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Chip que simula coração humano pode substituir testes em animais

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Um chip de apenas 1 centímetro de comprimento instalado em músculo cardíaco pode transformar os testes de medicamentos mais seguros, rápidos, baratos e acabar com a necessidade de realizá-los em animais. A tecnologia responde aos medicamentos cardiovasculares da mesma forma que um músculo faria no corpo de um ser humano.

O professor Kevin Healy, que liderou a equipe de pesquisa afirma que é possível acabar com os testes em animais com esse método. Além das questões éticas, testes de medicamentos cardiovasculares em animais preocupavam os cientistas porque a droga agia de forma diferente nos organismos. O professor Healy ainda informou que essas pesquisas feitas em animais resultavam em resultados ineficientes e caros que não produziam respostas precisas.

Os chips foram criados com músculos de coração cultivados em laboratório a partir de células tronco pluripotentes que, induzidas, são capazes de crescer em outro tipo de célula. Após isso, a equipe montou uma estrutura que respeitava a geometria e o espaçamento das fibras cardiovasculares. Canais de microfluidos esculpidos em silicone foram implantados para simular os vasos sanguíneos, imitando a troca de nutrientes e medicamentos com tecido humano como ocorreria no corpo. As células começam a bater por conta própria dentro de 24 horas.

A equipe testou 4 tipos de medicamentos com esse método, um deles que trata freqüência cardíaca lenta, levou os batimentos de 55 para 124 por minuto. Os pesquisadores alegaram que poderiam usar as células do próprio paciente para obter um resultado ainda mais preciso, assim como elaborar pesquisas para tratamento de doenças genéticas.

O próximo passo da equipe é tentar determinar se o sistema pode ser ligado a outros órgãos em um chip para modelar interações multi-órgãos. O estudo completo pode ser encontrado online na revista Scientific Reports.

Fonte: Olhar Digital

Comissão Europeia recebe petição de cidadãos contra testes em animais

A Comissão Europeia recebeu uma petição com mais de um milhão de assinaturas solicitando a criação de leis que proíbam todas as experiências com animais.

Tradução de Aline Lacerda

A petição foi feita na forma de uma “Iniciativa de Cidadãos Europeus”, ou seja, um instrumento legal com base na legislação da União Europeia, o que exige que a Comissão aprecie o pedido e emita um comunicado explicando sua decisão. Para ser válida, uma ICE deve coletar, pelo menos, um milhão de assinaturas de, pelo menos, sete países da UE.

O IEC, que é intitulado como “Pare com a Vivissecção”, afirma que: “Considerando claras objeções éticas às experiências com animais, bem como princípios científicos sólidos que invalidam o ‘modelo animal’ para prever a resposta humana, propomos à Comissão Europeia que revogue a Diretiva 2010/63/UE, relativa aos utilizados para fins científicos. Solicitamos ainda que seja apresentada uma nova proposta que acabe com a experimentação animal e que torne obrigatória a utilização – na investigação biomédica e toxicológica – de dados diretamente relevantes para a espécie humana”.

As organizações que apoiam a petição dizem que os testes em animais, por serem imprecisos, não são somente um perigo a saúde humana e do meio ambiente, mas são também “um obstáculo para a utilização de métodos de pesquisa mais confiáveis, assertivos, baratos e eficientes, que utilizam novas tecnologias especificamente criadas para seres humanos”.

Estas organizações são: Lega AntiVivisezionista (Leal), o Comitê Europeu para a Defesa dos Animais (European Committee for the Defense of Animals, Ceda), Antidote Europe, e ainda o Anti-Vivisection Scientific Association Equivita e o Pessoas pelos Direitos dos Animais (People for Animal Rights).

Nos próximos três meses, a Comissão deve convocar os criadores da petição para que compareçam a Bruxelas e expliquem suas ideias com maior profundidade. Deve haver, ainda, uma audiência pública no Parlamento Europeu. Se a Comissão rejeitar o ICE, as organizações podem tomar medidas legais no Tribunal de Justiça Europeu (TJE), ou recorrer ao Ombudsman (ouvidoria da justiça europeia).

Fonte: Chemichal Watch

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Práticas cruéis em testes com animais na Bolívia

Escolas bolivianas utilizam cachorros, gatos e coelhos em aulas práticas

Por Jorge Hernán Quispe Condori / Tradução de Laura Dourado

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“Estudo medicina veterinária e zootecnia, e amo os animais, por isso me dói muito ver um cachorro morrer, quando em minhas aulas ordenam cortar as veias de um deles, para que sangrem e assim podemos ficar com um de seus órgãos, que estudaremos em seguida. Outros cães são roubados, mortos e acabam desaparecidos depois das práticas”.

O testemunho corresponde a um estudante universitário do segundo ano de Medicina Veterinária e Zootecnia da Bolívia, cujo nome tanto dele quanto da faculdade permanecerão ocultos.

Em algumas universidades e colégios de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz, Beni e Tarija se realizam práticas e experimentos com animais que eu muitos casos são sacrificados durante as aulas de Biologia, Anatomia, Histologia e Cirurgia I e II, entre outras.

“Cada quatro alunos utilizam um cachorro em uma mesa. Isso significa cerca de 100 cachorros para 400 alunos, e aqui em Santa Cruz, a faculdade de veterinária da Universidad Autónoma Gabriel René Moreno (UAGRM), que está ao lado da Perrera Municipal, foi denunciada por nós por ter em suas aulas animais amarrados que logo seriam usados em experimentos”, assinala Sandro Fernández, presidente da Soprama (Sociedade Protetora de Animais de Santa Cruz).

Susana del Carpio, presidente da Animais SOS, revela que alguns centros de estudo do país utilizam mil e uma maneiras para matar os animais. “Eles dizem: ‘veremos como morrem com alvejante’, ‘veremos como morrem com formol’, ‘veremos como morrem com detergente’. São comuns essas práticas, não as vi em La Paz, mas em Trinidad (Beni) recebemos denúncias”.

De acordo com a fundação Coalizão Europeia para a Abolição dos Experimentos em Animais (ECEAE, seria a sigla em inglês), com sede na Inglaterra, mais de 115 milhões de vertebrados, entre cães, gatos, coelhos, macacos, ratos e cavalos são usados anualmente em experimentos em todo o mundo. Também se utilizam frangos, perus e ovos férteis embrionários.

Na Bolívia, as organizações defensoras dos animais conseguiram em janeiro de 2014 a aprovação na Câmara dos Deputados a Lei Geral para a Defesa dos Animais, mas a Câmara dos Senadores devolveu o documento e espera para este novo período legislativo a promulgação. Apesar do quadro jurídico, as denúncias de abusos e experimentos em animais durante as aulas continuaram na Bolívia. “Em Cochabamba recebemos pelo menos 50 denúncias por mês”, informou Liliana Téllez, presidente da Associação para a Defesa dos Direitos dos Animais (ADDA).

“No fim do ano cresce o número de experimentações com animais nos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia”, conta um estudante da Universidad Pública de El Alto (UPEA), que pediu para manter seu nome em anonimato.

Repórteres da revista La Razón viajaram em outubro de 2014 até a comunidade de K’allutaka, no caminho de Laja, onde a UPEA tem aulas de Veterinária, e dois estudantes admitiram que as quartas-feiras, quando têm aula de Cirurgia I e II, um docente pede que eles levem cachorros para o corte da cauda e da orelha, e os alunos do sexto e sétimo semestre os reutilizam para cirurgias. “Eles devem estar procurando animais agora, pois realizam seis cirurgias por aula”, disse um dos universitários, ante denúncias de que nessa casa de estudos também sacrificam animais.

Em contrapartida, René Verbo, diretor do curso de Medicina Veterinátia e Zootecnia, aclara que para as cirurgias e práticas se “utilizam animais doentes, que têm problemas, e assim se praticam as cirurgias patológicas. Além do que, usamos animais já dissecados com um processo de formolização”, garante. No entanto, soube-se que muitos estudantes foram fornecidos com animais vivos na feira 16 de Julho e, em seguida, fazem suas práticas.

“Nós estudamos para salvar vidas e não para matar, essa é a medicina”, afirmou Verbo em tom enfático.

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Fonte: La Razón

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Reino Unido: Projeto de laboratório de testes em animais é aprovado apesar de forte oposição

Por Rachel Balmer / Tradução de Thais Torres

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Na semana passada foi dado o aval para construção de um laboratório de testes em animais em Cambridge, mesmo com forte oposição.

A gigante farmacêutica AstraZeneca apresentou ao Conselho os planos da construção do laboratório como parte de suas propostas na nova sede do Campus Cambridge Biomédica.

O projeto inicialmente enfrentou forte oposição do grupo de direitos dos animais de Cambridge contra a AstraZeneca (“Cambridge against AstraZeneca Planning – CAP”). O grupo pediu à farmacêutica que desistisse dos planos de construção do laboratório.

Contudo, na quarta-feira passada, o comitê de planejamento da Câmara Municipal de Cambridge aprovou o pedido da AstraZeneca. A empresa pode agora começar a trabalhar na base, que está com um custo previsto de 330 milhões de libras e empregará cerca de dois mil funcionários.

Mais de 40 apoiadores da campanha CAP, incluindo moradores de Cambridge, trabalhadores e protetores dos animais, estavam reunidos fora do Guidhall no dia em que a decisão foi tomada. Os membros da organização se reuniram para uma foto antes da reunião, segurando cartazes onde se lia “Eu me oponho”.

A CAP foi iniciada três meses atrás com a intenção de se opor ao projeto da AstraZeneca licitamente. Houve o lançamento de uma petição online pelo change.org intitulado “AstraZeneca – Por favor, esqueça seus planos de um laboratório de animais em Cambridge”, o qual tem mais de seis mil assinaturas desde seu lançamento.

Na fase de preparação para a reunião do Conselho em 4 de fevereiro, a CAP começou outra petição destacando porquê apoiar o projeto da farmacêutica seria “ilegal”, levantando questões, entre outras coisas, sobre a existência potencialmente perigosa de uma “guerra química e agentes biológicos” nas instalações. A petição conseguiu mais de 13 mil assinaturas.

De acordo com a BBC, mais de 1200 objeções ao projeto foram registradas, inclusive da União Britânica para a Abolição da Vivissecção.

Rachel Mathai, porta-voz da campanha CAP, comentou: “Estamos, naturalmente, amargamente desapontados com a decisão do Conselho – no decorrer da reunião ficou muito claro que os vereadores já tinham tomado suas decisões. Essa causa tem atraído um amplo e diversificado número de pessoas de diferentes esferas da vida. As questões envolvidas fizeram com que o movimento ativista se unisse contra um dia terrivelmente trágico para os animais… Nós prevemos que com certeza Cambridge se tornará o epicentro do movimento global pelos direitos dos animais, envolvendo um protesto intenso, mas legítimo”.

Julian Huppert, membro do parlamento de Cambridge, mostrou uma visão diferente, expressando que: “Estou muito contente que a AstraZeneca tem a permissão para desenvolver seu novo centro de pesquisas e desenvolvimento global com sede em Cambridge. A decisão da empresa de se mudar para Cambridge é a prova da reputação global da nossa cidade em ciência e uma grande homenagem ao excelente trabalho que já está acontecendo aqui.”

No entanto, ele também disse que: “Estou absolutamente comprometido com os três Rs – devemos reduzir o número de animais utilizados, refinar os experimentos e substituir os animais sempre que possível.

Um estudante do segundo ano comentou: “Acredito que estes laboratórios têm que ir a algum lugar e se o projeto não fosse aprovado em Cambridge não significa que ele não seria construído em outro lugar. Cambridge está liderando o caminho em pesquisa científica e não é uma anomalia este centro ser construído aqui”.

Fonte: The Cambridge Student 

Nota do Olhar Animal: A invocação da política dos três Rs (Reduction, Replacement, Refinement) na experimentação animal, publicada originalmente no livro ‘Princípios das Técnicas Experimental Humanas’ (Principles of Humane Experimental Technique, Russel e Burch, 1959), é a reação “bem-estarista” às pressões para que os testes com animais sejam banidos. Um engodo, no sentido de sinalizar preocupações mais profundas com a eticidade da experimentação animal, quando a ética que norteia este tipo de exploração é das mais rasas (por exemplo, ninguém aceitaria isto como correto se as vítimas dos experimentos fossem elas mesmas). Esta política mantém a lógica da exploração dos animais, colocando os interesses deles como secundários. E, como comprovam os mais de 50 anos desde que foram propostos os três Rs, esse procedimento não altera estruturalmente a realidade de maus-tratos e abusos imposta aos animais em nome de uma atividade baseada em dogmas, que os exploradores qualificam como “científica”, mas de cientificidade bastante questionável. Os três Rs passam longe de uma necessária mudança de paradigmas, são apenas uma forma de ludibriar pessoas que, em boa parte, querem mesmo este conforto moral para não terem que mudar seus hábitos cômodos. Mas, o que realmente importa nem é saber se a experimentação animal é ou não eficaz, mas sim se ela é justa ou não. A senciência dos animais indica que não o é.
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Em passagem pelo Brasil, Kesha apoia campanha contra crueldade animal

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A cantora Kesha fez mais do que entreter seus fãs durante sua passagem por São Paulo, na noite deste domingo, 25. A artista norte-americana deu seu apoio oficial para a campanha #BeCrueltyFree, ou #LibertesedaCrueldade, em português. A campanha é organizada pela ONG Humane Society International e visa pressionar os governos mundiais a proibirem o uso de animais em testes da indústria cosmética.

Além de assinar a petição, Kesha divulgou a campanha através de redes sociais pedindo aos fãs brasileiros que apoiem a causa enviando mensagens para os deputados e senadores solicitando que a proibição vire lei no País.

“Os testes em animais são o segredo feio da indústria de beleza”, comentou Kesha em mensagem, “por isso tenho tanta alegria em fazer parte da campanha #LibertesedaCrueldade para acabar com esse sofrimento no mundo inteiro.”

“A #LibertesedaCrueldade está transformando o mundo e mais de 30 países até agora já proibiram a experimentação cruel de cosméticos em animais, mas infelizmente o Brasil ainda não é um deles. O maravilhoso povo brasileiro tem mostrado que quer uma proibição completa, sem brechas nem meias-medidas.”

“Agora os políticos precisam ouvir as pessoas e acabar com o sofrimento e a morte de animais indefesos por causa de um novo batom ou xampu. Então vamos, Brasil, mostre ao mundo que você vai ser o próximo país a acabar com os testes de cosméticos em animais, #LibertesedaCrueldade!”

Existe um projeto de lei em tramitação no Senado para proibir o uso de animais em testes cosméticos. No ano passado o governador de São Paulo Geraldo Alckmin sancionou uma lei estadual proibindo os testes em animais nas indústrias instaladas no Estado.

Fonte: Portal Bragança

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Funcionários de empresa que criava beagles para experimentação são condenados pela Justiça italiana

Por Laura Margottini / Tradução de Alda Lima

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Três funcionários da Green Hill, empresa que cria cachorros da raça beagle para testes com animais, foram considerados culpados de assassinato injustificado e maus-tratos aos cães. A sentença foi decretada pelo Tribunal de Brescia, Itália, nessa sexta-feira (23/01). Ghislaine Rondot, gerente executiva da Green Hill, e Renzo Graziosi, veterinário da empresa, foram condenados a 18 meses de prisão; O diretor da Green Hill, Roberto Bravi, recebeu uma sentença de um ano. Um quarto réu foi inocentado de todas as acusações.

A Green Hill é uma subsidiária da empresa Marshall BioResources, uma das maiores fornecedoras de cães para pesquisa na Europa. Em junho de 2012, dois grupos de direitos animais apresentaram uma queixa junto ao Ministério Público contra a empresa. Um mês depois, o Tribunal de Brescia ordenou o fechamento temporário das instalações e a apreensão de todos os animais. A Legambiente e LAV (Lega Anti Vivisezione), que fizeram as acusações, assumiram a custódia de mais de 3000 cães, que foram posteriormente colocados em lares adotivos por toda a Itália. O julgamento contra os funcionários da Green Hill começou em junho de 2014.

Enrico Moriconi, veterinário que atuou como consultor para o Ministério Público e revisou as provas recolhidas pela polícia, disse que 6.023 cães morreram no local entre 2008 e 2012 – em comparação com um número de 98, no período de dois anos que se seguiram a apreensão dos animais, em 2012. Em 44 casos, o tribunal foi capaz de estabelecer que os cães foram submetidos à eutanásia, embora fossem portadores de doenças curáveis e leves, diz Moriconi. Alguns dos beagles foram eutanasiados com Tanax-a, droga que causa insuficiência cardiorrespiratória, sem anestesia prévia, o que é amplamente considerada uma forma ‘nada ética’ de induzir o animal à morte.

Quanto às acusações de abuso, os cães não foram espancados ou de outra forma prejudicados fisicamente, salienta Moriconi. “É a sua etologia que não foi respeitada”, afirmou. Os cães nunca saíam em áreas ao ar livre e não tinham uma área comum, onde poderiam se socializar e se movimentar livremente, “fatores-chave para o bem-estar.” Os animais também foram expostos à luz artificial dia e noite em espaços que não eram devidamente limpos e eram muito quentes durante o verão, alega Moriconi. Além disso, os cães doentes ficavam sem assistência médica ou supervisão das 18:00 até as 07:00.

Moriconi disse que a Green Hill domesticava os cães, suspendendo-os em um dispositivo como uma rede. A falta de contato com o solo fazia os animais se contorcerem freneticamente e, eventualmente, tornarem-se imóveis de medo, um estado chamado de congelamento. “Eu não sei muito sobre essa técnica, mas garanto que se os cães perdem o contato com o solo, consequentemente, o seu equilíbrio é afetado. Isso é muito perturbador para eles”, pontuou Angelo Gazzano, etólogo na Universidade de Pisa, na Itália, que trabalhou na reabilitação comportamental de beagles usados em pesquisa animal.

“O Ministério Público apresentou [ao tribunal] quilos de provas”, segundo o presidente da LAV, Gianluca Felicetti. Mas Gaetano Di Chiara, farmacologista da Universidade de Cagliari, na Itália, e um militante em prol dos testes em animais, afirmaram que, embora não tivessem conhecimento de todas as provas por abusos apresentadas no tribunal, eles não estavam impressionados com o que leram na mídia; “O tribunal deveria ter rejeitado essa acusação”, enfatizou Di Chiara.

A Pro-Test Itália, um grupo italiano que apoia a experimentação animal, disse em sua página no Facebook que prefere não comentar o caso até que a explicação por trás do veredicto seja liberada. O comunicado acrescenta que “a sentença monocrática sobre essa sentença nos deixa perplexos”, e acrescentou que as penalidades são leves e “mais simbólicas do que qualquer outra coisa”.

A European Animal Research Association (EARA) – Associação Europeia de Pesquisa Animal – condenou veementemente os veredictos. “Essas sentenças chocantes são sem precedentes na Europa”, disse o diretor executivo da EARA, Kirk Leech, em comunicado distribuído pelo United Kingdom’s Science Media Centre. “Eles são uma farsa jurídica e parte de uma campanha politicamente motivada para acabar com a pesquisa animal na Itália. O setor das ciências da vida da Europa devia condenar essa ‘decisão enganosa”, acrescentou Leech.

A imprensa italiana informou que os funcionários de Green Hill planejam recorrer; o juiz do caso, Roberto Gurini, suspendeu suas sentenças até o veredicto final. Os três também foram impedidos de criar cães durante dois anos.

Fonte: Science

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Testes: Ativistas protestam em Cambridge contra gigante farmacêutica

Ambientalistas e um grupo de ativistas dos direitos animais se reuniram em frente ao edifício Guildhall, na cidade de Cambridge, Inglaterra, para protestar contra a empresa AstraZeneca.

Por Freya Leng | Tradução de Alda Lima

Ambientalistas e um grupo de ativistas dos direitos animais se reuniram em frente ao edifício Guildhall, na cidade de Cambridge, Inglaterra, para protestar contra a empresa AstraZeneca.

No último sábado (03/01/2015), cerca de 50 integrantes da CAP – Cambridge Against AstraZeneca Planning – (Cambridge contra os Planos da AstraZeneca, em tradução livre) e outros ativistas seguraram cartazes de manifesto e participaram de discursos de oposição aos planos da gigante farmacêutica, que pretende instalar um laboratório para testes em animais na cidade como parte de sua sede global.

O grupo que protestou na ocasião foi formado no final do ano passado com o objetivo de se opor aos planos da empresa de instalar o laboratório na região, avaliado em £330 milhões de libras.

Os ativistas ainda distribuíram panfletos para o público e acompanharam os discursos de Rebecca Ram, consultora científica da Animal Aid, e um representante da Cambridge Friends of the Earth (algo como Amigos da Terra de Cambridge, em tradução livre), numa tentativa de aumentar a conscientização das pessoas sobre o problema.

Rachel Mathai, porta-voz do grupo, disse que as pessoas vieram de longe para apoiar o protesto, inclusive de lugares como Birmingham, Yorkshire e Coventry.

“Foi um evento local de muito sucesso e gostaríamos de agradecer à Animal Rights Cambridge, Animal Aid, Cambridge Friends of the Earth, NAVS e Birmingham Animal Rights pelo apoio e carinho. E também a todos os outros ativistas que se importam, sejam eles de Cambridge, ou que tenham viajado especialmente para esse evento”, afirma.

Mathai acrescentou que a AstraZeneca realiza experimentos em cerca de 300.000 animais a cada ano. O governo local assumiu um compromisso para reduzir o número de animais utilizados em pesquisa (Diretiva da União Europeia 2010/63/UE).

“Ficamos surpresos com o apoio a essa campanha e estamos muito conscientes do quanto as pessoas se importam com a questão. Se o conselho aceitar o pedido da AstraZeneca, essa campanha em especial vai acabar. No entanto, depois de ter presenciado a paixão de todos no movimento, certamente prevemos uma onda de protestos em massa de outros indivíduos e grupos. Isso realmente está acontecendo em todo o país. É realmente um problema de grande alcance e Cambridge é um ótimo lugar para chamar a atenção dos turistas. Esperamos que o conselho veja isso “, finaliza a porta-voz.

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Fonte: Cambridge News

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Coreia do Sul vai banir testes em animais

Campanha da Cruelty Free International abre portas em países asiáticos.

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A Coreia do Sul anunciou a intenção de banir os testes em animais para a produção de cosméticos. A iniciativa, que vem na sequência de outras idênticas já adoptadas no ocidente, ganha mais evidência por se tratar de um país asiático, num cenário em que o respeito pelos animais sempre deixou muito a desejar. A medida foi anunciada pelo ministro da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais, e foi planeada em conjunto, nos últimos dois anos, com a organização Cruelty Free International. O referido ministro anunciou um plano mais geral, para cinco anos, para mudar a forma de relação com os animais, sendo esta a primeira acção desse plano. Nove métodos alternativos já foram experimentados, e mais dois estão em vias de serem colocados em prática.

Numa altura em que as questões e os direitos dos animais começam a ser reconhecidos em todo o mundo – incluindo as relacionadas com a saúde de humanos e animais -, este é mais um grande passo. Recorde-se que em 2013 já a União Europeia banira todos os testes em animais para a produção de cosméticos, completando um processo iniciado em 2004. Estados Unidos, Índia, Brasil e China também desenvolvem, nesta altura, esforços para travar os testes em animais na produção de produtos de beleza.

A Cruelty Free International é a única organização mundial que realiza campanhas nesta área, sendo também responsável pelos debates que levaram às decisões da União Europeia em 2013. No seu site, a organização, sedeada em Londres, diz esperar que este processo na Coreia do Sul esteja concluído ainda este ano, sendo um exemplo a ser seguido por outros países asiáticos. “Esperamos que a medida seja implementada o mais depressa possível, alinhando a Coreia com a Europa e a Índia. Esperamos que ainda em 2015 outros países asiáticos possam seguir este exemplo”, comentou, na página online da organização, a presidente executiva Michelle Thew.

Esta campanha, desenvolvida em todo o mundo, é apoiada por diversas celebridades, entre as quais o ex-Beatles Paul McCartney e a cantora Joss Stone.

Fonte: Blasting News / mantida a grafia em português lusitano 

Nota do Olhar Animal: A “cultura” da exploração dos animais está disseminada por todos os cantos do planeta. Porém, onde não há legislação protetiva a situação é pior. É o caso da maioria dos países asiáticos.
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Cultura de células em três dimensões para testar medicamentos sem o uso de animais

Testar um medicamento num animal de laboratório ou em células em cultura pode dar resultados distintos. O melhor é simular o efeito do fármaco no órgão que se pretende tratar ou onde pode ser tóxico.

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Todos os medicamentos, antes de serem testados em humanos, passam por uma fase de ensaios pré-clínicos em modelos animais ou celulares. Mas o processamento destes compostos no fígado de um animal poderá ser diferente do que acontece num fígado humano, tornando mais difícil uma previsão fidedigna dos efeitos. O Laboratório de Modelos Celulares, no Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, liderado pela investigadora Catarina Brito, dedica-se a estudar modelos celulares que melhor mimetizem o funcionamento dos órgãos, nomeadamente do fígado.

Desde o início da investigação de uma molécula que possa vir a ser integrada num medicamento até à comercialização desse fármaco podem decorrer uma ou duas dezenas de anos – se o processo for bem-sucedido. Muitas vezes a molécula não chega a passar dos ensaios clínicos, seja devido aos efeitos secundários ou aos problemas em termos de segurança. Usar modelos celulares apresenta duas vantagens em relação aos modelos animais: manter células em cultura é menos dispendioso do que manter um biotério e usar células humanas garante melhores estudos sobre segurança os efeitos do fármaco.

Contudo, nem sempre é suficiente manter uma cultura de células para testar o efeito de um químico, porque algumas células, como as do fígado, perdem as características e funções quando não estão integradas num tecido ou órgão. Mas também não seria viável, pelos custos associados, replicar um órgão completo para avaliar a toxicidade ou o caminho percorrido pelo composto. Assim, os modelos de tecidos com estrutura tridimensional são simples o suficiente para poderem ser replicados, mas complexos o quanto basta para replicarem a função do órgão. Com a vantagem de poderem ser mantidos durante muito tempo para avaliar o efeito do composto a longo prazo.

Os hepatócitos – células do fígado – são colocadas num tanque agitador (biorreator) para se irem agregando e ajustando com a mesma estrutura que teriam num órgão real. O ambiente físico-químico e molecular que é criado, o oxigénio e nutrientes que são fornecidos, reproduzem o ambiente dentro do organismo e o fluxo sanguíneo. Associado à memória biológica que as células mantêm é possível reconstruir, por exemplo, os canais que conduzem a bílis. Se inicialmente se usavam hepatócitos com origem em biópsias, agora podem ser derivados a partir de células estaminais.

O conhecimento que vai das universidades para as empresas

O laboratório liderado Catarina Brito está integrado na Unidade de Tecnologia de Células Animais do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), em Oeiras. Um instituto que, conforme referiu ao Observador Paula Alves, diretora executiva do IBET, nasceu da vontade de dois investigadores – Manuel Carronda e Sampaio Cabral -, na altura no Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. A ideia era colocar a ciência ao serviço das empresas. “Partir da ciência por eles gerada e transferir para a economia e sociedade a capacidade de criar riqueza e qualidade de vida”, lê-se na edição comemorativa dos 25 anos, completos em 2014. 

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A investigação desenvolvida pelos institutos universitários é divulgada entre pares, mas tem dificuldade em chegar às empresas. O IBET pretende promover esta transferência de conhecimento e servir de ponte entre os associados – entre as universidades e institutos de investigação e as empresas, nomeadamente as que podem beneficiar dos avanços no conhecimento biotecnológico, como o setor agroalimentar, florestal ou farmacêutico. São já 50 as empresas nacionais e 60 as multinacionais a terem beneficiado dos serviços desta instituição privada sem fins lucrativos. Além de servir de ponte, o IBET também desenvolve investigação empregando doutorados.

Entre os projetos desenvolvidos no instituto, Paula Alves destaca o melhoramento do arroz, o estudo das propriedade antioxidantes dos sumos de fruta, a certificação dos azeites ou a utilização dos subprodutos da cortiça para a cosmética. Mas também toda a investigação ligada à saúde, como o desenvolvimento de modelos para testar fármacos ou o desenvolvimento de novas vacinas – que se baseiam em vírus artificiais ou que são mais abrangentes. Neste campo, Paula Alves deseja que cada vez se criem mais ligações com a investigação e prática clínica.

Fonte: Observador (Portugal) / mantida a grafia original

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No Brasil, 41% da população é contra testes com animais, segundo Datafolha

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Uma parcela grande da população brasileira é contra o uso de animais em testes para desenvolver novos remédios. Uma pesquisa feita pelo Datafolha a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), entidade de pós-graduação para farmacêuticos, revelou que 41% dos brasileiros “discordam plenamente” dessa prática.

Segundo o levantamento, só 36% concordam plenamente com o uso de animais pela ciência. Outros 18% concordam apenas parcialmente com essa aplicação. Para chegar aos resultados, foram entrevistadas 2.162 pessoas em 134 cidades por todo o país. As entrevistas foram feitas entre 24 e 25 de setembro deste ano.

O debate sobre o uso de animais em pesquisas e no desenvolvimento de produtos veio à tona no país em outubro de 2013, quando ativistas invadiram um instituto de pesquisa em São Roque (SP) e levaram do local animais usados em testes, principalmente cães da raça beagle, alegando suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos.

Na região de Santos (SP)

Em Santos, as universidades que mantém cursos de Medicina e Medicina Veterinária receberão cópias do projeto de lei que proíbe experiências com animais , assim como laboratórios públicos e outras instituições que lidam com animais. Segundo o vereador Benedito Furtado, há alguns anos já houve acordo com faculdades para a não utilização de animais vivos para fins didáticos. Ele acredita que esse compromisso está sendo cumprido.

Na justificativa do projeto, Furtado lembra que anualmente, em todo mundo, cerca de 400 milhões de animais são mortos em experiências realizadas em laboratório. Além de haver métodos alternativos de experiências, que incluem simulações matemáticas, modelos computadorizados e culturas celulares, os animais reagem de maneira diferente à humana. O que não prejudica o homem muitas vezes mata os animais e vice=versa.

O projeto de lei, ora em debate, dará porém, mais garantia aos animais, impedindo sofrimento e sacrifícios inúteis e desestimulando laboratório que pretendam se instalar em Santos. A elaboração de projeto de igual teor está sendo feita em toda a região da Baixada por vereadores que integram a Frente Parlamentar Regional de Proteção e Bem-Estar Animal. A proposta foi iniciativa do vereador ativista, Roberto Rautenberg, de Santo André.

Fonte: A Tribuna