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Açores: Cidadãos protestam contra a realização de touradas

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Mil cento e quarenta e duas (1142) pessoas assinaram a petição enviada esta semana ao presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, protestando pela recente realização de diversas touradas no município.

Os subscritores da petição pedem taxativamente ao Presidente da Câmara Municipal, Alexandre Gaudêncio, que cumpra a deliberação aprovada na Assembleia Municipal de impedir o licenciamento de touradas no concelho.

No texto da petição, os peticionários manifestam a sua indignação pela importação para este concelho do norte da ilha de São Miguel de um espectáculo que nem faz parte da tradição concelhia, considerando ainda que as touradas são um espectáculo retrógrado, envolvendo maltrato e tortura de animais, que está a ser banido de todos os países do mundo onde ainda se realizam, não podendo ficar o concelho da Ribeira Grande à margem da modernidade, e muito menos introduzir agora estes costumes anacrónicos.

Os assinantes também manifestam a sua preocupação pelo facto de este tipo de espectáculos violentos produzirem frequentemente numerosos feridos, ou até mortos, nas localidades onde se realizam. É de lembrar que na Terceira e nas outras ilhas as touradas à corda serem responsáveis, cada ano, em média, por uma pessoa morta e por mais de 300 feridos.

Os cidadãos apelam, assim, ao presidente da Câmara Municipal para que o concelho se converta num referente no respeito pelo cuidado e bem-estar dos animais, no apego aos valores naturais e no desenvolvimento do turismo de natureza, actividades incompatíveis com a introdução da prática das touradas, caracterizadas por insensibilizar e deseducar as pessoas sobre a violência exercida sobre os animais.

Para além do exposto, é lamentável que estas touradas se tenham realizado em bairros ou locais do concelho da Ribeira Grande onde existem e são patentes graves problemas sociais, parecendo que existe uma estratégia, por parte de alguns responsáveis, de criar uma “cultura para pobres” onde o álcool e o maltrato de animais são os protagonistas, condenando estas pessoas a uma maior degradação cultural, muito longe da obrigação democrática de qualquer entidade oficial de elevar o nível cultural dos cidadãos.

O texto da petição pode ser visto em: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=anti-tourada

Fonte: Correios dos Açores (Portugal) / mantida a grafia original

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Boi nada na Lagoa da Conceição, ponto turístico de Florianópolis; vídeo

Animal atravessou lagoa em frente à avenida das Rendeiras. Imagens foram gravadas na tarde de segunda-feira (24).

sc FLORIANOPOLIS boiUm boi atravessou a nado a Lagoa da Conceição, famoso ponto turístico de Florianópolis, na tarde de segunda-feira (24). O animal foi avistado pelo empresário Tchello Brandão, que registrou a cena em vídeo (veja aqui). Segundo ele, o bovino nadou em frente à avenida das Rendeiras e depois correu pela orla.

Brandão é proprietário de uma marina da região. As imagens foram feitas por volta das 16h, depois que um funcionário o alertou do caso. “O animal era muito grande e estava solto. Ele nadava rápido e depois correu em direção às Rendeiras, assustando algumas pessoas”, disse. Nas filmagens, o boi tenta atingir transeuntes na avenida das Rendeiras, que saem correndo.

Na manhã desta terça-feira (25), os policiais da sede da Polícia Militar (PM) na Lagoa da Conceição não tinham informações sobre o animal. Entretanto, confirmaram que entre a época do Natal é comum aparecer bois soltos em locais próximos, como a Barra da Lagoa e o Canto dos Araças, que são utilizados para ‘a farra do boi’, manifestação popular considerada ilegal pelos maus-tratos aos animais.

Fonte: G1

União Européia mantém subsídios a touradas

Foi hoje votada no Parlamento Europeu uma proposta do eurodeputado holandês Bas Eickhout para que os subsídios concedidos pela União Europeia no âmbito da Política Agrícola Comum deixassem de poder ser utilizados na criação de touros para a tauromaquia. O resultado foi de 323 votos a favor, 309 contra e 58 abstenções, o que não foi suficiente para a aprovação da medida, já que era necessária uma maioria absoluta (377 votos).

Os eurodeputados portugueses, com apenas três excepções, prestaram um péssimo serviço ao país, aos animais e à ética, votando na sua maioria contra esta proposta e manifestando-se assim a favor da utilização de recursos públicos para financiar a vergonhosa actividade tauromáquica. A Vida Animal endereça os parabéns às três portuguesas que tiveram o carácter e a coragem de votar a favor desta medida: Ana Gomes, Liliana Rodrigues e Marisa Matias. Veja abaixo como votou cada um dos eurodeputados nacionais (fonte).

A Favor:
Ana Gomes (PS)
Liliana Rodrigues (PS)
Marisa Matias (BE)

Contra:
Carlos Coelho (PSD)
Carlos Zorrinho (PS)
Elisa Ferreira (PS)
Fernando Ruas (PSD)
Francisco Assis (PS)
José Manuel Fernandes (PSD)
Maria João Rodrigues (PS)
Paulo Rangel (PSD)
Pedro Silva Pereira (PS)
Sofia Ribeiro (PSD)

Abstiveram-se:
José Inácio Faria (MPT)
Nuno Melo (CDS-PP)

Não votaram:
António Marinho e Pinto (Independente/MPT)
Cláudia Monteiro de Aguiar (PSD)
Inês Cristina Zuber (CDU)
João Ferreira (CDU)
Miguel Viegas (CDU)
Ricardo Serrão Santos (PS)

Fonte: Vida Animal (Portugal) / mantida a grafia original

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Espanha: Manifestação histórica contra as touradas toma o centro da Corunha

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A maior mobilizaçom da história contra a tortura animal contrastou hoje na Corunha com o fracasso contundente da tourada financiada polo governo do PP na mesma cidade.

Apesar da propaganda, do financiamento público e das mentiras da imprensa burguesa, o fracasso do espetáculo taurino ontem no Coliseu foi mais que evidente: inocultável. Nem um terço das bancadas foi ocupada por público, dado o escassíssimo interesse e a nula tradiçom com que a tortura dos touros conta na Galiza.

Isso nom impede que o PP, como antes o PSOE, continue a esbanjar dinheiro público dos corunheses e corunhesas, em momentos de crise e restriçom de gasto social. Nesta ocasiom, 100 mil euros públicos fôrom desperdiçados para garantir que a “espanholíssima festa” se mantenha na cidade galega da Corunha.

Porém, a resposta dos movimentos sociais também vai em aumento. A de hoje foi a maior mobilizaçom da história da Galiza contra as touradas, contando-se os e as manifestantes por milhares.

A manifestaçom, apoiada por numerosos coletivos agrupados na plataforma “Galiza melhor sem touradas”, partiu do Obelisco por volta do meio-dia deste domingo, marchando polas principais ruas da Corunha até a praça de Maria Pita, em frente à sede da Cámara Municipal corunhesa.

Em ambiente festivo e reivindicativo, vizinhança muito variada aderiu à mobilizaçom, na qual fôrom coreadas palavras de ordem como “Fora touradas da Galiza”, “Tortura animal ao Código Penal”, “A tortura, nem arte, nem cultura” e “A Galiza é antitaurina”.

Numerosos cartazes e faixas alusivas ao rejeitamento das touradas fôrom exibidas tanto por pessoas individuais como por coletivos como a plataforma ‘Touradas fora de Ponte Vedra’, também presente hoje na Corunha, ‘Abolición’, NÓS-UP e Galiza Nova, entre outras. Também participárom organizaçons como o BNG, IU, Equo, associaçons vicinais, centros sociais como o CS Gomes Gaioso, ambientalistas como Adega… até as 40 entidades apoiantes da convocatória.

Fonte: Diário Liberdade (Galícia / Espanha) / mantida a grafia original

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Uma poça de sangue no chão

Por Samuel Pimenta

Nenhuma voz, nenhum gesto, nem um silêncio se ergueu diante da morte na arena. Apenas uma poça de sangue no chão testemunha o massacre. Uma poça de sangue grita uma vida e ninguém parece ouvir. Houve quem aplaudisse de pé, houve quem risse e cantasse, houve quem aclamasse os heróis. E nem um olhar daquela arena repleta se desviou para enfrentar o grito que ecoa do sangue no chão.

Uma poça de sangue no chão denuncia mais uma morte e o único destino que lhe reservam é a vassoura, para que a limpem, para que a apaguem. Nenhuma morte se apaga com uma varredela e nenhum grito se abafa pela mera vontade. Mesmo que limpem a poça de sangue no chão, a poça de sangue no chão continuará a testemunhar a morte de mais um touro. Mais um touro morreu sob o golpe dos aplausos e a desumanidade das farpas.

A nobreza de um touro não está na forma como é assassinado na arena, está no perfil negro que emerge dos campos dourados pelo Verão. É um animal imponente, possante, que me habituei a ver nos campos da Lezíria, “livre”. Ali é criado para que as ganadarias o sirvam como divertimento a uma multidão que se banqueteia com o derramamento de sangue e o fim da vida de um ser vivo. E a multidão ainda aplaude, a multidão ainda ovaciona o matador de pé, enquanto a poça de sangue ali fica, no chão, a dar testemunho de mais uma vida roubada ao mundo por mãos humanas. De mais uma morte absurda que será varrida e coberta pelo ocre do chão.

Simbolicamente, a tourada é a celebração de um sacrifício e da violência como condição da virilidade, da masculinidade e da força. É herdeira de um modelo civilizacional que ainda acredita que pode possuir tudo o que existe no planeta como se homens e mulheres fossem uma raça superior face às restantes formas de vida. Nenhuma vida é dona de outra vida, a vida não tem donos. Cada humano que habita a Terra tem o dever de zelar pelo bem-maior de todo o planeta em prol da continuidade da vida que o sustém. Essa é a nova lei! Promover uma prática que celebra o sofrimento, a tortura e a morte de animais é alinhar com um modelo de civilização obsoleto e condenado à extinção. A tourada é uma prática bárbara que viola o direito à vida em nome do entretenimento e os legisladores que a apoiam ou que simplesmente decidem nada fazer são cúmplices de uma das mais vis formas de matar animais e de bestificar pessoas. São esses os padrões que nos ancoram no passado e não nos permitem avançar. Há que aboli-los! Quero viver num mundo virado para o futuro, um mundo que promova práticas culturais que nos levem à reflexão e ao questionamento, à descoberta de novas linguagens e à criação de diálogos interculturais. Práticas que nos despertem para a verdadeira beleza e nos coloquem em comunhão com a vida, em vez de alimentarem lógicas que nos separam cada vez mais. É assim que a humanidade evolui e prospera, é assim que a humanidade vive em equilíbrio com o planeta.

Nunca assisti a uma tourada, recuso-me. A tourada não me representa enquanto ribatejano e enquanto português. A tourada não me representa enquanto ser humano. Envergonha-me.

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Fonte: Rede Regional (Portugal) / mantida a grafia original

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Decisão histórica: União Européia vota contra incentivo à criação de touros para touradas

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Basta de fundos da União Europeia para a criação de touros para as touradas. A um passo desta realidade segue o Parlamento Europeu, cujos membros da Comissão do Ambiente votaram para acabar com este tipo de incentivo. Trata-se da Emenda número 6334, aprovada após os deputados votarem 29 a favor e 11 contra.

Na decisão histórica lê-se:

“As dotações não podem ser utilizadas para apoiar criadores de animais ou criadores de touros para a atividade letal das touradas.”

O motivo da decisão? A convenção europeia para a protecção dos animais (Diretiva 98/58 / CE), que afirma que os animais não devem sofrer qualquer tipo de dor, mágoa, medo ou estresse. É claro que essas condições são ignoradas no que diz respeito aos touros destinados às touradas. Portanto, a criação de touros não pode ser incluída entre os beneficiários da Política Agrícola Comum da União Europeia.

A Humane Society International saudou a votação, e insta todos os membros a se alinharem contra esta prática sangrenta. Joanna Swabe, diretora do HSI UE disse:

“A tourada é cruel, é um esporte sangrento e obsoleto, que causa grande sofrimento aos animais. Estamos satisfeitos que os membros da Comissão ENVI tenham tomado esta decisão compassiva de votar contra a possibilidade de que o dinheiro dos contribuintes europeus possam ser canalizados para o campo da tourada, que tira benefício da crueldade. Agora apelamos a todos os membros para que tomem uma posição contra o abuso que os touros sofrem em nome da diversão, e pedir-lhes para apoiar esta alteração quando ela será votada na próxima sessão plenária.”

Vai ficando cada vez mais difícil engolir as touradas apesar, ainda, de tanta resistência em acabar com esta prática atrasada, em nome da cultura.

Fonte: Greenme

Nota do Olhar Animal: Um ótimo exemplo a ser seguido no Brasil, com medidas similares voltadas aos rodeios e às vaquejadas. Estes eventos, que exploram e causam danos aos animais, devem não só não receber qualquer tipo de incentivo, como o uso de dinheiro público para estas atividades deve ser proibido no país.
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Vídeo: Cidade espanhola faz corrida de touros sem animais

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As corridas de touros são eventos populares na Espanha que atraem turistas do mundo todo, mas a cidade de Mataelpino fez diferente este anos. Após diversas manifestações de ativistas dos Direitos Animais, a última festa na região não contou com a presença de touros. Ao invés dos bichos, grandes bolas de isopor percorreram as ruas da cidade perseguindo os participantes.

As críticas contra o uso de touros na festa se deve ao perrigo da corrida, que traz riscos tanto para touros quanto para moradores e turistas. A principal reclamação dos ativistas é sobre a crueldade com os bichos que ficam com medo, desnorteados e acabam feridos.

Para evitar protestos, as autoridades locais da cidade procuraram uma alternativa para manter o festival e acabar com os maus tratos. Os touros foram substituídos imensas bolas de poliestireno (isopor) que desceram ladeira abaixo em direção à velha praça da cidade.

Com a novidade, crianças puderam participar da celebração, o que no método antigo não era permitido. Pesando 125 kg, algumas bolas mantiveram a dificuldade da tradição, mas sem trazer riscos graves para touros e humanos.

Fonte: Bem Paraná

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Prefeito de Bogotá sobre as touradas: ‘Lamento que haja quem se divirta com a morte’

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O prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, anunciou que acatará a sentença da Corte Constitucional que permite que as touradas retornem à capital colombiana, entretanto lamentou que ainda haja setores da sociedade “que se divirtam com a morte”.

Petro se pronunciou assim na sua conta de Twitter sobre uma resolução da Corte Constitucional que permite a volta das touradas a Bogotá, dois anos depois de que ele mesmo ditasse uma medida que proibia os espetáculos taurinos na praça Santamaría, na capital do país.

“Por cumprir sentença da Corte Constitucional fui destituído. Bogotá Humana cumpre todos os vereditos da Corte”, apontou Petro na rede social.

Mas o prefeito também publicou no Twitter seguinte post: “Lamento que ainda tenhamos setores da sociedade que se divertam com a morte. Não existe um direito fundamental a matar”.

Em todo caso, o prefeito Maior de Bogotá disse que espera conhecer a fundo o veredito da Corte Constitucional sobre as touradas na capital da República. Petro reiterou que acata as decisões e lembrou o dano estrutural que a Praça Santamaría possui.

“O que há é um comunicado de imprensa, ainda não conhecemos a plenitude da decisão, enquanto não o leiamos não me pronunciarei, depois de conhecer o mesmo teremos uma posição jurídica unificada da Secretaria Geral”, disse Petro.

O prefeito ratificou o comentário na sua conta de Twitter “Bogotá Humana todos os vereditos” e sublinhou que foi destituído por acatar uma sentença da Corte Constitucional.

Sobre o estado da infraestrutura da Praça Santamaría, o prefeito lembrou que a Direção de Patrimônio do Ministério de Cultura manifestou que os estudos que fizeram-se sobre o estado do palco denotam que este requer uma intervenção imediata. A magnitude e a duração das obras serão determinadas pela Direção.

“Primeiro devo preservar a vida sobre a morte. As expressões dos taurinos são profundamente irresponsáveis com a vida, inclusive com as pessoas que são aficionadas aos touros”, disse Petro, que apontou que “nós prevíamos que se o estudo fosse feito por nós, ele teria um resultado diferente do que diziam os interessados no negócio dos touros”.

Após advertir de que a estrutura de sustento do segundo andar da praça taurina está abrindo como parte de uma falha estrutural, Petro denunciou que “quem se beneficiou economicamente deste negócio, esqueceu de manter a praça”.

O prefeito lembrou do trágico acidente ocorrido em 20 de janeiro de 1980, quando caiu o palco. “Não acredito que exista uma autoridade, fora do interesse dos taurinos afanados pela cobiça do negócio, que nos obrigue a arriscar a população em uma estrutura que está abrindo”, concluiu Petro.

Fonte: Notimérica

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Animais resgatados de farra-do-boi são enviados a matadouro

Por Maurício Varallo

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que qualifica a farra-do-boi como crime e busca proteger juridicamente os animais, está sendo usada apenas para retirá-los das mãos dos “farristas”, mas não para mudar-lhes o destino: o abate. É o que indica notícia do site G1, destacando o falecimento também de um adolescente, baleado. Segundo o portal, um boi resgatado da farra em Navegantes foi encaminhado para o Matadouro Nova Era, em Itajaí. 

A farra-do-boi é um crime cometido em cidades do litoral de Santa Catarina, onde um boi é solto pelas ruas e perseguido pelos praticantes, que o aterrorizam e o torturam. Quando a tortura não resulta na morte, o animal é abatido posteriormente, para ser consumido pelos “farristas”. O STF proibiu a prática em 1997, por força de acórdão, no julgamento da Ação Civil Pública de nº 023.89.030082-0, em que considerou que a farra-do-boi é intrinsecamente cruel e por isso poderia ser qualificada como crime.  

Em 26/02 último, foi firmado um Protocolo de Cooperação (veja a íntegra clicando aqui) visando a prevenção e o combate à farra-do-boi. Assinaram o documento o Ministério Público Estadual, as polícias militar, civil e rodoviária, o IBAMA, a Companhia Integrada Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC ), entre outros órgãos públicos, além da ONG Instituto ECOSUL. 

A Cláusula Quarta do protocolo prevê que:  

IV – A CIDASC será responsável pela destinação final dos animais apreendidos, com apoio e segurança da PMSC a fim de garantir a integridades dos funcionários da CIDASC e dos frigoríficos, bem como o patrimônio do estabelecimentos;  

V – O IBAMA, a CIDASC e a Diretoria de Bem Estar Animal de Florianópolis ficarão responsáveis por avaliar a condição de maus-tratos aos animais 

Nenhuma objeção ao abate dos animais está registrada no Protocolo. 

Em 17/03, a ONG Olhar Animal enviou mensagem à unidade da CIDASC em Itajaí, questionando a destinação do boi retirado de farra em Itajaí. Não foi respondida. Em 20/03, remeteu mensagem ao Ministério Público de SC, também solicitando informações sobre a destinação dos animais resgatados. Mais uma vez não houve resposta. 

Na data de hoje, o Olhar Animal encaminhou nova mensagem, agora à Polícia Militar de SC, pedindo esclarecimentos sobre o que vêm sendo feito com os bois resgatados.