Combate ao tráfico resgatou 158 animais em seis meses no Piauí

Os bichos são levados para centro de triagem.

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Foto: Francisco Gilásio
Foto: Francisco Gilásio

O tráfico de animais silvestres é crime no Brasil, mas apesar de todo esforço das autoridades ligadas à proteção da fauna, ele continua ocorrendo, provocando a extinção de espécies e deixando dezenas mutiladas. Somente de janeiro a julho deste ano, Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/ Ibama) receberam 158 animais resgatados pela equipe de fiscalização do Ibama e Polícia Rodoviária Federal do Piauí.

Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama são unidades responsáveis pelo manejo dos animais silvestres que são recebidos de ação fiscalizatória, resgate ou entrega voluntária de particulares. Os Cetas possuem a finalidade de receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, reabilitar e destinar esses animais silvestres, além de realizar e subsidiar pesquisas científicas, ensino e extensão.

Do total de quase 160 animais levados para recuperação no Cetas, 11 eram répteis, 11 mamíferos, 3 animais exóticos, 133 aves.  E na semana passada, a PRF prendeu um homem transportando, em gaiolas, mais de 2,6 mil pássaros silvestres, de forma ilegal, na cidade de Floriano, região Sul do Estado. A maioria dos animais era da espécie Sporophila nigricollis (papa-capim) e havia uma unidade da espécie Cacicus cela (xexéu).

José Lacerda da Luz, analista ambiental no Ibama e veterinário, informa que, como é possível perceber pelos números,  o alvo dos predadores são as aves. “A maioria deles chega aqui mutiladas, com a porta da asa cortada para ficarem impossibilitados de voar, ou com feridas pelo corpo porque são transportados em grande quantidade e dentro de caixas ou gaiolas muito pequenas”, lamenta.

O crime ambiental de tráfico de animais silvestres está regulado, mais especificamente, em duas Leis e um Decreto: Lei 5.197/67, Lei 9.605/98 e Decreto n° 3.179/99. A Lei 9.605/98, do Capítulo dos Crimes Contra o Meio Ambiente, Crimes Contra a Fauna, caput do art. 29, considera crime matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da faliria silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida.  A pena é de detenção de seis meses a um ano, e multa.

Fonte: Capital Teresina

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