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Coordenadoria e núcleo denunciam maus-tratos a cavalos no campus rural da Urcamp, em Bagé, RS

Por Niela Bittencourt

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O Núcleo de Proteção aos Animais e os Protetores de Cavalos do Pampa verificaram, na segunda-feira, as condições em que estão sendo mantidos os equinos no campus rural da Universidade da Região da Campanha. Conforme a vice-presidente do NBPA, Patrícia Coradini, os animais estão em condições de inanição. “Estão magros, subnutridos – as veterinárias que estiveram no local estão horrorizadas”, garante a voluntária. Ela explica que a situação é preocupante porque a falta de cuidado com os animais é visível. As fotos que ilustram a reportagem foram cedidas pelos voluntários das duas instituições. A coordenadora do Bem-Estar Animal, Muriel Vaz Sarmento, expõe outra questão: o fato de que os cavalos apresentam mordidas de morcegos. Por isso, a preocupação é com a sanidade dos 25 indivíduos. Muriel busca informações sobre a vacinação dos equinos contra a raiva. Até o fechamento da edição, ela não havia recebido retorno da instituição de ensino. A Urcamp garantiu à reportagem, porém, que os animais estão protegidos.

Muriel explicou que os cavalos foram recolhidos pelo município das ruas da cidade – os tutores não foram localizados ou não demonstraram interesse em recuperar os animais. Também são animais retirados de seus tutores em decorrência de maus-tratos. Eles permanecem no campus rural por um convênio firmado entre a Urcamp e a prefeitura – Muriel, inclusive, destaca que não está prevista renovação porque a universidade manifestou desinteresse. Ela comentou que a coordenadoria quer, agora, doar os equinos. Há uma fila de 50 interessados nesses 25 animais. Porém, isso só poderá ocorrer após o tratamento e a certeza das condições de saúde de cada um deles. “Estamos investigando”, diz, sobre a busca por informações quanto à sanidade. “Vamos esclarecer todas as dúvidas. Acompanhar e realizar todos os exames necessários”, acrescenta. Hoje, após as 14h, a coordenadoria e as duas instituições que verificaram o problema devem visitar o espaço para tratar dos cavalos e alimentar cada um deles. Muriel garante que deve receber um retorno da Urcamp sobre a saúde da tropa ainda na manhã de hoje – essa é a expectativa. Na manhã de ontem, ela oficiou a Secretaria de Agricultura do Estado sobre a situação.

A vice-presidente do NBPA comentou que foi verificada, na visita de segunda-feira, uma carcaça incinerada em decorrência do avançado estado de decomposição. Ela garante que 100 animais foram levados para o campus e que, hoje, há apenas 25. Desses, apenas três estão em boas condições. Patrícia ingressou no Ministério Público com a denúncia e garante que não é a primeira vez. Ela também afirmou que deve registrar ocorrência policial sobre o caso. “Estamos indignados porque a Urcamp tinha obrigação legal de tratar esses animais e tem estrutura para isso. Queremos saber por que os cavalos chegaram a esse ponto. Se não tivéssemos ido atrás disso, o que aconteceria?”, questionou. Patrícia informa, ainda, que o Ministério já afirmou que pedirá esclarecimentos à Urcamp. A voluntária finaliza ao lembrar que, no campus, há estudantes do curso de Veterinária e que esse é o espaço que “deveria ser exemplo”.

Cobrança e esclarecimentos

O presidente da Câmara de Vereadores, Divaldo Lara, foi até o campus na tarde de ontem. Ele informou à FOLHA que não conseguiu ingressar no espaço para verificar as reais condições dos equinos. Estando ciente da situação, dessa forma, apenas por meio dos relatos dos voluntários e pelas fotos divulgadas. Contudo, solicitará esclarecimentos tanto à Urcamp quanto ao Executivo. O pedido é para manifestação na casa legislativa. Ponderou sobre um possível surto de raiva. Trata-se, vale lembrar, de uma possibilidade diante da presença de morcegos e cavalos que não foram vacinados (mas tal situação não foi comprovada) e garantiu que quer, do município, informações sobre o possível repasse para a Urcamp e de que forma esses valores foram utilizados – deseja obter um relatório dos últimos 12 meses. O vereador finalizou ao garantir que exigirá a retirada da tropa do local.

A Universidade da Região da Campanha se manifestou por meio de sua assessoria de comunicação. A universidade esclarece que o convênio firmado com a prefeitura “está vencido desde junho de 2014”. Além disso, a Urcamp garante que “não recebe e jamais recebeu recursos para a alimentação dos animais recolhidos”. Sobre os morcegos, é enfática: “existe, de fato, no campus rural e arredores, uma infestação desses mamíferos e, assim sendo, não só os cavalos, como outros animais, estão sofrendo ataques”. Mas a comunicação garante que os equinos “foram devidamente vacinados contra a raiva”. A Urcamp ressalta que a foto publicada nas redes sociais pelo NBPA destaca apenas um animal, “que já chegou ao campus em condições debilitadas, magro e doente, e que não é a real situação dos demais que lá estão, tanto que não há registro fotográfico da tropa”. A comunicação finalizou informando que a reitora Lia Quintana verificará a situação, pessoalmente, hoje pela manhã, para, então, “tomar as providências que achar necessárias”.

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Fonte: Jornal Folha do Sul

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Operação captura 31 animais de grande porte soltos em Apucarana, PR

Dos 31 animais recolhidos, 6 foram devolvidos aos tutores que comprovaram a origem.

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Uma operação conjunta entre diversos órgãos recolheu nesta terça-feira (17/03), em Apucarana, 31 equinos que estavam perambulando soltos pelos bairros. Além da questão sanitária, a condição de abandono vem oferecendo risco à segurança no trânsito, sobretudo quando os animais atravessam vias urbanas com tráfego rápido e rodovias que cruzam a cidade. Dos 31 animais recolhidos, 6 foram devolvidos aos tutores que comprovaram a origem e assinaram termo se comprometendo a encaminhar o equino à zona rural.

O trabalho preventivo, chefiado pelo secretário Municipal de Meio Ambiente, Éwerton Pires, foi realizado no Jardim Ponta Grossa, Trabalhista, Charles Chaplin, Diamantina e Residencial Sumatra. A ação é resultado de um plano estratégico definido no último dia 9 pelo prefeito Beto Preto (PT), durante reunião com representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Viapar, Polícia Ambiental Militar Força Verde, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Guarda Municipal e vereadores.

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Na ocasião, os órgãos externaram a preocupação com o crescimento do número de acidentes envolvendo a colisão entre autos e animais de grande porte. “A presença destes animais soltos pelo perímetro urbano é uma reclamação muito comum na secretaria. Estimamos que existam hoje entre 80 e 90 cavalos nesta situação em Apucarana. Nesta operação conseguimos retirar de circulação 31, por isto é um trabalho que pretendemos reeditar mensal ou bimestralmente para que possamos alcançar o objetivo principal que é acabar com esta ilegalidade em Apucarana”, destacou Pires.

Segundo o secretário, 85% dos animais recolhidos estavam em áreas de preservação permanente (APP), o que configura crime ambiental. Outra situação constatada pela diligência foi a questão relacionada à saúde dos equinos. “Dos 31, sete estavam com sinais claros de maus-tratos, um sem uma orelha, outro sem um olho, outros com machucados diversos, bernes”, relatou.

Os animais recolhidos foram encaminhados para uma chácara na cidade de Paranavaí que possui convênio com a Viapar e é mantida por uma organização não governamental protetora de animais. “Lá eles vão receber toda assistência veterinária”, salienta Pires. Os tutores que desejarem reaver os animais deverão comprovar a origem e arcar com todas as custas do processo. “Caso isto não ocorra, a ONG promove um leilão cujos recursos são revertidos em prol da manutenção do espaço”, finaliza Pires.

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Enquadramento legal – Animal solto na pista é crime e quem responde é o tutor do animal que pode ser enquadrado no artigo 132 do Código Civil que é expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente. O tutor também pode ser enquadrado no artigo 31 do Código Penal, na Lei de Contravenções Penais, quando se fala em “deixar em liberdade, confiar a guarda a pessoa inexperiente ou não guardar com a devida cautela animal perigoso”. Isso significa que independentemente do animal, na pista ele demonstra esse perigo para terceiros e por isso o tutor responde por crime.

Fonte: TN Online 

Nota do Olhar Animal: ONG que promove leilão de cavalos? Se for isto mesmo, é uma atitude vergonhosa, digna de repúdio. Quando tanto se luta pelo reconhecimento dos animais como seres sencientes, para que não sejam tratados como objetos, uma ONG usa eles para arrecadar recursos? Faz deles objetos vendáveis? Infelizmente, não foi publicado o nome da ONG, mas merece toda a indignação e reprovação esta atitude, se é que de fato ocorre.
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Mula morre após agonizar quatro dias em Ribeirão Preto, SP

Moradores do bairro se mobilizaram para salvar o animal e se queixam de descaso de órgãos públicos.

Por Daniela Penha

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Em meio a uma praça improvisada do Jardim Pedra Branca, o corpo da mula, já rodeado de moscas, era resguardado pelos moradores do entorno. “É minha. Vamos cuidar dela”, repetia Matheus, 2 aninhos, sem entender que dali já não saia mais vida.

“Ninguém fez nada. Nós ficamos sem chão no bairro”, diz Maria Aparecida Selani, uma dos cinco moradores a expressar inconformismo. O animal, eles relataram, passou quatro dias agonizando no local até anteontem quando, com ajuda da AVA (Associação Vida Animal), um veterinário realizou a eutanásia.

“Quando eu cheguei, não havia mais o que fazer. Mas se ela tivesse sido cuidada no primeiro dia, poderia sobreviver”, explicou Rafael Bustamante, que há 16 anos é especializado em equinos. “Ela estava com uma fraqueza muito grande. O estado de desidratação profunda causou insuficiência renal e depois o choque. Não sei o que aconteceu antes, mas o que causou a morte foi falta de água”, relatou.

Desde segunda-feira, os moradores do bairro vivem uma saga em busca de providências. Elisangela Toledo Morais conta que viu o animal caído, quando saia para trabalhar. “Eu achei que ela estava deitada”.

Pela tarde, chegando do trabalho, soube que a mula estava no mesmo lugar, agonizando, sem conseguir levantar. “A criançada da rua estava desesperada”.

Elisangela fez vídeos e procurou providências. Ligou para o Centro de Controle de Zoonoses, da Prefeitura, e para a Delegacia de Proteção aos Animais.

Os moradores relatam, porém, que os dois órgãos estiveram no local, localizaram o tutor da mula, que mora nas imediações, e nada mais foi feito. “O tutor falou que estava cuidando, mas ele vinha aqui jogar capim e só. A bichinha nem conseguia comer”, contou a moradora Alessandra Garcia.

O delegado Luis Geraldo Dias informou que a justificativa do tutor é que uma mordida de cobra meses antes teria causado a situação. Para o veterinário Rafael, essa hipótese está “fora de cogitação”. “Não houve crime. Tudo o que aconteceu será arquivado”, frisou, ainda assim, o delegado.

Inconformados, os moradores levaram à situação para o Facebook. A comoção foi total e chegou ao conhecimento da ONG AVA. “Nós buscamos, imediatamente, resolver o sofrimento do animal”, explicou a presidente, Cris Dias.

O órgão pagou os serviços do veterinário Renato, que cobrou preço de custo. Foi preciso, ainda, autorização do tutor para que o animal fosse morto. “Ele não queria ir até nós assinar os papéis. Mandou recado: ‘Pode mandar matar’”, conta Rafael.

O sofrimento da mula terminou na tarde de quinta-feira. O do bairro continuou. Na tarde de ontem a prefeitura foi até o local remover o cadáver do bicho. Matheus assistia tudo, atônito. “Mas ela é minha agora”, repetia, ainda sem entender a morte.

Delegado diz que não vai investigar o caso

O delegado Luis Geraldo Dias, da Delegacia de Proteção aos Animais, afirmou que não houve maus- -tratos no caso da mula. “O tutor não será intimado porque eu vi o desespero dele para salvar o animal”.

Ele garantiu que a versão da mordida de cobra, contestada pelo veterinário, é válida, e acrescentou que a mula já tinha idade avançada. “Eu morei minha vida toda em fazenda”.

Apesar de o Centro de Controle de Zoonozes ter registrado boletim de ocorrência e de a moradora Elisangela ter procurado a delegacia para também registrar suas queixas, o delegado afirma que o caso será arquivado.

O Centro de Controle de Zoonozes informou que cabe à delegacia investigar. “Um veterinário da Coordenadoria de Bem Estar Animal esteve no local, juntamente com a Delegacia de Defesa dos Animais, órgão responsável por autuar pessoas que praticam maus-tratos contra animais (abandono é considerado maus-tratos). O delegado localizou o tutor e determinou que ele levasse a mula para um espaço adequado”, informou a nota.

A ONG AVA informou que vai buscar, junto ao Ministério Público, providências para o caso.

Fonte: A Cidade

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Paulista (PE) torna multas mais salgadas para prevenir animais soltos nas ruas da cidade

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A Prefeitura do Paulista majorou os valores das multas que as pessoas que deixam bichos de grande porte soltos nas vias públicas terão de pagar. A taxa varia de acordo com o porte do animal apreendido pela Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde. Os valores variam de R$ 450,00 a R$ 1.200,00.

Nos casos de bovinos e bubalinos, a cobrança subiu de R$ 250,00 para R$ 1,2 mil. Os tutores de cavalos, que antes pagavam R$ 150,00 terão de desembolsar R$ 800,00. A taxa de apreensão de jumentos foi elevada de R$ 50,00 para R$ 450,00.

Com a medida, a atual gestão municipal pretende diminuir, além da sujeira que os animais provocam nas ruas, a ocorrência de acidentes envolvendo condutores de veículos. As pessoas podem auxiliar o trabalho da Vigilância Ambiental informando a existência de bichos soltos, através do fone: 3437.4174.

Fonte: Diário de Pernambuco 

Nota do Olhar Animal: A melhor medida não é multar quem deixa animais soltos e sim proibir o uso de tração animal. Um projeto neste sentido, que abranja os aspectos sociais, é a providência mais justa para com os animais e beneficia também os carroceiros, permitindo-lhes uma qualificação profissional, resgatando-os da situação de miserabilidade em que vive a maioria, condição aliás que afeta diretamente os animais, já que estes cidadãos não têm recursos para dar os devidos cuidados veterinários, por exemplo. Já são várias as cidades que adotaram ou estão analilsando a proibição da tração animal.
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Maus-tratos: cavalo que era mantido em gaiola é resgatado em Samambaia, DF

Carroceiro concordou em entregar o animal e não responderá criminalmente

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Após denúncia da TV Record Brasília, um cavalo que era mantido em uma gaiola pequena em Samambaia (DF) foi resgato pelo Corpo de Bombeiros.

O tutor do animal, o carroceiro Alcides Barros, nega que tenha praticado maus-tratos e entregou o cavalo à fiscalização da Secretaria de Agricultura. Ele disse que encontrou o bicho na rua há cinco anos e começou a usá-lo para trabalhar.

A ativista e protetora dos animais Carol Mourão acompanhou o resgate do cavalo. Ela disse que como o carroceiro entregou o animal sem resistência, ela não prestará queixa na polícia contra ele.

— Os carroceiros merecem a cidadania, proteção e orientação para fazer a transição econômica para outra atividade e os cavalos merecem parar de serem explorados.

Fonte: R7

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Tração à Sangue: Catadores argentinos e protetores dos animais ainda pretendem mais

Já se passaram sete meses desde que o município de Bahía Blanca, na Argentina, proibiu a presença de equinos, mas os protetores dos animais e os catadores de recicláveis dizem que o tema ainda não está definido.

Tradução de Josy Apda

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Desde o dia 1º de Agosto de 2014, as carroças com tração animal não podem circular em um amplo setor do macro centro de Bahía Blanca, mas depois de algumas dificuldades, a nova modalidade de trabalho vai encontrando seu caminho.

Os defensores dos animais, alegres com a medida tomada pela comunidade, ainda não se sentem totalmente satisfeitos, já que consideram que essa restrição deve ser o primeiro passo para a eliminação total da TAS (tração à sangue) de toda área urbana.

Franco Cardone, membro do movimento O Grito, acredita que o município está acompanhando os catadores a passos lentos, porém acompanhando-os até o fim.

“O mais importante agora é conseguir uma inserção dos catadores ao sistema de trabalho, com todos os direitos. Queremos que eles tenham direito a aposentadoria, contribuição e serviços sociais”, acrescenta.

Cardone, que luta há anos pela causa, exigiu o reconhecimento no âmbito municipal para a cooperativa que pretende formar os catadores de lixo, com a finalidade de ampliar os benefícios que, por agora, se limitam a um programa de capacitação.

“Os trabalhadores estão insatisfeitos com esses veículos, que substituem os que vieram da capital federal e que não duraram uma semana. Demorou, mas na verdade são bons: têm rodas de moto, grande capacidade, foram concebidos pelos mesmos usuários e fabricados por meninos da Bahía”, indica.

Sobre os maus-tratos, Cardone reconhece que alguns catadores não cuidam de seu animal, mas são a minoria, visto que a maioria, além do carinho que têm pelos cavalos, os enxergam como ferramenta de trabalho.

Os defensores dos animais, por outro lado, insistem em conseguir seu objetivo final: proibir a tração à sangue em toda a cidade.

Marcelo Marcolini, presidente da Associação Protetora dos Animais do Sul, avalia o que tem sido feito pelo município, mas estima que não é possível mudar as coisas do dia para a noite.

“É um avanço parcial a favor dos animais e muito importante para a segurança no trânsito”, sustenta.

Marcolini destaca que a associação que preside tem um alcance mais político que os outros grupos que atuam no resgate de animais, não querendo que se esconda o verdadeiro problema: a marginalização dos mais pobres.

“Nesses casos, se maltrata o animal e degrada o ser humano. Ser catador não é um trabalho, não é digno, e nossa tarefa como cidadãos é exigir que o Estado inclua essas vítimas da marginalização. Que não confundam as coisas e se evite confusão; querem taxar-nos de insensíveis, quando a intenção é humanitária. Pedimos aos funcionários que deixem de falar dos cavalos. Melhor seria falar das crianças que passam fome e sofrem abusos”, acrescentou.

Fonte: La Nueva

Vereadora propõe ‘cavalo-de-lata’ para eliminar as carroças em Uberaba, MG

Por Marconi Lima

Em meio às ruas cada vez mais tomadas por veículos, ainda é possível ver nos tempos de hoje a carroça puxada por cavalos. Esse meio de transporte ainda é utilizado, mesmo com as complicações do trânsito no dia a dia e com o investimento de montadores de veículos para carga (pequenas, médias e grandes).

Uberaba não foge à regra e não é incomum ao passar em ruas movimentadas e o motorista se deparar com as carroças, que transportam especialmente materiais de construção, ou a sobra deles, e madeira. O fim da utilização desse meio de locomoção foi motivo de ofício enviado ao Executivo pela vereadora Denise Max (PR).

Além de proibir o uso de cavalos para o transporte por meio de carroças, a parlamentar defende a criação de estrutura ambulatorial pública para atendimento a animais. Ela diz que já encaminhou diversos ofícios ao Poder Executivo e que, até agora, não recebeu qualquer resposta.

Como alternativa para o transporte, a vereadora sugere a adoção de veículo, já utilizado em algumas cidades brasileiras, denominado “cavalo de lata” – carrinho elétrico ou de pedal. A proposta, diz a vereadora, tem por objetivo acabar com os maus-tratos aos animais e muda o conceito de transporte de materiais de construção e de recicláveis. Denise destaca que a iniciativa também colabora com o trânsito e a limpeza, evitando a permanência de fezes e urina de animais pelas ruas da cidade.

“O ‘cavalo de lata’ é sustentável, limpo, elétrico ou a pedal, com peças de reposição baratas e de fácil manutenção”, afirma Denise. Ela destaca que o preço do veículo pode até ser considerado alto, diante do poder aquisitivo das pessoas que irão usá-lo, mas sugere o estabelecimento de parcerias com os proprietários de depósitos, com o poder público e com cooperativas para o financiamento. Outra alternativa proposta pela vereadora é a construção dos veículos com materiais recicláveis, o que pode baratear o seu custo.

Denise cobra ainda a criação de estrutura ambulatorial pública para atendimento a animais de modo geral. “Atualmente, tutores de animais, tanto de grande como de pequeno porte, que não tenham recursos financeiros, ficam sem condições de cuidar da saúde deles em caso de doenças ou acidentes”, comentou a vereadora.

Font: JM Online

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Cavalo ferido e com problemas de visão era obrigado a carregar peso

Homens foram detidos por maus-tratos; animal foi levado para abrigo. Denúncia anônima levou policiais até bairro de Cabo Frio, no RJ.

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Dois homens foram detidos neste sábado (11) por manter um cavalo em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, em situação de maus-tratos. O animal era usado para transportar material de construção e estava com feridas expostas e com problemas de visão. Ele foi encontrado na Comunidade do Lixo, no bairro Manoel Corrêa, após uma denúncia anônima.

O tutor do animal e o dono da loja de material de construção, que não tiveram a identidade revelada, foram encaminhados à delegacia, ouvidos e liberados. O cavalo foi encaminhado para o Abrigo Municipal em uma fazenda de São Jacinto, onde vai ser tratado por veterinários.

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Fonte: G1

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Paris: Manifestação contra os maus-tratos aos cavalos de Petrópolis, RJ

Esta tarde (13), em frente ao Carrossel do Louvre em Paris, um grupo de ativistas pelos direitos dos animais se manifestou contra a exploração de cavalos em Petrópolis (RJ), onde a prefeitura desta cidade situada próxima ao Rio de Janeiro explora cavalos até a morte destes animais indefesos.

Ha 2 anos existe uma campanha internacional e petições que pedem o fim dos sevicios infligidos a estes cavalos que passam o dia inteiro expostos ao sol forte, amarrados a charretes, sem acesso a agua ou comida, e menos ainda ao descanso. Animais esgotados ja caíram pelas ruas da cidade enquanto carregavam turistas. A noite estes mesmos cavalos são deixados soltos pelas ruas da cidade, comendo lixo que encontram nas lixeiras e pondo em risco suas vidas e também a das pessoas pois passam por ruas e estradas movimentadas.

Uma page na rede social Facebook foi criada afim de mostrar imagens da campanha internacional onde podem se ver fotos de pessoas de varias partes do mundo posando com cartazes que pedem o fim da exploração dos cavalos. Também são visíveis fotos de flagrantes desses animais sofredores.

Por esta razão, os ativistas se posicionaram em frente a piramide do Louvre para condenar estes atos de barbarie e pedir a prefeitura de Petrópolis que acabe com este sofrimento.

Desde o inicio da campanha em 2013, a prefeitura de Petrópolis se nega a receber os ativistas para discutir o problema.

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Fonte: Sofrimento Não

Vereadora de Uberaba (MG) pleiteia substituição do uso de carroças de tração animal

Em entrevista à Rádio JM, durante o programa Linha Aberta, na manhã do dia 13, a vereadora Denise Max falou sobre projetos que defendem a causa animal e políticas públicas de proteção às mulheres. Dentre os principais pontos abordados, a vereadora sugeriu a criação de ambulatório especial à causa animal e também a proposta de substituição da carroça pelo chamado “cavalo de lata”.

Denise adiantou aos ouvintes da Rádio JM que vem tentando viabilizar diálogo entre a prefeitura e a iniciativa privada para possibilitar a criação do ambulatório em Uberaba. Se concretizado, o local será voltado ao atendimento na área da saúde de animais, oferecido de forma gratuita.

Já em relação às carroças, Denise denunciou os maus-tratos que alguns animais têm sofrido. Além disso, a vereadora contou que a fiscalização e o cadastramento, que deveria ser feito pela Settrans, estão inoperantes.

Como alternativa à utilização de animais para trabalho, a vereadora propõe a utilização do chamado “cavalo de lata”, que é uma bicicleta elétrica ou não, equipada de uma caçamba. “Temos que ter uma alternativa para os carroceiros. O cavalo de lata não é muito barato, mas a prefeitura pode subsidiar”, disse.

Confira a entrevista na integra acessando o podcast Aqui.

Fonte: JM Online