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Cavalos infectados com ‘Aids equina’ são sacrificados na região de Marília, SP

Doze fazendas foram interditadas e 40 animais sacrificados neste ano. Anemia infecciosa é semelhante à Aids humana, mas só afeta equídeos.

Uma anemia infecciosa equina, conhecida como “Aids equina”, preocupa criadores de cavalos na região de Marília (SP). Doze fazendas já foram interditadas e 40 animais precisaram ser sacrificados neste ano, segundo o Escritório de Defesa Agropecuária.

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A doença da mesma família da Aids humana afeta os cavalos e outros equídeos como jumentos e burros. A doença causa fraqueza e perda de peso, mas muitas vezes os sintomas só aparecem depois de dois anos que o vírus está no animal.

Não há cura e nem mesmo tratamento e o animal precisa ser sacrificado para evitar a transmissão da doença, segundo o veterinário da defesa agropecuária Danilo Pozzer. “A transmissão se dá por agulhas, picadas de insetos, uso de freios com resíduos de sangue. No trato reprodutivo se eles tiverem contaminação também.”

A doença é transmitida por agulhas infectadas, esporas com sangue contaminado ou por picadas de inseto, mas a anemia só afeta equídeos e não oferece risco para outros animais ou seres humanos.

A defesa agropecuária está fazendo exames na região Centro-Oeste Paulista a cada quarenta dias. As propriedades com animais infectados são interditadas. “Depois de dois exames negativos de todo o rebanho, a propriedade é liberada novamente”, explica Pozzer.

Na região de Marília, o Escritório de Defesa Agropecuária já interditou pelo menos 12 propriedades por causa da anemia infecciosa e como a doença não tem cura, investir em prevenção é a melhor maneira de evitar prejuízos.

No haras que Rafael Lisboa administra só entram animais com exames em dia. São mais de 250 cavalos da raça quarto de milha. Eles passam por testes antes e depois de competições. Além disso, a administração cuida da limpeza dos equipamentos de manejo como arreios e esporas e todas as seringas são descartáveis. “Nenhum animal é desembarcado aqui no haras se não tiver com seus exames em dia.”

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Assista ao vídeo clicando aqui.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Imagine a seguinte notícia: “Pessoas infectadas com ‘Aids’ são sacrificadas na região de Marília, SP”. Seria aceitável? Não há diferenças relevantes entre as vítimas. E o que é relevante? É a capacidade de sofrer e de sentir prazer, é a consciência num grau suficiente para saber o que acontece consigo. São os estados mentais positivos e negativos. Estas características deveriam garantir uma consideração igual, no sentido de se buscar um tratamento para a doença e a melhoria das condições de vida dos cavalos. Mas a estes é atribuído um valor econômico, uma condição de “coisa”, de “bem”. E o temor por prejuízos financeiros move tutores e autoridades sanitárias para a execução sumária dos animais infectados. 

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