Petição quer travar tourada marcada para domingo em Leiria, Portugal

Mais de 800 pessoas assinaram até às 14:00 de ontem uma petição na internet contra a primeira corrida de toiros de Santa Eufémia, Leiria, iniciativa que pretende combater a “tortura em nome do entretenimento”.

Na petição, dirigida ao presidente da Câmara de Leiria e ao presidente da União de Freguesias Santa Eufémia e Boa Vista, lê-se que a “ciência reconhece, inquestionavelmente, a maioria dos animais – incluindo cavalos e touros – como seres sencientes, capazes de sentir dor e prazer, físicos e psicológicos, bem como sentimentos de medo, angústia, stress e ansiedade”.

Em causa está uma corrida de toiros agendada para domingo, naquela freguesia.

Além disso, os subscritores dizem que, em Portugal, as touradas gozam de um “injustificado regime de exceção legal, uma vez que o n.º 2 do artigo 3.º da Lei n.º 92/95 admite que ‘é lícita a realização de touradas, sem prejuízo da indispensabilidade de prévia autorização do espetáculo nos termos gerais e nos estabelecidos nos regulamentos próprios’, contradizendo, frontalmente, com o n.º 1 do artigo 1.º da mesma lei, que declara que ‘são proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os atos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal’ – o que é, manifestamente, o caso das touradas”.

Perante isto, as 800 pessoas que já assinaram a petição requerem àqueles dois presidentes que “não permitam que estas práticas aconteçam nas freguesias/município que representam, pois, ao contrário de as dignificarem, as denigrem aos olhos dos cidadãos leirienses e portugueses, pois violam deveres elementares no que respeita ao relacionamento com os animais, além da própria dignidade e evolução humana”.

Os subscritores recordam ainda que a “maioria da população portuguesa é contra a tauromaquia, conforme mostra um estudo realizado em 2007 pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE” e salientam não existir um “único argumento que permita validar que a tortura em nome do entretenimento seja aceitável em termos éticos ou morais”.

“Em pleno século XXI, as touradas são tradições que não são aceitáveis em termos de evolução de um povo”, concluem.

Fonte: Dnotícias.pt (Portugal) / mantida a grafia orriginal

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França retira a tourada do seu património intangível

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Um tribunal administrativo francês esclareceu que o registo das touradas no patrimônio imaterial da França tinha sido revogado.

Comité das associações radicalmente anti-corrida na Europa “e” direitos dos animais “introduzidos em julho de 2011, a anulação da decisão de se inscrever na lista de touro equidade, a demanda de que um tribunal tinha inicialmente rejeitado.

O tribunal de recurso considerou que a determinação de se matricular run “se tinha materializado pela linha de partida no site do Ministério (da Cultura) de uma folha” na touradas Lydian.No entanto, verificou-se que o registro não existir mais, “a decisão de registrar a corrida no inventário do patrimônio imaterial da França deve ser considerada revogada” pelo qual o tribunal considerar que o recurso das duas associações também têm lugar.

No Contexto

O Observatório Nacional de touradas culturas criadas em 2008, em abril de 2011 solicitou o registro de touradas em património cultural imaterial da França que gerou protestos de opositores das touradas.

Fonte: LaInfo.es / mantida a grafia lusitana 

Nota do Olhar Animal: Na contramão do reconhecimento dos direitos animais, parlamentares brasileiros têm apresentado projetos de lei que buscam tornar a vaquejada e outras expressões da exploração animal em patrimônio imaterial, conferindo-lhes proteção jurídica, entre outras. Essas medidas atendem, na verdade, ao interesse econômico de pequenos grupos e prestam um grande desserviço à sociedade ao tentar consolidar a violência como “expressão cultural” digna de reconhecimento oficial. É vergonhosa a tentativa destes parlamentares de institucionalizar a violência. 
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Documentário denuncia maus-tratos a animais nas festas espanholas

Santa Fiesta é o documentário que tem como objetivo acabar com a morte de 60.000 animais nas festas em Espanha. O documentário mergulha no coração das festas populares espanholas, onde os animais são torturados e mortos só para diversão e entretenimento da população. Todos os anos, organizam – se em Espanha cerca de 16.000 festas populares nas quais se usam animais.

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Em honra da Virgem e dos santos, com a bênção das autoridades religiosas e civis, populações inteiras, incluindo crianças, participam nas celebrações de crueldade sem precedentes.

O documentário foi dirigido pelo espanhol Miguel Angel Rolland, produtor e diretor de Santa Fiesta, que declarou:

“Tenho suportado por muito tempo a tolerância da Espanha com as touradas, um espetáculo brutal disfarçado de arte retratando a ponta de um enorme iceberg. Como muitos outros homens e mulheres espanhóis têm testemunhado desde a infância uma variedade de festas religiosas onde se perseguem animais e estes são chutados, esfaqueados, degolados, afogados, queimados ou jogados da torre de uma igreja. Acima de tudo, em nome de Deus. Claro que existem muitas razões para isso, mas no final tudo se resume a uma aliança entre autoridades religiosas, governos locais e nacionais, e, obviamente, as pessoas. Portanto, os espanhóis estão todos metidos nisto. Mas, será que estamos realmente todos? A resposta é não. Uma massa crescente está exigindo cada ver mais o fim deste massacre insano.

Portanto, este filme é a minha contribuição para a mudança, espero que com o apoio das pessoas em todo o mundo. Um documentário que com sorte poderia tornar-se em algo mais, em uma comunidade multiplataforma mundial que acabe com essa loucura em meu país.”

Fonte: Animais & Companhia

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Espanha: Veterinários pedem cancelamento da ‘Bezerrada em homenagem à mulher de Córdoba’

A AVATMA (Associação de Veterinários Abolicionistas da Tauromaquia e dos Maus-tratos aos Animais) aposta no fim deste tipo de espetáculo, e faz um apelo à Escola de Veterinários de Córdoba, para que nenhum veterinário se preste a ser partícipe do mesmo.

Tradução de Adriana Shinoda Marques

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No próximo dia 01 de junho, na Praça de touros Los Califas (Córdoba), será celebrado o que ali se denomina “Bezerrada em homenagem à mulher de Córdoba”. As bezerradas consistem na prática de tortura com o capote, espetos, bandarilhas, açoite, estocada e adaga, em bovinos machos de raça de lida de um ano (novilhos) ou de menos de dois anos, que poderão ter suas defesas enfraquecidas na parte da frente dos chifres.

É sem dúvida o espetáculo mais cruel dos que reúne o Regulamento de Touros de Andaluzia, de acordo com seu decreto 68/2006 de 21/03. Os alunos de escolas de tauromaquia de Andaluzia, aprendizes da violência animal, ficarão a cargo de exercitar sobre estes indefesos novilhos tudo o que lhes é ensinado em seus anos de formação. A presença de crianças de qualquer idade, acompanhados única e exclusivamente de mulheres, torna o espetáculo ainda mais grotesco.

A AVATMA documentou através de um vídeo e uma reportagem fotográfica, que acompanham este texto, a bezerrada celebrada na mencionada arena de touros em 2011, quando Córdoba pleiteava ser a Capital Europeia da Cultura em 2016. Um amplo dossiê informativo foi enviado ao Comitê que decidiria a cidade a ser agraciada com este reconhecimento, que teve por resposta da parte dos responsáveis em concedê-lo, o agradecimento. A Capital Europeia da Cultura no ano de 2016 será San Sebastián.

A associação (AVATMA) aposta no fim deste tipo de espetáculos, e faz um apelo à Escola de Veterinários de Córdoba, para que nenhum veterinário se preste a ser partícipe do mesmo. O abuso animal não deve fazer parte dos nossos labores profissionais, e mais ainda se exercido sobre animais tão jovens.

Clique aqui e veja fotos da “bezerrada” de 2011.

Fonte: Cabra Información

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Partido espanhol ‘Ahora Madrid’ eliminará subsídios de touradas

Ponto chave é a eliminação dos subsídios ou auxílios municipais a touradas ou escolas de tauromaquia, bem como atender às recomendações a respeito do Comitê das Nações Unidas sobre os direitos da criança sobre este tema.

Tradução de Ana Lidia

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O partido político Ahora Madrid se comprometeu a desenvolver uma portaria que faça da capital “uma cidade amiga dos animais” e a criar um Gabinete de proteção, após uma reunião que ocorreu entre os candidatos com os grupos de defesa dos direitos dos animais.

Outro ponto chave é a eliminação dos subsídios ou auxílios municipais a touradas ou escolas de tauromaquia, bem como atender às recomendações a respeito do Comitê das Nações Unidas sobre os direitos da criança sobre este tema.

O compromisso firmado neste tema por Ahora Madrid tem entre seus objetivos programáticos apostar em uma cidade “próxima, coesa e habitável”, para eles programarem linhas de atuação e politicas direcionadas a melhorar a qualidade e o uso do espaço urbano, “cuidado e melhoria para uma adequada convivência com a cidade”.

Em Madri tem havido um aumento considerável do número de animais de estimação, que levou a uma crescente demanda social de atuação para melhorar a convivência entre os tutores dos animais, os animais de estimação e os cidadãos.

“Conforme demonstrado pela Estratégia UE 2012-2015 para a proteção e bem-estar dos animais, assim como as recentes normas em nosso meio, houve um crescente interesse público em promover o respeito e proteção a todos os animais e na obrigação de receberem um tratamento digno e justo que, em nenhum caso, supõe más-condições higiênico-sanitárias contrárias à sua espécie e grau de desenvolvimento. Deve-se destacar que este aspecto é cada vez mais demandado por uma sociedade consciente do respeito que merecem todos os seres vivos”, foi acrescentado.

O marco regulador nas portarias da Municipalidade de Madri é de 2001 e Ahora Madrid considera que a cidade e a comunidade “estão alienadas das atualizações promovidas em outras cidades espanholas e europeias”. Por isso, foi proposta a elaboração de uma portaria abrangente dos direitos humanos, “que faça de Madri uma cidade amiga dos animais”.

Os candidatos municipalistas elaborarão uma portaria conjuntamente e com participação das entidades que trabalham no âmbito de proteção animal: técnicos municipalistas e profissionais relacionados com a matéria de proteção animal. Serão inclusas medidas efetivas de bem-estar e proteção animais, bem como a integração dos animais de estimação no contexto sócio urbano e nos diferentes espaços públicos.

CONTROLE DA POPULAÇÃO FELINA

O compromisso de Ahora Madrid prevê incluir também os protocolos de controles éticos de populações felinas, por meio do método CES, ou da população de animais urbanos e silvestres, e a criação de um registro municipal para os portadores de animais de estimação.

O programa também quer avançar quanto ao sacrifício zero nos centros de recolhimento de animais por meio do fomento à adoção, pela esterilização e pelo controle de venda de animais, bem como revisando os critérios de autorização de atividades recreativas e lúdicas que impliquem a participação de animais.

Na esfera das competências da Municipalidade e do Conselho Municipal de Saúde de Madri, Ahora Madrid pretende criar um escritório de proteção animal que reordene e faça o acompanhamento das propostas, garantindo os princípios e a atuação contra os maus-tratos a animais, “assim como o respeito, defesa e proteção dos mesmos”.

Este compromisso se insere no desenvolvimento do programa eleitoral no que se refere aos direitos dos animais “e terá seu desenvolvimento com a participação dos grupos e entidades que trabalhem nessa área com as correspondentes propostas institucionais da Municipalidade de Madri”, apontaram seus promotores.

Fonte: Ecoticias

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Entidades pediram o fim das touradas no Principado de Astúrias, na Espanha

Pela primeira vez na história a reinvindicação é lançada a partir de dentro da praça de El Bibio, a única com corrida de touros em Astúrias.

Tradução de Adriana Shinoda Marques

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Sob o lema “A Praça de Todas” diversas entidades sociais e políticas se reuniram no sábado, dia 16 de maio, às cinco horas da tarde dentro da praça de Gijón para pedir aos partidos políticos em campanha que se comprometam a não apoiar o espetáculo de tortura pública de touros. Um espetáculo impróprio do século XXI e totalmente distanciado da cultura asturiana.

Foram convidadas todas as classes e partidos políticos favoráveis a dedicar a praça para outros usos que não o da tortura animal, atividade esta que deve ser erradicada e que não tem nenhum amparo em Astúrias, onde sempre esteve ligada ao machismo e elitismo.

O partido ecologista EQUO Asturias, abriu um espaço eleitoral na praça de touros de Gijón que corresponde, segundo a lei eleitoral, para que seja celebrado um ato festivo com todas as entidades que se posicionam contra o abuso animal.

Para o partido (EQUO), é injustificável dedicar fundos públicos para touradas.

“As portas da praça serão abertas ao público porque entendemos que a praça deve ser um espaço para todos e todas, uma obra pública ao serviço de todos, não apenas das elites”.

Todas as classes que compareceram puderam intervir junto ao espaço público em regime de igualdade.

Segundo o partido, “será um ato de cidadania e civilidade, onde participarão entidades de defesa dos animais e até o momento pessoas de pelo menos quatro forças políticas ou coalizões. Espera-se que mais entidades e partidos se juntem nas próximas horas”.

O EQUO é uma força política cooperativa que tem como objetivo principal as causas e as pessoas, acima da obtenção do “poder”.

Fonte:El Búscolu

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Partido Animalista exige o cancelamento das touradas programadas em Talavera de la Reina, na Espanha

O partido animalista também teria pedido responsabilidades políticas pela queda do touro, que deixou mais de dez pessoas feridas, além de terem criticado o atropelamento do animal por um veículo dos Agentes de Mobilidade em vez de usar dardos anestésicos.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

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PACMA, Partido Animalista contra os Maus-tratos aos Animais, reagiu perante o incidente ocorrido em Talavera de la Reina, onde um touro foi atropelado, exigindo responsabilidade política e o cancelamento das touradas na cidade. O partido disse que é necessário esclarecer como o touro escapou enquanto era descarregado na praça, o que acabou provocando feridas consideráveis em mais de uma dezena de pessoas.

O partido declarou que colocaram em risco as centenas de pessoas que estavam “aproveitando as festas” de San Isidro, e desejou a recuperação dos que ainda estão internados. Mas, acima disso, o grupo criticou os métodos utilizados para recuperar o animal. Em vez de usarem dardos tranquilizantes, o touro sofreu várias tentativas de atropelamento e finalmente foi acertado por um veículo dos Agentes de Mobilidade de Talavera de la Reina.

Para o PACMA isso demonstra a “falta de preparação e medidas” das autoridades perante esse tipo de acontecimento, o que repercute diretamente nos cidadãos. O partido denuncia que esses eventos só podem ser atribuídos aos desejos do governo de manter festas “totalmente ancestrais e cruéis”, que também são subsidiadas com fundos públicos. Por isso, exigem o cancelamento das touradas programadas, acrescentando que o “tipo de tourada” que celebram na praça tornou a situação ainda mais perigosa.

O partido também publicou um vídeo do incidente:

Fonte: El Diario

Ecologistas en Acción acusam o governo espanhol de impor a tauromaquia com a Lei do Patrimônio Cultural Imaterial

O grupo Ecologistas en Acción acusou o governo de querer impor as corridas de touro em comunidades autônomas, onde estas estão proibidas, através da Lei do Patrimônio Cultural Intangível, aprovada nesta quinta-feira (14) pela Câmara dos Deputados.

Tradução de Ana Lidia

De acordo com os ambientalistas, o texto da lei aprovada não prevê a possibilidade de uma comunidade autônoma decidir na sua esfera territorial a exceção a uma proteção concedida pelo Estado acerca da proteção do patrimônio cultural imaterial, ainda que esta seja estranha ao território.

“O governo tenta novamente acabar com as proibições de corridas de touros existentes na esfera estadual, faltando com respeitos a parlamentares autônomos e à maioria dos cidadãos que, como se verifica nas pesquisas, apostam no fim das corridas de touros, um dos maiores expoentes de maus-tratos a animais de nosso território”, destacou o Ecologistas en Acción.

Fonte: Te Interessa

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Centenas de organizações se dedicarão para proibir as touradas no mundo

Segundo informou esta rede, sua “bandeira de luta” é responder à “enorme” demanda social em nível internacional e local que “urge por eliminar a ostentação do maltrato e morte de um ser inocente como entretenimento”.

Tradução de Adriana Shinoda Marques

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Mais de uma centena de organizações de defesa animal de diferentes países apresentaram em Quito (Equador) a Rede Internacional Anti-touradas que irá implicar “na erradicação da prática da tauromaquia em todos os países onde ainda é legal”.

Segundo informou esta rede, sua “bandeira de luta” é responder à “enorme” demanda social a nível internacional e local que “urge por eliminar a ostentação do maltrato e morte de um ser inocente como entretenimento”. De modo concreto, tratará de eliminar qualquer apoio direto ou indireto à tauromaquia com recursos públicos por parte das instituições, e de solicitar que o setor privado acabe com a promoção e o financiamento desta atividade.

Oferecerá ainda, assessoria especializada para as diferentes organizações membros da rede; divulgando a dimensão do movimento anti-touradas no mundo às instituições e autoridades. Aspira também “proteger a infância da violência física e mental da tauromaquia, como recomendou o Comitê sobre Direitos da Criança da ONU em sua revisão de Portugal e da Colômbia”.

Da mesma forma, entre os objetivos da nova rede está o de informar à sociedade sobre a tauromaquia, recompilando documentação em diversos países; impulsionar leis que tornem realidade os direitos dos animais, incluídos aqueles utilizados em espetáculos públicos; criar uma plataforma de comunicação para todas as organizações de proteção animal que trabalham pelo fim da tauromaquia; compartilhar experiências de avanços anti-touradas nos inúmeros países onde ainda é uma prática legal.

A manifestação foi celebrada no marco da Assembleia Nacional do fórum “Experiências da Luta Anti-touradas a nível internacional” no qual organizações do Equador, Portugal, França, Holanda, Espanha, Colômbia, Venezuela e México compartilharam “as conquistas” dos movimentos anti-touradas nos últimos anos, e em cada um dos países onde ainda segue legal esta atividade.

Dados

Os dados divulgados por estas organizações, defendem no fórum a “crescente” rejeição da sociedade à crueldade da tauromaquia; a queda generalizada de audiência a eventos de touradas; a diminuição do número de festas taurinas na Espanha que acumula uma queda de 50% desde 2007; a abolição das corridas de touros na Cataluña; a proibição das touradas nos estados mexicanos de Guerrero e Sonora; e a suspensão das corridas de touros em Bogotá.

Neste contexto, lembram que em 2014, 323 parlamentares europeus manifestaram-se a favor do fim das subvenções europeias com touros de lida, frente aos 309 que se manifestaram contra.

“O Equador foi eleito pela Rede através de sua constituição de 2008 e conceitos como o Bem Viver, como tendo estabelecido um precedente a ser seguido pelo resto do mundo quanto à relação do homem com a natureza”, explicou a líder da plataforma “A tortura não é cultura” na Espanha.

Em sua opinião, é “importante” que a iniciativa não fique “meramente no papel” e que sejam implantadas medidas legislativas como a erradicação de toda forma de abuso animal, incluindo as corridas de touros.

Fonte: Ecoticias

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Espanha: Maioria é contra uso de recursos públicos para corridas de touros

Libera alcança 260.000 assinaturas para acabar com as corridas de touros na Galícia.

Tradução de Marli Vaz de Lima

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A associação em prol dos animais Libera informou que já alcançou as 260.000 assinaturas para acabar com as corridas de touros, uma iniciativa à qual já aderiram também 12 municípios.

Libera explicou em um comunicado que o Ourense foi o último a aderir ao grupo de municípios que rejeitam as corridas de touros e qualquer apoio público a uma atividade de maus-tratos aos animais, os quais pertencem à Rede de Municípios Galegos pela Abolição.

A associação ressalta que conta também com o apoio de grupos parlamentares para que não se continue com uma atividade que – afirma – “só beneficia aos empresários e toureiros e, segundo estimativas, supõe um desembolso de 35 milhões de euros a cada ano em impostos por parte dos galegos”.

Insiste que se trata de una atividade que não conta com respaldo social e cita um estudo sobre práticas e hábitos culturais, do Ministério da Cultura, que evidenciou que 99,2% dos cidadãos do território galego declarou não assistir a este tipo de espetáculos de maus tratos aos animais e que pesquisas locais concedem uma ampla maioria ao fim dos subsídios públicos em cidades como La Coruña.

Finalmente, recorda que no Parlamento está registrada desde princípios do ano uma proposta de lei para eliminar a exceção na normativa galega que permite as corridas de touros na Comunidade.

Fonte: La Opinión