Circo está instalado no estacionamento de um shopping em Santarém e deve iniciar as atividades nesta quinta-feira (Foto: Fábio Cadete/G1)

Circo em Santarém (PA) é notificado pela Adepará por não apresentar documentos de origem de animais

Chegado recentemente em Santarém, no oeste do Pará, o circo instalado no estacionamento de um shopping da cidade foi notificado pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) por não apresentar documentações que comprovam a origem de animais que compõem os espetáculos. A notificação foi feita nesta manhã (25) durante fiscalizações de rotina.

De acordo com a fiscal técnica do órgão, a médica veterinária Andreza Scafi, é necessário que haja a comprovação para manter as condições sanitárias do território. “Foi feito o primeiro contato e não foram apresentadas essas documentações de imediato e foi dado um prazo de 24 horas para a apresentação, uma vez que alegam que tenham os documentos”, explicou.

O circo estreia normalmente nesta quinta-feira (25) com vários números circenses. Ao G1, o gerente do estabelecimento, Sandro Fernandes, informou que tinha os documentos, mas perdeu após um acidente na estrada quando um dos trailers virou. Na manhã desta sexta-feira (26) ele irá à gerência regional da Adepará para devida regularização.

Apesar de serem informados de que as mini-vacas e pôneis são do estado da Bahia, a Adepará precisa da comprovação. Por este motivo, ela entrará em contato com o estado e tentará a segunda via. Caso não consiga, o circo receberá um auto de infração e medidas legais para cada animal.

“Caso não seja comprovada a origem, vão ser feitas duas medidas distintas: uma para os equinos, onde vão ter contratar um médico veterinário, fazer coleta do soro, encaminhar para laboratório e aguardar o resultado (…). E a outra é para os bovinos, vai ser necessário o isolamento dos animais na quarentena, coleta de material pela Adepará para exame de febre aftosa.

No primeiro caso, se negativo, ele poderá fazer a emissão de Guia de Trânsito aqui no Pará para transitar para qualquer parte do país. Já no segundo, os animais poderão transitar somente após 40 dias e com o resultado de exames negativos.

Andreza explica que, baseado na lei estadual Nº 8.592/2018, fica proibida a utilização de animais em apresentações, que tenham como atrativo a exibição e exploração em todo o território do Pará. Portanto, as mini-vacas e os pôneis, por mais que fiquem nas estruturas do circo não poderão ser usados em atividades circenses.

O circo deve permanecer em Santarém por mais de um mês, e nesse período os animais ficarão nas estruturas circenses. O gerente garantiu que os animais serão alimentados e receberão os devidos cuidados.

Por Geovane Brito

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Lamentável que a única coisa que preocupe as autoridades sejam as questões burocráticas. Os abusos e maus-tratos inerentes ao uso de animais por circos deveriam ser o foco da ação. Pela proibição de animais em circos também no Pará!

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