Contra o apartheid das espécies – sobre a predação e a oposição entre ecologia e liberação animal

O homem mata animais para se alimentar; 
é uma das leis da natureza que o fez carnívoro. 
Claude Elsen1

Desde que abordamos o assunto de considerarmos igualmente os interesses de todos os animais, ou seja, de dar tanto peso aos interesses dos não-humanos quanto aos dos humanos, as pessoas contestam com uma série de argumentos que são sempre os mesmos. Principalmente aparece a referência a predação: “Mas os animais se comem entre eles; então por que não deveríamos fazer o mesmo?” – ou, ao contrário: “Se nos opusermos contra a exploração dos animais, também é necessário nos posicionarmos contra a predação da Natureza”.

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Quem vai à caça não perde o lugar*

Em nosso imaginário a predação representa um papel importante. Tema de numerosos preconceitos, ela está carregada de significados tão potentes quanto emocionais que são dificilmente abalados.

Para contradizer os argumentos que nos são colocados e que fazem referência à predação, mas também para compreender melhor como funciona o naturalismo, é importante detalharmos, de um lado, como nossa sociedade encara a predação, o que ela significa quais mitos são representados, e, por outro lado, o que ela legitima.

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A predação, símbolo da Natureza

A fim de contestarmos a visão de mundo totalitária e fascista que é a visão que cada um de nós tem em nossa sociedade fundamentalmente naturalista e para reafirmarmos a importância dos interesses dos não-humanos justamente onde a ideologia dominante a nega com a maior força, que é importante analisarmos especialmente o tema da predação.

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Coelhos sem documentos

As pessoas dizem que não se deve interferir no curso natural das coisas. Mas quando os interesses humanos estão em jogo, e são suficientemente importantes, eles/elas não hesitam e agem. Tanto os ecologistas quanto os “amigos (as)” dos animais, como os outros.

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