Datafolha

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Uma parcela grande da população brasileira é contra o uso de animais em testes para desenvolver novos remédios. Uma pesquisa feita pelo Datafolha a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), entidade de pós-graduação para farmacêuticos, revelou que 41% dos brasileiros “discordam plenamente” dessa prática.

Segundo o levantamento, só 36% concordam plenamente com o uso de animais pela ciência. Outros 18% concordam apenas parcialmente com essa aplicação. Para chegar aos resultados, foram entrevistadas 2.162 pessoas em 134 cidades por todo o país. As entrevistas foram feitas entre 24 e 25 de setembro deste ano.

O debate sobre o uso de animais em pesquisas e no desenvolvimento de produtos veio à tona no país em outubro de 2013, quando ativistas invadiram um instituto de pesquisa em São Roque (SP) e levaram do local animais usados em testes, principalmente cães da raça beagle, alegando suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos.

Na região de Santos (SP)

Em Santos, as universidades que mantém cursos de Medicina e Medicina Veterinária receberão cópias do projeto de lei que proíbe experiências com animais , assim como laboratórios públicos e outras instituições que lidam com animais. Segundo o vereador Benedito Furtado, há alguns anos já houve acordo com faculdades para a não utilização de animais vivos para fins didáticos. Ele acredita que esse compromisso está sendo cumprido.

Na justificativa do projeto, Furtado lembra que anualmente, em todo mundo, cerca de 400 milhões de animais são mortos em experiências realizadas em laboratório. Além de haver métodos alternativos de experiências, que incluem simulações matemáticas, modelos computadorizados e culturas celulares, os animais reagem de maneira diferente à humana. O que não prejudica o homem muitas vezes mata os animais e vice=versa.

O projeto de lei, ora em debate, dará porém, mais garantia aos animais, impedindo sofrimento e sacrifícios inúteis e desestimulando laboratório que pretendam se instalar em Santos. A elaboração de projeto de igual teor está sendo feita em toda a região da Baixada por vereadores que integram a Frente Parlamentar Regional de Proteção e Bem-Estar Animal. A proposta foi iniciativa do vereador ativista, Roberto Rautenberg, de Santo André.

Fonte: A Tribuna

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2ª edição de ‘Ética e Experimentação Animal: fundamentos abolicionistas’ é lançada pela UFSC

SC floripa eticaexperimentacaoÉtica e experimentação Animal: fundamentos abolicionistas, da filósofa Sônia T. Felipe, esgotado desde 2012, recebeu agora sua segunda edição pela Editora da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Tratando da questão dos animais sob uma perspectiva ética não antropocêntrica, este livro é uma leitura indispensável a todas as pessoas, independentemente de sua formação acadêmica e atividade profissional. Numa linguagem acessível, a autora revisa os argumentos das grandes tradições do pensamento – ciência, filosofia, direito e religião, redefinindo o estatuto moral dos animais não humanos no mundo da vivissecção.

Sônia T. Felipe, colunista da Pensata Animal / Olhar Animal, é doutora em Teoria Política e Filosofia Moral pela Universidade de Konstanz, Alemanha (1991), fundadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Violência (UFSC, 1993); voluntária do Centro de Direitos Humanos da Grande Florianópolis (1998-2001); pós-doutorado em Bioética – Ética Animal – Univ. de Lisboa (2001-2002).

A filósofa é autora também dos livros Por uma questão de princípios: alcance e limites da ética de Peter Singer em defesa dos animais (Boiteux, 2003); Galactolatria: mau deleite (Ecoânima, 2012); Passaporte para o Mundo dos Leites Veganos (Ecoânima, 2012); Colaboradora nas coletâneas, Direito à reprodução e à sexualidade: uma questão de ética e justiça (Lumen & Juris, 2010); Visão abolicionista: Ética e Direitos Animais (ANDA, 2010); A dignidade da vida e os direitos fundamentais para além dos humanos (Fórum, 2008); Instrumento animal (Canal 6, 2008); O utilitarismo em foco (Edufsc, 2008); Éticas e políticas ambientais (Lisboa, 2004); Tendências da ética contemporânea (Vozes, 2000).

Pedidos à Editora Edufsc

editora@editora.ufsc.br

Pedidos à autora

galactolatria@gmail.com

acertoabolicionista@gmail.com

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Porto Alegre: Secretária defende uso de selo para produtos testados em animais

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O Projeto de Lei 367/2013, que dispõe sobre a obrigatoriedade do uso do selo “Testado em Animais” por empresas que fabricam cosméticos, produtos de higiene pessoal ou de limpeza em geral no Rio Grande do Sul foi tema de audiência pública, nesta terça-feira, 25, na Assembleia Legislativa. A secretária dos Direitos Animais de Porto Alegre, Regina Becker, participou da reunião, que teve a presença de parlamentares das comissões de Constituição e Justiça, de Saúde e Meio Ambiente e Cidadania e Direitos Humanos, biólogos, autoridades públicas e integrantes da rede de proteção.

Para a titular da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), a proposta, de autoria do deputado Paulo Odone, é uma iniciativa louvável que leva em consideração tanto os Direitos Animais quando os dos consumidores. “Não podemos admitir que animais sejam usados como cobaias, como historicamente vem acontecendo no Brasil e no mundo. Na verdade, nós os usamos de uma forma absolutamente utilitarista, quando deveríamos respeitá-los, como seres sencientes, que sentem dor, frio e fome e têm necessidades afetivas como nós, animais humanos”, avaliou. De outro lado, Regina ressaltou a importância do consumidor ser informado, através do selo de identificação, de que o produto foi testado em animais. “A partir desse alerta, cabe a ele analisar se vai adquirir ou não”, frisou.

Os biólogos Sérgio Greif e Thales Trèz fizeram explanações técnicas sobre testes realizados em animais e apresentaram alternativas. Conforme Greif, há vários tipos de testes que podem ser usados para verificar aspectos como toxicidade, absorção cutânea, mutagenicidade, alergenicidade e outros fatores. Para ele, o uso de animais em experimentos levanta questões éticas e técnicas, e discute-se nos meios científicos o “replacement”, que são métodos substitutivos de animais, com o uso de material humano. “É correto submeter seres considerados inferiores a sofrimento em benefício dos seres humanos?” , questionou. Já as deficiências dos métodos utilizados foram relacionadas por Trèz, que considera os testes caros, perigosos e antiéticos.

Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre

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Brasileiro é o primeiro a ganhar prêmio internacional de pesquisa contra o uso de animais em testes

Gaúcho Róber Bachinski foi o primeiro pesquisador do país a receber o Lush Prize, que premia organizações e cientistas que trabalham para a substituição de experimentos por métodos livres de crueldade com validação científica.

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Filosofia de vida baseada nos direitos dos animais, o veganismo vem se convertendo nos últimos anos numa causa abrangente, capaz de conectar pessoas e articular movimentos no mundo todo, com impactos na indústria de alimentos, medicamentos, vestuário, cosmético e entretenimento.

Uma das bandeiras mais conhecidas, a luta contra os testes em animais para aprovação de produtos é mais lembrada no Brasil pela ação de um grupo de ativistas que, em 2013, invadiu o Instituto Royal, em São Roque (SP) e retirar 178 cães da raça beagle que eram usados em testes farmacêuticos e veterinários.

Bem antes da invasão, no entanto, brasileiros vêm articulando ações educativas contra o uso de animais como cobaias. Desde que soube que os testes faziam parte da grade curricular de diversos cursos, o gaúcho Róber Bachinski se tornou um dos primeiros estudantes brasileiros a promover a consciência contra os experimentos.

Em 2006, aos 21 anos, não hesitou em atravessar Porto Alegre de ônibus com 14 ratos de um laboratório da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) dentro de duas caixas de sapatos para salvá-los de serem mortos em experimentos científicos. O então estudante também abriu um processo contra a universidade, alegando ser inconstitucional ser obrigado a assistir às aulas que feriam seus princípios éticos, no primeiro caso do tipo no país.

Na última sexta, sua pesquisa com modelos de culturas de células em 3D e alternativas de usos para educação científica, que desenvolve no seu pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense, lhe valeu o Lush Prize na categoria Jovem Pesquisador. Criado há três anos, o prêmio distribui bolsas que somam 250 mil libras (cerca de R$ 1 milhão) a organizações e cientistas que trabalham para a substituição dos testes em animais por métodos livres de crueldade com validação científica.

“Quero dedicar esse prêmio a todos os estudantes brasileiros que lutam contra os testes em animais no Brasil e na América Latina”, disse Bachinski, que se tornou o primeiro brasileiro a trazer o troféu ao país –um coelho de cerâmica criado pelo escultor Nichola Theakston. O pesquisador recebeu o troféu das mãos de outro brasileiro, o professor de biologia do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de Alfenas (MG), Thales Tréz, primeiro a fazer parte do júri do prêmio.

Na apresentação, Tréz destacou o trabalho do jovem gaúcho como educador, outra atividade que o colocou na mira do prêmio. Além da pesquisa, ele participa do 1R Net (www.1rnet.org), plataforma que mapeia a utilização de animais no ensino superior, e promove consultorias sobre métodos alternativos a estudantes e professores no Brasil e América Latina. Foi incentivado por outros ganhadores de edições anteriores que Róber resolver se inscrever.

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EVOLUÇÃO BRASILEIRA

Para o diretor de mercados emergentes da Lush, Karl Bygrave, a participação dos brasileiros no prêmio –além de Róber e do professor Thales, o biólogo Sérgio Greif concorreu nas categorias lobby e consciência pública- é um reconhecimento à evolução do ativismo em defesa dos animais nos últimos dez anos no país.

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“É um reconhecimento a essas pessoas que, como se sabe, fazem campanhas que nem sempre são conhecidas. Veja o caso dele, que foi o primeiro estudante a alegar objeção de consciência [termo jurídico que embasou a ação de Róber] para não aceitar experimentos com animais”, diz. “Espero que esse prêmio faça com que surjam outros jovens pesquisadores como ele.”

Diretora ética da marca de cosméticos, a ativista Hillary Jones destacou o papel do Brasil na América Latina em relação à proibição de testes em animais. Para ela, a “continuar neste caminho certo”, o país pode vir a ser um modelo na região sobre o assunto. Este ano, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que proíbe os testes para a produção de cosméticos, na proposta que havia sido apresentada logo após o episódio com os beagles. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

No lado inverso, Hillary lamenta a ausência na terceira edição do prêmio de trabalhos da China, país que ainda figura entre os piores em desrespeito aos direitos dos animais. Doze ganhadores dividiram o prêmio este ano, de países como Nova Zelândia, Taiwan, Quênia e cinco países europeus –onde os experimentos já são proibidos por lei.

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CARDÁPIO VEGANO

Conhecida pela sua abordagem sustentável na venda de cosméticos –utilizando produtos frescos, quase sempre orgânicos e com pouca embalagem- a britânica Lush costuma ser exigente com as parcerias ao redor do mundo, que devem se comprometer com sua “declaração de missões”. Este ano, a empresa abriu em São Paulo seu primeiro spa da América Latina.

Durante a cerimônia, realizada no Instituto Real de Arquitetos Britânicos, em Londres, um cardápio totalmente vegano foi servido por uma equipe vestida com jalecos de cientistas, enquanto os convidados bebericavam sucos e drinques em tubos de ensaio.

“Quando criança, me lembro de ter visto num livro sobre medicina que se abriam animais sem anestesia e pensei: ‘Que coisa mais bárbara!’ Aqui hoje tenho certeza que teremos um futuro sem testes em animais”, discursou a ativista Carol Baker, uma das ganhadoras do troféu em 2013 que foi contratada pela empresa.

Fonte: Marie Claire

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Justiça faz acordo e estudante pagará R$ 8 mil por maus-tratos a cães no RS

Doutorando em vetenária trocou mandíbula de animais por peça de titânio. Caso ocorreu em Santa Maria em 2012 e causou polêmica no município.

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Uma ação que investigou maus-tratos a animais terminou em acordo em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. A decisão é da 3ª Vara Federal do município. Em 2012, um projeto de doutorado em medicina veterinária causou polêmica. Durante a pesquisa, foram fixadas placas de titânio para uso humano na mandíbula e nos maxilares de cães. O réu era estudante na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O acordo prevê que o veterinário deposite judicialmente o valor de R$ 8 mil, que será revertido a uma instituição de proteção ou acolhimento de animais abandonados ou apreendidos do município, ainda a ser definida pela Justiça. Após o cumprimento da obrigação, o processo deverá ser extinto.

Na época, o doutorando realizou experimentos em 12 animais que serviram como cobaias. Os cães passaram por uma cirurgia na qual parte da mandíbula foi trocada por uma peça de titânio.

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com o processo contra o estudante alegando que, após o procedimento, as cobaias teriam permanecido trancadas em gaiolas sem receber a devida higienização, o acompanhamento clínico necessário e a alimentação adequada.

Ainda segundo o MPF, o doutorando teria viajado para outra cidade, deixando os cães aos cuidados de estagiários, que não receberam orientação apropriada para a tarefa. Também segundo a investigação, a conduta do veterinário teria ocasionado lesões em sete animais. Outros cinco tiveram de ser sacrificados.

No entanto, o réu contestou a ação, afirmando que a pesquisa científica durou quatro anos e teve acompanhamento de um orientador e de todas as instâncias acadêmicas. Conforme o estudante, a implantação da prótese teria envolvido uma técnica inovadora, aprovada pela banca examinadora do doutorado.

Ao longo da tramitação do processo, o MPF propôs a realização de transação penal, pois considerou que os fatos se constituiriam em delito de menor potencial ofensivo, segundo a legislação. O acusado aceitou a proposta, e o juiz federal Loraci Flores de Lima homologou o acordo.

Fonte: G1

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Comissão aprova projeto para proibir testes de cosméticos em animais no PR

Texto passou pela Comissão de Ecologia da Assembleia do Paraná. Se virar lei, multa por descumprimento pode passar de R$ 3 milhões.

PR testes 10617615Foi aprovado nesta segunda-feira (27) pela Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um projeto de lei que pretende proibir o uso de animais para desenvolvimento e testes de cosméticos e perfumes. O texto, que já passou por outras comissões – como a de Constituição e Justiça (CCJ), deve ir a plenário nos próximos dias.

Pelo texto da proposta, do deputado estadual Stephanes Junior (PMDB), estabelecimentos de pesquisa e profissionais flagrados poderão ser multados progressivamente de acordo com o número de animais utilizados, caso a lei seja aprovada e sancionada. O projeto foi apresentado no início de 2014, baseada em legislação semelhante do estado de São Paulo.

Pelo projeto, fica proibida a utilização de animais para “desenvolvimento, experimentos e testes de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes e seus componentes”. A multa prevista para o descumprimento é de 50 mil Unidades Padrão Fiscal (UPF/PR) por animal utilizado, podendo dobrar em caso de reincidência. As infrações subsequentes podem gerar suspensões temporária e definitiva do alvará de funcionamento, e os profissionais que atuarem no desenvolvimento podem receber multa de dois mil UPF/PR.

A UPF/PR é reajustada anualmente. Para 2014, o valor estabelecido pela Secretaria de Estado da Fazenda é de R$ 75,28. Ou seja, a multa de 50 mil UPF/PR equivale, em 2014, a R$ 3,76 milhões. Para os profissionais, a multa de dois mil UPF/PR equivale a R$ 150.560. “A multa é pesada para o pessoal realmente não fazer”, justificou o autor da proposta.

Fonte: G1

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Ativistas invadem aula de medicina com procedimento em animais vivos

Por Rose Mary de Souza

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A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas) diz ter reconhecido nas imagens do sistema de segurança um ex-funcionário do Centro Cirúrgico, além de outra pessoa ainda sem identificação, como os dois invasores que filmaram parte de uma aula prática de medicina na quarta-feira. O vídeo dos invasores mostra os alunos com um professor realizando traqueostomia em cinco porcos vivos. O procedimento consiste em fazer o “paciente” voltar a respirar quando não pode ser entubado. Após serem flagrados, eles deixaram o local e as cenas gravadas foram parar nas redes sociais.

O departamento jurídico da universidade está apurando o caso e vai definir o que fará contra as duas pessoas que não são alunos da instituição, segundo José Gonzaga Teixeira Camargo, professor da Faculdade de Medicina e diretor-adjunto do Centro de Ciências da Vida da PUC Campinas, departamento que engloba os 10 cursos da área de saúde da universidade.

Segundo o professor, as duas pessoas estranhas à faculdade se apresentaram como ativistas de proteção animal e são contrários ao uso dos bichos em aula. Camargo falou que eles se aproveitaram das portas abertas do Laboratório de Bases de Técnicas Operatórias para invadir.

“Houve um protesto de sem-teto, que fechou a avenida, e muita gente chegou atrasada, por isso o laboratório estava com as portas abertas para os retardatários”, contou. “Quando foi percebido que os dois não eram alunos, os seguranças foram acionados e eles foram convidados a se retirarem”, disse.

De acordo com o professor, o uso de porcos e ratos faz parte do projeto pedagógico e é uma atividade ordinária e aprovado pela Comissão de Ética para Uso de Animais, que está vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O professor explica que os procedimentos são realizados com os animais anestesiados. A faculdade utiliza leitões e ratos criados em laboratório. O animal é aproveitado até ser descartado seguindo as normas técnicas.

Camargo falou que o incidente com os invasores não prejudicou a rotina da aula dentro da faculdade. Não houve tumulto e a ação das duas pessoas não foi percebida no momento, já que é comum a gravação em vídeo da aula com autorização e acompanhamento do professor.

Fonte: Terra

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Invasão ao prédio do Instituto Royal em São Roque completa um ano

Ativistas voltaram ao local e constataram o total abandono do edifício. Inquérito sobre maus-tratos está em conclusão e será enviado ao MP.

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A invasão ao Instituto Royal, de São Roque (SP), completa um ano neste sábado (18). A invasão resultou no furto de 178 beagles, sete coelhos e mais de 200 camundongos, além da destruição de diversos arquivos de pesquisas que estavam sendo realizadas. No último domingo (10), um grupo de ativistas esteve no prédio e constatou que o prédio está totalmente abandonado – uma ativista, que prefere não se identificar, disse à reportagem do G1 que a ideia era desmentir boatos de que ainda existiam animais no local. “Fomos lá e vimos que tudo está fechado. Não tem nada no local, nem móveis. Eu até fiquei sabendo que o local vai ser vendido e vai ser construito até um hotel no local”, frisou.

SP saoroque retorno2Para ela, o episódio do dia 18 de outubro de 2013 abriu a discussão sobre os testes com animais no país. “A comunidade científica do Brasil tem se mobilizado para encontrar alternativas mais tecnólogicas, sem o uso de animais. Na questão política, também conseguimos muitos avanços, já que foram criadas leis que proíbem em certos municípios o uso de animais em testes para comésticos. Tivemos ainda um aumento dos fóruns para discutir mais o assunto e alavancar os testes substitutivos”, acredita a ativista.

Como forma de celebrar a data, os ativistas criaram uma página em uma rede social com o intuito de reunir fotos dos animais resgatados no dia da invasão. “A ideia é mostrar que eles estão bem, que eles estavam doentes por causa dos testes, mas não com algum vírus ou bactéria que poderia passar para o ser humano. Eles são cachorros normais, que carregam o trauma dos testes em que foram submetidos, mas que ageme como qualquer outro cão”, finaliza a ativista que foi uma das que encabeçou a campanha contra o laboratório.

Investigação policial

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba (SP) ficou responsável por cuidar dos dois inquéritos que foram instaurados para apurar o caso do Instituto Royal: um sobre a invasão e o outro, em conjunto com o Ministério Público, sobre as denúncias de maus-tratos.

SP saoroque foto 1De acordo com o delegado da DIG, José Urban Filho, o inquérito sobre os maus-tratos está em fase de conclusão e será enviado, em breve, ao Ministério Público. Já o inquérito sobre a invasão só será finalizado em aproximadamente 30 dias. Como o caso corre em silêncio de Justiça, o delegado não pode revelar muitos detalhes sobre o assunto, apenas que algumas pessoas já foram identificadas, mas ninguém foi preso até o momento.

Com relação aos crimes que cada uma das pessoas identificadas que participaram da invasão vai responder, o delegado explica que cada caso será avaliado individualmente, já que as pessoas tiveram participações diferentes, mas podem ser considerados os crimes de invasão de propriedade, depredação de patrimônio privado, receptação e furto dos animais.

A reportagem do G1 entrou em contato com a diretora do Instituto Royal, Silvia Ortiz, para saber sobre as atividades do laboratório após a invasão, mas ela preferiu não se manifestar por uma questão de segurança. Desde o início dos boatos de maus-tratos feitos dentro do laboratório aos animais, ela e sua família sofreram ameaças, precisando mudar até de cidade.

Após as invasões ao laboratório, a diretoria do Instituto Royal enviou um comunicado à imprensa no dia 6 de novembro de 2013, informando o encerramento de suas atividades em São Roque. Para eles, a medida foi necessária levando-se em conta às “elevadas e irreparáveis perdas” que o laboratório sofreu com a ação dos ativistas, o que significou “a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas”.

A empresa também atribui a decisão à crise na segurança, que coloca “em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores”. Segundo o laboratório informou na época, cerca de 85 funcionários, entre médicos veterinários, farmacêuticos, biólogos e biomédicos, foram desligados da empresa. “O prejuízo causado ao Instituto Royal não é mensurável. Mas é certo que o Brasil inteiro perde muito com este episódio”, concluiu o laboratório por meio de nota.

Relembre o caso

Em setembro de 2013, após denúncias de maus-tratos em animais usados em pesquisas e testes de produtos farmacêuticos – incluindo cães da raça beagle, camundongos e coelhos -, ativistas passaram a protestar em frente ao Instituto Royal. Os manifestantes acusaram o instituto de usar metódos cruéis na realização de experimentos. Já no dia 12 de outubro, ativistas se acorrentaram no portão da unidade e prometeram ficar no local até terem uma lista de reivindicações atendidas. Na época, representantes do laboratório conversaram com os manifestantes, mas, segundo uma das organizadoras do protesto, não houve acordo.

SP saoroque beagle recuperadaEm seguida, uma reunião foi marcada entre ativistas, funcionários da Prefeitura de São Roque e representantes do laboratório no dia 17 de outubro, mas foi cancelada porque o Instituto Royal informou que, por uma questão de segurança, não mandaria um representante. Diante da situação, os ativistas registraram um boletim de ocorrência de denúncia de maus-tratos

O movimento ganhou adesões após boatos se espalharem nas redes socias de que o Instituto Royal estava preparando a retirada e o sacrifício dos animais da unidade. A informação foi divulgada pelos ativistas que estavam de plantão em frente ao laboratório e viram três vans e um caminhão de pequeno porte entrarem no laboratório.

Na madrugada do dia 18 de outubro, cerca de 100 ativistas quebraram o portão e invadiram o instituto. Com carros particulares, os ativistas retiraram do local 178 beagles e sete coelhos, além de destruir boa parte das pesquisas do laboratório que estavam armazenadas em arquivos do escritório.

Na época, o Instituto Royal afirmou que realizava todos os testes com animais dentro das normas e exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que a retirada dos animais do prédio prejudicava o trabalho que vinha sendo realizado. Segundo o laboratório, que classificou a invasão como ato de terrorismo, a ação dos ativistas vai contra o incentivo a pesquisas no país.

Por fim, um protesto contra o uso de animais em pesquisas, realizado no dia 19 de outubro, na rodovia Raposo Tavares, terminou em confronto quando black blocs se misturaram a ativistas. Três carros, sendo dois da imprensa e um da Polícia Militar, foram queimados, e seis pessoas foram detidas. A tropa de choque da capital teve que ser acionada para combater o tumulto e reabrir a rodovia ao tráfego.

Na madrugada do dia 13 de novembro, depois que o Royal havia encerrado oficialmente suas atividades, outro grupo voltou a invadir o local e, desta vez, levou os ratos de pesquisa que haviam sido deixados lá. Durante a invasão, seguranças foram agredidos e amarrados pelo grupo.

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Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: O “furto” foi, na verdade, o resgate de animais que estavam submetidos a maus-tratos, sendo torturados e mortos em nome da pseudo-ciência, sob o olhar complacente das autoridades. Outros continuam sendo massacrados, com incentivo cada vez maior de órgãos públicos abjetos, como o CONCEA, totalmente entregue aos interesses escatológicos de corporações. A experimentação animal só atende a interesses econômicos: aos da “indústria da experimentação animal” que se criou em torno da atividade, produzindo equipamentos, insumos; aos de “pesquisadores” que ascendem em suas profissões recheando seus currículos com estes experimentos e tentando justificá-los com sua ética rasa; aos das indústrias farmacêuticas e outras que, ao cumprirem as normas conceitualmente bizarras que exigem os testes, ficam protegidas de processos indenizatórios pelos danos que causam às pessoas, usando estratégias de terror para enfiar-lhes goela abaixo o veneno que produzem e que tornam crônicas as doenças ao invés de extingui-las; aos de políticos, que recebem apoio financeiro em suas campanhas eleitorais para depois defenderem interesses de seus “patrões”. Testes em animais são um retrocesso ético e científico. Aos cientistas não corrompidos por este sistema, nosso respeito. Parece serem poucos os que navegam contra a maré neste mar de lama.
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Índia bane importação de cosméticos testados em animais

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Em maio de 2014, a Índia aprovou a proibição nacional de testes de cosméticos e agora deu um passo a diante, com a aprovação da proibição de cosméticos importados que utilizem testes em animais.

Após o anúncio de que a experimentação animal no país não seria mais permitida, ativistas da HSI India organizaram um abaixo-assinado em apoio à proibição da importação, reunindo 70 mil assinaturas. Esta petição foi apresentada ao Ministro da Saúde e Bem-Estar Familiar e foi respaldada pelo apoio de 30 parlamentares.

Esta dupla proibição de testes de cosméticos em animais entrará oficialmente em vigor a partir de 13 de novembro, ou seja, qualquer produto importado para o país após esta data não pode utilizar testes em animais.

Fonte: Veggi & Tal (com informações do One Green Planet)

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Abaixo-assinado requer fim do uso de animais em aulas de psicologia

Aluno entregou relatório e 355 adesões para universidade em Piracicaba. Outra estudante se negou a frequentar atividades em sala com cobaias.

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SP piracicaba 1-dsc 0325O estudante Marcos Fêo Spallini, de 22 anos, elaborou um abaixo-assinado e conseguiu 355 assinaturas contra o uso de animais nas disciplinas de fisiologia e behaviorismo (comportamento) do curso de psicologia da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Junto com o documento, o aluno entregou à coordenação do curso um relatório para justificar a reivindicação, mas ainda não recebeu uma resposta da instituição. No início deste semestre, uma estudante de psicologia se negou a participar das aulas práticas de fisiologia por discordar do uso de cobaias. Ela fez um acordo com a Unimep e passou a realizar atividades extras.

Spallini disse que ingressou na luta pelos direitos dos animais depois do dia 18 de outubro de 2013, quando o Instituto Royal foi invadido e 178 cães usados em experiências retirados do local por ativistas.

“Eu sempre gostei de animais, mas foi nesse momento que despertei para a causa e comecei a pesquisar. Nesse período me tornei vegano, criei um blog chamado ‘Holocausto Animal’ e comecei a lutar contra o uso de animais no curso de psicologia da Unimep”, disse.

O jovem questiona o confinamento de ratos e considera maus-tratos mantê-los sem água durante dois dias para pesquisas na disciplina de comportamento. “É claro que trata-se de maus-tratos deixar um animal com sede. Acredito que existam outros meios para ensinar os alunos, como uma vídeoaula, por exemplo”, relatou.

Universidade

SP piracicaba 1-dsc 0395Carlos Alberto da Silva, presidente da Comissão de Ética no Uso de Animais da Unimep, disse que a universidade segue todos os padrões exigidos para utilizar animais nas disciplinas. “Todo semestre os professores fazem um relatório justificando o uso de animais nas disciplinas, independente da graduação. Esses pedidos são protocolados e autorizados pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) em Brasília”, afirmou.

Sobre o relatório e o abaixo-assinado, Pedro Faleiros, coordenador do curso de psicologia, disse que o material apresenta problemas. “É uma compilação de documentos e traduções de artigos que não condizem com a realidade do Brasil. O material conta também com opiniões próprias. Várias pessoas que não são do curso assinaram, mas a pergunta é específica de quem cursa a disciplina”, relatou.

Segundo o coordenador, o relatório foi entregue aos professores, que estão uma resposta. “O processo é burocrático. Primeiro enviei o documento para os professores. Em um segundo momento, o material será encaminhado ao Conselho de Curso, que conta com a participação de alunos”, falou. Não há um prazo previsto para a entrega de um posicionamento aos estudantes.

Aula alternativa

A estudante Valdiane Silva se negou a participar das aulas práticas de fisiologia do curso de psicologia da Unimep. Na opinião dela, o uso de animais é incompatível com os preceitos de valorização à vida que os alunos recebem no curso. “Eu não poderia moral nem eticamente participar de atos deste tipo”, argumentou.

Para compensar a ausência nas aulas, atividades foram inseridas no conteúdo programático após um acordo entre a estudante e a coordenação do curso. “Recebi questionários e um número maior de consultas bibliográficas, o que não desabona em absolutamente nada o aprendizado. Muito pelo contrário, acredito que este método seja muito mais eficiente. É sabido que participar de aulas com uso de animais vivos causa um enorme grau de angústia, tensão e ansiedade aos alunos, o que pode afetar a assimilação do conhecimento”, disse.

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Fonte: G1