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Movimento anti-touradas fecha simbolicamente a Assembleia Legislativa do DF, no México

Tradução de Adriana Shinoda Marques

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Ativistas pelos direitos animais fecharam na terça-feira (14), de forma simbólica, a Assembleia Legislativa do Distrito Federal, em um protesto para exigir que seja proibida a tourada na capital mexicana.

Dezenas de manifestantes fixaram cartazes que diziam “tortura não é arte” e exigiram que se discuta e que seja submetida para votação um ditame que ficou suspenso desde 2012, depois de ser aprovado por uma comissão legislativa municipal.

“O problema é que há pessoas muito poderosas que querem conservar a Fiesta Brava. A iniciativa para proibir as touradas é de três anos atrás”, afirma Laura Hernández, uma das porta-vozes do protesto, encabeçada pelos grupos Sí! Esperanza Animal e Basta de Sangre.

Hernández questionou que os parlamentares aprovaram em 2014 uma lei que proibiu o uso de animais em circos, mas deixaram de lado a abolição das touradas.

A Plaza de Toros da Cidade do México tem capacidade para mais de 41 mil expectadores e é considerada a maior do mundo, muitos políticos e empresários, assim como celebridades, são aficionados pela tauromaquia, como foram a seu tempo lendas como a atriz María Félix (1914-2002) e o compositor Agustín Lara (1897-1970).

Em 2013, Sonora, no noroeste do México, se converteu no primeiro estado do México a proibir as touradas, e logo depois foram vetadas em Guerrero e em alguns municípios do país.

Fonte: EMEEQUIS

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Espanha: Toureiro vai matar seis touros para salvar crianças com câncer

Por Juanjo Villalba / Tradução de Flavia Luchetti

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“‘El Juli’ toureia pelas crianças com câncer. No dia 31 de maio, o toureiro madrilenho enfrentará seis touros em Cáceres em uma tourada benéfica”. Com esta frase surreal a Associação Espanhola de Pediatria, a Sociedade Espanhola de Hematologia e Oncologia Pediátricas, a Federação Espanhola de Pais de Crianças com Câncer, o toureiro “El Juli” e a empresa taurina Lances de Futuro começam seu comunicado para a imprensa.

O evento foi apresentado no dia 8 de abril na sede da Associação Espanhola de Pediatria (AEP) em Madrid. Os recursos arrecadados serão destinados às famílias de crianças com câncer e pesquisas da oncologia infantil, especificamente para a Sociedade Espanhola de Hematologia e Oncologia Pediátrica (SEHOP) e para a Federação Espanhola de Pais de Crianças com Câncer (FEPNC). É ótimo que as pessoas colaborem com dinheiro para essas associações, mas será que ninguém pensa que matar seis animais para lutar contra o câncer é algo completamente absurdo? Se “El Juli” quer doar dinheiro para a luta contra o câncer infantil não poderia fazê-lo sem ter a necessidade de matar ninguém? E que acontece com os presidentes dessas associações? O que acham? “Quem dera, na Espanha, muitos toureiros e artistas de outras áreas estivessem dispostos a se arriscar e colaborar como vai fazer ‘El Juli’ para que possamos melhorar a vida e o futuro dos pequenos com câncer”, declarou Tomás Acha, presidente da SEHOP. É serio? Entendo que suas intenções são as melhores possíveis, mas onde está o limite para aceitar dinheiro? Será que eles aceitariam dinheiro, por exemplo, de uma luta de boxe ou de uma briga de galos (que em alguns lugares na Espanha ainda são legais).

É preciso levar em conta que as touradas, em muitas partes do mundo, são consideradas como algo desumano inclusive, dentro da própria Espanha, em algumas regiões como a Catalunha, já não se podem realizá-las.

Na manhã do dia 9 de abril a equipe da Vice tentou falar com algum porta-voz da AEP, mas eles foram transferidos para uma agência de comunicação externa, em que foram muito gentis, mas onde se limitaram a passar um comunicado à imprensa que foi emitido no dia 8 de abril. Assim o que restou foi a declaração do presidente da associação, Luis Madero, apresentada pelo jornal El Mundo em um artigo: “Eu, que gostaria de ter sido toureiro, me sinto orgulhoso de ser taurino e estou profundamente agradecido a Julián”, enfim.

Fonte: VICE 

Nota do Olhar Animal: A estratégia de dar um caráter filantrópico a uma ação abjeta que causa danos aos animais, na tentativa de validá-la moralmente, é usada aqui no Brasil também. Como ocorre, por exemplo, com a destinação para hospitais (também especializados em câncer) de recursos oriundos de rodeios. O apelo caritativo somado ao especismo predominante entre a população faz com que muitos tenham simpatia por ações deste tipo. Matar para salvar: a contradição é tão flagrante que paradoxalmente até cria dificuldades para alguns enxergarem. Mas ajuda nesta percepção imaginar, por exemplo, um assassino doando parte dos recursos obtidos com seus crimes para a caridade. Ou uma chacina beneficente. As situações são bem similares, só muda a vítima.
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Dois são detidos em farra do boi em Bombinhas, no Litoral Norte de SC

PM afirma que foi recebida a pedradas e revidou com balas de borracha. Boi chegou a danificar viatura da polícia e foi recolhido pela Cidasc.

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Duas pessoas foram detidas participando de uma farra do boi na noite desta terça-feira (7) em Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso aconteceu na rua Águia, em uma área residencial no bairro de Bombas.

De acordo com a Polícia Militar, uma viatura chegou ao local por volta das 22h e foi recebida a pedradas pelos participantes. Cerca de 15 pessoas estavam no local, segundo a PM.

O tenente Israel do Nascimento Damázio, comandante da 4ª companhia do 12º Batalhão da PM, disse que os policiais revidaram com balas de borracha. Também foi solicitado apoio das unidades de Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo.

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A polícia conseguiu deter dois homens, que foram liberados na madrugada após assinar um termo circunstanciado. Eles deverão responder na Justiça.

Participar da farra do boi – quando o animal é instigado e muitas vezes perseguido e maltratado até a morte – pode ser enquadrado como crime de maus-tratos a animal, com pena que pode variar de 3 meses a um ano de detenção.

O boi, de grande porte, chegou a danificar uma viatura da polícia e foi recolhido pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

De acordo com o tenente Damázio, foi a primeira vez neste ano que a Polícia Militar conseguiu flagrar uma farra do boi na região.

Fonte: G1

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Crime de farra do boi leva a polícia à fazenda em Tijucas, SC

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Uma investigação da Polícia Civil de Bombinhas em relação a crime de maus-tratos a animais levou policiais e agentes da Cidasc (Companhia Integrada Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) até uma fazenda em Tijucas, para confirmação de onde teria vindo o animal usado na prática ilegal da farra do boi, ocorrido a duas semanas.

De acordo com Delegada Luana Chaves Cervi Backes, responsável pelo caso, até o momento oito pessoas foram ouvidas e algumas delas tiveram buscas e apreensões de aparelhos eletrônicos e celulares em suas residências. “Após ouvir todos os envolvidos concluirei o inquérito e se entender que houve prática dos crimes eles serão indiciados”, finaliza.

Uma foto tirada dentro da fazenda onde aparece um grupo de jovens no dia da compra do animal foi postada em uma rede social. Esta foto está sendo usada para comprovar o envolvimento dos donos da fazenda, que segundo informação da polícia, recebeu o valor de R$ 4.500 pelo animal.

A polícia afirma também que nos depoimentos tomados houve confirmação do local de compra. O grupo e os proprietários do animal poderão serem enquadrados em crimes de maus tratos a animais e associação ao crime.

Fonte: Vip Social

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Ativistas pelos direitos dos animais expulsam corrida de touros da Califórnia, EUA

Por Susan Bird / Tradução de Aline Lacerda

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Graças aos esforços do Animal Legal Defense Fund (ALDF) e do People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), o estado da Califórnia nunca mais será anfitrião do Great Bull Run.

Um evento do estilo de Pamplona, o Great Bull Run viaja pelo país inteiro, em vários locais, levando uma “corrida de touros americanizada.” Leia abaixo o que acontece neste evento típico.

O Great Bull Run transporta, em um caminhão, um grupo de três dezenas de touros, de estado em estado, para participar destes shows. Isso significa que, além de uma barulhenta e assustadora corrida, eles ainda devem suportar o desconforto de serem arrastados por todo o país, de evento em evento. Os organizadores montam uma grande pista cercada, e soltam até 35 touros de uma vez só, pesando aproximadamente 680kg cada um. Aqueles enormes e assustados animais descem correndo, empurrados por homens a cavalo que vêm atrás deles. A multidão reunida grita e buzina ao redor, em todos os lugares.

Os participantes se alinham ao longo da cerca, e os organizadores os encorajam a correr ao lado dos touros, mas não na frente deles. E eles ouvem? Claro que não. E eles estão bêbados? Alguns provavelmente sim.

Enquanto isso, os touros apenas correm, obviamente sem entender o que é todo aquele furor ao redor. Os participantes que pagaram para estar ali correm com os touros e na frente deles, tentando evitar serem pisoteados e feridos. Nem todos conseguem. E isso tudo acontece várias vezes em cada um dos eventos. Para ver como é a corrida do ponto de vista de um participante, assista a este vídeo feito em um evento de 2014 na Pennsylvania:

Depois de uma dessas corridas em Alameda – Califórnia, em 2014, PETA e ADLF uniram forças para tentar colocar fim a essa loucura. Na Califórnia, pelo menos, eles conseguiram.

Em março de 2014, PETA e ALDF abriram uma ação judicial nos termos da lei estadual “Unfair Competition Law”. Na Califórnia, há leis anti-crueldade que proíbem que sejam causados sofrimentos desnecessários para touros. Estas leis proíbem touradas com ou sem derramamento de sangue, ou exposições semelhantes. PETA e ADLF afirmaram que o Great Bull Run viola essas leis estaduais.

“Como um veterinário de bovinos, posso confirmar que esta corrida de touros é extremamente estressante para os animais, além de apresentar risco substancial a eles, bem como um enorme risco para a segurança dos seres humanos que participam”, disse Dr. Holly Cheever, veterinário e vice-presidente do New York State Humane Association, à ALDF.

Em última análise, as partes fizeram um acordo extra judicial. Em troca da extinção da ação judicial, o Great Bull Run concordou em não trazer mais o evento para a Califórnia.

Estranhamente, o CEO da Great Bull Run, Robert Dickens, está encarando este acordo como uma vitória para sua empresa. Ele diz que a PETA e ADLF não apresentaram nenhuma evidência real de abuso aos animais e que as entidades “não tinham intenção de ganhar a ação. Elas simplesmente queriam desperdiçar nosso tempo e dinheiro na Justiça Federal – um jogo que não estávamos dispostos a jogar”, conforme suas próprias palavras em depoimento à Reuters.

Entenda isto da maneira que quiser, mas esta é uma vitória para os touros e todos nós sabemos disso. Defensores dos direitos dos animais conseguiram o que queriam.

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Os touros “nunca mais terão de suportar 35 horas de viagem, em uma jornada de 3.701,5 km na estrada por todo o país, desde Kentucky até a Califórnia, para serem submetidos ao medo e estresse, para satisfação fugaz de participantes do Great Bull Run”, disse Matthew do ADLF Liebman para o Courthouse News.

Quando você coloca dessa maneira, por que alguém iria querer participar neste evento?

“O Great Bull Run é uma desgraça onde quer que ele ocorra”, disse o diretor-executivo da ALDF, Stephen Wells. “Mas agora isso nunca mais vai acontecer no estado da Califórnia. Vamos continuar pressionando para que esse espetáculo ridículo seja encerrado em todo o país”.

E parece que a pressão está funcionando. Relatórios dizem que os organizadores da grande corrida de touros estão mudando suas táticas na intenção de transformar a corrida em um único “evento-destino”, realizado uma vez por ano, em vez de um road show viajando por todo o país. O Los Angeles Times informa que o único evento programado para 2015 é uma corrida em Chicago, em julho.

Isto é um progresso. Obrigado, ALDF e PETA. Vocês ajudaram a tornar a vida destes touros um pouco menos difícil. Talvez se nós continuarmos insistindo, este tipo de evento possa desaparecer completamente.

Fonte: Care 2

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Será que as touradas voltarão à Catalunha?

Por Jessica Jones / Tradução de José Eduardo Droghetti Haddad

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O Partido Popular, atualmente no poder, está tentando aprovar uma lei que poderia classificar as touradas como parte da herança cultural da Espanha, o que poderia anunciar seu retorno à Catalunha, onde elas atualmente são banidas.

A Catalunha teve sua última tourada em 2011, mas uma nova lei proposta pelo Partido Popular (PP), atualmente no governo, dando mais proteção às touradas pode levar ao seu retorno à região nordeste da Espanha.

A lei de “Proteção de Herança Cultural” já foi aprovada pela comissão cultural do parlamento da Espanha, e foi enviada para o senado para discussão.

A lei, que daria proteção a vários aspectos da cultura espanhola, designaria as touradas como parte da herança cultural da Espanha, permitindo que o governo tome pedidas para “preservar” a atividade.

Ela tem enfrentado grande criticismo e foi aprovada apenas pelo PP, com o partido socialista de oposição, PSOE, se abstendo e os partidos menores da Espanha votando contra a lei.

O jornal catalão La Vanguardia reportou que existe uma grande preocupação entre políticos da oposição de que a lei traria de volta as touradas para a Catalunha, baseada no argumento de que as touradas são um bem cultural a ser preservado pela Espanha. A Catalunha votou pela proibição das touradas em 2010.

“Ninguém daria boas-vindas às touradas se elas fossem trazidas de volta para a Catalunha,” Silvia Barquero, presidente do Pacma, um partido de proteção animal da Espanha, disse ao jornal The Local.

A Catalunha sempre esteve um passo a frente do resto da Espanha quando o assunto são direitos animais, eles baniram animais em circos, por exemplo, que são permitidos na maior parte do resto do país,” ela acrescentou.

Barquero, cujo partido tem lutado ferozmente contra as touradas, enxerga a lei proposta como uma luta política.

“Isso é uma briga política entre o governo da Espanha e a sociedade catalã,” disse.

“O PP está sempre promovendo touradas como parte de nossa cultura, mas a maioria dos catalães é contra isso,” acrescentou ela.

A lei descreve herança cultural como “costumes, representações, expressões, conhecimento e habilidades que comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integral de sua herança cultural”.

Exemplos incluem línguas, teatros, festivais, artes, música e especialidades culinárias.

As touradas também são proibidas nas Ilhas Canárias desde 1991, mas as ilhas recentemente foram criticadas depois que brigas de galo, populares nas Canárias, escaparam de uma proibição por crueldade animal.

A rainha do pop Madonna foi recentemente criticada por grupos de direitos dos animais por “glamourizar sangue” após se vestir como um toureiro para promover seu último álbum.

Fonte: The Local

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Polícia Civil cumpre mandados de apreensão na casa de suspeitos de promover farra do boi em Bombinhas, SC

Crime ocorreu na madrugada de domingo nas praias da Conceição e Mariscal

Por Camila Guerra

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A Polícia Civil de Bombinhas cumpriu dois mandados de busca e apreensão na casa de suspeitos de participar da farra do boi promovida no município no último domingo. Conforme o gerente da Cidasc em Itajaí, João Carlos Batista, a farra teria ocorrido na madrugada.

Os farristas começaram a machucar o touro de cerca de 400 quilos na Praia da Conceição e andaram com o animal até Mariscal. O animal, que estava sem o brinco de identificação, teve de ser sacrificado.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Luana Backes, os mandados foram cumpridos em duas residências no bairro Canto Grande.

– Eles são apontados como sendo os defensores, articuladores e participantes destes eventos — informou Luana.

A delegada pretende ouvir ainda outras pessoas identificadas como participantes da farra.

Fonte: O Sol Diário 

Nota do Olhar Animal: Republicamos aqui nossa nota sobre a questão das apreensões de bois retirados de farras. Conforme Protocolo de Cooperação celebrado em fevereiro de 2014 entre vários órgãos públicos, inclusive o Ministério Público de SC, e até mesmo com a participação de uma ONG, a Ecosul, os animais retirados de farras do boi são enviados para abate na CIDASC. Ou seja, a preocupação, como reforça a matéria, restringe-se à defesa sanitária, bem longe de qualquer interesse em defender a vida desses animais, que são “descartados”. O espírito da lei, que permite às autoridades a retirada dos bois de farras, é no sentido de defendê-los. Mas a legislação é aplicada de forma abjeta. A Cláusula Quarta do Protocolo prevê que:

IV – A CIDASC será responsável pela destinação final dos animais apreendidos, com apoio e segurança da PMSC a fim de garantir a integridades dos funcionários da CIDASC e dos frigoríficos, bem como o patrimônio do estabelecimentos;

V – O IBAMA, a CIDASC e a Diretoria de Bem Estar Animal de Florianópolis ficarão responsáveis por avaliar a condição de maus-tratos aos animais.

Avaliam a condição de maus-tratos do animal e depois o matam. Nenhuma objeção ao abate está registrada no Protocolo. 

Resumo: se o cidadão não denuncia, o boi morre nas mãos dos farristas. Se denuncia, ele morre nas mãos das autoridades.

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Ativistas nus e ensangüentados protestam contra a Feira de Fallas na Espanha

Um grupo de ativistas protagoniza um impressionante ato diante da Prefeitura de Valencia contra os festejos taurinos. 

Tradução de Josy Apda

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O exemplo do Femem se expande: os protestos com ativistas nus sempre têm mais possibilidade de chamar a atenção e os grupos de defesa animal vêm fazendo isto há algum tempo: para protestar contra maus-tratos, o uso de pele e as touradas… Nesta ocasião, os ativistas da Animal Naturalis aproveitaram o grande fluxo de vizinhos e turistas na praça da Prefeitura de Valencia para assistir à encenação e protagonizaram um impressionante protesto diante da Câmara Municipal.

Um grupo de aproximadamente vinte pessoas (cinquenta, segundo a associação), nus e simulando estarem manchados de sangue, se ajoelharam diante da prefeitura às 11h30 do sábado (7) portando cartazes com o lema: “Pelas Fallas sem sangue”, para mostrar sua rejeição pela Feira que se celebra na Praça de Touros de Valencia, em coincidência com as Festas Josefinas (homenagem a São José).

“A Espanha não precisa maltratar animais para atrair pessoas às festas, ela já tem suficiente afirmação cultural”, afirma Aïda Gascón, diretora da organização no país. “Esse sangue mancha as Fallas e todo o seu valor cultural”.

Fonte: ABC.es

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Animais são sacrificados após farras do boi em Itapema e Bombinhas, em SC

Dois bois foram recolhidos entre sábado (7) e domingo (8). Duas pessoas foram conduzidas para delegacia em Itapema.

SC bombinhas 12121farra do boiDois bois foram sacrificados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) neste final de semana, apreendidos em Farras do Boi no Litoral Norte catarinense.

Conforme a Cidasc, um dos animais foi retido no sábado (7) no Canto Grande, emBombinhas. O outro foi recolhido na cidade de Itapema no domingo (8).

Conforme a PM, duas pessoas foram conduzidas para delegacia em Itapema e assinaram um termo circunstanciado. Em Bombinhas, ninguém foi detido.

Ambos os bichos estavam muito machucados, com lesões causadas por farristas durante os eventos. “Neste caso, é preciso abater o animal e descartá-lo. Não é possível reaproveitar a carne”, explica o veterinário da Cidasc Marcos Neves. O descarte foi feito em um frigorífico na manhã desta segunda-feira (9), pela Cidasc de Itajaí.

Farra do Boi

A Farra do Boi é considerada crime, de acordo com o art. 32 da Lei n. 9.605/1998, conforme acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF). A pena para quem comete crime é de três meses a um ano de detenção, sendo aumentada em um terço nos casos de morte do animal.

Entretanto, o evento é praticado corriqueiramente na região da Grande Florianópolis, como manifestação popular. O período da Quarema é mais comum a Farra do Boi, quando o governo e a polícia intensificam as ações de prevenção e combate à prática.

No ano passado houve o registro de 65 ocorrências de Farra do Boi em Santa Catarina. A mais grave foi no mês de março em Navegantes, quando um garoto de 15 anos levou um tiro na perna e morreu.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Conforme Protocolo de Cooperação celebrado em fevereiro de 2014 entre vários órgãos públicos, inclusive o Ministério Público de SC, e até mesmo com a participação de uma ONG, a Ecosul, os animais retirados de farras do boi são enviados para abate na CIDASC. Ou seja, a preocupação, como reforça a matéria, restringe-se à defesa sanitária, bem longe de qualquer interesse em defender a vida desses animais, que são “descartados”. O espírito da lei, que permite às autoridades a retirada dos bois de farras, é no sentido de defendê-los. Mas a legislação é aplicada de forma abjeta. A Cláusula Quarta do Protocolo prevê que:

IV – A CIDASC será responsável pela destinação final dos animais apreendidos, com apoio e segurança da PMSC a fim de garantir a integridades dos funcionários da CIDASC e dos frigoríficos, bem como o patrimônio do estabelecimentos;

V – O IBAMA, a CIDASC e a Diretoria de Bem Estar Animal de Florianópolis ficarão responsáveis por avaliar a condição de maus-tratos aos animais.

Avaliam a condição de maus-tratos do animal e depois o matam. Nenhuma objeção ao abate está registrada no Protocolo. 

Resumo: se o cidadão não denuncia, o boi morre nas mãos dos farristas. Se denuncia, ele morre na mãos das autoridades.

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Ativistas protestam contra touradas na Colômbia

Grupo Anima Naturalis é um dos mais ativos em defesa à proibição. 

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Ativistas do grupo Anima Naturalis, entidade protetora dos animais, protestaram contra as touradas em Medellín, na Colômbia. Apesar de ter sido proibida em algumas regiões do país, a prática ainda é bastante popular na cidade.

Os manifestantes pintaram o corpo e deitaram no chão, formando a imagem de um touro sendo atingido por lança.

O grupo é o mesmo que há pelo menos dois anos vem repetindo protestos na Colômbia e em países da América Latina que realizam touradas.

Eles já haviam encabeçado a campanha “Ponte en la piel del toro”, uma das mais ativas em defesa à proibição da atividade dos últimos anos.

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Fonte: Band Notícias