Cavalo é sacrificado após agonizar por dias em praça de Maceió, AL

Voluntários de ONG de apoio a animais de rua alegam que eutanásia foi feita sem a realização de exames. Procedimento foi realizado por equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

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Cavalo abandonado no Osman Loureiro é sacrificado após ficar agonizando por 3 dias (Foto: Reprodução TV Gazeta)
Cavalo abandonado no Osman Loureiro é sacrificado após ficar agonizando por 3 dias (Foto: Reprodução TV Gazeta)

Um cavalo com sinais de maus-tratos que estava agonizando há três dias em uma praça do Conjunto Osman Loureiro, em Maceió, foi sacrificado nesta quinta-feira (31). Uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), junto com o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e veterinários, chegaram a conclusão de que a eutanásia era o único procedimento cabível em vista ao estado do animal.

Após reclamações de moradores sobre a demora no atendimento, o coordenador do CCZ, Samy Barros, disse que o chamado tinha sido feito para atendimento clínico e que isso não é competência do centro.

“O centro não é para tratamento de animal. É para um controle de doenças que se enquadram dentro daquelas que compõem o quadro de zoonoses. Nós não tratamos doença. Quando a população liga pedindo por isso, não vai ter”, explica.
OAB

A situação chegou ao conhecimento da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL), e a responsável pela Comissão de Bem-Estar Animal, Adriana Alves, afirma que nos casos de abandono e maus-tratos, a demora no atendimento não se justifica.

“O CCZ tem como atribuição também resgatar os animais em estado de risco. Inclusive, nós vamos buscar esclarecer diante dos poderes constituídos, do Ministério Público de Alagoas (MP-AL). Queremos convocar também uma reunião com o CCZ para ver o que faltou para que esse animal ficasse mais de 48 horas esperando um resgate. O mínimo que se tem que dar ao bem-estar do animal é uma morte digna”, justifica.

Voluntários da ONG Pata Voluntária foram chamados por moradores da região para efetuar o resgate, mas quando estavam a caminho com uma veterinária receberam a notícia de que o animal havia sido sacrificado.

Segundo a voluntária Pali Mondal, a eutanásia foi realizada sem o embasamento de exames. “O animal foi diagnosticado com câncer, mas não foram realizados exames. Recebemos vídeos de moradores indignados com a situação, e também estamos”, conta.

Fonte: G1

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