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Juliano Zabka

Eu apoio o fim da exploração animal. A condição humana parece nos desafiar nesse contínuo esforço em superar as trevas que emergem das profundezas de todos nós. Mas a luz também está presente na gente. Trevas e luz, nesse simbolismo do que temos de "feio" e "belo", em constante interação procurando um lugar para habitar e se expressar. Isso significa que, a cada momento, podemos renunciar as trevas e recomeçar nossas vidas. E a partir do novo que temos o direito e dever de realizar podemos escrever uma história que valha a pena ser contada. Podemos "combater o bom combate". A história nos lembra de episódios de extremo terror e injustiças e das batalhas de toda a ordem na esperança de fundar um novo tempo de paz. A história não terminou nos livros. Estamos vivendo o nosso momento de protagonistas. Esse mundo ainda está submerso nas trevas e nos terrores que um mergulho nas realidades das explorações animal e humana pode revelar de forma assustadora. É tempo de recomeçar a partir da luz, é a nossa vez de "combater o bom combate", essa é a hora de ingressar nessa luta urgente para livrar esses seres sensíveis de todas as circunstâncias infernais que estão submetidos. 
 
Juliano Zabka
graduado em Comunicação Social, acadêmico de Psicologia, integrante do Projeto Pro-Animal, São Leopoldo, RS, Brasil
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Evely Libanori

Os animais merecem o mesmo tratamento ético que dispensamos aos seres humanos. Devemos respeito a eles. Não temos o direito de pensar que eles são propriedade nossa. Não há justificativa moral para a prisão, tortura e morte dos animais. As pessoas não têm ideia do inferno que são os criadouros e os abatedouros, ainda mais quando se trata de criação intensiva. O tratamento dispensado aos animais nos laboratórios de pesquisa, zoológicos, circos, criadouros, abatedouros é cruel. Os animais sofrem muito mais do que as pessoas imaginam. E, ainda que os animais fossem bem tratados até a morte, eu seria contra o uso deles. Cuidar de uma vaca para, depois, esfaquear o seu coração, esfolar e esquartejar seus ossos é tratar bem? Não há saída. Não há jeito de explorar os animais e ser bom para com eles.
 
A verdade é que parar ou continuar com a exploração dos animais é escolha de cada pessoa. Embora parar devesse ser um dever ético de quem se põe no lugar do outro em que corre sangue nas veias. Pode-se continuar do lado da tradição moral especista e cruel, e pode-se romper essa tradição. A posição abolicionista pensa que a prisão, a tortura e a morte de um ser senciente são práticas imorais e covardes, seja ele humano, seja não humano.
 
Chega uma hora que não dá mais para pactuar com a exploração. Precisamos olhar debaixo do tapete para onde a indústria animal varre a sujeira do processo de criação e morte dos animais. Se, nesses momentos, a pessoa não se importar, nem ligar para isso, ok, que siga com sua vida. Mas há aqueles que se importam, que gritam ou sufocam o grito interno diante das atrocidades que a cultura especista pratica com os animais. Há aqueles que, diante do conhecimento daquilo que é feito aos animais, mudam seus hábitos e pensamentos. Então, o jeito é continuar falando, escrevendo. Para ser a voz dos animais e chegar aos corações e mentes que se importam.
 
Evely Vânia Libanori
educadora e escritora, Maringá, PR, Brasil
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Leonardo Maciel

A dívida que temos para com os outros animais do planeta é impagável. A nossa espécie tem sido algoz de seres indefesos e escravizado as outras espécies, transformando-as em sombras tristes do que deveriam ser.

Defendo que a medicina veterinária se incumba de cessar a dor, tratar os doentes sem preconceito especista e colabore para um mundo mais saudável, ao invés de criar técnicas de exploração para produção de alimentos de origem animal.

Acredito em um abolicionismo que encontre caminhos produtivos, ativos, pacíficos e respeitosos, mesmo quando a vontade é sair rompendo a força os grilhões que prendem tantos seres sencientes em uma vida inteira de sofrimento.

Apoio o fim da exploração animal e a paz entre as espécies.

Leonardo Maciel
médico veterinário, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Sandro C. Rollo

A ética antropocêntrica, malgrado seja considerada um avanço quando se tem por referência o paradigma teocêntrico, revelou-se narcisista e egocêntrica na relação existente entre o homem e os demais seres vivos, mormente os animais não humanos. Inexiste qualquer razão para não se estender o entendimento kantiano, que atribui ao animal humano um valor em si mesmo, a todos os animais sencientes, que não deveriam servir, consoante o atual pensamento hegemônico, de instrumento para o atingimento de qualquer finalidade humana. A exploração imposta pelo animal humano ao animal não humano é alicerçada pela força – inclusive econômica –, impondo sofrimento e dor a esses seres impedidos de se defender. Todos os aparatos cognitivos existentes são importantes para se demostrar a cegueira moral no qual nos encontramos quando o foco é a nossa relação com os demais animais sencientes. O Direito, visto como instrumento de transformação social e busca da Justiça, possui função emancipatória e contrária às tradições quando elas se revelarem injustas. Possuímos deveres morais em relação aos animais não humanos, de maneira muito semelhante àqueles existentes com os vulneráveis da nossa espécie. Aos animais não humanos deve ser reconhecido o direito a uma existência digna, desassociada de qualquer forma de exploração humana, seja ela no âmbito do entretenimento, experimentação, ensino, vestuário e alimentação.  

Sandro Cavalcanti Rollo
juiz de direito, São Paulo, SP, Brasil
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Daniel Lourenço

O que a teoria dos direitos dos animais propugna não é que os animais, aqui incluídos os seres humanos, ocupem um lugar especial numa suposta hierarquia cósmica, mas que as demandas dos seres que são potencialmente sencientes sejam reconhecidas como particulares, geradoras de uma vulnerabilidade distinta que clama pela proteção dos direitos fundamentais, especialmente os de feição negativa, consistentes no direito de não serem torturados, experimentados, escravizados, aprisionados, mortos, lesionados ou de qualquer forma instrumentalizados. Isso significa dizer que práticas como a criação de animais, bem como o seu comércio, a caça, a pesca, os zoológicos, a experimentação científica, o confinamento em gaiolas, jaulas, aquários e muitas outras formas de opressão estão absoluta e automaticamente fora do cardápio ético.
 
Daniel Braga Lourenço
professor, advogado, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Catia Faria

A exploração animal é uma consequência diária do especismo. A máquina da exploração animal só pode existir devido à desconsideração sistemática dos intereses dos animais não humanos. Isto implica estarem sujeitos a níveis extremos de sofrimento durante todas as suas vidas para, por fim, morrerem de forma prematura em dor e aflição. Contudo, não há razões de peso para considerar de forma diferente os intereses iguais de humanos  e não humanos. Consequentemente, não há qualquer justificaçao para este tratamento danoso aos restantes animais, tal como não existiria se se tratassem de seres humanos. Rejeitar o especismo compromete-nos, assim, com rejeitar ser parte ou apoiar as práticas da exploração animal, assim como trabalhar rumo à sua abolição. O mundo que devemos alcançar é aquele em os seres humanos ajudam, de facto, os animais, em vez de causar-lhes danos. 
Catia Faria
mestre em Ciências Cognitivas pela Universitat de Barcelona e licenciada em Filosofia pela Universidade do Porto, Portugal
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Sônia T. Felipe

Há milênios os animais habitam este planeta. Há milênios a espécie humana proclamou-se senhora da vida e da morte dos animais, sem que essa proclamação tenha fundamento moral ou ético. Os animais não estão neste planeta para servirem a qualquer propósito humano. Eles estão aqui para viverem, de acordo com seu éthos singular, a vida que suas espécies lhes facultam.
 
Dotados de mente, conscientes da dor que lhes infligimos, os animais têm dos humanos uma imagem do mal, uma imagem da qual me envergonho perante eles: a de torturadores, abusadores, assassinos e exploradores.
 
As ações que produzem tais imagens na mente dos animais são empreendidas por humanos dotados de inteligência, racionalidade e consciência. E os humanos julgam que essas três capacidades são exclusivas deles. Não são.
 
Os animais de outras espécies têm uma mente completa, constituída com as mesmas capacidades das quais os humanos se julgam senhores absolutos. Se há alguma capacidade que falta nos animais, essa ausência não os impede de viver a vida que receberam ao nascer. Portanto, a falta de alguma capacidade animal não pode ser motivo para que os maltratemos, os punamos, os injuriemos, os exploremos ou os matemos. Há capacidades que faltam, também em nós. Entretanto, não autorizamos ninguém a nos injuriar por conta de nossas deficiências.
 
Não temos a visão da águia. Não temos o olfato do cão ou do bovino. Não temos a sintonia emocional dos cavalos. Não temos o palato do vitelo. Nem a velocidade da ema, do antílope. Não temos a sensibilidade dos elefantes. Não temos a afetividade dos porcos, nem o carinho grupal dos bonobos. Temos o que nosso éthos biológico nos legou ao nascermos. E o temos em sua completude e dignidade, tal qual cada um dos indivíduos de cada uma das demais espécies o tem.
 
É tempo de darmos sentido à nossa inteligência e racionalidade e primor à nossa sensibilidade e consciência. Deixamos passar muitos séculos, vividos na cegueira, na surdez e na indiferença. Séculos que viraram milênios nos quais sempre evocamos o direito de tratar os animais como objetos dos quais nos apropriamos. E esse objeto era o ser vivo. Por milênios nos apropriamos da vida alheia. Perfuramos os corpos, degolamos, aprisionamos, impomos limites ao movimento dos animais. Tudo isso para propósitos nada relevantes. Isso basta para que o sentimento de vergonha e dano se aposse de mim.
 
Meu senso de justiça e equidade não me permite admitir que façamos aos animais o que não autorizamos ninguém a fazer conosco. Por uma questão de princípios. Por uma questão de coerência. Estamos na vida na mesma condição de vulnerabilidade de qualquer outro animal. Tememos a dor, a ferida, os danos, a perda e especialmente a morte. Dotados de consciência, todos os animais têm os mesmos temores, cada um nos limites do que sua consciência lhes permite.
 
A grande revolução ética, a revolução abolicionista, acontece em cada humano quando esse reconhece sua condição de animal vulnerável. Essa consciência permite o reconhecimento de que não pode haver liberdade a não ser quando o gesto desencadeado para buscar a realização de seu éthos reverencia em todos os seres sencientes a consciência, seu espírito e sua natureza singular.
 
Para tudo o mais que vimos fazendo contra os animais, alegando sua inferioridade, com certeza, “vai faltar perdão!”.

Dr. phil. Sônia T. Felipe
filósofa, vegana, abolicionista, São José, SC, Brasil
perfil leondenis

Leon Denis

A teoria dos direitos animais, e sua aplicação, o modo de vida vegano, são a mais contundente e genuína resposta aos séculos de descaso e tratamento desrespeitoso da humanidade para com os animais não humanos. Não se apaga séculos de especismo da noite para o dia, a desconstrução da razão antropocêntrico-especista exige um labor incalculável daqueles humanos que buscam abolir da face do planeta a mais brutal de todas as discriminações. Trabalho que demandará tempo, logo, paciência, senso de justiça, coragem, um exercício constante de manter-se firme no pensar e no agir de modo genuinamente ético. Não quero dizer que a razão antropocêntrico-especista tenha uma lógica impecável, por isso a exigência de muito trabalho de nossa parte para desfazê-la, pelo contrario, sua logica é extremamente fraca, faciosa; mas é mais palatável àqueles que seguem cegos e agarrados à tradição egoísta da moral tradicional, do olhar apenas para o que lhes agrada.
 
Aos veganos abolicionistas cabe a árdua tarefa de educar o restante da humanidade na arte de pensar de modo ético. Numa perspectiva ética em que a tua vulnerabilidade e a do outro estejam sempre em pé de igualdade. Somos todos animais.
 
O trabalho de rescrever a historia da humanidade, tendo como norte a sua animalidade, na Terra, só começou.

Leon Denis
educador vegano abolicionista, São Paulo, SP, Brasil
perfil laerte

Laerte Levai

Sob o argumento de buscar o progresso da ciência, o pesquisador prende, fere, quebra, escalpela, penetra, queima, secciona, mutila e mata amimais. Em suas mãos o ser vivo torna-se coisa, animal-máquina. Não há justificativa ética para quem faz da tortura um meio para atingir determinados fins. O caminho para abolir o uso experimental de animais foi indicado pelo artigo 32 par. 1º da Lei Ambiental: adoção de métodos alternativos à experimentação animal. Este dispositivo ajusta-se perfeitamente ao mandamento do artigo 225 par 1º, VII, da Constituição Federal, que veda a submissão de animais a crueldade. Insistir na experimentação animal, portanto, é infringir o espírito das leis abolicionistas, é incorrer em grave erro metodológico e, sobretudo, é desprezar o caráter singular da vida.

Laerte Fernando Levai
promotor de justiça, São José dos Campos, SP, Brasil
depo rosana gnipper

Rosana Gnipper

A busca pela felicidade, pela paz interior é algo que nos instiga por toda nossa existência. Porém, vivemos cada dia mais para aquilo que podemos absorver já, imediatamente. As reflexões mais profundas, que surtirão resultados e efeitos no médio e longo prazo vão ficando cada vez mais distantes. A vida, liberdade e trato digno para os animais só será realidade quando as pessoas incorporarem em si mesmas a defesa legítima pela não violência, pela não discriminação do que é diferente de si mesmo, pela inclusão do diferente em todos os benefícios que desejamos para nós mesmos. Quando o amor, de forma incondicional, for a regra e não a exceção em nossas relações. A manifestação de nosso amor incondicional precisa se estender também a todos os indivíduos que não são parecidos conosco, principalmente no que diz respeito à classificação das espécies, animais que também somos. O fim da exploração dos animais depende única e exclusivamente de nós, humanos. É preciso ocupar todos os espaços de tomada de decisões, amorosamente, porém de forma enérgica para que possamos tomar decisões contrárias às de hoje, deixando os animais de nossa mãe Terra viverem em paz. Não tenho a menor dúvida de que, a partir daí, a paz passará a conviver conosco em todos os lugares, em todas as situações e não “presa” a um templo ou a parcos momentos. O fim da exploração animal depende do despertar da consciência humana; estará mais próximo quanto mais libertos de preconceitos nós estivermos.

Rosana Vicente Gnipper
psicóloga, ativista pelos direitos animais, Curitiba, PR, Brasil
perfil horta

Oscar Horta

A exploração animal dana aos animais e os benefícios que os seres humanos obtêm disso não justificam essa exploração. De fato, os seres humanos não aceitariam nunca fazer a outros humanos o mesmo que eles fazem a outros animais. Por que é que então fazem isso aos animais de espécies distintas à humana? Por causa do especismo.
 
O especismo é a discriminação de quem não faz parte de uma certa espécie. Não há razão alguma que torne aceitável essa discriminação. Todos os seres sencientes têm interesses que é arbitrário não respeitar. Mas, a cada minuto que passa, milhões de animais morrem vítimas da exploração a que são submetidos pelos humanos, e muitos outros morrem também em situações nas quais os seres humanos poderiam ajudá-los. Esse é o terrível resultado do especismo.
 
Mas é possível avançar para um mundo sem especismo, em que tudo isso vá ficando atrás. Para isso, é necessário fazer com que toda a gente possível conheça as razões pelas quais o especismo não tem justificação.
 
Oscar Horta
professor de filosofia moral na Universidade de Santiago de Compostela, Santiago de Compostela, Espanha
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