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Invasão ao prédio do Instituto Royal em São Roque completa um ano

Ativistas voltaram ao local e constataram o total abandono do edifício. Inquérito sobre maus-tratos está em conclusão e será enviado ao MP.

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A invasão ao Instituto Royal, de São Roque (SP), completa um ano neste sábado (18). A invasão resultou no furto de 178 beagles, sete coelhos e mais de 200 camundongos, além da destruição de diversos arquivos de pesquisas que estavam sendo realizadas. No último domingo (10), um grupo de ativistas esteve no prédio e constatou que o prédio está totalmente abandonado – uma ativista, que prefere não se identificar, disse à reportagem do G1 que a ideia era desmentir boatos de que ainda existiam animais no local. “Fomos lá e vimos que tudo está fechado. Não tem nada no local, nem móveis. Eu até fiquei sabendo que o local vai ser vendido e vai ser construito até um hotel no local”, frisou.

SP saoroque retorno2Para ela, o episódio do dia 18 de outubro de 2013 abriu a discussão sobre os testes com animais no país. “A comunidade científica do Brasil tem se mobilizado para encontrar alternativas mais tecnólogicas, sem o uso de animais. Na questão política, também conseguimos muitos avanços, já que foram criadas leis que proíbem em certos municípios o uso de animais em testes para comésticos. Tivemos ainda um aumento dos fóruns para discutir mais o assunto e alavancar os testes substitutivos”, acredita a ativista.

Como forma de celebrar a data, os ativistas criaram uma página em uma rede social com o intuito de reunir fotos dos animais resgatados no dia da invasão. “A ideia é mostrar que eles estão bem, que eles estavam doentes por causa dos testes, mas não com algum vírus ou bactéria que poderia passar para o ser humano. Eles são cachorros normais, que carregam o trauma dos testes em que foram submetidos, mas que ageme como qualquer outro cão”, finaliza a ativista que foi uma das que encabeçou a campanha contra o laboratório.

Investigação policial

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba (SP) ficou responsável por cuidar dos dois inquéritos que foram instaurados para apurar o caso do Instituto Royal: um sobre a invasão e o outro, em conjunto com o Ministério Público, sobre as denúncias de maus-tratos.

SP saoroque foto 1De acordo com o delegado da DIG, José Urban Filho, o inquérito sobre os maus-tratos está em fase de conclusão e será enviado, em breve, ao Ministério Público. Já o inquérito sobre a invasão só será finalizado em aproximadamente 30 dias. Como o caso corre em silêncio de Justiça, o delegado não pode revelar muitos detalhes sobre o assunto, apenas que algumas pessoas já foram identificadas, mas ninguém foi preso até o momento.

Com relação aos crimes que cada uma das pessoas identificadas que participaram da invasão vai responder, o delegado explica que cada caso será avaliado individualmente, já que as pessoas tiveram participações diferentes, mas podem ser considerados os crimes de invasão de propriedade, depredação de patrimônio privado, receptação e furto dos animais.

A reportagem do G1 entrou em contato com a diretora do Instituto Royal, Silvia Ortiz, para saber sobre as atividades do laboratório após a invasão, mas ela preferiu não se manifestar por uma questão de segurança. Desde o início dos boatos de maus-tratos feitos dentro do laboratório aos animais, ela e sua família sofreram ameaças, precisando mudar até de cidade.

Após as invasões ao laboratório, a diretoria do Instituto Royal enviou um comunicado à imprensa no dia 6 de novembro de 2013, informando o encerramento de suas atividades em São Roque. Para eles, a medida foi necessária levando-se em conta às “elevadas e irreparáveis perdas” que o laboratório sofreu com a ação dos ativistas, o que significou “a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas”.

A empresa também atribui a decisão à crise na segurança, que coloca “em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores”. Segundo o laboratório informou na época, cerca de 85 funcionários, entre médicos veterinários, farmacêuticos, biólogos e biomédicos, foram desligados da empresa. “O prejuízo causado ao Instituto Royal não é mensurável. Mas é certo que o Brasil inteiro perde muito com este episódio”, concluiu o laboratório por meio de nota.

Relembre o caso

Em setembro de 2013, após denúncias de maus-tratos em animais usados em pesquisas e testes de produtos farmacêuticos – incluindo cães da raça beagle, camundongos e coelhos -, ativistas passaram a protestar em frente ao Instituto Royal. Os manifestantes acusaram o instituto de usar metódos cruéis na realização de experimentos. Já no dia 12 de outubro, ativistas se acorrentaram no portão da unidade e prometeram ficar no local até terem uma lista de reivindicações atendidas. Na época, representantes do laboratório conversaram com os manifestantes, mas, segundo uma das organizadoras do protesto, não houve acordo.

SP saoroque beagle recuperadaEm seguida, uma reunião foi marcada entre ativistas, funcionários da Prefeitura de São Roque e representantes do laboratório no dia 17 de outubro, mas foi cancelada porque o Instituto Royal informou que, por uma questão de segurança, não mandaria um representante. Diante da situação, os ativistas registraram um boletim de ocorrência de denúncia de maus-tratos

O movimento ganhou adesões após boatos se espalharem nas redes socias de que o Instituto Royal estava preparando a retirada e o sacrifício dos animais da unidade. A informação foi divulgada pelos ativistas que estavam de plantão em frente ao laboratório e viram três vans e um caminhão de pequeno porte entrarem no laboratório.

Na madrugada do dia 18 de outubro, cerca de 100 ativistas quebraram o portão e invadiram o instituto. Com carros particulares, os ativistas retiraram do local 178 beagles e sete coelhos, além de destruir boa parte das pesquisas do laboratório que estavam armazenadas em arquivos do escritório.

Na época, o Instituto Royal afirmou que realizava todos os testes com animais dentro das normas e exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que a retirada dos animais do prédio prejudicava o trabalho que vinha sendo realizado. Segundo o laboratório, que classificou a invasão como ato de terrorismo, a ação dos ativistas vai contra o incentivo a pesquisas no país.

Por fim, um protesto contra o uso de animais em pesquisas, realizado no dia 19 de outubro, na rodovia Raposo Tavares, terminou em confronto quando black blocs se misturaram a ativistas. Três carros, sendo dois da imprensa e um da Polícia Militar, foram queimados, e seis pessoas foram detidas. A tropa de choque da capital teve que ser acionada para combater o tumulto e reabrir a rodovia ao tráfego.

Na madrugada do dia 13 de novembro, depois que o Royal havia encerrado oficialmente suas atividades, outro grupo voltou a invadir o local e, desta vez, levou os ratos de pesquisa que haviam sido deixados lá. Durante a invasão, seguranças foram agredidos e amarrados pelo grupo.

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Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: O “furto” foi, na verdade, o resgate de animais que estavam submetidos a maus-tratos, sendo torturados e mortos em nome da pseudo-ciência, sob o olhar complacente das autoridades. Outros continuam sendo massacrados, com incentivo cada vez maior de órgãos públicos abjetos, como o CONCEA, totalmente entregue aos interesses escatológicos de corporações. A experimentação animal só atende a interesses econômicos: aos da “indústria da experimentação animal” que se criou em torno da atividade, produzindo equipamentos, insumos; aos de “pesquisadores” que ascendem em suas profissões recheando seus currículos com estes experimentos e tentando justificá-los com sua ética rasa; aos das indústrias farmacêuticas e outras que, ao cumprirem as normas conceitualmente bizarras que exigem os testes, ficam protegidas de processos indenizatórios pelos danos que causam às pessoas, usando estratégias de terror para enfiar-lhes goela abaixo o veneno que produzem e que tornam crônicas as doenças ao invés de extingui-las; aos de políticos, que recebem apoio financeiro em suas campanhas eleitorais para depois defenderem interesses de seus “patrões”. Testes em animais são um retrocesso ético e científico. Aos cientistas não corrompidos por este sistema, nosso respeito. Parece serem poucos os que navegam contra a maré neste mar de lama.
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Índia bane importação de cosméticos testados em animais

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Em maio de 2014, a Índia aprovou a proibição nacional de testes de cosméticos e agora deu um passo a diante, com a aprovação da proibição de cosméticos importados que utilizem testes em animais.

Após o anúncio de que a experimentação animal no país não seria mais permitida, ativistas da HSI India organizaram um abaixo-assinado em apoio à proibição da importação, reunindo 70 mil assinaturas. Esta petição foi apresentada ao Ministro da Saúde e Bem-Estar Familiar e foi respaldada pelo apoio de 30 parlamentares.

Esta dupla proibição de testes de cosméticos em animais entrará oficialmente em vigor a partir de 13 de novembro, ou seja, qualquer produto importado para o país após esta data não pode utilizar testes em animais.

Fonte: Veggi & Tal (com informações do One Green Planet)

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Abaixo-assinado requer fim do uso de animais em aulas de psicologia

Aluno entregou relatório e 355 adesões para universidade em Piracicaba. Outra estudante se negou a frequentar atividades em sala com cobaias.

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SP piracicaba 1-dsc 0325O estudante Marcos Fêo Spallini, de 22 anos, elaborou um abaixo-assinado e conseguiu 355 assinaturas contra o uso de animais nas disciplinas de fisiologia e behaviorismo (comportamento) do curso de psicologia da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Junto com o documento, o aluno entregou à coordenação do curso um relatório para justificar a reivindicação, mas ainda não recebeu uma resposta da instituição. No início deste semestre, uma estudante de psicologia se negou a participar das aulas práticas de fisiologia por discordar do uso de cobaias. Ela fez um acordo com a Unimep e passou a realizar atividades extras.

Spallini disse que ingressou na luta pelos direitos dos animais depois do dia 18 de outubro de 2013, quando o Instituto Royal foi invadido e 178 cães usados em experiências retirados do local por ativistas.

“Eu sempre gostei de animais, mas foi nesse momento que despertei para a causa e comecei a pesquisar. Nesse período me tornei vegano, criei um blog chamado ‘Holocausto Animal’ e comecei a lutar contra o uso de animais no curso de psicologia da Unimep”, disse.

O jovem questiona o confinamento de ratos e considera maus-tratos mantê-los sem água durante dois dias para pesquisas na disciplina de comportamento. “É claro que trata-se de maus-tratos deixar um animal com sede. Acredito que existam outros meios para ensinar os alunos, como uma vídeoaula, por exemplo”, relatou.

Universidade

SP piracicaba 1-dsc 0395Carlos Alberto da Silva, presidente da Comissão de Ética no Uso de Animais da Unimep, disse que a universidade segue todos os padrões exigidos para utilizar animais nas disciplinas. “Todo semestre os professores fazem um relatório justificando o uso de animais nas disciplinas, independente da graduação. Esses pedidos são protocolados e autorizados pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) em Brasília”, afirmou.

Sobre o relatório e o abaixo-assinado, Pedro Faleiros, coordenador do curso de psicologia, disse que o material apresenta problemas. “É uma compilação de documentos e traduções de artigos que não condizem com a realidade do Brasil. O material conta também com opiniões próprias. Várias pessoas que não são do curso assinaram, mas a pergunta é específica de quem cursa a disciplina”, relatou.

Segundo o coordenador, o relatório foi entregue aos professores, que estão uma resposta. “O processo é burocrático. Primeiro enviei o documento para os professores. Em um segundo momento, o material será encaminhado ao Conselho de Curso, que conta com a participação de alunos”, falou. Não há um prazo previsto para a entrega de um posicionamento aos estudantes.

Aula alternativa

A estudante Valdiane Silva se negou a participar das aulas práticas de fisiologia do curso de psicologia da Unimep. Na opinião dela, o uso de animais é incompatível com os preceitos de valorização à vida que os alunos recebem no curso. “Eu não poderia moral nem eticamente participar de atos deste tipo”, argumentou.

Para compensar a ausência nas aulas, atividades foram inseridas no conteúdo programático após um acordo entre a estudante e a coordenação do curso. “Recebi questionários e um número maior de consultas bibliográficas, o que não desabona em absolutamente nada o aprendizado. Muito pelo contrário, acredito que este método seja muito mais eficiente. É sabido que participar de aulas com uso de animais vivos causa um enorme grau de angústia, tensão e ansiedade aos alunos, o que pode afetar a assimilação do conhecimento”, disse.

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Fonte: G1

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Humanos artificiais podem dar fim a experimentos com animais

Por Romário Nicácio

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O projeto poderia ser, a principio, uma ótima notícia, se não fosse pelo fato de ser tão intrigante. Afinal, a criação de micro-humanos através de microchips não soa muito bem. O projeto se chama ‘Humano em chip’, e visa à criação de micro-humanos artificiais para tentar acabar, ou, pelo menos, reduzir a necessidade de utilizar animais para a realização de experimentos em laboratório. Essa estranha iniciativa propõe a criação de um microchip que possa recriar a reação de um ser humano à inalação de substâncias presentes no intestino ou no sangue.

De acordo com uma publicação do jornal The Sunday Times, já estão sendo utilizadas as primeiras versões de “humanos artificiais”, porém em fragmentos: miniaturas de pulmões, corações, fígados e rins, que servem para testar a reação dos órgãos a novos medicamentos sem a intervenção de seres vivos. Dessa maneira, por mais que possa soar estranho pensar em uma “granja de humanos artificiais”, não seria mais que uma possibilidade laboratorial que aliviaria do peso do progresso científico dos mais de 100 milhões de animais que são submetidos anualmente a testes de medicamentos e alimentos.

Os responsáveis pelo desenvolvimento dessa iniciativa inovadora, da Universidade Técnica de Berlim, calculam que, em 2017, já poderão estar em funcionamento chips de dez órgãos que revolucionariam o desenvolvimento de remédios.

Fonte: Psafe 

Nota do Olhar Animal: Intrigante é a insistência dos cientistas em usar animais não humanos como modelo, diante de tantas provas de que é um péssimo referencial. Intrigante também é a ciência passar totalmente ao largo do debate ético. Ou, pior, chamarem de “ética” algo que não considera os interesses dos demais seres sencientes. É vergonhoso ignorarem a senciência e sua relevância como critério de consideração moral.
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Filmagem secreta mostra experiências com macacos na Alemanha

Por Christopher Harress / Tradução de José Eduardo Droghetti Haddad

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Um vídeo secreto (veja no fim da matéria), exibido na última quarta-feira (10.09), pelo canal de TV RTL em Stuttgart, Alemanha, tem causado muita discussão entre as autoridades . Com nome falso e portando uma câmera escondida, um ativista pelos direitos animais gravou imagens raras sobre as condições e o tratamento dados aos macacos utilizados para experimentação científica.

As imagens obtidas no Instituto Max Planck, em Tubingen, Baden-Würtemberg, mostravam os animais ensanguentados e visivelmente angustiados com o experimento, que tinha como objetivo analisar os processadores cibernéticos do cérebro. Muitos dos animais foram vistos com contrações incomuns embutidas na cavidade cerebral, enquanto outros foram largados em gaiolas sem comida ou água, como forma de obrigá-los a obedecer às regras. Aqueles que não obedeciam eram puxados das gaiolas por pinças gigantes.

De acordo com dois grupos que organizaram a operação, a União Britânica pela Abolição da Vivissecção (BUAV) e o Soko TierSchutz , alguns dos macacos estavam no laboratório há anos e foram sujeitos às experiências diversas vezes.

Políticos e grupos alemães de direitos classificaram tal experimento como cruel e impiedoso.

“Você pode pesquisar por anos, décadas, e não ter nada para dizer sobre os resultados reais desses testes” disse a ativista Cornelie Jäger. “Você não precisa mostrar nenhuma descoberta, apenas continua dizendo: ‘isso é pesquisa básica.'”

Nicole Maisch, membro do Partido Verde, disse à Stern TV que “tais situações não deveriam existir. Alguma coisa está errada. Nós vimos imagens que vão contra a lei.” No entanto, conselhos reguladores da cidade dizem que a experimentação é completamente legal”.

Os macacos, que foram importados da China e Ilhas Maurício, foram sedados para, em seguida, serem submetidos a implantes conectados em suas cabeças. A filmagem também mostra algumas das reações dos animais ao notarem o implante de plástico dentro de seus crânios. Alguns, em vão, tentavam arrancar os objetos que causavam coceiras excessivas e muita perda de sangue.

Ao longo da filmagem, o ativista também capturou cenas em que os macacos se mostravam incapazes de realizar funções normais, como andar ou usar os braços, além de muitas feridas infeccionadas em suas cabeças.

“Esses experimentos chocantes ainda acontecem porque a lei de experimentos animais alemã falhou em estabelecer a indispensável aceitabilidade ética de experimentação,” escreveu Christina Ledermann, vice-presidente da Associação Federal de Pessoas pelos Direitos animais, em um blog.

Para ‘contornar’ a situação perante a sociedade, autoridades locais prometeram cobrar uma postura dos laboratórios para aplicações de testes dentro do Ato de Bem-Estar Animal, conforme a legislação do país.

Fonte: IB Times

Anvisa chancela 17 métodos de pesquisa que evitam testes em animais

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que vai publicar, nesta quarta-feira (3), uma resolução em que oficializa a utilização de 17 métodos de pesquisa em laboratório alternativos a testes com animais usados para garantir segurança e eficácia aos medicamentos e produtos da área da saúde.

Esses métodos avaliam, por exemplo, o potencial de irritação e corrosão da pele com uso de pele humana reconstruída em laboratório. Outro deles é um método que usa células em cultura para avaliar eventuais danos de substâncias ao DNA.

Essas mesmas metodologias já haviam sido aprovadas, no final de agosto, pelo pleno do Concea (Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Além dos 17 procedimentos aprovados, outras duas metodologias –identificadas pelas siglas OECD GD 129 e OECD TG 487– permanecem sob avaliação da Anvisa.

Segundo o ministério, uma resolução será publicada, nos próximos dias, reconhecendo esses testes alternativos e dando um prazo de até cinco anos para a total substituição da metodologia no Brasil.

Fonte: O Tempo

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‘Antes era um experimento, agora é um cão’, diz tutora de beagle do Royal

Cães precisaram passar por adaptações, segundo os novos tutores. Inquéritos sobre a invasão e os maus-tratos ainda estão em andamento. 

Por Natália de Oliveira

À primeira vista, Tutuca parece uma cachorrinha qualquer. Carinhosa, adora um cafuné, brinca, corre, late. Mas não foi sempre assim: seis meses atrás, ela era um dos 178 beagles que foram furtados durante uma invasão de ativistas ao Instituto Royal, laboratório localizado em São Roque (SP), a 59 km de São Paulo, que era acusado de maus-tratos a cães durante experimentos de produtos farmacêuticos.

As pessoas que ficaram com os animais, e que preferem não se identificar porque podem responder na Justiça por invasão e furto, entre outros crimes, contam que esses beagles tiveram de passar por um longo processo de adaptação até se tornar cães “de verdade”.

“Ela chegou bem judiada, sem alguns dentes, unhas sangrando, não comia e água só tomava na seringa. E ela ainda não latia, a gente até achou no começo que ela não tinha as cordas vocais. Ela estava muito traumatizada, só ficava escondida em um canto. Hoje ela é um cão. Antes ela era só um experimento, agora come, bebe, brinca e late”, conta a tutora de Tutuca.

Na tentativa de driblar a falta de apetite da beagle, ela precisou usar a criatividade. “Eu batia a ração no liquidificador, misturava com água morna e dava na mão”, explicou a tutora. Segundo ela, Tutuca tremia sempre que via um homem – ainda hoje, fica agitado e reage com muitos latidos para qualquer um.

Outro cão que foi retirado do Instituto Royal é o Batatinha. De acordo com a sua nova tutora, que também não quer se identificar, por ser um filhote, o cão provavelmente não havia ainda sido submetido a testes. “Assim que eu o peguei, o levei para o veterinário, ele passou por uma série de testes, retiramos o chip do laboratório e, graças a Deus, nada foi diagnósticado. Eu costume dizer sempre para ele que a ‘mamãe’ salvou a sua vida”, conta.

Encerramento do Instituto Royal

Depois das invasões no laboratório, que resultaram no furto de 178 beagles, sete coelhos e mais de 200 camundongos, além da destruição de diversos arquivos de pesquisas que estavam sendo realizadas, o Instituto Royal anunciou o encerramento de suas atividades em São Roque (SP) no dia 6 de novembro. A informação foi divulgada em comunicado enviado pela assessoria de imprensa do laboratório.

No comunicado à imprensa, o laboratório relaciona o encerramento das atividades às “elevadas e irreparáveis perdas” que sofreu com a ação dos ativistas, o que significou “a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas”. A empresa também atribui a decisão à crise na segurança, que coloca “em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores”.

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Segundo o laboratório informou na época, cerca de 85 funcionários, entre médicos veterinários, farmacêuticos, biólogos e biomédicos, foram desligados da empresa. “O prejuízo causado ao Instituto Royal não é mensurável. Mas é certo que o Brasil inteiro perde muito com este episódio”, concluiu o laboratório por meio de nota.

Com mato alto e portões trancados, o prédio que servia de sede do laboratório em São Roque foi encontrado totalmente abandonado. A reportagem do G1 entrou em contato na quinta-feira (17) com a diretoria do Instituto Royal para comentar as atividades do laboratório após a invasão, mas ninguém quis se pronunciar alegando questões de segurança.

Investigação policial

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba (SP) está responsável por cuidar de dois inquéritos que foram instaurados para apurar o caso do Instituto Royal: um sobre a invasão e o outro, em conjunto com o Ministério Público, sobre as denúncias de maus-tratos.

De acordo com o delegado da DIG, José Urban Filho, os dois inquéritos devem ser concluídos em um prazo de 60 dias. “As investigações estão correndo em segredo de Justiça e, por isso, não podemos revelar detalhes. Apenas que 11 pessoas foram identificadas até agora, algumas já foram ouvidas e outras, que não moram na cidade, estão sendo convocadas através de carta precatória”.

Com relação aos crimes que cada uma das pessoas identificadas que participaram da invasão vão responder, o delegado explica que cada caso será avaliado individualmente, já que as pessoas tiveram participações diferentes, mas podem ser considerados os crimes de invasão de propriedade, depredação de patrimônio privado, receptação e furto dos animais.

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Relembre o caso

Após denúncias de maus-tratos em animais usados em pesquisas e testes de produtos farmacêuticos – incluindo cães da raça beagle, camundongos e coelhos -, ativistas passaram a fazer protestos em frente ao Instituto Royal a partir do dia 22 de setembro do ano passado.

Os manifestantes acusaram o instituto de usar metódos cruéis na realização de experimentos. No dia 12 de outubro, ativistas se acorrentaram no portão da unidade e prometeram ficar no local até terem uma lista de reivindicações atendidas. Na época, representantes do laboratório conversaram com os manifestantes, mas, segundo uma das organizadoras do protesto, não houve acordo. 

Uma reunião foi marcada entre ativistas dos , funcionários da Prefeitura de São Roque e representantes do laboratório no dia 17 de outubro, mas foi cancelada porque o Instituto Royal informou que, por uma questão de segurança, não mandaria um representante. Diante da situação, os ativistas registraram um boletim de ocorrência de denúncia de maus-tratos

O movimento ganhou adesões após boatos se espalharem nas redes socias de que o Instituto Royal estava preparando a retirada e o sacrifício dos animais da unidade. A informação foi divulgada pelos ativistas que estavam de plantão em frente ao laboratório e viram três vans e um caminhão de pequeno porte entrarem no laboratório.

Na madrugada do dia 18 de outubro, cerca de 100 ativistas quebraram o portão e invadiram o instituto. Com carros particulares, os ativistas retiraram do local 178 beagles e sete coelhos, além de destruir boa parte das pesquisas do laboratório que estavam armazenadas em arquivos do escritório.

Na época, o Instituto Royal afirmou que realizava todos os testes com animais dentro das normas e exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que a retirada dos animais do prédio prejudicava o trabalho que vinha sendo realizado. Segundo o laboratório, que classificou a invasão como ato de terrorismo, a ação dos ativistas vai contra o incentivo a pesquisas no país.

Por fim, um protesto contra o uso de animais em pesquisas, realizado no dia 19 de outubro, na rodovia Raposo Tavares, terminou em confronto quando black blocs se misturaram a ativistas. Três carros, sendo dois da imprensa e um da Polícia Militar, foram queimados, e seis pessoas foram detidas. A tropa de choque da capital teve que ser acionada para combater o tumulto e reabrir a rodovia ao tráfego.

Na madrugada do dia 13 de novembro, depois que o Royal havia encerrado oficialmente suas atividades, outro grupo voltou a invadir o local e, desta vez, levou os ratos de pesquisa que haviam sido deixados lá. Durante a invasão, seguranças foram agredidos e amarrados pelo grupo.

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Fonte: G1

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Simulador de cachorro é usado em curso de Veterinária de universidade de Santos, SP

Os alunos do curso de Medicina Veterinária do Unimonte, em Santos, estão usando uma tecnologia inédita na região que os aproxima da realidade que encontrarão nas clínicas veterinárias. Trata-se do manequim simulador de cão, equipamento importado que simula um cão de grande porte.

Composto por produtos como borracha, silicone e até pelúcia, para chegar o mais próximo possível da realidade, ele reproduz vias aéreas (traqueia, esôfago e epiglote), vasos, pulmões ativos e pulso simulado, permitindo a colocação de tubo endotraqueal, treinamento de ressuscitação, compressões torácicas e colocação de talas e bandagens para simulação de tratamento de fraturas.

Os alunos podem treinar acesso venoso, ressuscitação cardiopulmonar, palpação de pulso, intubação, ventilação, além de realizar imobilizações de membros e treinar o atendimento de um trauma, situação corriqueira na prática clínica e que requer muito treinamento para a condução adequada.

A coordenadora adjunta do curso, Tatiana Carvalho, afirma que é inviável treinar alguns procedimentos em animais que mortos, pelas mudanças físicas que ocorrem após o óbito. “Por exemplo, treinar coleta de sangue ou aplicação de medicamentos na veia é impossível em animais nesse estado. Sendo assim, a aquisição de um simulador permite o treinamento intensivo de forma a não prejudicar animais vivos e, ao mesmo tempo, prepara esses futuros profissionais para a vivência clínica”, destaca.

Fonte: Tribuna On-line

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‘Uso de animais para estudar doenças e testar drogas para uso humano é um grande erro’

Especialista em cardiologia nuclear e diretor do Comitê Médico Pela Medicina Responsável, John Pipp afirma que é possível parar com os testes agora

 Por Ana Freitas 

O uso de animais em testes científicos e pesquisas acadêmicas poderia ser interrompido hoje mesmo sem nenhum ônus para o avanço científico: essa é a opinião do Dr. John Pippin, diretor de negócios acadêmicos da associação americana PCRM (sigla em inglês para Comitê Médico Pela Medicina Responsável), sobre o uso de animais em pesquisas laboratoriais e acadêmicas.

O PCRM tem mais de 150 mil médicos e civis associados nos EUA e, desde 1985, defende uma medicina mais responsável e ética, e isso inclui a divulgação da importância da nutrição preventiva – em vez da prática de receitar drogas aos pacientes para corrigir problemas que poderiam ter sido evitados através de uma alimentação correta, por exemplo – e o fim do uso de animais em testes laboratoriais e pesquisas acadêmicas, entre outras coisas. De acordo com o PCRM, os resultados de testes com animais são tão imprecisos e incompatíveis com a maneira como o organismo humano reage que não faz sentido continuar submetendo os animais a eles. Para eles, não funciona, e se não funciona, não deveria estar sendo feito mesmo que não tivéssemos outras alternativas.

Em entrevista à GALILEU, John Pippin, especializado em cardiologia nuclear com mais de 70 artigos científicos publicados, falou sobre a ineficiência desse tipo de teste, as possíveis alternativas e sobre o caso do Instituo Royal.

GALILEU: Qual é a sua opinião sobre o uso de animais em pesquisas acadêmicas e testes laboratoriais?

Minha posição é que é errado sob todos os aspectos. É errado por razões éticas, e eu posso dizer isso, com autoridade porque eu já participei de pesquisas que testavam em animais, então posso dizer que, mesmo nas mãos de pessoas que cuidadosas e carinhosas, é horrível, cruel, e muitas vezes fatal para os animais que são usados nesse tipo de pesquisa. Essa é a questão ética.

A questão científica é que está provado que o uso de animais para estudar doenças humanas e testar drogas para uso humano antes que eles sejam mandadas para teste clínicos em pessoas é um grande erro. Os resultados geralmente têm uma aplicabilidade muito baixa em seres humanos, e é um sistema que claramente está demonstrado que não é eficaz, não prevê os resultados em organismos humanos, consome grandes recursos financeiros e produz poucos, quando nenhum, benefícios para pacientes.

Do ponto de vista científico, é errado porque não funciona. E do ponto de vista moral, é errado porque é cruel e fatal para os animais nos laboratórios.

Então porque os testes ainda são largamente usados por pesquisadores?

Há três grandes razões pelas quais isso continua e elas são dinheiro, dinheiro e dinheiro. As pesquisas em animais para doenças humanas, ao menos nos EUA, acontecem em universidades e ambientes acadêmicos, e essa pesquisa é paga por dinheiro público. Esses institutos gastam todo ano cerca de 13 bilhões de dólares em pesquisas usando animais. Obviamente isso é muito dinheiro, muitas grandes universidades nos EUA – Harvard, Yale, entre outras – ganham muito dinheiro para conduzir essas pesquisas. E sem esse dinheiro, carreiras e construção de infra-estrutura estariam em perigo. Há grande resistência no uso de animais em pesquisa porque é lucrativo.

Por que o governo continua a colocar dinheiro em algo que não funciona?

Eles não concordam que não funciona: eles acham que as vezes funciona, ou às vezes não funciona e que se esperarmos o suficiente, coisas que não funcionam agora funcionarão no futuro. Isso é nonsense. No caso dos EUA, por exemplo, o povo está pagando por essas pesquisas merece ver resultados que beneficiem sua saúde e bem-estar, e isso não está acontecendo.

Outra razão pela qual o governo continua a gastar dinheiro nisso é que as pessoas que tomam essas decisões são, eles mesmos, pesquisadores que usam animais nos testes, gente que acredita nisso. É por isso que pesquisa animal para doenças humanas continua.

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E na indústria farmacêutica? Se o senhor afirma que esses testes são ineficientes para prever resultados em organismos humanos, por que eles continuam sendo feitos?

As empresas farmacêuticas estão interessadas em apenas uma coisa: ter os remédios aprovados pelo FDA (Foods and Drugs Administration, a vigilância sanitária dos EUA) para que sejam usados em humanos. A maneira mais fácil de fazer isso é dar ao FDA resultados de pesquisas com animais, porque o FDA está acostumado a ver resultados baseados nesse tipo de pesquisa, e é através de testes em animais que eles frequentemente aprovam testes em humanos.

E apesar disso, o próprio FDA já admitiu que testes em animais não são capazes de prever o comportamento do organismo humano diante de uma droga. 92% de todas as drogas testadas com sucesso em animais, e depois em humanos, falham de alguma forma [fonte]. Isso não é ciência, é bruxaria. Não deveria ser financiada e apoiado pela FDA, é uma fraude, e uma fraude que acontece por causa de dinheiro. Companhias farmacêuticas estão entre as maiores dos EUA, as mais ricas. O frustrante é que o FDA sabe que não faz sentido.

E quais são as alternativas mais eficientes ao teste com animais?

O princípio fundamental de achar alternativas melhores à política falida de usar animais é usar um sistema que se aplique a humanos.

Usando tecidos humanos, você consegue resultados que se aplicam a humanos, e você não precisa adivinhar se o que aconteceu com o rato também se aplica a humanos. É possível usar um tecido do fígado, colocar em contato com uma droga pra ver se vai causar algum câncer. Há vários tipos de tecidos possíveis, mas as amostras mais avançadas são ambientes tridimensionais, como partes de cânceres ou partes de tecido humano. E a área mais promissora nesse sentido é a de células tronco.

Hoje é possível obter células tronco que podem ser programadas para se tornar qualquer tecido que você queira a partir de outros tecidos. Dá pra criar corações, fígados, pulmões. Já foram criadas bexigas humanas a partir de células tronco. Isso mostra o potencial de usá-las para estudar o efeito de drogas e químicos em tecidos humanos. Há também métodos baseados em software: são vastos bancos de dados armazenando informações sobre o comportamento do organismo humano em geral e o que se observou até hoje que funciona e não funciona. É possível observar como uma droga influencia nos genes de alguém e pode vir a causar uma doença no futuro, ou como certos genes podem gerar uma pré-disposição para algumas doenças caso interajam com drogas. Empresas farmacêuticas já usam isso, porque eles sabem que funciona. Mas eles também usam testes em animais porque é isso que o FDA está acostumado a receber.

Se eu entendi bem, sua opinião então é que, se não funciona, não deveríamos nem nos preocupar em substituir o processo atual com alternativas, mas sim parar completamente?

Exatamente. Quando as pessoas me perguntam “mas se não usarmos animais, o que vamos fazer? Temos que fazer algo, não podemos dar remédios pras pessoas sem testá-los”, minha resposta é “Olha, se não funciona, consome seus recursos, usa dinheiro do contribuinte e prejudica as pessoas, como drogas como o Vioxx fizeram [Vioxx foi um anti-inflamatório testado com resultados inócuos em animais, mas que depois, no mercado, chegava a triplicar o risco de morte por ataque cardíaco nos pacientes. Foi retirado de circulação nos EUA em 2004], então temos de parar!

Mesmo que não façamos nada alternativo, vamos parar. Não está funcionando”. E aí eu digo que, poxa, ainda por cima há sim alternativas se a gente quiser usá-las.

Você ouviu falar do caso do caso do laboratório brasileiro que foi invadido por ativistas?

Dos beagles, não é? Sim, esse caso foi bastante repercutido nos EUA. Me entristece que as pessoas sejam obrigadas a agir fora da lei para fazer aquilo que acham que é certo. Essas pessoas são corajosas. Elas estão se arriscando por algo que sabem que é justo e não têm ninguém para protegê-las. Os beagles têm gente como elas.

Em quanto tempo você acha que os EUA vão parar de fazer testes em animais?

Acho que passamos do ponto em que pessoas discutem se pesquisas animais são abordagens científicas confiáveis. Todo mundo entende que não é. Gente como eu entende que essas pesquisas não têm valor nenhum, e outras pessoas da área acham que a abordagem é falha mas que de vez em quando ela traz alguns resultados úteis, e portanto têm que continuar fazendo.

Já passamos da parte em que provamos que testar em animais não é certo. Já estamos no caminho em direção a achar maneiras melhores de fazer isso Porque essa indústria não tem ética e só se preocupa com votos e dinheiro, eu diria 10 a 15 anos. E isso é porque demora um tempo até convencer a FDA que eles estão fazendo algo errado, mesmo com o comitê de ciência e o congresso dizendo que eles estão fazendo tudo errado.

Fonte: Revista Galileu