Cavalo abatido a tiro e decepado para consumo da carne em Fafe, Portugal

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Cavalo ainda jovem vivia em estado selvagem (Foto: Carlos Rui Abreu/JN)
Cavalo ainda jovem vivia em estado selvagem (Foto: Carlos Rui Abreu/JN)

Um cavalo ainda jovem, com idade compreendida entre os seis e os oito meses, foi abatido a tiro e cortaram-lhe as patas traseiras. Tudo terá acontecido na madrugada desta quinta-feira junto do lugar de Lagoa, em Fafe.

“Tem junto do pescoço o local onde a bala o perfurou, foi derrubado a tiro e depois deceparam os membros posteriores”, explicou Jorge Silva, médico veterinário municipal. Este responsável não tem grandes dúvidas sobre as motivações que estiveram na génese deste ato bárbaro. “Deve ser para consumo humano porque são as partes nobres dos animais, onde a carne é de melhor qualidade e provavelmente foi por isso, porque não lhes interessou o resto do animal”, disse.

Nesta zona serrana do concelho de Fafe existem muitos destes cavalos que vagueiam livremente pelos montes. “Provavelmente nasceu aqui na serra, não tem identificação porque é nascido e criado aqui na natureza. São animais rústicos que valorizam a paisagem, acabam por fertilizar os próprios solos, criam trilhos para os caçadores e constituem um património genético do nosso concelho, é um garrano”, caracterizou o veterinário.

Por se tratar de um crime, uma patrulha do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Destacamento de Guimarães da GNR esteve no local.

Por Carlos Rui Abreu

Fonte: Jornal de Notícias / mantida a grafia lusitana original


Nota do Olhar Animal: Animais não são “patrimônio genético” e sim seres sencientes, capazes de sofrer e que tem algum grau de consciência sobre o que lhes ocorre. Este é o motivo de não ser correto serem mortos e não por serem algum tipo de patrimônio de alguém (ou de muitos “alguéns”).

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